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Relatório da PF cita esposa de juiz federal e lobista de Mato Grosso em apuração sobre suposta venda de decisões

No relatório encaminhado ao Supremo, os investigadores afirmam que os novos elementos “não apenas esclarecem o que já está sendo apurado, como evidenciam a ocorrência de crimes análogos vinculados a processos em curso no gabinete do ministro Moura Ribeiro”.

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A Polícia Federal (PF) ampliou as investigações sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ), envolvendo o empresário e ex-senador Luiz Estêvão. As apurações, reveladas pela Folha de S.Paulo, apontam a atuação conjunta do lobista mato-grossense Andreson de Oliveira Gonçalves e da advogada Aline Gonçalves de Sousa, esposa de um juiz federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

As informações reunidas pela PF levaram o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito, a autorizar, em maio deste ano, a inclusão formal do ministro Moura Ribeiro, do STJ, nas investigações que apuram supostas irregularidades relacionadas a processos de interesse do Grupo OK, pertencente ao ex-senador.

A investigação teve origem na perícia realizada no celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. A análise do conteúdo armazenado na nuvem revelou conversas e documentos que, segundo a Polícia Federal, indicam uma articulação entre Zampieri e o lobista Andreson Gonçalves para obter decisões favoráveis em processos que tramitavam no STJ.

Entre os elementos apontados no relatório está uma mensagem em que Andreson encaminha a Zampieri uma captura de tela mostrando a tramitação de um processo com decisão favorável proferida em 2021 pelo gabinete do ministro Moura Ribeiro. Conforme a investigação, no dia seguinte à decisão, uma empresa ligada ao lobista realizou uma transferência bancária de R$ 250 mil para a conta do advogado.

A PF afirma que, com o aprofundamento da análise dos dados digitais, surgiram indícios de que Andreson Gonçalves e a advogada Aline Gonçalves de Sousa atuavam em conjunto na tentativa de influenciar julgamentos no Superior Tribunal de Justiça.

No relatório encaminhado ao Supremo, os investigadores afirmam que os novos elementos “não apenas esclarecem o que já está sendo apurado, como evidenciam a ocorrência de crimes análogos vinculados a processos em curso no gabinete do ministro Moura Ribeiro”.

Em nota, o ministro Moura Ribeiro negou qualquer envolvimento com irregularidades. O magistrado afirmou desconhecer as apurações relacionadas às suas decisões, destacou sua trajetória de mais de quatro décadas na magistratura e informou que o ex-servidor citado pela investigação permaneceu no cargo por apenas quatro meses, em 2019, sendo posteriormente exonerado após a identificação de conduta considerada incompatível com a função.

O ex-senador Luiz Estêvão declarou que não teve acesso ao conteúdo do relatório da Polícia Federal e, por esse motivo, não se manifestaria sobre as suspeitas.

Já a defesa da advogada Aline Gonçalves de Sousa afirmou que o documento não apresenta provas de conduta ilícita praticada por sua cliente e criticou a divulgação das informações, sustentando que a exposição das suspeitas busca influenciar a opinião pública.

Os advogados de Andreson Gonçalves e de sua esposa, Mirian Ribeiro, ambos denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), também negaram qualquer prática ilegal e classificaram como precipitada qualquer conclusão sobre eventual participação do ministro do STJ no suposto esquema.

O caso segue sob investigação no Supremo Tribunal Federal e integra uma série de apurações que tiveram início após a extração de dados do celular de Roberto Zampieri, considerado peça-chave para o avanço das investigações sobre suposta comercialização de decisões judiciais em tribunais superiores.

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Polícia

Funcionário de fazenda é morto a tiros e suspeitos morrem em confronto com a polícia

A Polícia Civil investiga a motivação do homicídio, bem como as circunstâncias da intervenção policial que terminou com a morte dos dois suspeitos.

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Um funcionário da Fazenda Paraná, localizada na zona rural de Guiratinga, a 328 quilômetros de Cuiabá, foi morto a tiros na noite desta quarta-feira (22), após a propriedade ser invadida por dois homens em uma motocicleta. Horas depois, os suspeitos do crime foram localizados pelas forças de segurança e morreram durante um confronto com policiais.

A vítima foi identificada como Danilo Santos Silva. De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 22h30. Após invadirem a fazenda e executarem o trabalhador, os criminosos fugiram do local.

Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil iniciaram buscas logo após o homicídio. Por volta das 5h desta quinta-feira (23), os suspeitos foram encontrados na região. Segundo a versão apresentada pela PM, durante a tentativa de abordagem, a dupla reagiu e efetuou disparos contra os policiais, que revidaram.

Os dois homens foram baleados, socorridos e encaminhados ao Pronto Atendimento Santa Maria Bertila, em Guiratinga, mas não resistiram aos ferimentos.

Os suspeitos foram identificados pelas iniciais B.L.S., de 25 anos, e M.P.F.S.

Conforme levantamento das forças de segurança, B.L.S. possuía antecedentes por associação para o tráfico de drogas, tráfico de drogas, receptação, violação de domicílio, estelionato, dano e cumprimento de mandado de prisão. As ocorrências foram registradas entre 2022 e 2025 nos municípios de Nova Xavantina, Poxoréu e Lucas do Rio Verde.

Já M.P.F.S. tinha passagens por adulteração de sinal identificador de veículo automotor, direção perigosa, lesão corporal, danos materiais na condução de veículo, corrupção de menores, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, uso ilícito de drogas, ameaça e lesão corporal. Os registros foram feitos entre 2016 e 2025, em Rondonópolis.

A vítima também possuía registros policiais. Segundo a Polícia Militar, Danilo Santos Silva tinha passagens por cumprimento de mandado de prisão e por crimes de trânsito.

A Polícia Civil investiga a motivação do homicídio, bem como as circunstâncias da intervenção policial que terminou com a morte dos dois suspeitos.

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Supostos integrantes do CV tentam extorquir morador com pedido de Pix de R$ 3 mil e ameaças por telefone

O morador não realizou a transferência e buscou orientação sobre quais medidas tomar diante da tentativa de extorsão.

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Um morador relatou ter sido alvo de uma tentativa de extorsão após receber uma ligação de dois homens que se apresentaram como integrantes do Comando Vermelho (CV) e exigiram um pagamento via Pix no valor de R$ 3 mil. Segundo a vítima, a abordagem ocorreu pouco tempo depois de ele ter aberto um cadastro como Microempreendedor Individual (MEI).

De acordo com o relato, os suspeitos afirmaram que pertenciam à facção criminosa que atuaria na região onde a vítima mora e alegaram precisar do dinheiro para custear despesas advocatícias. Eles disseram ainda que integrantes do grupo teriam sido presos durante uma operação policial e que o valor seria utilizado para tentar retirar os supostos faccionados da cadeia e recuperar armamentos apreendidos.

Durante a ligação, os homens demonstraram possuir informações sobre a vítima, inclusive o endereço onde ela mora. Eles questionaram se alguém da residência teria gravado uma ação realizada por integrantes do grupo contra dois homens que, segundo os criminosos, estariam cometendo crimes na região.

Conforme a versão apresentada pelos suspeitos, a gravação teria sido encaminhada à polícia e ajudado a desencadear a operação que resultou na prisão de integrantes da facção.

A vítima contou que os homens estavam exaltados durante a conversa, falando em tom agressivo e tentando pressionar para que o Pix fosse realizado. Após a negativa, os suspeitos passaram a fazer ameaças e afirmaram que a pessoa estaria “querendo bater de frente com o CV”.

O morador não realizou a transferência e buscou orientação sobre quais medidas tomar diante da tentativa de extorsão.

Golpe utiliza medo e informações pessoais para pressionar vítimas

Casos em que criminosos se passam por integrantes de facções para exigir dinheiro têm sido registrados em diferentes regiões do país. A estratégia costuma envolver ameaças, uso de informações pessoais e criação de uma situação de urgência para impedir que a vítima procure ajuda.

A Polícia Civil orienta que, diante de ameaças ou tentativas de extorsão, a vítima não faça pagamentos, não negocie com os suspeitos e preserve todas as provas, como número de telefone, gravações, prints de mensagens e horários das ligações.

Também é recomendado registrar boletim de ocorrência para que as autoridades possam investigar a origem dos contatos e identificar os responsáveis.

No caso relatado, a vítima afirmou que pretende formalizar a denúncia e entregar às autoridades os dados disponíveis sobre as ligações recebidas.

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Bebê recém-nascido é localizado sem vida em lixeira de condomínio no bairro Nova Várzea Grande

O caso causou comoção entre moradores do condomínio, que aguardam esclarecimentos das autoridades.

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Um bebê recém-nascido foi encontrado morto dentro de uma lixeira do condomínio Chapada do Poente, no bairro Nova Várzea Grande, em Várzea Grande, na manhã desta quinta-feira (23).

Segundo informações preliminares, a criança foi localizada por funcionários do condomínio durante o procedimento de retirada do lixo. Ao perceberem a situação, os trabalhadores acionaram o Corpo de Bombeiros.

A equipe de resgate esteve no local e confirmou o óbito do recém-nascido.

A área foi isolada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável pela coleta de informações e realização dos exames que poderão ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.

Até o momento, não há informações sobre a identidade do bebê, a possível mãe ou familiares. A Polícia Civil foi acionada e deverá investigar o caso para identificar como a criança foi parar no local e as circunstâncias que levaram à morte.

O caso causou comoção entre moradores do condomínio, que aguardam esclarecimentos das autoridades.

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