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Suspeita de feminicídio: jovem é morta de forma cruel e caso choca Mato Grosso

Além dos sinais de agressão física, a perícia identificou indícios que podem apontar para violência sexual. A investigação deverá determinar se houve tentativa ou consumação desse tipo de crime.

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A morte de uma jovem de 26 anos mobiliza as autoridades de Poxoréu, a 254 quilômetros de Cuiabá. Suely Freitas dos Reis foi encontrada sem vida no fim da tarde de sexta-feira (5), em uma área do município, com diversos sinais de violência. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de feminicídio e investiga as circunstâncias do crime, que teria sido cometido com extrema brutalidade.

De acordo com informações da Polícia Militar, equipes foram acionadas por volta das 17h30 após a denúncia de que havia uma pessoa morta no local. Ao chegarem, os policiais encontraram o corpo da vítima com diversas lesões aparentes e sinais de agressão.

Próximo ao corpo, os agentes localizaram um pedaço de arame farpado e constataram uma lesão na região do pescoço. Os primeiros levantamentos apontam que a vítima pode ter sido morta por asfixia, hipótese que será confirmada ou descartada após a conclusão dos exames periciais.

A cena também apresentava indícios de luta corporal. Objetos espalhados e marcas no local sugerem que Suely teria tentado se defender antes de morrer.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil, que iniciaram a coleta de evidências para esclarecer a dinâmica do crime.

Durante as diligências, peritos encontraram vestígios de sangue em uma residência próxima ao local onde o corpo foi localizado. Segundo informações apuradas pelas equipes, o imóvel pertence a uma mulher que reside com o filho, de 44 anos, apontado inicialmente como principal suspeito.

Em depoimento aos policiais, a moradora afirmou que o homem saiu de casa pela manhã alegando que seguiria para o trabalho em uma fazenda. Ela disse ainda desconhecer a origem das manchas de sangue encontradas na residência.

O material foi recolhido pela perícia e será submetido a exames laboratoriais. Até o encerramento da ocorrência, o suspeito não havia sido localizado.

Além dos sinais de agressão física, a perícia identificou indícios que podem apontar para violência sexual. A investigação deverá determinar se houve tentativa ou consumação desse tipo de crime.

Após a conclusão dos procedimentos no local, o corpo de Suely Freitas dos Reis foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Primavera do Leste para exames necroscópicos.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer o caso e localizar o suspeito.

SERVIÇO

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelos telefones 180, da Central de Atendimento à Mulher, 190 da Polícia Militar, 197 da Polícia Civil e 181 do Disque Denúncia. As denúncias podem ser realizadas de forma anônima.

Em Mato Grosso, também é possível registrar boletim de ocorrência pela Delegacia Digital e buscar atendimento nas Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher.

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Polícia

Perícia esclarece morte de criança de três meses e afasta suspeita de violência

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O laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) descartou a hipótese de violência sexual na morte de uma bebê de apenas três meses, registrada na madrugada de sexta-feira (5), em Barra do Garças. O exame médico-legal apontou que a criança morreu em decorrência de complicações causadas por um quadro de pneumonia, encerrando as suspeitas iniciais levantadas durante o atendimento médico.

O caso mobilizou equipes de segurança pública após profissionais de saúde acionarem as autoridades ao observarem alterações anatômicas que geraram dúvidas sobre a possibilidade de abuso sexual.

Diante da suspeita, a Polícia Civil instaurou os procedimentos de investigação e solicitou exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte da criança.

Segundo o laudo elaborado pelo médico legista responsável pelo caso, não foram encontrados vestígios ou sinais compatíveis com qualquer tipo de violência sexual. A perícia concluiu que as alterações observadas inicialmente pela equipe médica não possuíam relação com abuso.

Os exames também revelaram que a bebê apresentava um quadro de pneumonia que evoluiu para insuficiência respiratória aguda, edema pulmonar e congestão pulmonar, complicações que provocaram o óbito.

Ainda durante a madrugada, equipes policiais compareceram à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) onde a criança recebeu atendimento. Os pais foram ouvidos pelas autoridades e prestaram esclarecimentos enquanto as investigações estavam em andamento.

Com a conclusão da perícia oficial, a hipótese de estupro seguido de morte foi descartada pelas autoridades.

A Polícia Civil ressaltou que o acionamento dos órgãos de segurança ocorreu dentro dos protocolos previstos para situações consideradas suspeitas, permitindo que a investigação fosse conduzida de forma técnica e transparente.

O caso agora é tratado como morte decorrente de causas naturais associadas às complicações respiratórias identificadas pelos exames periciais

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Desembargador rejeita pedido de liberdade de médico acusado pela morte de adolescente

Tribunal de Justiça negou pedido de liberdade provisória e manteve a prisão preventiva de Bruno Tomiello, acusado pela morte de Kethlyn Vitória da Silva.

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O médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello permanecerá preso e será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte da adolescente Kethlyn Vitória da Silva, de 15 anos, ocorrida em maio de 2025, em Guarantã do Norte. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que rejeitou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do acusado.

A decisão foi assinada pelo desembargador Lídio Modesto da Silva e publicada nesta semana. No pedido, a defesa alegava excesso de prazo na prisão preventiva, além de sustentar que o réu possui condições pessoais favoráveis para responder ao processo em liberdade.

Os advogados também argumentaram que a unidade prisional onde Bruno está custodiado enfrenta superlotação, operando acima de sua capacidade.

Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que não foram apresentados elementos suficientes para demonstrar eventual ilegalidade na manutenção da prisão. Segundo a decisão, a defesa deixou de anexar documentos considerados essenciais para a análise do pedido, incluindo decisões judiciais anteriores e provas relacionadas à situação específica do presídio.

Na avaliação do desembargador, alegações genéricas sobre a superlotação carcerária, sem comprovação individualizada dos impactos ao acusado, não justificam a concessão da liberdade provisória.

Bruno está preso preventivamente desde maio de 2025. O caso ganhou repercussão estadual após a morte da adolescente Kethlyn Vitória da Silva, que tinha 15 anos de idade.

Segundo as investigações, o médico confessou ter efetuado o disparo que atingiu a jovem, mas sustenta que o tiro ocorreu de forma acidental. Inicialmente, a conduta chegou a ser analisada sob outra perspectiva jurídica, mas o entendimento foi posteriormente reformado pelo Tribunal de Justiça, que determinou o envio do caso ao Tribunal do Júri para julgamento por homicídio doloso.

Conforme o inquérito, o episódio aconteceu durante a madrugada, quando os dois estavam dentro de um veículo após terem consumido bebida alcoólica. Em depoimento à Polícia Civil, Bruno relatou que manuseava uma arma de fogo acreditando que ela estivesse sem munição quando ocorreu o disparo.

Após o ocorrido, ele levou a adolescente para atendimento médico. Apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe de saúde, a vítima não resistiu aos ferimentos.

As investigações também revelaram que o médico deixou o hospital após o fato e posteriormente se apresentou às autoridades. A arma utilizada foi localizada após informações fornecidas pelo próprio investigado.

Outro aspecto que segue sob apuração é o histórico do relacionamento entre o médico e a adolescente. A Polícia Civil investiga desde quando os dois mantinham vínculo e avalia possíveis desdobramentos criminais relacionados ao caso.

Além disso, foi confirmado que Bruno já havia sido alvo de uma medida protetiva requerida por uma ex-companheira em 2022, fato que também integra o contexto analisado pelas autoridades.

Com a decisão do Tribunal de Justiça, o médico permanecerá preso preventivamente até o julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa ainda pode recorrer da pronúncia nas instâncias superiores.

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Apontada como mandante da morte de jovem executado por facção em MT é presa após três anos

Na noite do desaparecimento, Pablo e um colega de trabalho foram abordados em um bar e levados para uma residência utilizada pelos criminosos. No local, as vítimas foram mantidas em cárcere e submetidas a torturas.

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A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (5) uma mulher apontada como uma das mandantes da morte de Pablo Ronaldo Coelho dos Santos, de 23 anos, sequestrado, torturado e assassinado por integrantes de uma facção criminosa em Nova Ubiratã, em 2023. A suspeita, identificada como Hisla Bruna Santana Sampaio, conhecida como “Mana Joice”, era considerada a última investigada foragida por envolvimento no crime que ganhou repercussão estadual pela brutalidade e pela motivação atribuída ao caso.

A prisão foi realizada por equipes da Polícia Interestadual (Polinter) durante o cumprimento de dois mandados expedidos pela Justiça de Nova Ubiratã. Segundo o delegado Bruno França, responsável pelas investigações, Hisla Bruna é suspeita de ter participado do planejamento da execução do jovem.

Contra ela pesam acusações relacionadas aos crimes de tortura, sequestro, homicídio, organização criminosa e ocultação de cadáver. Além disso, a investigada também possui um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas expedido pela Justiça de Sorriso.

De acordo com as investigações, Pablo foi sequestrado em abril de 2023 após participar de uma festa na cidade. A Polícia Civil apurou que integrantes de uma facção criminosa interpretaram um gesto feito pelo jovem durante o evento como uma possível referência a um grupo rival.

As investigações, porém, não encontraram provas de que a vítima tivesse qualquer vínculo com organizações criminosas. Conforme a polícia, o gesto realizado por Pablo pode ter sido feito de maneira involuntária, sem qualquer intenção de associação a facções.

Na noite do desaparecimento, Pablo e um colega de trabalho foram abordados em um bar e levados para uma residência utilizada pelos criminosos. No local, as vítimas foram mantidas em cárcere e submetidas a torturas.

Durante as investigações, a polícia localizou a casa onde os crimes ocorreram e encontrou documentos pertencentes às vítimas. Um dos suspeitos presos relatou que os dois jovens foram levados posteriormente para uma região afastada às margens da MT-242. No trajeto, o colega de Pablo conseguiu escapar e sobreviveu.

O corpo de Pablo foi localizado apenas em junho de 2023, em uma área de mata de Nova Ubiratã. Segundo a Polícia Civil, ele ainda vestia as mesmas roupas usadas no dia em que desapareceu.

Ao longo da investigação, diversos envolvidos foram identificados. Um adulto foi preso, um adolescente apreendido e outro suspeito morreu durante confronto com policiais.

Natural de Pradópolis, no interior de São Paulo, Pablo havia se mudado para Mato Grosso em busca de oportunidades de trabalho. Ele atuava como caldeireiro em Nova Ubiratã quando foi vítima do crime.

Após a prisão, Hisla Bruna Santana Sampaio foi encaminhada à delegacia e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com os desdobramentos do caso para responsabilizar todos os envolvidos.

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