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Investigação aponta participação de mulher de empresário em crimes contra crianças

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A Polícia Civil afirma que a análise de celulares, pendrives e outros dispositivos apreendidos durante uma investigação em Sorriso reforçou as suspeitas contra Verginia Locatelli, de 45 anos, esposa do empresário Fábio Serafim de Oliveira. Segundo a delegada Layssa Crisóstomo, mensagens teriam sido apagadas, mas os investigadores conseguiram recuperar informações que apontariam para o envolvimento da mulher em crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Verginia foi presa preventivamente na quarta-feira (12), em Guarapari, no Espírito Santo. De acordo com a Polícia Civil, ela foi indiciada por produção, transmissão, disponibilização e armazenamento de material contendo cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo crianças ou adolescentes.

“Nós apreendemos pendrives e celulares e, fazendo a análise de todo esse material, constatamos que havia conteúdo de produção de cenas pornográficas envolvendo crianças”, afirmou a delegada.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis (DEDMV) de Sorriso. Conforme Layssa, Verginia já vinha sendo monitorada pelos investigadores e a prisão preventiva foi solicitada após o avanço da apuração.

“Nós já estávamos monitorando, representamos pela prisão preventiva na sexta-feira e tomamos conhecimento de que ela estava em Guarapari, no Espírito Santo. Entramos em contato com a Polícia Civil de lá, que conseguiu localizá-la e efetivar a prisão”, explicou.

A delegada ressaltou que Verginia não tinha restrição judicial que a impedisse de viajar. Por isso, segundo a polícia, não é possível afirmar que ela tenha deixado Mato Grosso com a intenção de fugir. Ela estava acompanhada do filho no Espírito Santo quando foi localizada.

A investigação começou em junho e já resultou em três prisões. Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, apontada pela polícia como responsável por aliciar crianças e atuar como braço operacional do grupo, foi a primeira detida.

Fábio Serafim de Oliveira, marido de Verginia e proprietário de um posto de combustíveis em Sorriso, foi preso em 15 de julho durante a Operação Puer Defensu. Ele é investigado por estupro de vulnerável e por crimes relacionados à produção, divulgação e armazenamento de conteúdo envolvendo a exploração sexual de crianças e adolescentes.

Na ocasião da prisão do empresário, Verginia também foi alvo das medidas determinadas pela Justiça, mas não chegou a ser presa. Segundo a delegada, naquele momento os elementos reunidos contra ela ainda eram considerados insuficientes para justificar a prisão preventiva.

“Os fatos estão interligados. Quando foi cumprida a prisão do marido, o juiz determinou algumas medidas cautelares contra ela, porém, naquele momento, alguns elementos de prova ainda eram muito frágeis. Nós continuamos investigando, aprofundamos as investigações e agora tivemos certeza de que ela está envolvida nos crimes”, afirmou Layssa.

Com o avanço da perícia nos dispositivos apreendidos, a Polícia Civil afirma ter reunido novos elementos que embasaram o pedido de prisão preventiva. A investigação busca esclarecer a participação de cada suspeito e identificar outras possíveis vítimas e envolvidos.

Segundo a delegada, Verginia demonstrou preocupação ao ser abordada pelos policiais no Espírito Santo, mas tinha conhecimento de que a prisão estava relacionada à investigação conduzida em Mato Grosso.

Ela permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil para esclarecer a extensão dos crimes e eventuais responsabilidades dos envolvidos.

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Polícia

Delegado revela detalhes de ataque que matou duas servidoras da saúde: “Crime bárbaro”

A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer todos os detalhes do ataque e reunir elementos sobre a motivação e a dinâmica dos crimes.

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O delegado Matheus Prates de Oliveira, que conduz a investigação sobre o assassinato de duas agentes comunitárias de saúde em Poconé, afirmou que o crime causou forte comoção no município e teria sido motivado pelo inconformismo do suspeito com o fim de um relacionamento.

Maria Helena do Carmo, de 51 anos, e Cleidineia Eucaris da Costa, de 46, foram mortas durante uma confraternização realizada na casa de Maria Helena, no distrito de Cangas, na quinta-feira (13). As duas trabalhavam no PSF da comunidade e eram conhecidas pelo atendimento às famílias da região.

Segundo o delegado, o suspeito, de 47 anos, teria chegado ao imóvel armado com uma faca e iniciado as agressões. O irmão de Maria Helena tentou intervir e acabou ferido.

Ao tentar ajudar o homem, Cleidineia também foi atacada. De acordo com a investigação, ela sofreu pelo menos 15 golpes de faca, além de agressões com pauladas.

Depois, o suspeito entrou na residência em busca de Maria Helena. A vítima tentou se esconder, mas foi localizada e atacada. As duas mulheres morreram ainda no local.

Para Matheus Prates, a brutalidade do ataque e o fato de as vítimas serem profissionais que atuavam diretamente na saúde pública aumentaram a repercussão do caso.

“É um crime bárbaro que chocou toda a população de Poconé e comoveu bastante porque as duas vítimas que vieram a óbito eram profissionais da saúde, trabalhavam no PSF do Distrito de Cangas, que pertence à Prefeitura de Poconé”, afirmou.

Suspeito foi preso

O homem foi preso em flagrante após o ataque e deverá responder por feminicídio, homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.

A principal linha da investigação aponta que ele não aceitava o término do relacionamento com Maria Helena e teria agido por ciúmes.

O caso também provocou manifestações de pesar entre colegas, amigos e moradores. A Prefeitura de Poconé destacou a trajetória das duas servidoras e o trabalho desenvolvido por elas junto à comunidade.

A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer todos os detalhes do ataque e reunir elementos sobre a motivação e a dinâmica dos crimes.

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Dupla é presa com carga de skunk enviada da fronteira para Cuiabá

A partir das informações obtidas durante a abordagem, os policiais seguiram até uma residência no Jardim Universitário. No imóvel, foram apreendidas 111 munições calibre .38, 50 munições calibre .380 e 119 munições calibre .22.

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A Polícia Civil apreendeu 88 tabletes de skunk, conhecido como “supermaconha”, durante uma operação realizada nesta quinta-feira (13), em Cuiabá. A carga, que segundo as investigações teria saído da região de fronteira e sido encaminhada à capital por meio de uma transportadora, estava escondida junto a borra de café para tentar disfarçar o odor da droga.

Dois homens, de 34 e 48 anos, foram presos em flagrante pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Eles foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A investigação começou após a Denarc receber informações de que entorpecentes estariam sendo enviados da região de fronteira para Cuiabá utilizando transportadoras. Durante o monitoramento, os policiais identificaram uma carga que seria retirada na manhã de quinta-feira.

As equipes acompanharam o momento em que um Fiat Mobi entrou em uma transportadora e o motorista retirou três caixas grandes. O veículo passou a ser monitorado e foi abordado no bairro Jardim Universitário, após o condutor perceber a presença dos policiais e tentar fugir.

Dentro do carro, os investigadores encontraram as três caixas de papelão com forte odor de entorpecente. Também foi localizada uma nota fiscal de transporte emitida em nome de outra pessoa.

Questionado, o motorista admitiu que transportava drogas e indicou que estava próximo do local onde faria a entrega. Durante a abertura das caixas, os policiais encontraram os 88 tabletes de skunk. A droga estava acompanhada de borra de café, utilizada, segundo a polícia, na tentativa de reduzir o cheiro do entorpecente.

A partir das informações obtidas durante a abordagem, os policiais seguiram até uma residência no Jardim Universitário. No imóvel, foram apreendidas 111 munições calibre .38, 50 munições calibre .380 e 119 munições calibre .22.

Também foram encontrados três carregadores calibre .22, duas armas longas calibre .22 e outros materiais relacionados à investigação.

As diligências continuaram para localizar o suspeito que seria responsável por receber a carga. Ele foi localizado em um posto de combustíveis na Avenida das Torres, enquanto conduzia uma Ford Ranger.

Durante a abordagem, os policiais encontraram com ele uma pistola calibre .380 municiada, além de outras munições e carregadores.

Além das drogas e armas, a operação resultou na apreensão de celulares e três veículos que, segundo a investigação, estariam ligados aos suspeitos. Entre eles estão o Fiat Mobi utilizado para retirar a carga na transportadora, a Ford Ranger e uma motocicleta Kawasaki Ninja ZX-6R.

Os dois homens foram encaminhados à Denarc junto com todo o material apreendido. Após serem interrogados, foram autuados em flagrante e colocados à disposição da Justiça.

A Polícia Civil mantém as investigações para identificar a origem da droga, esclarecer a participação de cada suspeito e verificar a existência de outros envolvidos na distribuição do entorpecente em Cuiabá.

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Operação Mulher Segura reforça combate à violência contra mulheres em Mato Grosso

A iniciativa também marca as ações alusivas aos 20 anos da Lei Maria da Penha, marco da legislação brasileira no enfrentamento à violência doméstica e familiar

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (14), a Operação Mulher Segura – Dia D, ação nacional voltada ao enfrentamento da violência contra mulheres. A mobilização ocorre em todo o Estado e inclui o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de agressões.

A operação integra uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com as forças de segurança dos estados. Iniciada em junho deste ano, a Operação Nacional Mulher Segura seguirá até dezembro, com ações concentradas na prevenção e repressão da violência contra a mulher.

 

Em Mato Grosso, a mobilização é coordenada pela Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis da Polícia Civil. As equipes atuam em diferentes municípios para cumprir ordens judiciais e reforçar medidas de proteção às vítimas.

 

Entre os principais objetivos estão a prisão de agressores, o cumprimento de medidas protetivas e a apreensão de armas, celulares e outros materiais que possam estar sendo utilizados para ameaçar, intimidar ou coagir mulheres.

 

A iniciativa também marca as ações alusivas aos 20 anos da Lei Maria da Penha, marco da legislação brasileira no enfrentamento à violência doméstica e familiar.

 

A força-tarefa tem como foco situações de violência doméstica e familiar, casos de violência reiterada e investigações relacionadas a feminicídios, buscando ampliar a atuação integrada das instituições de segurança pública.

 

O balanço parcial das ações realizadas em Mato Grosso será apresentado pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira, às 10h, na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, localizada na Avenida Carmindo de Campos, nº 2.109, esquina com a Rua Bahia, no bairro Jardim Paulista.

A operação segue as ações nacionais de enfrentamento à violência contra a mulher e deverá produzir novos resultados ao longo dos próximos meses, durante a continuidade da força-tarefa em Mato Grosso e nos demais estados brasileiros.

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