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Futuro Mineral

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Mato Grosso é, por natureza, uma potência. Se consolidamos nossa força global através do agronegócio, o subsolo mato-grossense agora clama por um protagonismo equivalente. Como advogada especializada em Direito Minerário e entusiasta do setor — caminho este que me levou a idealizar a Expominério —, acompanho com entusiasmo e senso de urgência a tramitação do Projeto de Lei nº 1952/2025 na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A proposta, de autoria do deputado estadual Max Russi, não é apenas uma formalidade burocrática; é o alicerce da Política Estadual de Geologia, Mineração e Transformação Mineral. Mais do que isso, o projeto institui o Sistema e o Conselho Estadual de Recursos Minerais, ferramentas que prometem tirar Mato Grosso de uma posição de “expectativa” para a de “referência mundial” em gestão e governança mineral.

O potencial geológico de Mato Grosso é vasto e diversificado, abrangendo desde o ouro e o diamante até minerais críticos para a transição energética e fertilizantes essenciais para o próprio agro. No entanto, o crescimento desse setor sempre esbarrou na fragmentação de dados e na ausência de uma política de Estado perene. E essa proposta preenche uma lacuna ao criar o Conselho Estadual de Recursos Minerais. Para o setor produtivo, um órgão colegiado permite que o diálogo entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil seja técnico e transparente. Do ponto de vista jurídico, isso se traduz na tão sonhada segurança jurídica, essencial para atrair investimentos de longo prazo. Para o cidadão, significa fiscalização rigorosa e sustentabilidade real.

Um dos pontos mais louváveis da proposta é o foco na “Transformação Mineral”. Historicamente, o Brasil — e Mato Grosso não foge à regra — exporta minério bruto e importa tecnologia e produtos manufaturados. A nova política estadual incentiva o adensamento da cadeia produtiva dentro do nosso território. Queremos que o valor agregado fique aqui. Queremos indústrias que processem nossos minerais, gerando empregos qualificados, arrecadação de impostos e desenvolvimento tecnológico local.

A mineração moderna, que defendemos na Expominério, é aquela que caminha lado a lado com a sustentabilidade e a inovação tecnológica. O projeto de lei entende que a mineração não termina na boca da mina; ela começa ali um ciclo de prosperidade para o Estado. Por isso, a criação de um Sistema Estadual de Geologia permitirá um mapeamento detalhado do nosso solo. Conhecimento é poder: saber exatamente o que temos e onde temos permite um planejamento urbano, logístico e ambiental muito mais eficaz, evitando conflitos de uso do solo e otimizando a infraestrutura necessária para o escoamento da produção.

Estamos diante de uma oportunidade histórica. A aprovação deste PL sinaliza que Mato Grosso está pronto para ser o novo gigante da mineração sustentável no Brasil. É um convite para que mineradoras de todos os portes vejam o estado como um ambiente seguro, moderno e desburocratizado. Como operadora do Direito e defensora do setor, entendo que a mineração é a “indústria das indústrias”. Tudo o que nos cerca — da tecnologia no campo à construção civil — depende dela. Este projeto é o passaporte para que Mato Grosso diversifique sua matriz econômica com responsabilidade e inteligência.

Ao votarem favoravelmente a esta legislação, os parlamentares da ALMT não estarão apenas aprovando um texto legal, mas garantindo que a riqueza do nosso subsolo se transforme em bem-estar social, infraestrutura e orgulho para todos os mato-grossenses. O futuro é mineral, e Mato Grosso finalmente está assumindo as rédeas desse destino.

Pamela Alegria é advogada especialista em Direito Minerário e uma das idealizadora da Expominério

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Country Fest celebra cultura sertaneja com rodeio, provas e shows em Rondonópolis

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O Parque de Exposições de Rondonópolis recebe até este sábado (25) o Country Fest 2026, evento organizado pela Acubá — Associação Cuiabana de Arte, Audiovisual e Esporte. A programação reúne provas tradicionais, rodeio, leilão, shows e ações solidárias, em uma celebração da cultura sertaneja e do universo country em Mato Grosso.
Realizado entre os dias 23 e 25 de abril, o evento leva ao público modalidades como Três Tambores, Ranch Sorting, Team Roping, montaria em touros, montaria em carneiros e rodeio cutiano, além de apresentações musicais e atividades voltadas às famílias. A proposta é valorizar competidores, criadores, artistas e o público que mantém viva a tradição das arenas no Estado.
Neste sábado, a programação começa às 7h, com o Ranch Sorting, na Arena Ranch Sorting, e segue durante todo o dia com a prova dos Três Tambores, na Arena Exposul. Ao meio-dia, será realizado o Leilão Bovino – LF Leilões, na Barraca Leilão. No Galpão Central, a agenda musical conta com Katatau, Jiocasta e Aleatório in Buteco.
À noite, a arena concentra alguns dos momentos mais aguardados do festival. A partir das 19h20, o público acompanha a montaria em carneiros. Em seguida, a programação segue com Três Tambores, rodeio cutiano e a final do rodeio em touros. O encerramento está previsto para meia-noite, com apresentação de Tiro Violada, na Arena Rodeio.
Além do entretenimento, o Country Fest também tem caráter solidário. A entrada deste sábado é gratuita pelo Portão 6, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão destinados ao Lar dos Idosos e à Apae.
A presidente da Acubá, Zilda Barradas, destacou que a realização do evento foi possível graças a uma articulação conjunta entre a associação, a Secel-MT, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o Governo do Estado.
“Quero agradecer o empenho da Secel para que todo esse evento acontecesse, pois foi uma força-tarefa. Se não houvesse o zelo da Secel, não teríamos esse suporte da ALMT e do Governo do Estado, com a destinação da emenda pelo deputado Nininho”, afirmou Zilda.
O Country Fest 2026 é realizado por meio da Secel-MT, com apoio da ALMT, do Governo de Mato Grosso, da Prefeitura de Rondonópolis e emenda destinada pelo deputado estadual Nininho.

Serviço
Evento: Rondonópolis Country Fest 2026
Data: 23 a 25 de abril
Local: Parque de Exposições de Rondonópolis
Entrada: gratuita no sábado, pelo Portão 6
Ação solidária: doação de 1 kg de alimento não perecível
Destinação: Lar dos Idosos e Apae

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Águas do Pantanal lança REFIS 2026 com descontos e parcelamento em até 60 vezes

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A autarquia Águas do Pantanal, responsável pelos serviços de saneamento básico em Cáceres, lançou o REFIS 2026, Programa de Recuperação de Créditos que oferece condições especiais para que moradores e empresas regularizem seus débitos.

O programa contempla dívidas vencidas até 31 de dezembro de 2025, relacionadas aos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e demais tarifas.

Entre os principais benefícios estão descontos de até 100% em multas e juros para pagamento à vista, além da possibilidade de parcelamento em até 60 vezes, com descontos progressivos que podem chegar a 80% nas multas e juros, conforme o número de parcelas escolhidas. O programa também permite a inclusão de débitos ajuizados, conforme as condições legais.

A iniciativa busca facilitar a regularização financeira dos consumidores, permitindo que as pendências sejam quitadas de forma planejada e acessível. A regularização dos débitos também contribui diretamente para a manutenção e melhoria dos serviços de saneamento prestados à população.

 

Como participar do REFIS 2026

Os interessados em aderir ao programa devem procurar os canais oficiais da Águas do Pantanal para obter informações detalhadas sobre valores, prazos e condições (65) 99953-1712. A orientação é que os consumidores não deixem para a última hora e aproveitem as condições especiais oferecidas pelo programa.

Cronograma de atendimento nos distritos de Cáceres

O atendimento aos moradores também será realizado nos distritos, em escolas de cada localidade, conforme o cronograma:

A sede da Águas do Pantanal inicia o atendimento no dia 04 de maio. Paralelamente, haverá atendimento itinerante nos distritos nas seguintes datas:

* 09/05/2026 (sábado) — Nova Cáceres “Sadia”, das 08h às 16h

* 16/05/2026 (sábado) — Vila Aparecida, das 08h às 16h

* 23/05/2026 (sábado) — Caramujo, das 08h às 16h

* 30/05/2026 (sábado) — Horizonte D’oeste, das 08h às 11h

* 30/05/2026 (sábado) — Clarinópolis, das 14h às 17h

 

O Parcelamento do REFIS poderá ocorrer nas seguintes modalidades:

* Pagamento à vista: redução de até 100% das multas e juros de mora;

* Parcelamento de 2 a 6 parcelas: redução de até 80% das multas e juros;

* Parcelamento de 7 a 12 parcelas: redução de até 60%;

* Parcelamento de 13 a 24 parcelas: redução de até 40%;

* Parcelamento de 25 a 60 parcelas: redução de até 20%.

O parcelamento poderá ser feito em até 60 parcelas mensais, conforme previsto em regulamento.

 

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Produção de ração no Brasil cresce 2,8%, para 89,9 milhões de toneladas

Impulso das exportações e demanda doméstica por proteínas estimularam a continuidade do crescimento nas principais espécies, segundo o relatório Alltech Agri-Food Outlook 2026

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O Brasil fechou 2025 com a produção de 89,9 milhões de toneladas de ração, o que representou alta de 2,8% em relação ao ano anterior, consolidando-se como terceiro maior produtor mundial. China e Estados Unidos seguem no topo do ranking. A variação nacional ficou bem próxima do índice global (2,9%). Mundialmente, a tonelagem de ração atingiu 1,4 bilhão de toneladas, segundo o relatório Agri-Food Outlook 2026, divulgado pela Alltech, líder global em nutrição animal.

 

Os números da 15ª edição da pesquisa anual da empresa indicam que a indústria de rações do Brasil está experimentando uma expansão ampla, beneficiando-se do impulso das exportações, da forte demanda por proteínas domésticas e de estruturas de custos aprimoradas. No ano passado, todas as categorias de espécies registraram crescimento no país.

 

Frangos de corte – A tonelagem de ração aumentou 2,7% (+1 milhão de toneladas), com a produção atingindo níveis recordes, sustentada pelo consumo doméstico robusto (47,8 quilos per capita anualmente) e exportações estáveis, apesar das interrupções comerciais relacionadas à gripe aviária.

 

Aquicultura – A quantidade de ração teve incremento de 8,9% (+160 mil toneladas), refletindo o avanço na produção de peixes cultivados, liderado pela tilápia. O aumento dos preços da carne bovina e suína no varejo estimulou ainda mais o consumo de peixe no mercado interno.

 

Bovinos de corte – A produção de ração subiu 7,1% (+510 mil toneladas), apoiada por margens de confinamento melhoradas devido a custos de ração mais baixos, rebanho de reposição acessível e fortes fluxos de exportação, apesar do consumo doméstico enfrentar restrições de poder de compra.

 

Suínos – A quantidade de ração expandiu 1,9% (+400 mil toneladas), acompanhando volumes de abate mais altos e crescimento das exportações, com a produção anual de ração projetada em 22 milhões de toneladas.

 

Bovinos de leite – O volume de ração avançou 2,8% (+200 mil toneladas), apoiado por um aumento de 10% na aquisição de leite cru no terceiro trimestre e preços mais fortes do leite incentivando a expansão do rebanho.

 

Outras espécies – De acordo com a pesquisa, também houve incremento na produção brasileira de ração para aves de postura (2,4%), pets (0,7%) e equinos (0,3%).

 

Dados globais

 

Globalmente, a maioria das regiões e setores apresentou crescimento, e os números indicam uma forte fase de recuperação para a produção animal. Porém, o crescimento foi desigual, cada vez mais regionalizado e menos impulsionado pela expansão do rebanho do que por mudanças estruturais, ganhos de produtividade e mudanças na forma como a produção é mensurada.

 

A pesquisa anual de ração da Alltech baseia-se em dados de 142 países e 38.837 fábricas de ração. Ao analisar a produção e os preços de rações balanceadas — coletados no primeiro trimestre de 2026 pela equipe global de vendas da Alltech, em parceria com associações do setor e organizações oficiais especializadas em coleta de dados —, o levantamento fornece um panorama abrangente da produção global de ração. Essas percepções servem como um termômetro para o setor, destacando as principais tendências entre as espécies, desafios regionais e oportunidades de crescimento.

 

Top 10

 

Juntos, os 10 principais países produtores de ração produziram 65,2% de toda a ração mundial em 2025 — e 47,7% do volume global total foi produzido pelos três primeiros colocados: China, Estados Unidos e Brasil.

 

  • China: 330,063 milhões de toneladas (+4,8%)
  • Estados Unidos: 267,383 milhões de toneladas (-0,8%)
  • Brasil: 89,904 milhões de toneladas (+2,8%)
  • Índia: 57,729 milhões de toneladas (+4,5%)
  • México: 41,883 milhões de toneladas (+1,2%)
  • Rússia: 38,347 milhões de toneladas (+1,1%)
  • Espanha: 37,507 milhões de toneladas (-3,4%)
  • Vietnã: 26,524 milhões de toneladas (+2,6%)
  • Turquia: 25,480 milhões de toneladas (+3,8%)
  • Japão: 24,006 milhões de toneladas (-1,3%)

Resultados globais de volume de ração por espécie

 

  • Frangos de corte: 400,379 milhões de toneladas (+3,7%)
  • Aves de postura: 180,126 milhões de toneladas (+3,2%)
  • Suínos: 380,907 milhões de toneladas (+3,0%)
  • Bovinos de leite: 170,294 milhões de toneladas (+2,6%)
  • Bovinos de corte: 134,181 milhões de toneladas (+0,5%)
  • Aquicultura: 55,470 milhões de toneladas (+4,7%)
  • Pets: 39,276 milhões de toneladas (+2,4%)
  • Equinos: 10,194 milhões de toneladas (+0,2%)

 

Resultados regionais

 

  • Ásia: 559,297 milhões de toneladas (+5%)
  • América do Norte: 288,620 milhões de toneladas (-0,7%)
  • Europa: 274,061 milhões de toneladas (+1%)
  • América Latina: 204,446 milhões de toneladas (+2,8%)
  • África e Oriente Médio: 102,549 milhões de toneladas (+11,5%)
  • Oceania: 11,104 milhões de toneladas (+3,4%)

 

Para acessar mais dados do Alltech Agri-Food Outlook 2026, incluindo um mapa global interativo, visite www.alltech.com/agri-food-outlook.

 

Nota para a imprensa: Os números usados no Agri-Food Outlook da Alltech são atualizados ao longo do ano à medida que as informações oficiais sobre a tonelagem de ração se tornam disponíveis. Nossos dados de 2024 foram ajustados para refletir os números finais.

 

Sobre a Alltech:

Fundada em 1980 pelo empresário e cientista irlandês Dr. Pearse Lyons, a Alltech oferece tecnologias inteligentes e sustentáveis para o agronegócio. Nossas soluções melhoram a saúde e a nutrição de plantas e animais, oferecendo como resultado produtos mais nutritivos para as pessoas, assim como um menor impacto ao meio ambiente. Para mais informações, visite alltech.com/pt-br

 

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