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“O carro chega dia 4”: casal paga R$ 155 mil por GAC, não recebe veículo e acusa vendedor de golpe

Em 6 de julho, Douglas Tonholo teria iniciado o atendimento. Por meio do WhatsApp utilizado na negociação, recebeu documentos dos compradores e encaminhou um link para pagamento do sinal de R$ 1 mil.

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Gerente da concessionária relatou à Polícia Civil que já havia conhecimento de reclamações anteriores envolvendo o vendedor; caso é investigado e também tramita na Justiça

Um casal de aposentados de Cuiabá afirma ter pago R$ 154.990 por um SUV GAC GS4 Premium zero quilômetro na concessionária GAC de Várzea Grande, pertencente ao Grupo Canopus, e não ter recebido o veículo nem o dinheiro de volta. A negociação foi conduzida pelo vendedor Douglas Alexandre de Paula Tonholo, que é investigado pela Polícia Civil por suspeita de estelionato.

O caso envolve a Gemini Motors Ltda., responsável pela concessionária, e também está sendo discutido na Justiça. A reportagem teve acesso ao boletim de ocorrência registrado pelo casal, documentos relacionados à negociação e ao processo judicial.

Segundo os documentos apresentados pelos consumidores, a negociação ocorreu dentro da concessionária e o vendedor utilizou canais de comunicação vinculados ao atendimento comercial da empresa. O primeiro pagamento, no valor de R$ 1 mil, foi realizado diretamente para uma conta da Gemini Motors.

Negociação começou dentro da concessionária

R.O., pessoa com deficiência, pretendia adquirir o veículo por meio do programa de venda direta destinado ao público PCD. Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, o casal, que afirma ser cliente do Grupo Canopus desde 2018, procurou a unidade da GAC localizada na Avenida da FEB, em Várzea Grande.

Em 6 de julho, Douglas Tonholo teria iniciado o atendimento. Por meio do WhatsApp utilizado na negociação, recebeu documentos dos compradores e encaminhou um link para pagamento do sinal de R$ 1 mil.

O valor foi pago à Gemini Motors. Conforme consta na documentação do caso, a própria empresa reconheceu o recebimento dessa quantia.

Nas semanas seguintes, o vendedor continuou mantendo contato com os compradores. Em 18 de agosto, informou que o veículo havia sido faturado e que seria necessário quitar o restante da compra.

O casal afirma ter efetuado o pagamento de R$ 153.990, utilizando recursos provenientes da venda do veículo anterior e das economias da família.

Vendedor informou que veículo chegaria em setembro

Após o pagamento integral, segundo as mensagens apresentadas pelos consumidores, Douglas informou que o veículo havia sido embarcado em São Paulo e que chegaria a Várzea Grande entre os dias 3 e 4 de setembro.

Ainda conforme o relato do casal, o vendedor passou a marcar e desmarcar encontros na concessionária e dizia estar realizando “vendas externas”.

No dia 4 de setembro, teria enviado mensagem informando que estava a caminho da loja.

Quando os compradores chegaram à concessionária, porém, descobriram que o vendedor não estava trabalhando no local naquele período.

Segundo os documentos apresentados no caso, Douglas havia entrado em férias anteriormente e não teria retornado ao trabalho. A empresa também teria encaminhado a ele um telegrama relacionado ao vínculo empregatício, sob pena de caracterização de abandono de emprego.

O casal afirma, contudo, que não foi informado pela concessionária sobre a situação funcional do vendedor nem sobre eventual problema relacionado à negociação.

Pedido do veículo não constava no sistema, segundo relato

Na concessionária, os compradores procuraram informações sobre o veículo. Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, o gerente regional informou que não havia pedido do automóvel registrado no sistema.

Diante da situação, o casal tentou entrar em contato com Douglas. O telefone, segundo os consumidores, estava desligado e as mensagens deixaram de ser respondidas.

O veículo, que havia sido apresentado pelo vendedor como já faturado e em transporte para Mato Grosso, não foi entregue.

Gerente relata reclamações anteriores à Polícia Civil

Um dos principais pontos do caso consta do depoimento prestado pelo gerente regional da GAC à Polícia Civil em 14 de setembro e posteriormente juntado ao processo judicial.

Segundo o depoimento, a empresa já havia recebido informações sobre outras reclamações envolvendo Douglas Tonholo antes do episódio relatado pelo casal.

Ainda conforme o depoimento, em situações anteriores teriam ocorrido pagamentos feitos por clientes diretamente ao vendedor. Um desses casos, segundo o representante da empresa, teria sido solucionado internamente com a entrega de um veículo seminovo ao consumidor.

Outro episódio, iniciado em abril deste ano, resultou em uma ação judicial que tramita na 2ª Vara Cível de Várzea Grande, sob o processo nº 1032007-34.2026.8.11.0002, movida contra a Gemini Motors e Douglas Tonholo.

As informações constam do depoimento do gerente e dos documentos judiciais relacionados aos casos.

Consumidores buscaram solução antes da ação judicial

Após constatarem que o veículo não havia sido entregue, os compradores encaminharam notificações extrajudiciais ao gerente regional, solicitando a entrega do automóvel ou a restituição dos valores pagos.

Segundo os consumidores, não houve solução para o caso.

A reclamação também foi levada ao Procon-MT.

No boletim de ocorrência, o casal relata que confiou na negociação porque ela ocorreu dentro da concessionária e porque o vendedor se apresentava como funcionário da empresa.

“Confiamos na marca, no grupo e na loja. Ele estava de uniforme, dentro da concessionária, e o sinal foi pago para a empresa”, relataram os consumidores no registro policial.

Os compradores também afirmam que R.O. passou a necessitar de acompanhamento médico após o episódio.

Caso está na Justiça

Sem acordo, o casal ingressou com ação na 4ª Vara Cível de Cuiabá. No processo, os consumidores pedem a entrega do veículo ou a devolução integral dos R$ 154.990 pagos, além de indenização por danos morais.

A ação ainda aguarda decisão definitiva.

Entre os argumentos apresentados no processo está a responsabilidade da empresa pelos atos praticados por seus prepostos. Os consumidores também invocam o artigo 34 do Código de Defesa do Consumidor, que trata da responsabilidade do fornecedor pelos atos de seus prepostos.

A existência da ação judicial, entretanto, não representa decisão definitiva sobre a responsabilidade da Gemini Motors ou do vendedor.

A investigação policial também não significa, por si só, que tenha sido reconhecida judicialmente a prática de estelionato. As responsabilidades deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

Outro processo envolve vendedor e concessionária

Além da ação movida pelo casal, existe o processo nº 1032007-34.2026.8.11.0002, em tramitação na 2ª Vara Cível de Várzea Grande, no qual Gemini Motors e Douglas Tonholo também figuram como partes, conforme os documentos relacionados ao caso.

O processo é mencionado no depoimento do gerente regional como uma das reclamações anteriores envolvendo o vendedor.

A reportagem procurou preservar a distinção entre as acusações feitas pelos consumidores, as informações prestadas pelo representante da empresa à Polícia Civil e aquilo que já foi efetivamente decidido pela Justiça.

O espaço permanece aberto para manifestação da Gemini Motors Ltda./Grupo Canopus e da defesa de Douglas Alexandre de Paula Tonholo sobre os fatos relatados.

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Mulher que atuava como delegada eleitoral é presa por suspeita de boca de urna em MT

O caso deverá ser investigado pela Polícia Federal, que poderá apurar as circunstâncias da suposta prática de boca de urna e eventual participação de outras pessoas.

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Uma mulher que atuava como delegada eleitoral foi presa no domingo (4), em Marcelândia, a 641 quilômetros de Cuiabá, suspeita de fazer boca de urna em frente à Escola Estadual Pedro Bianchini durante o primeiro turno das eleições.

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a mulher estava em uma caminhonete adesivada com imagens da deputada federal Coronel Fernanda e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Ela teria sido flagrada distribuindo santinhos em apoio à deputada.

A denúncia teria partido de eleitores e de outros delegados eleitorais, que acionaram a Polícia Militar. Os policiais localizaram e abordaram o veículo nas proximidades do local de votação.

Santinhos são encontrados no veículo

Durante a abordagem, os militares realizaram uma busca no veículo e encontraram diversos materiais de campanha. Conforme o registro policial, havia vários lotes de santinhos de candidatos, sendo a maior parte referente à campanha de Coronel Fernanda.

A mulher foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Civil, onde foi registrado o boletim de ocorrência.

O caso deverá ser investigado pela Polícia Federal, que poderá apurar as circunstâncias da suposta prática de boca de urna e eventual participação de outras pessoas.

Coronel Fernanda foi reeleita

Coronel Fernanda foi reeleita deputada federal por Mato Grosso nas eleições de domingo (4). Segundo os resultados divulgados pela Justiça Eleitoral, ela recebeu 205.064 votos e terminou como a candidata mais votada para a Câmara dos Deputados no estado.

A investigação deverá esclarecer se houve outras irregularidades relacionadas à distribuição de material de campanha nas proximidades do local de votação.

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Empresária morta pelo ex já havia sido agredida meses antes, mostra vídeo

Ricardo foi preso em flagrante. O caso é investigado como feminicídio.

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Uma câmera de segurança registrou uma agressão sofrida pela empresária Noeli Simsen meses antes de ela ser assassinada a tiros pelo ex-companheiro, o policial civil aposentado Ricardo de Souza Passos. O vídeo foi gravado em maio, cerca de quatro meses antes do feminicídio, ocorrido em 28 de setembro, em Cáceres, a 225 quilômetros de Cuiabá.

Nas imagens, Noeli aparece discutindo com Ricardo. Durante a discussão, ele dá um tapa no rosto da empresária. O episódio reforça o histórico de violência relatado no caso, que terminou com a morte da vítima.

Segundo as investigações, Noeli e Ricardo estavam separados havia algum tempo quando o crime aconteceu. A empresária havia deixado o país e retornado a Cáceres para concluir a negociação de venda do hotel do qual era proprietária.

Conforme relatos de funcionários e testemunhas, Ricardo teria ido até o local onde Noeli estava. Ainda segundo os relatos, ele teria entrado no quarto pela janela e efetuado os disparos contra a ex-companheira.

Noeli foi atingida por quatro tiros na região central do tórax. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 13h42 para prestar atendimento, mas a empresária já estava sem sinais vitais quando a equipe chegou.

Após o crime, Ricardo deixou o hotel e fugiu. Equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar realizaram buscas pela região e montaram um cerco na região do Empa.

Durante as diligências, os policiais receberam a informação de que Ricardo havia se apresentado espontaneamente em uma delegacia de Cáceres. Ele entregou a arma que teria sido utilizada no crime e confessou ter efetuado os disparos contra a ex-companheira.

Ricardo foi preso em flagrante. O caso é investigado como feminicídio.

Vídeo mostra agressão

O registro feito meses antes do assassinato mostra um dos episódios de violência envolvendo o casal. A gravação foi feita quando os dois ainda mantinham o relacionamento e mostra a discussão seguida da agressão contra Noeli.

O vídeo passou a integrar o contexto do caso, que está sendo investigado pelas autoridades.

Veja o vídeo

 

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Casal é preso com cerca de 24 kg de drogas escondidas em baldes de argamassa em Confresa

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Um homem de 30 anos e uma mulher de 35 anos foram presos pela Polícia Civil nesta segunda-feira (5), em Confresa, após serem flagrados recebendo um carregamento de drogas em uma transportadora. Os entorpecentes estavam escondidos dentro de baldes de argamassa.

A investigação começou após a Delegacia de Confresa receber uma denúncia de que um carregamento de drogas seria transportado de Rondonópolis para o município por meio de uma empresa de transporte.

Durante as diligências, os policiais identificaram o homem apontado como responsável pelo carregamento. Segundo a Polícia Civil, ele já era conhecido das autoridades policiais de Confresa e possuía diversas passagens, incluindo uma ocorrência recente por tráfico de drogas e descaminho.

Na manhã de segunda-feira, uma equipe da Delegacia passou a monitorar a transportadora. Durante a vigilância, os policiais visualizaram um veículo Ford EcoSport chegando ao estabelecimento pela contramão.

Em seguida, a mulher entrou na transportadora e solicitou a retirada dos baldes de argamassa. Diante da movimentação, os policiais acionaram reforços e realizaram a abordagem do casal, que estava acompanhado de duas crianças no bairro Aeroporto.

Dentro do veículo foram encontrados cinco baldes de argamassa. No interior dos recipientes havia balões de látex contendo objetos em formato semelhante a tabletes.

O material foi encaminhado, junto com os suspeitos, para a Delegacia de Confresa. Na unidade policial, os balões foram abertos e os investigadores encontraram 41 tabletes grandes e três porções médias de maconha, com aproximadamente 20 quilos no total.

Também foram apreendidos um tablete grande de cocaína, pesando cerca de 1 quilo, três tabletes de pasta base de cocaína, totalizando aproximadamente 3 quilos, além de uma tag de rastreamento.

Os dois suspeitos foram apresentados à autoridade policial e permanecem à disposição da Justiça.

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