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Após condenação, Stephany diz que deixou de se culpar pelas violências que sofreu

“Durante muito tempo, gente, vou falar para vocês, durante muito tempo mesmo eu fiquei me sentindo culpada. […] Hoje eu entendo que não, que o problema nunca foi sobre mim”, afirmou.

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A jovem Stephany Leal, de 21 anos, comemorou nesta sexta-feira (14) a condenação do empresário Alexandre Franzner Pisetta a 11 anos e três meses de prisão pelos crimes de estupro e perseguição. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que a decisão representa uma resposta judicial às violências que relatou ter sofrido durante o relacionamento com o empresário.

Stephany afirmou que não buscava vingança, mas responsabilização pelos fatos denunciados. Alexandre está preso preventivamente há mais de sete meses.

“Eu nunca quis vingança, eu sempre quis só justiça”, declarou.

Durante o relato, a jovem também falou sobre o período em que se responsabilizava pelas situações vividas durante o relacionamento. Segundo ela, foi ao conhecer o relato de outra mulher que passou por uma experiência semelhante que começou a compreender que não era culpada pelo comportamento do empresário.

“Durante muito tempo, gente, vou falar para vocês, durante muito tempo mesmo eu fiquei me sentindo culpada. […] Hoje eu entendo que não, que o problema nunca foi sobre mim”, afirmou.

Denúncia e exposição nas redes

Stephany contou que procurou a polícia em maio de 2025 e apresentou fotos, capturas de tela de conversas e vídeos relacionados ao caso. Segundo ela, naquele momento não houve o resultado que esperava.

Diante disso, decidiu tornar o caso público nas redes sociais. Na avaliação da jovem, a repercussão contribuiu para que a investigação avançasse.

“Se eu não tivesse me exposto, se eu não tivesse exposto a minha vida, se eu não tivesse feito todo o ‘auê’ que eu fiz na internet. Mas, amém, são águas passadas”, relatou.

Após a condenação, Stephany afirmou estar satisfeita com o momento que vive atualmente e disse que pretende seguir em frente.

“Estou muito feliz com a vida que estou construindo para mim e acho que é isso que importa”, declarou.

Jovem relata contato com outra mulher

No vídeo, Stephany também contou ter conversado com outra mulher que teria se relacionado com Alexandre quando tinha 18 anos. Segundo seu relato, essa jovem também teria procurado a polícia, registrado uma denúncia e solicitado uma medida protetiva.

Stephany afirmou ter ficado surpresa com as semelhanças entre os relatos e disse acreditar que outras mulheres possam ter passado por situações semelhantes.

“Eu não fui a única. E essa garota também não. Foram várias que passaram por coisas iguais ou até piores”, afirmou.

Segundo Stephany, a mulher teria relatado agressões e apresentado hematomas após um episódio de violência. Ainda conforme o relato publicado nas redes sociais, ela teria procurado a delegacia e pedido proteção.

A jovem também afirmou que o empresário costumava mencionar familiares e pessoas que, segundo ela, teriam influência, além de fazer referências ao período que permaneceria preso caso fosse detido.

As afirmações sobre outros possíveis casos fazem parte do relato de Stephany e não representam, por si só, comprovação judicial de novos crimes.

Condenação

Alexandre Franzner Pisetta foi condenado pela 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá a 11 anos e três meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de estupro e perseguição.

De acordo com a sentença, o estupro ocorreu em 17 de maio de 2025 e foi parcialmente registrado por uma câmera de segurança. A Justiça também considerou comprovada uma sequência de comportamentos caracterizados como perseguição contra a vítima.

Alexandre permanece preso preventivamente e, neste momento, não poderá recorrer em liberdade. A sentença determinou ainda o pagamento de R$ 15 mil de indenização mínima à vítima.

O empresário foi absolvido das acusações de descumprimento de medidas relacionadas ao caso.

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BMW pega fogo e fica destruída na Avenida dos Trabalhadores, em Cuiabá

Segundo o relato do condutor, ele seguia pela avenida quando ouviu um barulho semelhante a uma explosão. Na sequência, percebeu a presença de fumaça saindo da região do motor

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Um veículo BMW foi completamente destruído por um incêndio na noite desta sexta-feira (14), na Avenida dos Trabalhadores, em Cuiabá. O motorista conseguiu deixar o automóvel antes que as chamas se espalhassem e não houve registro de feridos.

Segundo o relato do condutor, ele seguia pela avenida quando ouviu um barulho semelhante a uma explosão. Na sequência, percebeu a presença de fumaça saindo da região do motor.

O motorista conseguiu estacionar o veículo e sair do carro, mas o fogo se alastrou rapidamente, atingindo praticamente toda a estrutura da BMW.

Vídeos registrados por pessoas que estavam nas proximidades mostram o automóvel tomado pelas chamas durante o incêndio.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 22h e enviou uma equipe ao local. Os militares realizaram o combate ao fogo e, posteriormente, o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos que pudessem provocar uma nova ignição.

Apesar da intensidade do incêndio, ninguém ficou ferido.

Na manhã deste sábado (15), o veículo ainda permanecia no local, completamente carbonizado, aguardando a remoção. As circunstâncias que provocaram o incêndio ainda não foram esclarecidas e deverão ser apuradas.

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O voto feminino não perdoa promessa vazia

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Cláudio Cordeiro, é consultor de marketing político e eleitoral, CEO da Gonçalves Cordeiro, publicitário e advogado

E quem faz campanha comigo já sabe disso.

Tenho uma frase que repito para todo candidato que senta comigo antes de fechar um plano de campanha: “se a senhora que administra a casa não acreditar em você, o senhor que administra a empresa também não vai acreditar.” Não é intuição. É o que 30 anos de rua, urna e pesquisa qualitativa me ensinaram, e é também o que uma pesquisa recente do cientista político Renato Dorgan, do Instituto Travessia de Pesquisas, acaba de confirmar com muita precisão: mulheres não votam de qualquer jeito. Elas constroem o voto.

E essa diferença, que parece sutil, é o que decide eleição.

Dorgan mostra algo que eu vejo campanha após campanha, prefeitura após prefeitura: para a eleitora, saúde não é orçamento nem indicador. É a consulta que não saiu, o remédio que faltou na farmácia do bairro, a fila que não andou. Educação não é meta de gestão. É a creche sem vaga, a professora que faltou, o filho andando longe demais para chegar à escola.

Isso acontece porque, goste-se ou não, ainda recai sobre a mulher a maior parte do trabalho invisível de cuidar da família. Ela sente a política pública na pele, todos os dias, muito antes de qualquer pesquisa de opinião chegar para medir isso.

Toda campanha que constrói discurso de saúde e educação em cima de número de obra entregue, sem contar a vida real por trás daquele número, está falando sozinha.

Um erro que vejo repetidamente em campanha: presumir que o eleitorado já decidiu meses antes da eleição. Com o público feminino, essa aposta é ainda mais arriscada. A pesquisa mostra, e a experiência de rua confirma, que a mulher segue comparando, observando comportamento, confrontando o que ouve com a própria realidade, até a reta final. O “poderia votar” é muito mais comum entre elas do que o “votaria com certeza”.

Isso não é indecisão fraca. É prudência. E prudência não se conquista com blitz de passeata na última semana, se conquista com consistência ao longo de toda a campanha.

Outro ponto que a pesquisa traz e que uso há anos em campanha: “roubar dinheiro público” é uma frase abstrata. “Desviar dinheiro da merenda” é outra coisa completamente diferente. Quando o adversário tem esse tipo de mancha, a peça de comunicação certa não fala em “improbidade administrativa”, fala em creche fechada, em remédio que sumiu, em hospital sem equipamento. É isso que revolta, e revolta mais forte entre as mulheres.

Vivemos um momento em que muita campanha confunde grito com força e ataque com coragem. Já vi candidato aplaudido em live de madrugada perder terreno justamente com o público feminino, porque ela consegue, com uma clareza impressionante, separar duas coisas: concordar com a posição do candidato e rejeitar o jeito agressivo como ele se comporta.

Dá para ser firme em segurança, em economia, em qualquer pauta considerada “dura”, sem transformar toda divergência em guerra pessoal. Quem não entende essa diferença perde voto que já tinha ganhado.

“Vou acabar com a fila”, “vou construir dez hospitais”, “vou dobrar o emprego” — pacote fechado assim, sem explicação de como, quando e com que dinheiro, soa vazio para a maioria das eleitoras. E soa vazio justamente porque quem administra orçamento de casa sabe que escolha envolve corte, prazo e prioridade. É teste de realidade, todos os dias, na ponta do lápis.

Em toda campanha que assino, insisto no mesmo ponto com o candidato: prometa menos e explique mais. “Como” vale mais voto do que “quanto”. O menos é mais.

Errado quem pensa que mulher quer discurso brando em segurança pública. O medo dela é real e é mais amplo do que se imagina: o caminho até o ponto de ônibus, o filho que volta tarde, a filha adolescente, a violência doméstica, a droga perto da escola. Ela quer política, investigação e presença do Estado, mas ela também faz uma pergunta que discurso de bravata não responde: “isso vai deixar minha família mais segura de verdade?”

Depois de cinco vitórias em campanhas majoritárias de prefeito na eleição pretérita, aprendi que o voto feminino se decide por uma pergunta silenciosa, quase nunca verbalizada: essa pessoa parece preparada, equilibrada, e cumpre o que promete? Quando o candidato ultrapassa o limite entre firmeza e impulsividade, é exatamente aí que a eleitora entra com o freio.

Por fim, o alerta mais importante, tanto da pesquisa de Dorgan quanto da minha própria experiência de estrategista: mulher não é pauta eleitoral. Não é “proposta cor-de-rosa” nem evento temático de última hora em outubro. Ela quer discutir emprego, inflação, saúde, segurança, transporte e impostos, os mesmos temas de qualquer eleitor, com o agravante de que, em grande parte das famílias e das comunidades, é ela quem primeiro organiza e repassa essas informações no dia a dia.

Não existe “a mulher brasileira”. Existem milhões de eleitoras diferentes entre si, em classe, idade, religião, região. Mas a forma como avaliam um candidato, pelo equilíbrio, pela coerência entre discurso e comportamento, pela capacidade real de resolver problema concreto, se repete com uma regularidade que nenhuma campanha inteligente pode ignorar.

Quem entende isso planeja campanha diferente. Quem ignora, perde no primeiro turno sem nem entender por quê.

*Cláudio Cordeiro é publicitário, consultor político e estrategista de marketing eleitoral, CEO da Gonçalves Cordeiro Publicidade, autor do livro “Inteligência Política Eleitoral” e responsável por cinco vitórias em campanhas majoritárias de prefeito em Mato Grosso na eleição passada. A análise dialoga com a pesquisa “Mulheres Votam Melhor”, do cientista político Renato Dorgan, CEO do Instituto Travessia de Pesquisas.*

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Morre aos 63 anos Débora Bernardo, irmã do cantor Mato Grosso, em Cáceres

A notícia da morte gerou manifestações de pesar entre pessoas que conviveram com a professora, especialmente no meio educacional e sindical de Cáceres.

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Morreu nesta quinta-feira (13), em Cáceres, Débora Regina Bernardo Viana, aos 63 anos. Professora aposentada da rede estadual de ensino e irmã do cantor Mato Grosso, da dupla Matogrosso & Mathias, ela enfrentava um tratamento contra o câncer e morreu após uma infecção renal.

A morte foi comunicada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), por meio da subsede de Cáceres, que destacou a trajetória profissional e sindical da professora.

Débora atuou como pedagoga na rede estadual e permaneceu na atividade profissional até março de 2026. Ao longo da carreira, também participou de mobilizações sindicais e de iniciativas voltadas à defesa dos direitos dos trabalhadores da educação pública.

A atuação profissional e o envolvimento com as pautas da categoria fizeram com que Débora fosse lembrada por colegas e amigos como uma educadora comprometida com a educação pública e com as lutas dos servidores.

Além da trajetória na área da educação, Débora era conhecida por ser irmã do cantor Mato Grosso, integrante da tradicional dupla sertaneja Matogrosso & Mathias, cuja carreira atravessa décadas de história na música brasileira.

A notícia da morte gerou manifestações de pesar entre pessoas que conviveram com a professora, especialmente no meio educacional e sindical de Cáceres.

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