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Após 27 anos, plebiscito decidirá se comunidades vão pertencer a Poxoréu ou Primavera do Leste

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Uma disputa territorial que atravessa quase três décadas entre os municípios de Poxoréu e Primavera do Leste finalmente ganhou um caminho para ser resolvida. Após articulação da deputada federal Gisela Simona na Câmara dos Deputados para aprovação da Lei Complementar Federal nº 230/2026 e, em Mato Grosso, pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho – presidente da Comissão de Revisão Territorial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso -, moradores das comunidades de Nova Poxoréu e Vale Verde poderão decidir, por meio de consulta popular, se desejam deixar de pertencer a Poxoréu e serem incorporados administrativamente a Primavera do Leste.

A votação está prevista para ocorrer em 4 de outubro, junto às eleições gerais, e deverá envolver cerca de 16 mil moradores das duas comunidades, localizadas a poucos quilômetros da área urbana de Primavera do Leste, embora atualmente pertençam ao território de Poxoréu.

O avanço da proposta foi discutido em reunião realizada no fim de maio, que reuniu lideranças políticas, representantes da comunidade e integrantes da Comissão de Revisão Territorial da Assembleia Legislativa. Ao lado do deputado Nininho, Gisela – igualmente, presidente do diretório do União Brasil na capital mato-grossense -, acompanhou a apresentação do cronograma que poderá levar à realização do plebiscito.

A parlamentar considera a aprovação da legislação federal uma das principais entregas de seus 33 meses de atuação na Câmara dos Deputados. Segundo ela, a medida retirou da gaveta uma discussão que permanecia sem solução há anos e criou segurança jurídica para que a população pudesse ser ouvida.

“Era uma legislação que estava parada desde 2024. Após articulações na Casa, conseguimos avançar nessa pauta e aprovar regras que permitem resolver situações como a de Nova Poxoréu e Vale Verde. São comunidades que pertencem administrativamente a um município, mas que, na prática, utilizam diariamente os serviços públicos, o comércio e a infraestrutura de outro”, afirmou.

O pedido para que a parlamentar conduzisse as articulações em Brasília partiu do deputado estadual Nininho, que há anos acompanha a reivindicação dos moradores da região. Para Gisela, o parlamentar teve papel determinante para manter o tema vivo e construir as condições políticas necessárias para que o processo chegasse ao atual estágio.

A demanda pela incorporação das comunidades remonta ao fim da década de 1990. Ao longo desse período, diferentes tentativas de solucionar o impasse acabaram esbarrando em obstáculos legais e questionamentos judiciais. A situação ganhou novo fôlego com a aprovação da Lei Complementar Federal nº 230/2026, que modernizou os critérios para processos de desmembramento e incorporação territorial em todo o país.

A nova legislação estabelece parâmetros nacionais para reorganizações territoriais entre municípios, reduzindo entraves burocráticos e oferecendo maior segurança jurídica para decisões dessa natureza. Na prática, ela cria um caminho legal para resolver conflitos históricos sem a necessidade de criação de novos municípios.

Para o deputado Nininho, há ainda etapas técnicas e jurídicas a serem cumpridas antes da consulta popular. Entre elas está a realização de estudos para avaliar a capacidade administrativa do município que pretende incorporar a área. Na sequência, a Assembleia Legislativa deverá aprovar decreto legislativo e encaminhar o processo ao Tribunal Regional Eleitoral até 4 de agosto, prazo necessário para inclusão da consulta nas urnas eletrônicas. “Hoje podemos dizer que o processo está preparado para acontecer. Agora avançamos para as etapas técnicas que garantirão total segurança jurídica ao resultado”, afirmou.

O parlamentar lembra que uma tentativa semelhante chegou a avançar anos atrás, mas acabou anulada por decisão judicial. Na época, a Lei Estadual nº 10.500 havia determinado a incorporação da área a Primavera do Leste, mas o processo foi posteriormente invalidado. “Agora temos uma legislação federal construída com apoio da deputada Gisela Simona, que estabelece critérios claros e permite que essa discussão avance de forma definitiva”, destacou.

Paralelamente ao debate sobre a redefinição territorial, a região também aguarda outro investimento considerado estratégico pelos moradores. Recentemente, o governo estadual autorizou o projeto de pavimentação de 5,6 quilômetros ligando Primavera do Leste às comunidades de Nova Poxoréu e Vale Verde. A obra, que seguirá para licitação, é considerada fundamental para integrar ainda mais uma população que, embora pertença formalmente a Poxoréu, mantém sua rotina econômica e social fortemente conectada a Primavera do Leste.

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Enquanto Wellington enfrenta desgaste, Alex Pucineli se aproxima de nomes influentes do PL

Nos bastidores, a fotografia é interpretada como um sinal de aproximação política e de diálogo entre lideranças que podem desempenhar papel relevante na composição das chapas majoritárias para 2026.

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Uma fotografia que circula nos bastidores da política mato-grossense passou a chamar atenção neste fim de semana ao reunir o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Alex Pucineli (Democrata), o deputado federal e pré-candidato ao Senado José Medeiros (PL) e o empresário Odílio Balbinotti (PL), uma das principais lideranças do agronegócio nacional. O registro surge em um momento de intensa movimentação política e amplia as especulações sobre possíveis rearranjos dentro do campo conservador para as eleições de 2026.

A imagem ganhou repercussão poucos dias após o senador Wellington Fagundes (PL), também pré-candidato ao Governo do Estado, enfrentar questionamentos de setores do eleitorado bolsonarista em razão de sua passagem por Portugal durante o período em que ocorreu o tradicional evento jurídico promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Embora Wellington tenha afirmado que a viagem teve caráter religioso e estivesse relacionada ao cumprimento de uma promessa pessoal, a coincidência de datas gerou desconforto entre segmentos mais alinhados à direita ideológica.

É nesse contexto que a aparição pública de Alex Pucineli ao lado de José Medeiros e Odílio Balbinotti passa a ser observada com atenção por lideranças políticas e analistas eleitorais.

José Medeiros é considerado um dos principais representantes do bolsonarismo em Mato Grosso e figura entre os nomes mais influentes do grupo político no estado. Já Odílio Balbinotti, empresário do setor do agronegócio conhecido nacionalmente pela atuação no mercado de sementes, também possui forte influência em segmentos produtivos e políticos.

Ainda sem ocupar posição de destaque nas pesquisas eleitorais divulgadas até o momento, Alex Pucineli tem buscado ampliar sua presença no debate público e conquistar espaço junto ao eleitorado conservador. Em declarações anteriores, chegou a se definir como o “Pablo Marçal de Mato Grosso”, numa referência ao estilo de comunicação adotado pelo empresário e influenciador digital.

Nos bastidores, a fotografia é interpretada como um sinal de aproximação política e de diálogo entre lideranças que podem desempenhar papel relevante na composição das chapas majoritárias para 2026. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de alianças eleitorais ou acordos políticos envolvendo os nomes presentes no encontro.

Com o calendário eleitoral se aproximando, as movimentações de pré-candidatos e lideranças partidárias tendem a ganhar cada vez mais relevância, especialmente em um cenário marcado por disputas internas e pela busca de consolidação de apoios estratégicos dentro dos diferentes grupos políticos de Mato Grosso.

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Congresso criou Fundo Eleitoral após proibição de doações empresariais às campanhas

PT aparece em segundo lugar no volume de recursos públicos destinados às eleições, seguido pelo União Brasil; montante total do fundo chega a R$ 4,96 bilhões.

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O Partido Liberal (PL) será o principal beneficiário da distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha nas eleições deste ano. A legenda receberá R$ 881,7 milhões, o maior valor entre todos os partidos políticos brasileiros. Na sequência aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 615,4 milhões, e o União Brasil, que contará com R$ 526,2 milhões para financiar as atividades eleitorais.

TEXTO

O Fundo Eleitoral distribuirá ao todo R$ 4,96 bilhões entre os partidos políticos para custear as campanhas eleitorais em todo o país. Os recursos são provenientes do orçamento público e têm como objetivo financiar despesas relacionadas à disputa eleitoral, como produção de material de campanha, publicidade, deslocamentos, eventos e estrutura operacional dos candidatos.

Criado em 2017 pelo Congresso Nacional, o mecanismo surgiu após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2015 proibiu a realização de doações eleitorais por empresas privadas. Desde então, o fundo passou a ser uma das principais fontes de financiamento das campanhas políticas no Brasil.

A divisão dos recursos leva em consideração critérios estabelecidos pela legislação eleitoral, incluindo o desempenho das legendas nas eleições anteriores e a representação partidária no Congresso Nacional.

Com a maior bancada entre os partidos brasileiros, o PL ficou com a maior fatia do montante destinado às eleições de 2026. O PT aparece em segundo lugar, seguido pelo União Brasil, que também receberá uma parcela significativa dos recursos públicos.

A distribuição do Fundo Eleitoral costuma gerar debates entre especialistas, parlamentares e setores da sociedade sobre os custos do processo eleitoral e a utilização de recursos públicos para financiar campanhas políticas.

Os valores repassados aos partidos serão administrados pelas direções nacionais das legendas, responsáveis por definir a divisão dos recursos entre candidatos e diretórios estaduais durante o período eleitoral.

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PT confirma apoio a Pedro Taques e fecha composição ao Senado com Carlos Fávaro

Apesar da aprovação interna, a aliança com Pedro Taques não foi consenso entre todos os integrantes da legenda.

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O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste sábado (6), durante reunião realizada em Cuiabá, o apoio à pré-candidatura do ex-governador Pedro Taques (PSB) ao Senado Federal. A decisão foi aprovada pela maioria dos participantes do encontro e consolida a formação de uma chapa que terá também o senador Carlos Fávaro (PSD) como pré-candidato à reeleição.

Com a deliberação, Pedro Taques passa a integrar o projeto político que reúne forças alinhadas ao governo federal em Mato Grosso para as eleições de 2026. A composição ao Senado reúne dois nomes que já dividiram a administração estadual entre 2015 e 2018, período em que Carlos Fávaro exerceu o cargo de vice-governador durante a gestão de Taques.

A decisão do PT ocorre poucos dias após a ex-vereadora de Cuiabá Edna Sampaio anunciar que não disputará uma vaga ao Senado. Em manifestação pública, a petista informou que concentrará seus esforços na candidatura à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e demonstrou divergências em relação à estratégia eleitoral adotada pelo partido.

Apesar da aprovação interna, a aliança com Pedro Taques não foi consenso entre todos os integrantes da legenda. O nome do ex-governador enfrenta resistência de parte da militância petista em razão de divergências políticas acumuladas ao longo dos últimos anos.

Nos bastidores, entretanto, a articulação recebeu respaldo da direção nacional do partido. Lideranças envolvidas nas negociações apontam que o entendimento foi construído em diálogo com representantes da cúpula petista em Brasília.

A movimentação também marca uma reaproximação política entre Pedro Taques e Carlos Fávaro, que seguiram caminhos distintos após o término do governo estadual. A reconstrução da aliança é vista como uma das principais estratégias para fortalecer o grupo político na disputa pelas duas vagas ao Senado que estarão em jogo nas próximas eleições.

A expectativa é que os dois pré-candidatos participem de uma reunião em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias. O encontro deverá servir para formalizar o apoio político à composição e alinhar estratégias para a campanha eleitoral em Mato Grosso.

A médica Natasha Slhessarenko (PSD), apontada como pré-candidata ao Governo do Estado, também deverá participar das conversas, ampliando o desenho da aliança que começa a ser construída para a disputa de 2026.

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