Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mato Grosso

Mato Grosso abre nove vagas para técnicos em necropsia; inscrições seguem até 6 de julho

O edital também prevê formação de cadastro de reserva para as unidades da Politec nos municípios de Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Sinop, Juara, Juína e Tangará da Serra.

Publicados

em

A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) publicou o edital de um processo seletivo simplificado para a contratação imediata de nove técnicos em necropsia destinados às unidades de medicina legal da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Além das vagas imediatas, o certame também prevê a formação de cadastro de reserva para futuras convocações em diferentes regiões do Estado.

O edital foi publicado na edição extraordinária nº 3 do Diário Oficial do Estado, na segunda-feira (30), e tem como objetivo atender à necessidade temporária de profissionais para reforçar o atendimento pericial na capital e no interior.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo Sistema Estadual de Seleção de Mato Grosso (SiesMT), entre os dias 30 de junho e 6 de julho de 2026. O resultado final está previsto para ser divulgado em 24 de julho.

A remuneração inicial é de R$ 6.324,28, conforme a tabela salarial da carreira estabelecida pela Lei Estadual nº 8.321, para jornada de trabalho de até 200 horas mensais.

As vagas imediatas estão distribuídas entre os municípios de Água Boa, Confresa, Pontes e Lacerda, Diamantino, Nova Mutum, Primavera do Leste, Alta Floresta, Guarantã do Norte e Sorriso, com uma vaga para cada localidade.

O edital também prevê formação de cadastro de reserva para as unidades da Politec nos municípios de Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Sinop, Juara, Juína e Tangará da Serra.

O processo seletivo será composto por duas etapas. A primeira consiste na avaliação de títulos, que definirá a classificação dos candidatos. Em seguida, os classificados serão convocados para apresentação da documentação exigida e realização da investigação social, etapa de caráter eliminatório.

Para participar da seleção, os candidatos devem possuir diploma de curso superior em qualquer área de formação, ou declaração de conclusão de curso, além de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria “B” ou superior.

Entre as atribuições do cargo estão a remoção de cadáveres quando determinada por autoridade competente, preparação do corpo para os exames periciais, auxílio aos peritos oficiais durante os procedimentos de necropsia, abertura do cadáver sob orientação do médico-legista, remoção de órgãos e vísceras e coleta de materiais destinados a exames complementares e à elaboração dos laudos periciais.

A contratação busca fortalecer a atuação das unidades de medicina legal da Politec, ampliando a capacidade de atendimento e garantindo maior agilidade na realização dos exames periciais em diversas regiões de Mato Grosso.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mato Grosso

O chocolate que movimenta pessoas, sonhos e a agricultura familiar

Zilda Castanho, idealizadora do Festival do Chocolate de MT

Publicados

em

Há quem pense que um festival de chocolate acontece para reunir doces, receitas e sabores. É uma percepção compreensível, mas limitada. Na verdade, um festival revela muito mais sobre uma cidade do que sobre um ingrediente. Ele fala de pessoas que acreditam em seus sonhos, que transformam talento em oportunidade e de uma comunidade que escolhe valorizar aquilo que produz. E também hoje movimentamos a agricultura familiar do nosso estado através do cacau, pois Mato Grosso tem cacau.

É nesse ambiente que o empreendedorismo ganha seu verdadeiro significado. Empreender não começa quando uma empresa abre as portas. Começa quando alguém acredita que aquilo que faz pode melhorar a vida de outra pessoa. É um ato de coragem. Coragem para investir, criar, errar, recomeçar e continuar acreditando, mesmo quando os desafios parecem maiores que as oportunidades.

Quem participa de uma festival leva sua história, meses de planejamento, expectativas e esperança de encontrar pessoas dispostas a valorizar seu trabalho. E quem visita um evento talvez nem perceba que, ao comprar um chocolate artesanal, esteja ajudando uma família a investir em novos equipamentos, ampliar a produção ou contratar mais colaboradores.

Vivemos em uma época em que tudo parece acontecer com pressa. Compramos pela internet, conversamos por mensagens e, muitas vezes, esquecemos o valor dos encontros. Talvez seja por isso que os festivais tenham se tornado tão importantes. Eles devolvem às pessoas algo que nenhuma tecnologia consegue substituir: a experiência de estar junto.

O chocolate, por si só, já desperta memórias. É fácil admirar uma vitrine repleta de chocolates artesanais. O que nem sempre percebemos é a história escondida atrás de cada criação. Os festivais têm o poder de aproximar esses sonhos do público. São espaços onde pequenos produtores dividem o mesmo ambiente com marcas consolidadas. Esse movimento beneficia muito mais gente do que imaginamos. Hotéis recebem visitantes, restaurantes ampliam o atendimento, motoristas circulam mais, fornecedores vendem mais, artistas encontram palco e dezenas de profissionais trabalham para que cada detalhe aconteça. Um festival bem realizado deixa resultados que permanecem muito depois de seus portões serem fechados.

Mas talvez o maior legado não esteja nos números. Está nas conexões.

Está no empreendedor que volta para casa com novos clientes. Na criança que vive uma experiência inesquecível ao lado da família. São encontros como esses que fortalecem uma comunidade e criam um ambiente favorável para que novos sonhos também encontrem espaço.
No fim, um festival de chocolate nunca é apenas sobre chocolate. É sobre pessoas. Sobre quem cria, quem acredita, quem investe, quem prestigia e quem entende que uma cidade cresce quando aprende a celebrar seus talentos.

Zilda Castanho, idealizadora do Festival do Chocolate de MT

Continue lendo

Mato Grosso

Tião da Zaeli toma posse na Fecomércio e critica carga tributária e legislação trabalhista

“É uma situação que eu, particularmente, não tenho a solução. Temos que dar as mãos, buscar minimizar esse problema e trazer uma condição melhor para o comércio local”, declarou.

Publicados

em

O empresário Tião da Zaeli assumiu, nesta quarta-feira (1º), a presidência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) defendendo maior articulação entre o setor produtivo, o poder público e a classe política para enfrentar os desafios do comércio no Estado.

Durante seu discurso de posse, Zaeli destacou que uma das principais preocupações da entidade é a crescente concorrência com plataformas internacionais de comércio eletrônico. Segundo ele, empresas estrangeiras operam sob condições tributárias e trabalhistas diferentes das enfrentadas pelos empresários brasileiros, o que, na avaliação do dirigente, cria um cenário de desequilíbrio competitivo.

“O comércio local mantém empregos, gera renda e cumpre todas as obrigações tributárias e trabalhistas. Precisamos construir alternativas que permitam uma concorrência mais equilibrada”, afirmou.

O novo presidente reconheceu, no entanto, que a questão é complexa e não possui solução imediata. Para ele, o enfrentamento desse cenário exige diálogo entre empresários, governos e representantes políticos para a construção de medidas que fortaleçam o comércio tradicional.

“É uma situação que eu, particularmente, não tenho a solução. Temos que dar as mãos, buscar minimizar esse problema e trazer uma condição melhor para o comércio local”, declarou.

Críticas ao ambiente de negócios

Durante a cerimônia, Zaeli também fez críticas à legislação trabalhista brasileira, classificando-a como ultrapassada diante das transformações do mercado de trabalho. Além disso, apontou a elevada carga tributária como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento do setor comercial.

Segundo o dirigente, o atual ambiente regulatório aumenta os custos das empresas nacionais e dificulta a competitividade frente a negócios instalados em outros países, especialmente no segmento do comércio eletrônico.

A nova gestão da Fecomércio-MT terá entre seus desafios representar os interesses do setor de comércio, serviços e turismo perante os poderes públicos, além de acompanhar temas relacionados à reforma tributária, ao ambiente regulatório e ao fortalecimento da atividade econômica em Mato Grosso.

Continue lendo

Mato Grosso

Superlotação leva Defensoria a pedir transferência urgente de presos em MT

Outro ponto destacado na ação é a inexistência de uma unidade prisional feminina em Tangará da Serra. Segundo o documento, essa situação tem provocado a permanência de mulheres na delegacia, havendo relatos de compartilhamento de espaços com homens em razão da falta de estrutura adequada.

Publicados

em

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP) para pedir à Justiça a transferência imediata dos presos custodiados na Delegacia de Polícia do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC) de Tangará da Serra. A medida busca interromper a permanência de detentos em condições consideradas inadequadas e garantir que a custódia seja realizada em unidades prisionais apropriadas.

A ação foi protocolada pela defensora pública Camila Santos da Silva Maia e tem como base uma inspeção técnica realizada no dia 1º de junho na unidade policial. Segundo a Defensoria, a vistoria constatou um cenário de superlotação, permanência prolongada de presos e diversas irregularidades nas condições de custódia, em desacordo com a legislação e os princípios constitucionais.

Conforme a ACP, as celas da delegacia, destinadas exclusivamente à custódia temporária, estão sendo utilizadas para manter presos provisórios e condenados por períodos superiores ao permitido. Durante a inspeção, foram identificados detentos que permaneciam no local há mais de dez dias.

A Defensoria também relatou uma série de problemas estruturais, incluindo condições precárias de higiene, forte odor nas celas, deficiência na estrutura sanitária, restrições no uso dos banheiros, fornecimento irregular de água, ausência de utensílios básicos para alimentação e acúmulo de lixo.

Outro ponto destacado na ação é a inexistência de uma unidade prisional feminina em Tangará da Serra. Segundo o documento, essa situação tem provocado a permanência de mulheres na delegacia, havendo relatos de compartilhamento de espaços com homens em razão da falta de estrutura adequada.

A ACP ainda sustenta que o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra está parcialmente interditado por decisão judicial. Para a Defensoria, o descumprimento dessa determinação contribui diretamente para a manutenção da superlotação nas dependências da delegacia.

Diante do cenário, a instituição solicita que a Justiça determine ao Estado de Mato Grosso a transferência imediata dos custodiados para unidades prisionais compatíveis, que as remoções sejam realizadas exclusivamente por policiais penais e que seja vedada a permanência prolongada de presos em delegacias de polícia.

Além das medidas emergenciais, a Defensoria requer que o Estado apresente um plano para ampliação do Centro de Detenção Provisória do município, promova a construção de uma unidade prisional feminina e adote providências estruturais capazes de solucionar, de forma definitiva, o problema da superlotação na região.

Na ação, a DPEMT também pede a condenação do Estado ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de até R$ 500 mil, além da aplicação de multa diária em caso de descumprimento das determinações judiciais que eventualmente sejam fixadas.

Continue lendo

Política

Polícia

GERAL

Mais Lidas da Semana