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Praça do Pedra 90, referência de lazer, tem banheiro em estado de abandono

O local também é apontado como um dos principais pontos de encontro da comunidade da região Sul da Capital.

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Tiago Andrade, conhecido como Tiago dos Trechos,  morador do bairro Pedra 90 publicou um vídeo nas redes sociais denunciando as condições precárias do banheiro público da praça do bairro, um dos principais espaços de lazer e convivência da região. Nas imagens, ele mostra a falta de manutenção da estrutura e cobra providências do poder público, além de chamar a atenção dos comerciantes que atuam no entorno.

Durante a gravação, o morador direciona as cobranças aos vereadores Baixinha Giraldelli e Dídimo Vovô, que representam a região, e também ao presidente do bairro, conhecido como Baiano. Segundo ele, a população convive diariamente com um banheiro sem condições adequadas de uso, apesar da importância da praça para os moradores.

“Não estamos pedindo luxo. Estamos pedindo o básico: um banheiro limpo, digno e em condições de uso”, afirma o morador no vídeo.

Além das críticas aos representantes políticos, ele destacou que os comerciantes instalados na praça também deveriam se mobilizar para buscar melhorias, já que o espaço movimenta a economia local e recebe diariamente moradores, trabalhadores e visitantes.

A Praça do Pedra 90 é considerada uma das mais conhecidas de Cuiabá e, ao longo do ano, recebe eventos culturais, apresentações artísticas, feiras e diversas atrações que atraem grande público. O local também é apontado como um dos principais pontos de encontro da comunidade da região Sul da Capital.

Diante da denúncia, moradores esperam que a Prefeitura de Cuiabá realize a manutenção do banheiro público e promova melhorias na estrutura da praça, garantindo condições adequadas de higiene, segurança e conforto para quem frequenta o espaço diariamente.

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Geração Z transforma consumo de leite no dia a dia, aponta pesquisa

Campanha da MT Leite destaca como o alimento acompanha novos hábitos de consumo

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O tradicional copo de leite servido no café da manhã já não resume a relação da Geração Z com esse alimento. O leite fluido com sabor, como os achocolatados, representa quase 50% das escolhas de lácteos entre brasileiros de 12 a 26 anos, aponta uma pesquisa publicada no Anuário Leite, realizada pela Embrapa Gado de Leite, O estudo também aponta que, quando somados o leite tradicional e com sabor, a Geração Z é a que mais consome o lácteo no Brasil.

O comportamento ganha ainda mais relevância quando se considera o tamanho desse público. De acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Geração Z representa cerca de 22% da população brasileira, influenciando tendências de consumo e impulsionando mudanças na indústria de alimentos.

O novo formato de consumo marca o início da campanha “Leite: do jeito da sua geração”, lançada pela Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (MT Leite).

Os jovens passaram a incorporar o leite a novas experiências. Cafés gelados, shakes proteicos, smoothies, sobremesas, receitas rápidas, iogurtes e queijos dividem espaço com o tradicional leite do café da manhã, acompanhando uma rotina marcada pela praticidade, pelo sabor e pela diversidade de escolhas.

A social media Maria Eduarda Almeida Dias, de 23 anos, é um exemplo dessa transformação. Embora mantenha o hábito de consumir leite diariamente no café da manhã, ela conta que o alimento também aparece em diferentes momentos da rotina, principalmente por meio de bebidas e derivados.

“Meu maior consumo é com café ou achocolatado, por costume mesmo, porque tomo desde criança. Mas também gosto de alimentos derivados, como milkshake e pudim “, conta.

Para ela, o sabor é o principal fator na escolha dos alimentos. E, ao contrário da percepção de que os jovens deixaram de consumir leite, Maria Eduarda acredita que a geração apenas encontrou novas formas de incluí-lo na alimentação.

“Hoje existem muitas cafeterias que oferecem bebidas à base de leite e são muito atrativas para os jovens. Acho que o consumo continua, só mudou a forma”, disse.

Mudança está no hábito

A nutricionista Marina Portela explica que a impressão de queda no consumo está relacionada muito mais à mudança dos hábitos alimentares do que ao abandono do leite.

“O que eu percebo é mais uma mudança na forma de consumo do que um abandono real. O leite deixou de ser consumido ‘puro’, como no copo tradicional do café da manhã, e passou a aparecer em outras preparações. O consumo fica mais distribuído e menos visível, o que cria essa impressão de queda”, afirmou.

Segundo a especialista, essa mudança acompanha uma geração que busca praticidade e variedade, sem abrir mão do sabor e da funcionalidade dos alimentos.

“Os nutrientes permanecem estáveis mesmo quando o leite é misturado a outros ingredientes ou passa por processos como bater, gelar ou aquecer moderadamente. O leite continua sendo uma das fontes mais completas e acessíveis de cálcio, proteína de alto valor biológico, fósforo, potássio, vitamina B12 e, quando fortificado, vitamina D. O que muda é o valor nutricional da preparação, dependendo dos ingredientes adicionados”. Explicou.

Marina ressalta que esses nutrientes são fundamentais justamente na adolescência e no início da vida adulta, período em que ocorre a consolidação da massa óssea e o desenvolvimento muscular.

Novo olhar sobre o consumo de leite

A campanha da MT Leite pretende mostrar como o leite acompanha as transformações no comportamento alimentar dos brasileiros, abordando temas como inovação, sustentabilidade, tecnologia, nutrição e novas formas de consumo.

Para o presidente da Associação, Antônio Carlos Carvalho de Sousa, compreender esse movimento é essencial para aproximar a cadeia leiteira das novas gerações.

“Existe a percepção de que os jovens deixaram de consumir leite, mas os dados mostram uma realidade diferente. O leite continua presente na rotina da Geração Z, apenas em formatos que acompanham seu estilo de vida. Hoje ele está nas receitas rápidas, nas sobremesas e nos derivados. Isso demonstra a versatilidade do alimento e sua capacidade de se adaptar às mudanças de comportamento sem perder seu valor nutricional”, destacou.

Segundo Antônio Carlos, a campanha busca ampliar esse diálogo com a sociedade.

“A intenção é levar informações baseadas em evidências científicas e mostrar que a cadeia leiteira também evolui para atender às expectativas do consumidor moderno”, explicou.

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Tarifa de 35% dos EUA ameaça uva brasileira e coloca empregos do Vale do São Francisco em alerta

No mesmo período, outros mercados ganharam espaço. A Argentina, por exemplo, ampliou as compras da fruta brasileira, favorecida pela proximidade geográfica e pelos menores custos logísticos.

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A entrada em vigor de uma tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta entre produtores de uva do Vale do São Francisco, principal polo de fruticultura irrigada do país. Com a nova cobrança, o imposto sobre a fruta brasileira exportada ao mercado americano chegou a 35%, aumentando os custos e ameaçando a competitividade do setor.

A região, que reúne municípios de Pernambuco e Bahia, concentra cerca de 75% da produção nacional de uvas e responde por aproximadamente 95% das exportações brasileiras da fruta. O impacto é considerado maior porque o Vale do São Francisco praticamente domina o fornecimento de uva brasileira destinada aos Estados Unidos.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), cerca de 99% da uva brasileira enviada ao mercado americano tem origem em Petrolina (PE), tornando o município um dos mais afetados pela medida.

Além da possibilidade de redução nas vendas, produtores temem reflexos na geração de empregos. A cadeia da fruticultura irrigada movimenta cerca de 70 mil postos de trabalho diretos e indiretos na região, com forte participação feminina na mão de obra.

Mercado americano perde força para a uva brasileira

Apesar de os Estados Unidos não serem atualmente o maior comprador da uva nacional em volume, o país é considerado um mercado estratégico pela maior rentabilidade oferecida aos exportadores.

Dados do comércio exterior mostram que as vendas para os americanos já vinham em queda. Em 2024, o Brasil exportou aproximadamente 13,8 mil toneladas de uvas para os Estados Unidos, com faturamento de US$ 41,5 milhões.

Já em 2025, os embarques caíram para pouco mais de 4 mil toneladas, movimentando cerca de US$ 12,8 milhões.

No mesmo período, outros mercados ganharam espaço. A Argentina, por exemplo, ampliou as compras da fruta brasileira, favorecida pela proximidade geográfica e pelos menores custos logísticos.

Produtores buscam alternativas para reduzir dependência

Diante do novo cenário, produtores e entidades do setor começaram a intensificar negociações para ampliar a presença da uva brasileira em outros destinos internacionais, como União Europeia, China e Coreia do Sul.

A estratégia é reduzir a dependência do mercado americano e garantir alternativas para o escoamento da produção, principalmente durante a principal janela de exportação do segundo semestre.

A Abrafrutas informou que segue em diálogo com o governo federal e acompanha as negociações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos para tentar minimizar os impactos da tarifa.

Especialista alerta para revisão de contratos

Para a advogada especialista em comércio internacional e direito tributário Anna Dolores Sá Malta, a nova tarifa cria um cenário de insegurança para os exportadores brasileiros justamente no período mais importante da safra.

“A elevação da tarifa para 35% reduz significativamente a competitividade da uva brasileira no mercado americano. Ainda que os Estados Unidos já viessem perdendo participação nas exportações da fruta, trata-se de um mercado estratégico pela rentabilidade”, avaliou.

Segundo ela, o momento exige revisão de contratos internacionais e aceleração da busca por novos compradores.

“Esse cenário exige atenção redobrada dos produtores, revisão dos contratos internacionais e aceleração da busca por novos mercados para reduzir a dependência de um único destino”, afirmou.

Impactos ultrapassam a cadeia da uva

Além da uva, outras frutas brasileiras, como melão e melancia, também foram incluídas na tarifa adicional americana. Produtores do Nordeste acompanham com preocupação os efeitos sobre diferentes cadeias agrícolas.

A medida também afeta outros setores brasileiros, como etanol, calçados, vestuário, pedras ornamentais e açúcar orgânico, que ficaram fora da lista de exceções divulgada pelo governo americano.

No caso da fruticultura, o impacto sobre a uva é considerado mais sensível por envolver uma cadeia consolidada, com grande dependência da logística internacional e forte peso econômico para municípios do semiárido.

Com a aproximação da temporada de maiores embarques, produtores acompanham as negociações entre os dois países e avaliam novas estratégias comerciais para evitar perdas na produção, nos investimentos e na geração de empregos.

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Os shopping centers além da compra: espaços de convivência ganham novos usos no dia a dia dos consumidores

Ambientes climatizados, cafeterias e áreas de permanência transformam os shoppings em pontos de encontro, trabalho e convivência

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A consolidação do trabalho híbrido e remoto vem transformando também a forma como as pessoas utilizam os espaços urbanos. Segundo o Censo Coworking Brasil 2024, o número de espaços flexíveis de trabalho no país registrou crescimento de 20% nos últimos anos, refletindo uma demanda cada vez maior por ambientes que unam praticidade, conforto e convivência. Nesse cenário, shopping centers passaram a ser utilizados não apenas como locais de compras, mas também como pontos de permanência, encontros profissionais, estudos e trabalho remoto.

No Pantanal Shopping, esse movimento pode ser percebido em diferentes espaços do empreendimento, especialmente em cafeterias, áreas de alimentação e ambientes de permanência, como o Terraço do PAN. A climatização, a estrutura de serviços, a praticidade e o ambiente acolhedor têm feito com que consumidores utilizem o shopping também como ponto de encontros profissionais, estudos e trabalho remoto.

Na Casa Bauducco, por exemplo, o comportamento já faz parte da rotina da operação. Segundo Patrícia de J. Andrade, franqueada da Casa Bauducco, é cada vez mais comum receber clientes utilizando o espaço para reuniões, entrevistas, estudos e atividades profissionais.

“Percebemos esse comportamento de forma muito frequente no dia a dia da cafeteria. Quase diariamente recebemos clientes utilizando o espaço para reuniões profissionais, encontros de negócios, estudos ou mesmo para trabalhar individualmente no notebook. Muitos escolhem a cafeteria justamente pela praticidade, conforto e atmosfera mais acolhedora”, destaca.

A representante também observa que o perfil dos clientes é diversificado, incluindo lojistas do próprio shopping, profissionais em home office, estudantes e até viajantes a trabalho. Segundo ela, o ambiente mais leve e humanizado favorece interações mais naturais e produtivas.

“Hoje as pessoas buscam ambientes que unam conforto, boa conexão e uma experiência mais agradável do que espaços formais tradicionais. Cafeterias acabam proporcionando encontros mais descontraídos e favorecendo inclusive conexões espontâneas e networking”, afirma Patrícia de J. Andrade, franqueada da Casa Bauducco.

O comportamento acompanha uma tendência crescente dos modelos híbridos de trabalho e da busca por espaços multifuncionais dentro dos centros urbanos. Ambientes com internet, climatização, alimentação e sensação de segurança passaram a integrar a rotina de consumidores que priorizam flexibilidade e conveniência durante o dia.

Para a gerente de Marketing e Vendas do Pantanal Shopping, Daniela Rossi, os shopping centers vêm assumindo um papel cada vez mais ligado à experiência e à permanência do público.

“Os shoppings passaram a fazer parte da rotina das pessoas de diferentes formas. Hoje percebemos consumidores que utilizam esses espaços não apenas para compras, mas também para encontros, momentos de trabalho, convivência e lazer. Isso reforça o papel do shopping como um ambiente multifuncional e conectado aos novos hábitos de consumo e comportamento”, afirma.

Além das operações gastronômicas, o empreendimento reúne serviços e ambientes que favorecem a permanência do público ao longo do dia, acompanhando mudanças no comportamento urbano e nas relações de consumo.

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