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Politica

Júlio Campos detona campanha de Wellington e diz que desorganização pode entregar eleição

Deputado cobra estrutura, falta de material e afirma que candidato do PL precisa “acordar” para não colocar vitória em risco

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Uma crítica pública feita pelo deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) expôs insatisfação com a estrutura da campanha do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Integrante da coordenação da candidatura, Júlio classificou a situação como uma “pobreza de lascar” e afirmou que a falta de organização pode comprometer o desempenho do candidato.

A declaração foi publicada em um comentário nas redes sociais. Segundo o deputado, o comitê de Wellington ainda não teria conseguido estruturar adequadamente a campanha e estaria sem material básico para distribuição aos eleitores.

“Até hoje o comitê de Wellington 22 não organizou a campanha, e não tem material. A pobreza está de lascar. Está entregando a vitória por falta de organização, está vergonhoso. Acorda, WF!”, escreveu Júlio.

A manifestação chama atenção porque parte de um aliado que atualmente participa da coordenação da própria campanha de Wellington.

Crítica vem após repasse de quase R$ 5 milhões

A cobrança também ocorre poucos dias depois de o Partido Liberal transferir quase R$ 5 milhões para a candidatura de Wellington Fagundes.

O volume de recursos torna ainda mais contundente a reclamação sobre a falta de material e estrutura apontada pelo deputado. Para Júlio, o problema não estaria necessariamente na ausência de recursos, mas na organização e na capacidade de transformar a estrutura disponível em uma campanha efetiva nas ruas.

Júlio rompeu com grupo do próprio partido

A presença de Júlio Campos na coordenação de Wellington ocorre depois de uma mudança no cenário político dentro do União Brasil.

O deputado deixou de apoiar a candidatura de seu próprio partido após seu irmão, o senador Jayme Campos, ser derrotado nas convenções partidárias.

A escolha aproximou Júlio do projeto de Wellington e fez com que ele passasse a integrar a articulação da campanha do candidato do PL.

A cobrança pública, portanto, expõe uma situação incomum: um integrante da própria coordenação eleitoral apontando falhas na condução da campanha e cobrando uma reação imediata.

A frase “Acorda, WF!” resume o tom do recado. Para Júlio, mais do que uma questão administrativa, a falta de organização pode ter consequência diretamente eleitoral.

Em uma disputa pelo Governo do Estado, em que estrutura de rua, material de campanha, comunicação e presença nos municípios pesam na construção de votos, a crítica coloca em evidência a necessidade de a campanha de Wellington acelerar o ritmo e corrigir eventuais falhas antes que elas tenham impacto nas urnas.

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Politica

O Brasil precisa de senadores que não se ajoelhem diante do poder

Benny Godoy, candidato ao Senado por Mato Grosso

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O Brasil chegou a um ponto em que não basta mais observar os acontecimentos de Brasília. É preciso ter coragem para questionar, cobrar e, quando necessário, tomar providências dentro dos limites da Constituição.

As recentes notícias envolvendo mensagens atribuídas a conversas entre o empresário Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, levantam questionamentos que precisam ser esclarecidos pelas instituições competentes. Independentemente de posições políticas ou ideológicas, qualquer situação que possa colocar em dúvida a independência, a transparência ou a imparcialidade das instituições deve ser investigada com seriedade.

É justamente nesse momento que o Senado Federal precisa cumprir o seu papel constitucional.

O Senado não pode existir apenas para aprovar projetos, participar de acordos políticos ou assistir passivamente aos acontecimentos. Os senadores têm responsabilidades institucionais importantes, inclusive relacionadas à fiscalização dos integrantes da mais alta Corte do país.

Não defendo a impunidade para ninguém. Também não defendo privilégios para quem ocupa cargo de poder. Defendo o princípio mais básico de uma democracia: ninguém está acima da lei e toda autoridade deve prestar contas de seus atos.

Hoje, como candidato, posso denunciar, cobrar e me posicionar. A partir de 1º de janeiro de 2027, se o eleitor de Mato Grosso me confiar uma das cadeiras do Senado, pretendo fazer muito mais: exercer o mandato com independência, fiscalizar, cobrar explicações e defender a segurança jurídica que o Brasil precisa para voltar a crescer.

Se houver elementos concretos que apontem para crimes ou infrações político-administrativas, os mecanismos constitucionais precisam ser utilizados. Isso inclui, quando juridicamente cabível, a discussão sobre processos de impeachment. Não como instrumento de vingança política, mas como mecanismo previsto pela própria Constituição para situações em que autoridades possam ter ultrapassado os limites de suas funções.

O que não podemos aceitar é um Brasil em que o cidadão comum tenha de responder por seus atos enquanto autoridades poderosas pareçam intocáveis.

O Senado precisa deixar de ser espectador.

Senador não pode se ajoelhar diante do Supremo Tribunal Federal, do Palácio do Planalto ou de qualquer outro centro de poder. Senador deve se ajoelhar somente diante da Constituição e do povo que o elegeu.

É essa postura que pretendo levar para Brasília.

Mato Grosso é um Estado de gente que trabalha, produz, empreende e paga impostos. São milhões de brasileiros que querem segurança para investir, liberdade para trabalhar e instituições que respeitem os limites estabelecidos pela Constituição.

Não podemos normalizar a insegurança jurídica. Não podemos aceitar que decisões de enorme impacto sejam tomadas sem transparência. E não podemos permitir que o medo de enfrentar estruturas poderosas faça com que representantes eleitos abandonem sua responsabilidade.

O Brasil precisa recuperar o equilíbrio entre os Poderes.

Precisa recuperar a confiança nas instituições.

E precisa, acima de tudo, de homens e mulheres públicos dispostos a cumprir o mandato para o qual foram eleitos.

É por isso que apresento meu nome ao Senado.

Um mandato para fiscalizar, cobrar e defender a Constituição.

Porque o Brasil não precisa de mais senadores de joelhos.

Precisa de senadores de pé.

Benny Godoy, candidato ao Senado por Mato Grosso

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Politica

STF interfere na propaganda do PL e iguala tempo de Janaína e Medeiros

Decisão de Alexandre de Moraes muda divisão definida pela própria coligação e coloca em debate até onde deve ir a interferência da Justiça Eleitoral nas estratégias partidárias

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A disputa pelo Senado em Mato Grosso ganhou um novo componente político nesta sexta-feira (4). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que Janaína Riva e José Medeiros terão exatamente o mesmo tempo na propaganda eleitoral gratuita pela coligação “Coração da Gente”.

Até então, a divisão definida para o programa eleitoral destinava aproximadamente 60% do tempo a Medeiros e 40% a Janaína. Na prática, o candidato do PL teria 1 minuto e 12,64 segundos, enquanto a candidata do MDB ficaria com 49,78 segundos.

A decisão de Moraes alterou essa distribuição e determinou que metade do espaço seja destinada à candidatura feminina e a outra metade à masculina.

Do ponto de vista jurídico, Moraes fundamentou a decisão no entendimento do próprio STF sobre a participação feminina nas eleições e nas regras constitucionais relacionadas à distribuição do tempo de propaganda.

Mas, do ponto de vista político, a decisão abre uma discussão que interessa diretamente ao eleitor: até onde a Justiça deve interferir na estratégia de uma coligação?

Uma decisão que muda o jogo

O plano de mídia havia sido operacionalizado pelo PL com base na representação parlamentar dos partidos que compõem a coligação. A lógica favorecia Medeiros, enquanto o espaço correspondente ao MDB era destinado a Janaína.

Com a determinação do STF, essa estratégia deixa de valer.

Na prática, a decisão representa uma mudança importante no início da propaganda eleitoral, justamente quando os candidatos tentam ocupar espaço na televisão e no rádio para apresentar propostas, consolidar imagem e conquistar o eleitor.

Para Medeiros, a redução do tempo significa menos exposição. Para Janaína, a igualdade representa mais espaço para apresentar sua candidatura.

E eleição também é comunicação.

Cada segundo de televisão pode significar uma mensagem a mais, uma proposta apresentada, uma resposta ao adversário ou uma oportunidade de alcançar um eleitor que ainda não decidiu seu voto.

A velha discussão sobre o poder da Justiça Eleitoral

A decisão também reacende uma discussão recorrente na política brasileira: o crescimento do poder da Justiça Eleitoral sobre as estratégias construídas pelos partidos.

É evidente que regras de igualdade e participação precisam ser respeitadas. O problema começa quando decisões judiciais passam a interferir cada vez mais diretamente na maneira como partidos e coligações organizam suas campanhas.

Partidos existem justamente para fazer escolhas políticas, montar alianças e definir estratégias eleitorais dentro das regras estabelecidas.

Quando uma decisão judicial modifica uma estratégia já definida, surge inevitavelmente o debate sobre os limites dessa atuação.

No caso de Mato Grosso, a mudança não é apenas matemática. Ela interfere diretamente na disputa entre dois nomes que possuem projetos políticos distintos e estão tentando conquistar as duas vagas ao Senado.

Medeiros perde tempo, Janaína ganha exposição

O efeito eleitoral mais evidente da decisão é a redistribuição do espaço.

Medeiros, que tinha a maior fatia da propaganda, terá sua exposição reduzida. Janaína, por outro lado, ganha tempo para apresentar sua candidatura ao eleitorado.

Em uma eleição marcada por forte disputa entre grupos políticos, essa diferença pode pesar na estratégia de campanha.

Medeiros aposta na força de sua identificação com a direita e com o eleitor bolsonarista. Janaína busca ampliar seu espaço eleitoral e consolidar sua candidatura em uma disputa que terá dois votos por eleitor para o Senado.

Agora, ambos terão exatamente o mesmo tempo no rádio e na televisão.

A decisão pode até resolver uma questão jurídica, mas certamente não encerra a disputa política. Pelo contrário. Ela adiciona mais um capítulo a uma eleição que promete ser uma das mais acirradas de Mato Grosso.

No fim, quem dará a palavra definitiva será o eleitor.

E, em uma democracia, é justamente essa parte que não pode ser substituída por decisão judicial.

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Politica

“Isso é inadmissível”: candidata de Bolsonaro denuncia constrangimento dentro do PL

A influenciadora associou o caso a uma suposta perseguição contra integrantes da base bolsonarista dentro do PL. “Diversos bolsonaristas, amigos de Jair Messias Bolsonaro, estão sendo humilhados no Partido Liberal”, afirmou.

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A influenciadora Vanessa Silva, conhecida como “Negona do Bolsonaro”, afirmou que foi impedida de entrar na sede do Partido Liberal (PL), no Rio de Janeiro, na sexta-feira (4). Candidata da legenda ao Congresso, ela publicou um vídeo nas redes sociais no qual relata ter sido barrada por cinco seguranças na entrada do edifício.

Segundo Vanessa, ela havia ido ao local para buscar informações sobre sua situação dentro do partido e conversar com representantes da legenda. A candidata afirmou que tentou acessar as dependências do PL, mas recebeu mais de uma negativa dos funcionários que estavam no hall.

Em um dos momentos registrados no vídeo, Vanessa relata que os seguranças teriam formado uma barreira para impedir sua passagem.

“Formou-se um paredão com cinco, cinco seguranças aqui, e eu pedi pra que nenhum deles tocasse em mim”, afirmou.

A candidata classificou o episódio como uma humilhação e utilizou palavras duras para descrever a forma como diz ter sido tratada.

“Eu fui tratada como um bolo de merda aqui dentro do Partido Liberal. Isso é inadmissível, tô sem voz”, declarou.

Candidata quer imagens das câmeras

Vanessa afirmou que pretende recorrer à Justiça para ter acesso às imagens das câmeras de segurança do prédio. De acordo com a candidata, os registros poderão esclarecer o que aconteceu e comprovar sua versão sobre a abordagem dos funcionários.

Ela também anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência sobre o episódio.

A influenciadora associou o caso a uma suposta perseguição contra integrantes da base bolsonarista dentro do PL. “Diversos bolsonaristas, amigos de Jair Messias Bolsonaro, estão sendo humilhados no Partido Liberal”, afirmou.

Crítica à relação com o PL

Durante o vídeo, Vanessa lembrou que sua filiação ao partido ocorreu por influência do ex-presidente Jair Bolsonaro e destacou o peso político do ex-presidente para o crescimento da legenda.

Ela afirmou ainda que sempre teria sido bem recebida por Bolsonaro e fez uma comparação entre o tratamento que diz ter recebido dele e a situação vivenciada na sede partidária.

O episódio ocorre após a Justiça Eleitoral impedir que Vanessa utilizasse o sobrenome Bolsonaro em seu nome de urna, uma decisão que também repercutiu entre seus apoiadores.

Dificuldades na campanha

Além da denúncia contra a estrutura partidária, Vanessa relatou dificuldades para manter a própria campanha eleitoral.

Segundo ela, a situação financeira pode levá-la a encerrar contratos com prestadores de serviço, devolver veículos utilizados na campanha e até deixar o comitê para continuar as atividades de casa.

A influenciadora afirma ser segunda suplente de vereadora no Rio de Janeiro e diz representar uma parcela da militância bolsonarista e trabalhadores que, segundo seu relato, não encontram espaço dentro da estrutura partidária.

Agora, Vanessa pretende levar o caso às autoridades e buscar as imagens de segurança para sustentar a versão apresentada nas redes sociais.

 

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