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Justiça mantém suspensão do porte de arma de policial penal que matou enteado em Cuiabá

Na decisão proferida na última terça-feira (21), o magistrado entendeu, porém, que não há motivos para modificar a determinação, ressaltando que a restrição está diretamente relacionada aos fatos investigados.

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O juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, André Barbosa Guanaes Simões, negou o pedido do policial penal Jeremias Emerson de Matos, de 50 anos, para reaver o porte de arma, mantendo a medida cautelar imposta após a morte do enteado, Atlas Iury da Silva Santos, de 21 anos, ocorrida em 10 de junho, no bairro Coxipó do Ouro, na Capital.

Jeremias foi preso em flagrante pelo homicídio, mas acabou sendo colocado em liberdade após audiência de custódia. Na ocasião, a Justiça determinou o recolhimento da arma de fogo e a suspensão temporária do porte de arma, além da imposição de outras medidas cautelares.

Ao solicitar a revogação da medida, a defesa alegou que o policial penal está exposto aos riscos inerentes à profissão e que necessita da arma para garantir sua segurança durante o exercício da atividade e no deslocamento entre a residência e o local de trabalho.

Na decisão proferida na última terça-feira (21), o magistrado entendeu, porém, que não há motivos para modificar a determinação, ressaltando que a restrição está diretamente relacionada aos fatos investigados.

“Conforme se extrai dos autos, o fato objeto de investigação envolve disparo de arma de fogo atribuído, em tese, ao investigado, do qual resultou a morte de seu enteado. (…) A medida imposta guarda relação direta e concreta com as circunstâncias específicas do fato investigado, consistindo justamente no recolhimento da arma de fogo de propriedade do autuado e na suspensão temporária de seu porte enquanto perdurarem as investigações”, destacou o juiz.

O caso

Atlas Iury da Silva Santos morreu após ser atingido por um tiro no rosto durante uma discussão familiar no dia 10 de junho, em uma residência no Coxipó do Ouro.

Em depoimento à Polícia Civil, Jeremias afirmou que foi buscar a esposa para levá-la ao trabalho quando iniciou uma discussão com o enteado. Segundo sua versão, Atlas teria avançado contra ele armado com uma faca, momento em que efetuou o disparo.

Ao conceder liberdade provisória ao policial penal, a juíza Mônica Catarina Perri considerou que havia, naquele momento da investigação, indícios de possível legítima defesa. Apesar disso, o processo continua em andamento e as circunstâncias do crime seguem sendo apuradas pela Justiça.

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Polícia

Médico formado pela Unemat é encontrado morto dentro de túmulo em cemitério de Rondônia

“Nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas de profissão e pacientes neste momento de imensa dor. Que sua história permaneça viva na memória de todos nós e continue inspirando gerações”, afirmou a instituição.

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O médico residente Lucas Macedo Martins, de 32 anos, formado em Medicina pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (24) dentro de um túmulo no Cemitério Santo Antônio, em Porto Velho (RO). O profissional estava desaparecido desde a madrugada de terça-feira (21).

O corpo foi localizado após funcionários do cemitério perceberem sinais de violação em uma das sepulturas durante os trabalhos de rotina. Ao verificarem o local, encontraram o médico dentro do túmulo e acionaram a Polícia Militar. A área foi isolada para os trabalhos da perícia e o início das investigações.

De acordo com as primeiras informações, Lucas apresentava sinais de violência. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o homicídio tenha ocorrido em outro local e que o corpo tenha sido levado posteriormente ao cemitério para ocultação. A causa da morte e a dinâmica do crime, no entanto, ainda dependem da conclusão dos exames periciais.

Outro ponto que intriga os investigadores é o desaparecimento do veículo da vítima. Conforme apurado pela polícia, o automóvel foi visto trafegando pela BR-364, em direção ao município de Guajará-Mirim, após o desaparecimento do médico. Com isso, uma das linhas de investigação considera a possibilidade de latrocínio, roubo seguido de morte, hipótese que ainda não foi confirmada oficialmente.

Lucas era médico residente em Medicina Intensiva no Hospital de Base de Porto Velho e havia conquistado o primeiro lugar no vestibular de Medicina da Unemat. A notícia de sua morte causou grande comoção entre colegas, professores e amigos.

Em nota de pesar, o curso preparatório MedQuim destacou a trajetória acadêmica e profissional do médico, ressaltando sua dedicação aos estudos e o atendimento humanizado aos pacientes.

“Nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas de profissão e pacientes neste momento de imensa dor. Que sua história permaneça viva na memória de todos nós e continue inspirando gerações”, afirmou a instituição.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra a Vida (DHPP) de Porto Velho. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, e a Polícia Civil aguarda os laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar os responsáveis pelo crime.

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Caso de estupro de vulnerável contra bebê de 4 meses é investigado pela Deddica em Cuiabá

O bebê passou por exames periciais no Instituto Médico Legal (IML), que devem apontar os laudos técnicos sobre a violência sexual.

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Uma denúncia de estupro de vulnerável mobilizou as forças de segurança de Cuiabá. A mãe de um bebê de apenas quatro meses procurou a Polícia Civil para relatar que o filho teria sido vítima de abuso sexual no bairro Pedra 90. O principal suspeito do crime é um adolescente conhecido da família.

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe percebeu que o filho apresentava alterações físicas e um choro persistente e atípico logo após ficar sob os cuidados do jovem. Preocupada com os sinais, ela levou a criança para avaliação médica imediata e acionou a Polícia Militar.

O bebê passou por exames periciais no Instituto Médico Legal (IML), que devem apontar os laudos técnicos sobre a violência sexual. Com base nas informações e nas evidências preliminares, equipes policiais realizaram buscas para localizar o adolescente envolvido.

As investigações estão sob a responsabilidade da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica). A unidade apura as circunstâncias do fato e adotará as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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Relatório da PF cita esposa de juiz federal e lobista de Mato Grosso em apuração sobre suposta venda de decisões

No relatório encaminhado ao Supremo, os investigadores afirmam que os novos elementos “não apenas esclarecem o que já está sendo apurado, como evidenciam a ocorrência de crimes análogos vinculados a processos em curso no gabinete do ministro Moura Ribeiro”.

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A Polícia Federal (PF) ampliou as investigações sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ), envolvendo o empresário e ex-senador Luiz Estêvão. As apurações, reveladas pela Folha de S.Paulo, apontam a atuação conjunta do lobista mato-grossense Andreson de Oliveira Gonçalves e da advogada Aline Gonçalves de Sousa, esposa de um juiz federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

As informações reunidas pela PF levaram o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito, a autorizar, em maio deste ano, a inclusão formal do ministro Moura Ribeiro, do STJ, nas investigações que apuram supostas irregularidades relacionadas a processos de interesse do Grupo OK, pertencente ao ex-senador.

A investigação teve origem na perícia realizada no celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. A análise do conteúdo armazenado na nuvem revelou conversas e documentos que, segundo a Polícia Federal, indicam uma articulação entre Zampieri e o lobista Andreson Gonçalves para obter decisões favoráveis em processos que tramitavam no STJ.

Entre os elementos apontados no relatório está uma mensagem em que Andreson encaminha a Zampieri uma captura de tela mostrando a tramitação de um processo com decisão favorável proferida em 2021 pelo gabinete do ministro Moura Ribeiro. Conforme a investigação, no dia seguinte à decisão, uma empresa ligada ao lobista realizou uma transferência bancária de R$ 250 mil para a conta do advogado.

A PF afirma que, com o aprofundamento da análise dos dados digitais, surgiram indícios de que Andreson Gonçalves e a advogada Aline Gonçalves de Sousa atuavam em conjunto na tentativa de influenciar julgamentos no Superior Tribunal de Justiça.

No relatório encaminhado ao Supremo, os investigadores afirmam que os novos elementos “não apenas esclarecem o que já está sendo apurado, como evidenciam a ocorrência de crimes análogos vinculados a processos em curso no gabinete do ministro Moura Ribeiro”.

Em nota, o ministro Moura Ribeiro negou qualquer envolvimento com irregularidades. O magistrado afirmou desconhecer as apurações relacionadas às suas decisões, destacou sua trajetória de mais de quatro décadas na magistratura e informou que o ex-servidor citado pela investigação permaneceu no cargo por apenas quatro meses, em 2019, sendo posteriormente exonerado após a identificação de conduta considerada incompatível com a função.

O ex-senador Luiz Estêvão declarou que não teve acesso ao conteúdo do relatório da Polícia Federal e, por esse motivo, não se manifestaria sobre as suspeitas.

Já a defesa da advogada Aline Gonçalves de Sousa afirmou que o documento não apresenta provas de conduta ilícita praticada por sua cliente e criticou a divulgação das informações, sustentando que a exposição das suspeitas busca influenciar a opinião pública.

Os advogados de Andreson Gonçalves e de sua esposa, Mirian Ribeiro, ambos denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), também negaram qualquer prática ilegal e classificaram como precipitada qualquer conclusão sobre eventual participação do ministro do STJ no suposto esquema.

O caso segue sob investigação no Supremo Tribunal Federal e integra uma série de apurações que tiveram início após a extração de dados do celular de Roberto Zampieri, considerado peça-chave para o avanço das investigações sobre suposta comercialização de decisões judiciais em tribunais superiores.

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