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O voto que pode mudar o futuro

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Estamos chegando à reta final de uma eleição que vai muito além da escolha de um nome. No dia 4 de outubro, o brasileiro será chamado a decidir quem ocupará a Presidência da República, os governos estaduais, o Senado e as cadeiras da Câmara dos Deputados e das Assembleias Legislativas. São seis escolhas na urna, cada uma com consequências diferentes e que podem repercutir diretamente na vida da população.

E é justamente por isso que, nesta reta final, vale fazer uma pausa e pensar: o que estamos escolhendo?

O voto não deveria ser uma moeda de troca.

Não venda seu voto por R$ 50. Não venda por uma cesta básica, por um favor, por uma promessa ou por qualquer vantagem momentânea. Uma vantagem recebida hoje pode desaparecer amanhã. Já as decisões tomadas por quem chega ao poder podem permanecer por anos.

A compra de votos, além de ferir a liberdade de escolha do eleitor, é proibida pela legislação eleitoral. Mas existe uma reflexão ainda maior: quando o eleitor troca seu voto por uma vantagem imediata, pode estar abrindo mão da oportunidade de escolher quem vai tomar decisões que afetarão sua vida, seu trabalho, sua família e o futuro do país.

E quando falamos de eleição, não podemos olhar apenas para um cargo.

A Presidência da República define os rumos do Poder Executivo federal. O presidente exerce funções de chefe de Estado e de Governo e coordena políticas nacionais.

No cenário estadual, a escolha do governador também tem impacto direto na vida do cidadão. É o governo estadual que administra áreas fundamentais dentro de suas competências, como segurança pública, saúde e educação, além de executar políticas e investimentos que chegam aos municípios.

E há ainda o Congresso Nacional.

É preciso olhar com atenção para deputados federais e senadores. O Senado merece uma reflexão especial. Em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores, e o mandato é de oito anos. O eleitor, portanto, fará duas escolhas diferentes para o Senado.

O senador não está ali apenas para votar projetos. O Senado participa do processo legislativo e possui competências constitucionais próprias, inclusive em decisões de grande importância para o funcionamento das instituições brasileiras.

Por isso, talvez seja hora de o eleitor olhar para a eleição de uma maneira diferente.

Não basta perguntar quem está na frente.

Não basta perguntar quem tem mais dinheiro.

Não basta perguntar quem tem mais estrutura.

É preciso perguntar: quem representa aquilo que eu acredito? Quais são as ideias desse candidato? Qual foi sua trajetória? Quem são seus aliados? Quais alianças políticas construiu? O que defendeu no passado? O que está prometendo agora? E, principalmente, existe coerência entre o discurso e a história?

Votar de acordo com seus valores não significa votar porque alguém mandou. Significa justamente o contrário: significa assumir a responsabilidade pela própria escolha.

Se você acredita em determinadas ideias para o Brasil, procure candidatos que apresentem posições compatíveis com aquilo que você considera importante. Se suas prioridades são segurança, economia, saúde, educação, liberdade, responsabilidade fiscal, desenvolvimento, combate à corrupção ou qualquer outro tema, pesquise antes de apertar a tecla verde.

Não entregue seu voto por conveniência.

Entregue-o depois de reflexão.

Porque existe uma diferença enorme entre votar em alguém porque você acredita que aquela pessoa representa aquilo que você quer para o país e votar simplesmente porque alguém ofereceu alguma coisa em troca.

O voto consciente é livre.

E liberdade também significa poder escolher diferente do vizinho, do amigo, do patrão, da família ou do grupo político.

É possível ter convicções diferentes. O que não deveria mudar é a responsabilidade de pesquisar antes de votar.

O Brasil que teremos amanhã será consequência de muitas decisões tomadas hoje.

E isso vale para a Presidência da República, para o governo do estado, para o Senado, para a Câmara dos Deputados e para as Assembleias Legislativas.

Cada voto ajuda a formar o cenário político que virá depois da eleição.

Por isso, olhe o passado.

Olhe as alianças.

Olhe as propostas.

Olhe a trajetória.

Olhe quem está ao lado de cada candidato.

Não escolha apenas pela propaganda dos últimos dias. A campanha pode apresentar uma imagem. A história política apresenta um percurso.

E talvez seja justamente essa a maior responsabilidade do eleitor na reta final: não permitir que alguns minutos de emoção decidam os próximos anos.

R$ 50 acabam.

Uma promessa pode desaparecer.

Uma vantagem imediata passa.

Mas um mandato pode durar anos. No caso do Senado, são oito anos.

Então, antes de votar, pare.

Pense.

Pense no seu futuro. Pense na sua família. Pense no seu estado. Pense no Brasil que você quer ver daqui a quatro, oito, dez anos.

Se você deseja transformação, comece pela escolha consciente de quem terá o poder de tomar decisões em seu nome.

Não terceirize sua consciência.

Não venda sua escolha.

Não vote apenas porque todo mundo está votando.

Vote sabendo por quê.

E, depois de escolher, acompanhe. Porque cidadania não termina quando a urna confirma o voto. O eleitor também precisa fiscalizar, cobrar e lembrar que aqueles que recebem um mandato passam a exercer uma função pública em nome da sociedade.

No fim, a pergunta mais importante talvez não seja em quem você vai votar.

Talvez seja: que país você quer encontrar quando essa eleição acabar?

Então pare.

Respire.

Reflita.

Olhe para o Brasil como ele está hoje.

Olhe para aquilo que você deseja que ele se torne amanhã.

E faça da sua escolha uma decisão sua, consciente, livre e responsável.

O voto é secreto.

Mas a consequência das nossas escolhas pode ser pública para todos.

Ana Barros é jornalista, atuante em assessoria de imprensa, idealizadora da Coluna em Pauta

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Coronel acusado no caso Zampieri chora durante interrogatório e fala sobre mensagens

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O coronel da reserva Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas se emocionou e chorou durante o interrogatório realizado nesta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri, em Cuiabá, onde é julgado pela suposta participação no assassinato do advogado Roberto Zampieri.

Durante os questionamentos feitos pelo Ministério Público, Caçadini foi confrontado com mensagens trocadas com Hedilerson Fialho Martins Barbosa após o crime. Entre elas estava a expressão “missão cumprida”, que, segundo a acusação, foi enviada após a morte do advogado.

Ao ser questionado pelo promotor Vinícius Gahyva Martins sobre o significado da frase naquele contexto, o coronel afirmou que “missão cumprida” é uma expressão comum no ambiente militar e que não pode ser interpretada, por si só, como referência a uma execução.

Caçadini relatou aos jurados que teve contato com a carreira militar desde os 10 anos de idade, ingressou na Academia Militar aos 18 e tornou-se oficial em 1978. Segundo ele, a expressão é utilizada para indicar simplesmente que determinada tarefa foi concluída.

Para explicar o sentido atribuído à frase, apresentou uma situação cotidiana. Disse que, caso alguém peça um café e a bebida seja entregue, a pessoa poderia responder “missão cumprida”, sem que isso tenha qualquer relação com uma atividade criminosa.

O Ministério Público também questionou o coronel sobre uma condenação relacionada à sua trajetória militar. Caçadini confirmou a existência da decisão, mas afirmou que há recurso pendente de análise no Superior Tribunal Militar.

O julgamento envolve três réus. Antônio Gomes da Silva, que confessou ter efetuado os disparos contra Zampieri, é apontado como o executor do homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa é acusado de ter auxiliado na ação e fornecido a arma utilizada no crime. Já Caçadini responde pela suposta participação na articulação do assassinato.

A sessão desta quarta-feira marca a retomada do julgamento após a interrupção da sessão realizada em julho. Na ocasião, um dos jurados apresentou um problema de saúde, o que levou à necessidade de formação de um novo Conselho de Sentença.

O advogado Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em dezembro de 2023, quando estava dentro de seu veículo, em frente ao escritório onde trabalhava, em Cuiabá. O caso passou a ser investigado como uma possível execução planejada, e os detalhes sobre a participação de cada acusado vêm sendo apresentados durante o julgamento.

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Pokémon e festa anos 80 são destaques da programação do final de semana no Goiabeiras Shopping

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O fim de semana será de diversão para diferentes públicos no Goiabeiras Shopping, em Cuiabá. Neste sábado e domingo (3 e 4/10), a programação reúne fãs de Pokémon, crianças e famílias, das 14h às 20h, além de uma festa temática que promete resgatar os grandes sucessos dos anos 80.

O Festival Pokémon conta com torneios e troca de cartas, criando um espaço para quem já acompanha o universo Pokémon e para quem quer conhecer mais sobre o jogo, no 1º andar, em frente à loja Geek. A entrada é gratuita.

Para quem prefere música e nostalgia, o sábado (03) será marcado pela Festa à Fantasia Anos 80, no Malcom Pub, instalado no terraço do Goiabeiras Shopping. A programação começa às 16h e reúne bandas ao vivo com rock, pop, flashback e clássicos que marcaram a década.

Entre as atrações estão a MP Rock, com clássicos de Eurythmics, Depeche Mode, R.E.M., Erasure e Queen; o DJ Túlio Neto, com o B-Day Set, também Vibe Flashback, trazendo Michael Jackson, Europe, Queen, Survivor e Whitesnake; e a banda Fábrica, com sucessos de U2, Bon Jovi, A-ha e The Cure.

O público é convidado a entrar no clima da festa e caprichar na fantasia, com neon, jeans, cabelo armado, mullet, cores, óculos e acessórios que remetem à década. Os ingressos custam R$ 35.

Outras atrações

O Goiabeiras Shopping mantém atrações permanentes com bilheteria para diferentes públicos, como o Cinelaser que oferece até quatro horas de estacionamento gratuito para clientes do cinema; o Wow Park, parque de trampolins; o Enigmatrix, com cabines de Escape Game; o Acelera Kart, no 5º subsolo; e o Joggy eSports, no 1º andar, espaço dedicado ao universo gamer e às experiências digitais.

Serviço

Festival Pokémon
Data: 3 e 4 de outubro (sábado e domingo)
Horário: 14h às 20h
Local: 1º andar, em frente à loja Geek
Entrada gratuita

Festa à Fantasia Anos 80 – Malcom Pub
Data: 3 de outubro
Horário: a partir das 16h
Local: terraço do Goiabeiras Shopping
Ingressos: R$ 35

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SINDEPOJUC requer aplicação do Tema 942 do STF aos escrivães de polícia

O SINDEPOJUC também solicita uma reunião técnica entre SINDEPOJUC, MTPREV, SEPLAG e Polícia Judiciária Civil para discutir os critérios e procedimentos a serem adotados.

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O Sindicato dos Escrivães de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (SINDEPOJUC/MT) protocolou requerimento administrativo coletivo dirigido à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag-MT) para solicitar a aplicação do Tema 942 do Supremo Tribunal Federal (STF) aos escrivães de polícia que comprovem ter trabalhado, até 12 de novembro de 2019, em condições especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física.

A presidente do SINDEPOJUC/MT, Cecília Monge, explica que a iniciativa busca garantir segurança jurídica e estabelecer critérios uniformes para a análise dos pedidos.

“Nosso objetivo é garantir que o direito previsto no Tema 942 seja analisado de forma uniforme para os escrivães, com critérios claros sobre a documentação, a conversão do tempo especial e os procedimentos que deverão ser adotados pela Administração. Estamos buscando segurança jurídica para toda a categoria”, afirmou Cecília.

O requerimento tem como fundamento a decisão do STF no julgamento do Recurso Extraordinário nº 1.014.286, referente ao Tema 942 da repercussão geral. A decisão reconheceu, para o período anterior à Emenda Constitucional nº 103/2019, a possibilidade de conversão em tempo comum do trabalho prestado por servidores públicos em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, mediante aplicação das normas do Regime Geral de Previdência Social relativas à aposentadoria especial.

O requerimento não significa que todo escrivão terá, automaticamente, tempo adicional de contribuição. A aplicação do Tema 942 depende da comprovação de que o período trabalhado até 12 de novembro de 2019 ocorreu sob condições especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física, conforme os critérios técnicos e legais aplicáveis. O SINDEPOJUC defende que essa conversão seja analisada sem prejuízo do cumprimento do tempo mínimo de efetivo exercício em atividade estritamente policial, permitindo que eventual acréscimo decorrente do período especial comprovado seja considerado na composição do tempo total de contribuição.

O sindicato ressalta que o pedido também não busca a conversão automática de todo o período trabalhado pelos escrivães em razão da natureza policial do cargo. A entidade solicita que sejam estabelecidos critérios objetivos para comprovação das condições especiais, incluindo a análise de documentos técnicos e funcionais.

Entre os pedidos apresentados estão a definição dos documentos necessários, dos órgãos responsáveis pela certificação e averbação do período, dos fatores de conversão aplicáveis e a criação de um fluxo administrativo uniforme para análise dos requerimentos.

O SINDEPOJUC também solicita uma reunião técnica entre SINDEPOJUC, MTPREV, SEPLAG e Polícia Judiciária Civil para discutir os critérios e procedimentos a serem adotados.

A entidade pede ainda que sejam disponibilizados pareceres, notas técnicas, instruções ou orientações administrativas existentes sobre o Tema 942, conversão de tempo especial, atividade policial e abono de permanência.

O requerimento foi assinado em 23 de setembro de 2026 pela presidente do SINDEPOJUC/MT, Cecília Monge, e pelo consultor jurídico da entidade, Fabiano Alves Zarnardo.

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