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Política Nacional

TSE vê falta de comprovação em vídeos de Lula e Janja sobre propostas de Flávio

Ministros consideraram que publicações atribuíam ao candidato propostas e consequências sem comprovação suficiente; decisões são liminares e ainda serão analisadas pelo plenário

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de vídeos publicados nas redes sociais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno da eleição presidencial.

As decisões foram tomadas na quinta-feira (8), em caráter liminar, após ações apresentadas pela campanha de Flávio. As determinações ainda serão submetidas à análise do plenário da Corte. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

No caso de Janja, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, estabeleceu prazo de 24 horas para a retirada da publicação, sob pena de multa diária. Na ação contra Lula e a coligação Brasil Pronto Pra Mais, o ministro André Mendonça determinou a remoção do conteúdo em até três horas após a ciência da decisão.

Vídeo de Janja associava Flávio a mudanças em programas sociais

Publicado em 6 de outubro no perfil de Janja no Instagram, o vídeo afirmava que Flávio Bolsonaro pretendia obrigar os brasileiros a trabalhar sete dias por semana, acabar com o programa Farmácia Popular e permitir o avanço do crime organizado no país. A gravação também mencionava a possibilidade de uma nova pandemia, com a afirmação de que o Brasil voltaria a ter “covas abertas”.

Ao analisar o pedido, Nunes Marques entendeu que determinadas afirmações ultrapassaram os limites da crítica política ao atribuir ao candidato, como fatos certos, intenções e consequências que, segundo o ministro, não estavam sustentadas por declarações, propostas ou projetos apresentados por Flávio.

O magistrado diferenciou as críticas políticas à posição do senador sobre o fim da escala de trabalho 6×1 da afirmação de que ele obrigaria a população a trabalhar durante os sete dias da semana.

Na avaliação do ministro, questionar as propostas do candidato faz parte do debate eleitoral, mas atribuir a ele uma medida específica sem respaldo suficiente é uma situação distinta.

Decisão também atinge publicação de Lula

Na outra ação, André Mendonça determinou a retirada de um vídeo publicado no perfil oficial de Lula. O material relacionava propostas econômicas atribuídas a Flávio a possíveis cortes de R$ 200 bilhões que afetariam programas sociais, incluindo Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Pé-de-Meia, merenda escolar e auxílio-gás.

O ministro considerou que a publicação não apresentava elementos suficientes para sustentar a associação entre as propostas do senador e os cortes específicos anunciados no vídeo. A decisão também levou em conta que o programa de governo de Flávio prevê a manutenção dos programas sociais mencionados.

A ordem judicial se restringe ao conteúdo questionado na ação, sem impedir críticas políticas que tenham fundamento em propostas e declarações verificáveis.

As duas decisões têm efeito imediato, mas ainda dependem de análise do plenário do TSE. O caso amplia a disputa jurídica entre as campanhas de Lula e Flávio durante o segundo turno, em meio à intensificação das críticas nas redes sociais.

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Política Nacional

Primeiro Datafolha do segundo turno mostra Flávio com 52% dos votos válidos

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A primeira pesquisa Datafolha após a definição do segundo turno da eleição presidencial aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52% das intenções de voto válidas, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento foi realizado nos dias 6 e 7 de outubro e ouviu 2.520 eleitores.

Nos votos totais, Flávio aparece com 49%, enquanto Lula registra 45%. Outros 5% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 1% declarou estar indeciso. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são utilizados pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das eleições.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença entre os dois candidatos foi de 1,87 ponto percentual.

O resultado da primeira etapa alterou o cenário da disputa em relação às pesquisas divulgadas antes da votação, que apontavam Lula à frente ou em situação de empate técnico com o senador.

Após o primeiro turno, Flávio passou a buscar apoio de partidos e lideranças políticas para ampliar sua base eleitoral. Entre os nomes que manifestaram apoio ao senador estão representantes do PP e do Republicanos, além do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

Durante a campanha, Flávio também apresentou propostas relacionadas ao sistema político, ao Judiciário e à reforma tributária. Entre as medidas mencionadas estão mudanças constitucionais, o fim da reeleição para cargos do Executivo e a possibilidade de alteração na duração dos mandatos.

Do lado petista, a campanha enfrenta o desafio de ampliar a mobilização dos eleitores. No primeiro turno, a abstenção chegou a 21,08%, o equivalente a aproximadamente 33,4 milhões de eleitores.

Lula reconheceu dificuldades na organização da campanha e afirmou, na quarta-feira (7), que esta foi a jornada eleitoral mais desorganizada entre as sete disputas presidenciais que enfrentou desde 1989.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. A propaganda eleitoral gratuita para a etapa final da disputa começa nesta sexta-feira (9), ampliando o espaço para que os candidatos apresentem propostas e busquem conquistar os votos dos eleitores indecisos.

Metodologia: a pesquisa Datafolha foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, ouviu 2.520 eleitores nos dias 6 e 7 de outubro e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02949/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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Primeira pesquisa após 1º turno mostra Flávio com 53% e Lula com 47%

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A primeira pesquisa PoderData/Aya após o primeiro turno mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da Presidência da República. O levantamento foi realizado entre 5 e 7 de outubro e divulgado nesta quinta-feira (8).

No primeiro turno, Flávio terminou à frente de Lula por 1,87 ponto percentual, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista. Na nova pesquisa, a diferença chega a 6 pontos percentuais.

Em relação à rodada anterior, realizada antes do primeiro turno, Flávio avançou três pontos, enquanto Lula recuou três. A pesquisa ouviu 3 mil eleitores em 705 municípios das 27 unidades da Federação, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-08134/2026.

Expectativa de vitória

O levantamento também perguntou aos entrevistados quem eles consideram ter mais chances de vencer o segundo turno. 54% apontaram Flávio, enquanto 37% citaram Lula. Outros 9% não souberam responder.

A pesquisa mostra ainda que a rejeição a Flávio caiu de 46% para 43%, enquanto a de Lula oscilou de 47% para 46%.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

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Flávio Bolsonaro critica Moraes em conversa com Gilmar e indica como pretende lidar com o STF

Segundo o relato, Flávio demonstrou confiança em uma eventual vitória na disputa presidencial e dedicou parte do encontro a questionamentos sobre decisões tomadas por Moraes.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, criticou o ministro Alexandre de Moraes durante uma conversa reservada com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada há cerca de um mês. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (7) pela colunista Bela Megale, de O Globo, e repercutida por outros veículos.

Segundo o relato, Flávio demonstrou confiança em uma eventual vitória na disputa presidencial e dedicou parte do encontro a questionamentos sobre decisões tomadas por Moraes.

Entre os pontos mencionados estaria a decisão que restringiu os encontros de Flávio com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi determinada em julho, após a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente.

Após o primeiro turno, a defesa de Jair Bolsonaro solicitou autorização para que ele pudesse receber o filho. O pedido foi encaminhado por Moraes para manifestação da Procuradoria-Geral da República.

Sem mudança estrutural no STF

Ainda de acordo com as informações divulgadas sobre a conversa, Flávio teria sinalizado a Gilmar Mendes que um eventual governo não adotaria uma política de confronto institucional com o Supremo.

A declaração estaria alinhada ao posicionamento apresentado posteriormente pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio. Após reunião com o presidente do STF, Edson Fachin, Marinho afirmou que não haveria “vingança nem omissão” em relação à Corte e defendeu a normalização das relações entre os Poderes.

Flávio também teria indicado que não pretende propor mudanças estruturais no Supremo, como o aumento do número de ministros.

Ao mesmo tempo, segundo o relato publicado pela imprensa, o senador não descartou a possibilidade de que Alexandre de Moraes seja alvo de investigações ou de eventual processo de impeachment durante um possível governo seu.

Caso envolvendo Daniel Vorcaro

A questão está relacionada também às investigações que envolvem mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. O conteúdo gerou discussões dentro do próprio STF e levou a pedidos de acesso às informações por ministros da Corte.

Em setembro, o ministro Flávio Dino pediu vista durante a sessão que analisaria o relatório da Polícia Federal relacionado às mensagens envolvendo Moraes e Vorcaro, suspendendo a discussão do caso.

As informações sobre a conversa entre Flávio Bolsonaro e Gilmar Mendes foram divulgadas em meio ao debate eleitoral sobre a relação entre o próximo governo e o Supremo.

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