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Real Time Big Data: vantagem de Wellington sobre Pivetta cai de 26 para 8 pontos

No levantamento do Real Time divulgado em junho, Wellington aparecia com 35%, seguido por Jayme Campos, com 23%, Pivetta, com 19%, e Natasha, com 10%.

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A disputa pelo Governo de Mato Grosso apresenta um cenário mais equilibrado do que o registrado no fim de 2025. Em uma série de levantamentos atribuídos ao Instituto Real Time Big Data, Wellington Fagundes (PL) aparece à frente de Otaviano Pivetta (Republicanos), mas com uma diferença significativamente menor entre os dois.

No levantamento de novembro de 2025 citado no histórico da pesquisa, Wellington tinha 44% das intenções de voto em um dos cenários, enquanto Pivetta aparecia com 18%, uma vantagem de 26 pontos percentuais.

A série apresentada no levantamento atual indica uma mudança gradual nesse cenário. Wellington teria passado de 44% para 34%, enquanto Pivetta avançou de 18% para 26%. Com os movimentos em sentidos opostos, a distância entre os dois caiu de 26 para 8 pontos percentuais.

Em março, os números apresentados eram de 43% para Wellington e 25% para Pivetta, reduzindo a diferença para 18 pontos. Em junho, o cenário apontava 40% para Wellington e 29% para Pivetta, uma distância de 11 pontos.

O resultado mais recente citado no levantamento coloca Wellington com 34%, Pivetta com 26% e Natasha Slhessarenko com 13%.

A evolução indica que Wellington continua liderando o cenário apresentado, mas Pivetta ganhou espaço ao longo da série. O senador acumula uma redução de 10 pontos percentuais em relação ao primeiro levantamento citado, enquanto o governador registra crescimento de 8 pontos.

É importante observar que pesquisas diferentes, realizadas por institutos distintos e em períodos diferentes, não devem ser tratadas como uma série única. Em julho, por exemplo, levantamento do Instituto MT Dados mostrou Pivetta com 26% e Wellington com 25% na pesquisa estimulada, dentro de um cenário diferente do apresentado pelo Real Time Big Data.

No levantamento do Real Time divulgado em junho, Wellington aparecia com 35%, seguido por Jayme Campos, com 23%, Pivetta, com 19%, e Natasha, com 10%.

Os números mostram, portanto, uma disputa ainda aberta, com oscilações relevantes entre os principais nomes e uma parcela do eleitorado que permanece sujeita a mudanças até a eleição. A margem de erro e a metodologia de cada pesquisa também precisam ser consideradas na comparação dos resultados.

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Politica

Cansada de promessas, população esvazia audiência sobre falta d’água em Várzea Grande

A baixa adesão deixa um questionamento para o poder público: o que será necessário fazer para recuperar a confiança dos moradores e voltar a mobilizar a população em torno de um problema que continua sem solução definitiva?

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A audiência pública realizada na noite desta quarta-feira (12), no Ginásio Fiotão, em Várzea Grande, para discutir a crise no abastecimento de água terminou marcada pela baixa participação popular. Mesmo diante de um dos problemas mais recorrentes enfrentados pelos moradores, o espaço ficou longe de lotar.

Com capacidade para cerca de 2,4 mil pessoas, o ginásio registrou muitas cadeiras e arquibancadas vazias durante o encontro. A audiência havia sido divulgada pela Prefeitura e convocada para debater alternativas para melhorar o abastecimento no município.

O baixo comparecimento chama atenção justamente pela dimensão do problema. A falta d’água é uma reclamação frequente em diferentes regiões de Várzea Grande e há anos integra a lista das principais demandas da população.

O esvaziamento da audiência também pode ser interpretado como um sinal de desgaste e descrédito diante das sucessivas promessas de solução para o abastecimento. Para parte dos moradores, a discussão sobre novos projetos perdeu força diante da demora em resultados concretos.

A expectativa era de que a audiência reunisse moradores, autoridades e representantes dos setores responsáveis pelo abastecimento para discutir medidas capazes de enfrentar a crise.

Com o ginásio parcialmente vazio, porém, o encontro acabou expondo outro problema além da falta de água: a distância entre a população e as discussões sobre soluções para uma questão que afeta diretamente a rotina da cidade.

A baixa adesão deixa um questionamento para o poder público: o que será necessário fazer para recuperar a confiança dos moradores e voltar a mobilizar a população em torno de um problema que continua sem solução definitiva?

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Justiça afasta secretário de Governo de Várzea Grande por 90 dias e suspende pagamento de R$ 963 mil

Na avaliação do magistrado, a permanência de Fidélis na Secretaria de Governo poderia interferir na produção de provas, considerando que a investigação envolve documentos e servidores da própria estrutura municipal.

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O juiz Francisco Ney Gaíva, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou nesta sexta-feira (14) o afastamento cautelar de Silvio Aparecido Fidélis do cargo de secretário municipal de Governo pelo prazo inicial de 90 dias. A decisão também suspendeu o pagamento de R$ 963.067,27 à empresa Allegratur Agência de Viagens e Turismo Ltda., relacionado a um contrato de transporte escolar.

A determinação foi proferida no âmbito de uma ação popular apresentada por Juliano Banegas Brustolin, que questiona o Pregão Eletrônico nº 01/2022 e o Contrato Administrativo nº 095/2022, firmados pelo município para a prestação do serviço.

De acordo com a decisão, o afastamento ocorre sem prejuízo da remuneração e começa a contar a partir da intimação. O prazo poderá ser prorrogado caso a instrução do processo ainda não tenha sido concluída.

Juiz aponta risco à investigação

Na avaliação do magistrado, a permanência de Fidélis na Secretaria de Governo poderia interferir na produção de provas, considerando que a investigação envolve documentos e servidores da própria estrutura municipal.

O juiz destacou que Fidélis ocupava a Secretaria Municipal de Educação no período relacionado aos fatos investigados. Segundo a decisão, relatório elaborado pela Controladoria-Geral do Município apontou possíveis responsabilidades do então secretário na aprovação do Termo de Referência nº 66/2021, na designação de servidor para funções ligadas ao contrato e na autorização de pagamentos.

“O perigo de dano à instrução é atual e concreto”, afirmou o magistrado na decisão, ao mencionar o acesso do secretário ao fluxo interno de informações e sua capacidade de influência sobre servidores que poderiam deter documentos relevantes para o processo.

A decisão também cita uma recomendação do Ministério Público elaborada durante as investigações, na qual teriam sido apontadas responsabilidades atribuídas ao ex-secretário.

Possível dano supera R$ 6,2 milhões

Outro ponto destacado pelo juiz são os apontamentos de uma auditoria realizada pela própria Controladoria-Geral do Município.

Conforme o Relatório Técnico de Auditoria nº 05/2025, haveria indícios de irregularidades na execução do contrato e um possível dano aos cofres públicos estimado em R$ 6.224.128,40.

As suspeitas envolvem, entre outros pontos, as medições de quilometragem dos serviços de transporte escolar, questão que também aparece entre os elementos analisados na ação popular.

A existência de dano ao erário e as eventuais responsabilidades, contudo, ainda estão submetidas à apuração judicial.

Justiça bloqueia pagamento de quase R$ 1 milhão

Além do afastamento de Fidélis, o magistrado determinou a suspensão imediata de qualquer pagamento à Allegratur relacionado ao contrato investigado.

O valor de R$ 963.067,27 corresponde às notas fiscais nº 223, 304, 311 e 312, referentes, segundo a decisão, a serviços prestados em novembro de 2024 e outubro, novembro e dezembro de 2025.

O juiz considerou que a suspensão não deve provocar interrupção de serviço público, uma vez que o contrato foi rescindido amigavelmente em 30 de dezembro de 2025.

O Município de Várzea Grande está impedido de efetuar os pagamentos até nova determinação judicial. Em caso de descumprimento, poderá haver responsabilização pessoal do ordenador de despesas.

Prefeitura terá 15 dias para apresentar documentos

A Justiça também determinou que a Prefeitura preserve toda a documentação física e eletrônica relacionada ao contrato.

Entre os documentos solicitados estão o processo administrativo de contratação, contrato e aditivos, medições de quilometragem, documentos de fiscalização, diários de bordo, relatórios de GPS, notas fiscais, empenhos, liquidações, ordens de pagamento e comprovantes de transferências bancárias.

O município terá 15 dias úteis para apresentar a documentação integral no processo.

A decisão estabelece multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da ordem de preservação dos documentos.

Mudança na Secretaria de Saúde

A decisão judicial ocorreu no mesmo dia em que a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, decidiu exonerar a secretária municipal de Saúde, Valéria Aparecida Nogueira, e designar Silvio Fidélis para acumular a Secretaria de Governo com o comando interino da Saúde.

Com a determinação judicial, entretanto, Fidélis fica afastado cautelarmente das funções públicas mencionadas na decisão.

As suspeitas relacionadas ao contrato de transporte escolar ainda serão analisadas no curso da ação. O afastamento determinado pela Justiça tem natureza cautelar e não representa, por si só, condenação definitiva.

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Gisela rebate Jayme e diz que acusações contra governo devem ser acompanhadas de provas

“Na medida que isso, de alguma forma, avance para ilegalidade, isso vai ser estudado pelo jurídico, pela equipe que compõe toda a estrutura da majoritária”, afirmou.

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A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), que integra a chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), reagiu às recentes críticas do senador Jayme Campos (União) contra o grupo que administra o Governo de Mato Grosso. Em entrevista ao Jornal da Verde FM, ela defendeu que eventuais denúncias sejam apresentadas formalmente e acompanhadas de provas.

A declaração ocorreu após Jayme afirmar que haveria uma “quadrilha” no Palácio Paiaguás. Para Gisela, o tom das acusações chama atenção principalmente porque o senador fazia parte do mesmo grupo político até recentemente.

“O que me admira muito é de que o senador Jayme Campos, até ontem, nós estávamos todos dentro do mesmo grupo. Nunca houve uma manifestação nesse sentido de que tem quadrilha, de que tem coisa errada ou algo nesse sentido. E agora, no período eleitoral, a gente vê e começa a verificar muitas acusações”, afirmou.

A mudança de posicionamento ocorreu após a convenção do União Brasil, realizada em 30 de julho, quando Jayme Campos defendia uma candidatura própria ao Governo de Mato Grosso. A maioria dos convencionais decidiu apoiar a candidatura à reeleição de Pivetta.

Posteriormente, Jayme participou do evento que oficializou o empresário Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco”, como candidato a vice na chapa encabeçada por Wellington Fagundes (PL). Na ocasião, o senador declarou apoio ao grupo adversário e afirmou que atuará como “soldado” da campanha.

Gisela cobra investigação

Gisela afirmou que não há impedimento para que denúncias sejam feitas contra integrantes do governo, mas defendeu que as acusações sejam encaminhadas às autoridades competentes para investigação.

“Quem tem algo contra o governo tem que fazer o procedimento correto, para que nós tenhamos o devido processo legal, se façam acusações, se haja investigação e se puna todos os culpados. Aqui, ninguém está para passar pano para ninguém”, declarou.

A candidata também criticou o uso de acusações durante a campanha eleitoral sem, segundo ela, a apresentação de elementos que comprovem as denúncias.

“Quem tiver acusação, que faça com provas. E quem, na verdade, só quiser atrair likes, quem quiser apenas chamar atenção, é claro que, de forma irresponsável, vai acabar tendo que responder junto à Justiça”, afirmou.

Jurídico acompanha declarações

Questionada sobre a possibilidade de Jayme levar as críticas para o horário eleitoral, Gisela disse que a equipe jurídica da campanha de Pivetta deverá analisar eventuais manifestações que possam ultrapassar os limites estabelecidos pela legislação eleitoral.

Ela também destacou a experiência política de Jayme e afirmou que o senador conhece as regras que devem ser observadas durante a disputa.

“O senador Jayme Campos, na verdade, ele nos dá aula de política pelo tempo que ele tem dentro da política, e, de acordo com o próprio estatuto do partido e regras, ele sabe o que pode e o que não pode fazer”, disse.

Gisela concluiu afirmando que a campanha pretende manter o debate dentro das regras eleitorais e que eventuais ilegalidades serão avaliadas pela equipe jurídica.

“Na medida que isso, de alguma forma, avance para ilegalidade, isso vai ser estudado pelo jurídico, pela equipe que compõe toda a estrutura da majoritária”, afirmou.

 

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