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Politica

Natasha aposta em exposição na campanha para avançar na disputa pelo Governo de MT

“Quero dialogar com todos. Chega dessa história de dividir as pessoas”, afirmou.

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A candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) aposta no início da campanha eleitoral e na maior exposição de seu nome para reduzir a distância em relação aos líderes da corrida eleitoral. Em pesquisa divulgada nesta semana pelo Real Time Big Data, a médica aparece em terceiro lugar, com 13% das intenções de voto.

O levantamento mostra o senador Wellington Fagundes (PL) na liderança, com 34%, seguido pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que soma 26%. Na sequência aparecem Natasha, o influenciador Rafael Milas (Missão), com 3%, e o sargento Laudicério (Agir), com 1%. O empresário Maurício Coelho (Mobiliza) não pontuou.

Diante dos números, Natasha atribui parte da diferença para os dois primeiros colocados à estrutura política e financeira acumulada pelos adversários. Ela destaca que Wellington possui uma longa trajetória na política e que Pivetta ocupa atualmente o comando do Executivo estadual.

“Um é senador e foi deputado, está na política há 30 anos e tem R$ 70 milhões em emendas por ano. O outro foi prefeito e é o governador, com R$ 40 bilhões de orçamento. Eu sou uma médica, empresária e professora que nunca foi candidata”, afirmou.

Apesar da terceira colocação, a candidata avalia que ainda há espaço para mudanças no cenário eleitoral. Segundo Natasha, uma parcela do eleitorado ainda não está diretamente envolvida com a disputa e deverá começar a definir suas escolhas com o avanço da campanha.

“Quanto mais as pessoas conhecerem minha trajetória e nossas propostas, mais iremos crescer. O eleitor ainda não está envolvido com a eleição”, disse.

Natasha também aposta no início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão como uma oportunidade para apresentar suas propostas e ampliar o conhecimento sobre sua candidatura. A médica nunca ocupou cargo eletivo e considera a exposição durante a campanha um fator importante para aproximá-la do eleitor.

Em sua estratégia, a candidata também busca ocupar um espaço entre os eleitores de perfil mais conservador. Terceira colocada na pesquisa, ela defende uma campanha capaz de dialogar com diferentes segmentos e rejeita a divisão do eleitorado entre direita e esquerda.

“Quero dialogar com todos. Chega dessa história de dividir as pessoas”, afirmou.

Natasha chegou a ser oficializada como candidata ao Senado pelo PSB em 2022, mas desistiu da disputa antes da eleição. Agora, estreia na disputa pelo Palácio Paiaguás e tenta transformar o período de campanha em uma oportunidade para ampliar sua presença no eleitorado.

Ao comentar a disputa, a candidata também fez críticas à atual administração estadual e afirmou que pretende apresentar uma alternativa ao eleitor.

“Com o início da campanha, a TV e o rádio, o eleitor vai comparar e decidir se quer ficar com um Estado que não cuida de ninguém, atolado em corrupção e roubalheira, ou se quer um Mato Grosso diferente, que cuide das pessoas”, declarou.

Pesquisa

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores de Mato Grosso entre os dias 7 e 11 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Na pesquisa estimulada, Wellington Fagundes aparece com 34%, seguido por Otaviano Pivetta, com 26%, e Natasha Slhessarenko, com 13%. Rafael Milas tem 3% e Sargento Laudicério, 1%. Brancos e nulos somam 12%, enquanto 11% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

O levantamento foi contratado pelo próprio Real Time Big Data e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo MT-04560/2026.

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“Tudo vai ser apurado”, afirma Sérgio Ricardo sobre Operação Heritage

“Hoje nós temos as instituições fortes no Brasil. Então, eu vejo como nada passar batido ou nada passar em branco com relação a tudo isso que está acontecendo”, disse.

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que as investigações da Operação Heritage devem ser conduzidas com serenidade e sem julgamentos antecipados. A declaração ocorre em meio à repercussão política da operação, que apura um suposto esquema envolvendo recursos públicos e um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.

Segundo Sérgio Ricardo, todos os envolvidos devem ter assegurado o direito à presunção de inocência até que as investigações apresentem conclusões. Entre os citados no caso estão o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, e o candidato a deputado federal Fábio Garcia (União).

“Todo mundo é inocente até prova em contrário. Então, eu penso que é uma situação que vai se alongar, vai se alongar porque envolve muitas pessoas. Ela acontece num momento eleitoral e não tem como o processo eleitoral não sofrer com esses acontecimentos. Mas eu espero, e não tenho dúvida nenhuma, que tudo vai ser apurado. Se tiver culpado, culpado vai ser apontado; se não, inocentados”, afirmou.

O presidente do TCE-MT evitou fazer uma análise política sobre o caso e ressaltou que o papel das instituições é apurar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos, caso sejam identificadas irregularidades.

“Esse é um assunto delicado para eu tratar, porque eu não estou no processo político, eu não gosto de ficar fazendo essas análises políticas, porque tudo o que tiver que ser apurado, tudo o que tiver que ser denunciado, e tudo o que for denunciado, vai ser apurado”, declarou.

Sérgio Ricardo também destacou a atuação das instituições brasileiras, citando o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF). Para ele, a investigação deve seguir os procedimentos legais, sem que as garantias constitucionais sejam deixadas de lado.

“Hoje nós temos as instituições fortes no Brasil. Então, eu vejo como nada passar batido ou nada passar em branco com relação a tudo isso que está acontecendo”, disse.

A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal com autorização do STF e investiga um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 308 milhões relacionado a um acordo financeiro envolvendo o Governo de Mato Grosso e a Oi.

A apuração também envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso de informação privilegiada. Segundo as investigações, a operação teria como foco uma estrutura financeira envolvendo fundos controlados pelo Banco Master.

A investigação alcançou ainda órgãos públicos, entre eles a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Por ocorrer em meio ao período de articulações para as eleições de 2026, o caso passou a provocar repercussões no cenário político de Mato Grosso.

Para Sérgio Ricardo, porém, eventuais efeitos políticos não devem interferir no andamento da investigação. Na avaliação do conselheiro, cabe às autoridades responsáveis esclarecer os fatos e apontar responsabilidades somente após a conclusão das apurações.

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Prefeito de Campo Novo do Parecis deixa o PL por divergências sobre eleição estadual

“É justo reconhecer que, justamente quando o Município mais precisou de apoio institucional, foi o Governo do Estado que compreendeu suas necessidades e esteve ao lado de Campo Novo do Parecis”, escreveu.

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O prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, formalizou sua saída do Partido Liberal (PL) e declarou apoio público ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para o Governo de Mato Grosso. A decisão foi comunicada ao diretório estadual da legenda por meio de uma carta de desfiliação encaminhada ao presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho.

Na carta, Piaia afirma que a decisão foi tomada por coerência política e administrativa. Segundo o prefeito, a permanência no partido se tornou incompatível com sua posição diante do cenário eleitoral estadual, já que o PL definiu um projeto próprio para a disputa pelo Governo de Mato Grosso.

O prefeito cita como um dos pontos de divergência a composição política construída pelo PL para as eleições de 2026, que envolve Wellington Fagundes como candidato ao Governo do Estado e Janaina Riva na disputa pelo Senado.

Piaia, por outro lado, afirma que passou a se identificar com o projeto liderado por Otaviano Pivetta após avaliar a relação institucional entre o Governo do Estado e Campo Novo do Parecis durante sua gestão.

Na carta, o prefeito destaca que, em momentos considerados importantes para o município, o governo estadual teria atendido às demandas apresentadas pela administração municipal e contribuído para enfrentar problemas locais.

“É justo reconhecer que, justamente quando o Município mais precisou de apoio institucional, foi o Governo do Estado que compreendeu suas necessidades e esteve ao lado de Campo Novo do Parecis”, escreveu.

Segundo Piaia, essa atuação contribuiu para fortalecer sua identificação com o projeto político de Pivetta. O prefeito afirma que sua decisão não representa uma ruptura com os valores que defende, mas uma escolha baseada em suas convicções políticas e administrativas.

“Minha vida sempre foi pautada pela coerência, pela retidão e pela dignidade, e é justamente por isso que não me sinto à vontade para continuar filiado a um partido que tem projeto próprio para o Governo do Estado enquanto o meu apoio público está com outro caminho”, declarou.

Apesar da saída do PL, Piaia fez questão de afirmar que mantém seu alinhamento com o projeto nacional ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Na carta, ele declara que continuará trabalhando pela eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e pela candidatura de José Medeiros ao Senado.

“Meu compromisso com o projeto nacional permanece intacto”, afirmou o prefeito ao finalizar o documento.

A decisão estabelece, portanto, uma separação entre o posicionamento de Piaia nas eleições estaduais e seu apoio às candidaturas que considera alinhadas ao projeto nacional bolsonarista.

A saída também deve provocar repercussões dentro do PL de Mato Grosso. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, já sinalizou que o partido pretende buscar juridicamente a devolução de recursos do Fundo Eleitoral destinados a gestores que receberam apoio financeiro da legenda nas eleições municipais de 2024 e posteriormente deixaram o partido.

O caso de Piaia passa a integrar o cenário de movimentações políticas que antecedem as eleições de 2026 em Mato Grosso, marcadas por mudanças de alianças e pela reorganização dos grupos que disputarão o Governo do Estado e as duas vagas ao Senado.

VEJA A ÍNTEGRA DA CARTA

Prezado Presidente Ananias,

Venho a presença de Vossa Excelência, comunicar-lhe diretamente uma decisão de natureza política que venho amadurecendo, antes de qualquer providência, e assim faço em respeito à relação construída ao longo dos últimos anos e à consideração que sempre pautou nossa convivência.

Quando o Partido Liberal acolheu meu nome em Campo Novo do Parecis, encontrei confiança, respeito e espaço para desenvolver meu trabalho na vida pública. Esse reconhecimento permanece e deve ser registrado com a devida consideração, independentemente das decisões políticas que o momento atual exige.

Desde que tomei posse, identifiquei que a condução de um município, impõe desafios que ultrapassam questões partidárias e exige diálogo permanente entre os diferentes níveis de governo. Em momentos importantes para Campo Novo do Parecis, o Governo do Estado esteve presente, acolheu as necessidades do Município e contribuiu para que demandas relevantes da população pudessem ser enfrentadas.

É justo reconhecer que, justamente quando o Município mais precisou de apoio institucional, foi o Governo do Estado que compreendeu suas necessidades e esteve ao lado de Campo Novo do Parecis. Essa atuação, somada à visão que hoje tenho sobre os caminhos que considero adequados para o desenvolvimento do Município e de Mato Grosso, levou-me a uma maior identificação com o projeto político atualmente representado pelo Governador Otaviano Pivetta.

Trata-se, portanto, de uma decisão fundada em convicções políticas e administrativas e na compreensão do projeto que considero mais adequado para este momento, sem que isso apague o respeito, o reconhecimento e a gratidão pela trajetória construída junto ao Partido Liberal.

Minha vida sempre foi pautada pela coerência, pela retidão e pela dignidade, e é justamente por isso que não me sinto à vontade para continuar filiado a um partido que tem projeto próprio para o Governo do Estado enquanto o meu apoio público está com outro caminho. Permanecer não seria cômodo para mim e também seria injusto com o Partido Liberal do estado de Mato Grosso.

Por isso, comunico formalmente a Vossa Excelência, na condição de Presidente do órgão de direção estadual, a minha desfiliação do Partido Liberal, pedindo que sejam adotadas as providências para a respectiva anotação e baixa nos registros partidários e no sistema de filiação da Justiça Eleitoral, ficando protocolada cópia desta comunicação perante o Juízo da Zona Eleitoral competente.

Faço questão de registrar que continuo firme trabalhando pela eleição do Presidente Flávio Bolsonaro e pela eleição do Senador José Medeiros, com o mesmo empenho de sempre e com a mesma convicção que me levou a estar ao lado dessa bandeira. Meu compromisso com o projeto nacional permanece intacto. Com respeito e gratidão,

EDILSON PIAIA

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Wellington Fagundes anuncia Reinaldo Moraes como vice na disputa pelo Governo de MT

Escolha ocorre após mudanças na composição da chapa e busca reforçar aproximação com o eleitorado bolsonarista em Mato Grosso

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O senador Wellington Fagundes (PL) definiu nesta quinta-feira (13) o empresário Reinaldo Moraes (Novo), conhecido como “Rei do Porco”, para ocupar a vaga de vice em sua chapa na disputa pelo Governo de Mato Grosso. A escolha ocorre depois da saída de outros dois nomes que chegaram a ser considerados para a composição.

Moraes atua no agronegócio e ganhou projeção nacional em 2024 após aparecer em um vídeo durante uma visita do ex-presidente Jair Bolsonaro a Mato Grosso. Nas imagens, o empresário passa óleo ungido nos pés de Bolsonaro.

O nome de Reinaldo também recebeu aval da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ele já disputou uma eleição para o Senado em Mato Grosso, na eleição suplementar realizada em 2020.

A escolha acontece em um cenário de articulações políticas dentro do PL e de tentativa de Fagundes de manter proximidade com o grupo bolsonarista no Estado. A composição da chapa ocorre paralelamente às negociações envolvendo uma aliança com o MDB, que indicou a deputada estadual Janaina Riva para a disputa ao Senado em dobradinha com o deputado federal José Medeiros, do PL.

A aliança gerou resistência entre setores da direita ligados ao bolsonarismo e também entre prefeitos próximos ao partido. Nesse contexto, a definição do vice passou a ter peso estratégico para a campanha de Fagundes.

Antes de Reinaldo Moraes, o empresário Marcelo Maluf, do Novo, havia sido anunciado para a vaga. A indicação, porém, foi posteriormente retirada. Na ocasião, Maluf afirmou que Wellington e o PL haviam descumprido um compromisso político que, segundo ele, havia sido previamente construído entre as legendas.

Na sequência, o médico Alencar Farina também chegou a ser considerado para a composição. A possibilidade, entretanto, enfrentou resistência entre aliados bolsonaristas por causa de sua atuação política anterior.

Farina foi vice na chapa de Alexandre César, candidato do PT à Prefeitura de Cuiabá em 2004. A trajetória foi utilizada por setores da direita como argumento contrário à sua presença na chapa.

Com a escolha de Reinaldo Moraes, Wellington tenta encerrar a sequência de mudanças na composição e apresentar um nome com maior identificação com o campo conservador e com o eleitorado bolsonarista em Mato Grosso.

A definição do vice ocorre em uma fase de intensas negociações para a formação das chapas que disputarão o Governo e o Senado nas eleições de 2026.

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