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Pivetta desafia Wellington sobre emendas e dispara: “Só fez negócio no governo”

“Ele é um negociador voraz de emendas. Essa é a profissão dele”, declarou.

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, elevou o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL), principal adversário na corrida ao Palácio Paiaguás. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14), Pivetta rebateu críticas do senador, questionou sua trajetória política e afirmou que pretende transformar a discussão sobre emendas parlamentares em um dos principais temas da campanha.

A declaração representa uma mudança no discurso do governador, que vinha adotando uma postura mais moderada em relação aos adversários. O acirramento ocorre em meio à aproximação entre Wellington e lideranças que se afastaram do grupo governista, entre elas o senador Jayme Campos (União Brasil).

Ao responder sobre uma comparação feita entre as trajetórias dos dois candidatos, Pivetta afirmou que possui uma trajetória ligada à iniciativa privada e à administração pública, enquanto Wellington teria construído sua carreira predominantemente no Legislativo.

“Ele precisa comparar a trajetória dele com a minha. A minha é a trajetória de um trabalhador que começou aos 15 anos, produziu, gerou resultados e entrou para a política com a vida feita para servir ao povo”, afirmou.

Na sequência, o governador fez críticas à atuação política do senador e disse que Wellington teria concentrado sua carreira na política e na negociação de recursos por meio de emendas parlamentares.

“Ele é um negociador voraz de emendas. Essa é a profissão dele”, declarou.

Pivetta questiona destino de emendas

Durante a entrevista, Pivetta afirmou que Wellington teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares nos últimos 12 anos e questionou onde os recursos teriam sido aplicados.

“Ele está há dez mandatos no Congresso. Só nos últimos 12 anos em que é senador, distribuiu mais de R$ 1,5 bilhão em emendas. Procurem saber onde estão as emendas dele”, disse.

O governador comparou o valor mencionado ao custo de grandes obras de infraestrutura hospitalar e afirmou que o montante seria suficiente para construir quatro unidades semelhantes ao Hospital Central de Mato Grosso.

“Um bilhão e meio daria para fazer quatro hospitais centrais como esse que está sendo inaugurado. Tem algum hospital que ele fez?”, questionou.

Pivetta também afirmou que pretende explorar o assunto durante a campanha e prometeu apresentar informações sobre a destinação das emendas parlamentares.

“Durante a campanha, nós vamos mostrar muita coisa sobre emenda”, afirmou.

Críticas à trajetória política

O governador ainda questionou a atuação de Wellington no Congresso Nacional e afirmou que o senador não teria apresentado, ao longo da carreira, uma legislação de grande impacto para a sociedade brasileira.

“Eu não vou suportar uma comparação com alguém que nunca trabalhou no Executivo, só no Legislativo, e não tem uma lei sequer na história dele que tenha sido importante para a sociedade brasileira”, declarou.

Pivetta também fez referência à passagem de Wellington por governos federais do PT e citou as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

“Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e Dilma 2. Ele mandava em todas as emendas, mandava em todas as áreas”, afirmou.

As declarações sobre corrupção, negociação de emendas e atuação de Wellington em governos anteriores foram feitas por Pivetta durante a entrevista e, no material apresentado, não foram acompanhadas de documentos que comprovem irregularidades. A reportagem deverá ouvir Wellington Fagundes para que apresente sua versão sobre as acusações.

O confronto entre os dois candidatos sinaliza uma mudança no ambiente da disputa pelo Governo de Mato Grosso. Com a aproximação do período de campanha, críticas relacionadas à experiência administrativa, uso de recursos públicos e atuação parlamentar tendem a ganhar espaço no debate eleitoral.

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“Não precisa estar todo mundo junto”, diz WF sobre ausência de Medeiros

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) minimizou o distanciamento público com o candidato ao Senado José Medeiros (PL) e afirmou que a ausência do correligionário em atos de campanha não significa uma ruptura dentro da chapa. Segundo Fagundes, os integrantes da coligação não precisam participar juntos de todas as agendas eleitorais.

A declaração ocorreu nesta quinta-feira (13), durante o anúncio do empresário Reinaldo Morais como candidato a vice-governador na chapa de Fagundes. Medeiros não participou do evento realizado na sede do diretório estadual do PL, em Mato Grosso.

“Não precisa estar todo mundo ao mesmo tempo no mesmo lugar. Nós temos é que potencializar a nossa campanha”, afirmou Fagundes.

O episódio ocorre em meio a divergências recentes entre os dois candidatos. A relação ficou mais tensionada após o PL oficializar a aliança com o MDB, que levou a deputada estadual Janaina Riva para a disputa ao Senado dentro da mesma composição.

Além da composição eleitoral, Fagundes e Medeiros também adotaram posições diferentes após a deflagração da Operação Heritage, realizada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema envolvendo recursos públicos.

Medeiros chegou a defender a apresentação de um projeto para impedir operações policiais contra candidatos nos seis meses anteriores às eleições. Fagundes, por sua vez, classificou a ideia como “absurda” e defendeu que as investigações continuem independentemente do calendário eleitoral.

Apesar das diferenças, Fagundes procurou demonstrar que Medeiros continua integrado ao projeto eleitoral do PL. O candidato ao Governo afirmou que tem citado publicamente o nome do correligionário como candidato da legenda ao Senado.

“Eu desafio vocês a pegarem uma fala minha que eu não tenha citado o Medeiros como nosso candidato a senador do PL. Então não tem gesto maior do que esse”, afirmou.

“Vou abraçar todos”

Fagundes também buscou ampliar o discurso de unidade dentro da chapa e afirmou que pretende apoiar os diferentes candidatos que integram o grupo.

“Eu quero abraçar todos os nossos candidatos, o Medeiros, a Janaína, o meu vice e todos os nossos candidatos a deputados federais e estaduais, tudo junto”, declarou.

O candidato também citou o senador Jayme Campos como exemplo de integrante da chapa que poderá representá-lo em municípios durante a campanha.

Para Fagundes, a estratégia não depende da presença simultânea de todos os integrantes em cada evento. A prioridade, segundo ele, é ampliar a campanha e fortalecer as candidaturas que fazem parte da composição.

A ausência de Medeiros no anúncio do vice, entretanto, ocorre em um momento de exposição das divergências internas e passa a ser observada no contexto da disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso.

 

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Natasha aposta em exposição na campanha para avançar na disputa pelo Governo de MT

“Quero dialogar com todos. Chega dessa história de dividir as pessoas”, afirmou.

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A candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) aposta no início da campanha eleitoral e na maior exposição de seu nome para reduzir a distância em relação aos líderes da corrida eleitoral. Em pesquisa divulgada nesta semana pelo Real Time Big Data, a médica aparece em terceiro lugar, com 13% das intenções de voto.

O levantamento mostra o senador Wellington Fagundes (PL) na liderança, com 34%, seguido pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que soma 26%. Na sequência aparecem Natasha, o influenciador Rafael Milas (Missão), com 3%, e o sargento Laudicério (Agir), com 1%. O empresário Maurício Coelho (Mobiliza) não pontuou.

Diante dos números, Natasha atribui parte da diferença para os dois primeiros colocados à estrutura política e financeira acumulada pelos adversários. Ela destaca que Wellington possui uma longa trajetória na política e que Pivetta ocupa atualmente o comando do Executivo estadual.

“Um é senador e foi deputado, está na política há 30 anos e tem R$ 70 milhões em emendas por ano. O outro foi prefeito e é o governador, com R$ 40 bilhões de orçamento. Eu sou uma médica, empresária e professora que nunca foi candidata”, afirmou.

Apesar da terceira colocação, a candidata avalia que ainda há espaço para mudanças no cenário eleitoral. Segundo Natasha, uma parcela do eleitorado ainda não está diretamente envolvida com a disputa e deverá começar a definir suas escolhas com o avanço da campanha.

“Quanto mais as pessoas conhecerem minha trajetória e nossas propostas, mais iremos crescer. O eleitor ainda não está envolvido com a eleição”, disse.

Natasha também aposta no início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão como uma oportunidade para apresentar suas propostas e ampliar o conhecimento sobre sua candidatura. A médica nunca ocupou cargo eletivo e considera a exposição durante a campanha um fator importante para aproximá-la do eleitor.

Em sua estratégia, a candidata também busca ocupar um espaço entre os eleitores de perfil mais conservador. Terceira colocada na pesquisa, ela defende uma campanha capaz de dialogar com diferentes segmentos e rejeita a divisão do eleitorado entre direita e esquerda.

“Quero dialogar com todos. Chega dessa história de dividir as pessoas”, afirmou.

Natasha chegou a ser oficializada como candidata ao Senado pelo PSB em 2022, mas desistiu da disputa antes da eleição. Agora, estreia na disputa pelo Palácio Paiaguás e tenta transformar o período de campanha em uma oportunidade para ampliar sua presença no eleitorado.

Ao comentar a disputa, a candidata também fez críticas à atual administração estadual e afirmou que pretende apresentar uma alternativa ao eleitor.

“Com o início da campanha, a TV e o rádio, o eleitor vai comparar e decidir se quer ficar com um Estado que não cuida de ninguém, atolado em corrupção e roubalheira, ou se quer um Mato Grosso diferente, que cuide das pessoas”, declarou.

Pesquisa

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores de Mato Grosso entre os dias 7 e 11 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Na pesquisa estimulada, Wellington Fagundes aparece com 34%, seguido por Otaviano Pivetta, com 26%, e Natasha Slhessarenko, com 13%. Rafael Milas tem 3% e Sargento Laudicério, 1%. Brancos e nulos somam 12%, enquanto 11% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

O levantamento foi contratado pelo próprio Real Time Big Data e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo MT-04560/2026.

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“Tudo vai ser apurado”, afirma Sérgio Ricardo sobre Operação Heritage

“Hoje nós temos as instituições fortes no Brasil. Então, eu vejo como nada passar batido ou nada passar em branco com relação a tudo isso que está acontecendo”, disse.

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que as investigações da Operação Heritage devem ser conduzidas com serenidade e sem julgamentos antecipados. A declaração ocorre em meio à repercussão política da operação, que apura um suposto esquema envolvendo recursos públicos e um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.

Segundo Sérgio Ricardo, todos os envolvidos devem ter assegurado o direito à presunção de inocência até que as investigações apresentem conclusões. Entre os citados no caso estão o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, e o candidato a deputado federal Fábio Garcia (União).

“Todo mundo é inocente até prova em contrário. Então, eu penso que é uma situação que vai se alongar, vai se alongar porque envolve muitas pessoas. Ela acontece num momento eleitoral e não tem como o processo eleitoral não sofrer com esses acontecimentos. Mas eu espero, e não tenho dúvida nenhuma, que tudo vai ser apurado. Se tiver culpado, culpado vai ser apontado; se não, inocentados”, afirmou.

O presidente do TCE-MT evitou fazer uma análise política sobre o caso e ressaltou que o papel das instituições é apurar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos, caso sejam identificadas irregularidades.

“Esse é um assunto delicado para eu tratar, porque eu não estou no processo político, eu não gosto de ficar fazendo essas análises políticas, porque tudo o que tiver que ser apurado, tudo o que tiver que ser denunciado, e tudo o que for denunciado, vai ser apurado”, declarou.

Sérgio Ricardo também destacou a atuação das instituições brasileiras, citando o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF). Para ele, a investigação deve seguir os procedimentos legais, sem que as garantias constitucionais sejam deixadas de lado.

“Hoje nós temos as instituições fortes no Brasil. Então, eu vejo como nada passar batido ou nada passar em branco com relação a tudo isso que está acontecendo”, disse.

A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal com autorização do STF e investiga um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 308 milhões relacionado a um acordo financeiro envolvendo o Governo de Mato Grosso e a Oi.

A apuração também envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso de informação privilegiada. Segundo as investigações, a operação teria como foco uma estrutura financeira envolvendo fundos controlados pelo Banco Master.

A investigação alcançou ainda órgãos públicos, entre eles a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Por ocorrer em meio ao período de articulações para as eleições de 2026, o caso passou a provocar repercussões no cenário político de Mato Grosso.

Para Sérgio Ricardo, porém, eventuais efeitos políticos não devem interferir no andamento da investigação. Na avaliação do conselheiro, cabe às autoridades responsáveis esclarecer os fatos e apontar responsabilidades somente após a conclusão das apurações.

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