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Ex-secretário municipal de Educação afirmou que recursos constitucionais da área foram usados para outras despesas

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O ex-secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, fez duras acusações contra a gestão do prefeito Abilio Brunini durante pronunciamento realizado nesta quinta-feira (28) na Câmara Municipal.

Convidado para prestar esclarecimentos sobre a denúncia de suposto superfaturamento de R$ 80 milhões na aquisição de livros didáticos, Amauri afirmou que a Prefeitura teria realizado uma “pedalada fiscal” superior a R$ 100 milhões, retirando recursos da Educação para outras finalidades.

Segundo ele, embora o município tenha cumprido formalmente o percentual mínimo constitucional de 25% de investimento na Educação, os recursos não teriam sido efetivamente aplicados na área.

“Não podemos deixar que esse assunto seja uma cortina de fumaça para o que aconteceu e está acontecendo na Educação. No ano passado, nós cumprimos os 25% constitucionais de aquisições na educação, só que o dinheiro não foi para lá. Foi uma pedalada de mais de R$ 100 milhões”, declarou.

Amauri afirmou ainda que os documentos relacionados ao caso já teriam sido apresentados à Comissão de Educação da Câmara Municipal, envolvendo informações fornecidas pelo secretário de Fazenda, o contador-geral do município e integrantes da equipe financeira da Prefeitura.

De acordo com o ex-secretário, os recursos originalmente destinados à Educação teriam sido utilizados em outras despesas da administração municipal sem autorização prévia, situação caracterizada como pedalada fiscal.

Ele também alegou que a situação financeira da pasta colocou empresas fornecedoras em risco.

“São mais de R$ 100 milhões de dívidas do ano passado. Empresas sérias que forneceram para a Prefeitura estão correndo risco de falência”, afirmou.

Durante o discurso, Amauri Monge também negou que sua saída da Secretaria Municipal de Educação tenha ocorrido para participar de articulações políticas ligadas ao ex-secretário estadual Alan Porto. Segundo ele, o verdadeiro motivo foi o “colapso” vivido pela área educacional da Capital.

“O motivo real foi o colapso da administração da Educação em Cuiabá”, disse.

As declarações causaram repercussão imediata no meio político e podem gerar novos desdobramentos na Câmara Municipal e em órgãos de controle e fiscalização.

Procurada, a assessoria do prefeito Abilio Brunini informou que a gestão deverá se manifestar sobre as acusações em breve.

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Abilio denuncia possível rombo de R$ 80 milhões na Educação de Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, denunciou possíveis irregularidades envolvendo contratos milionários da Secretaria Municipal de Educação que, segundo ele, podem ultrapassar R$ 80 milhões. As suspeitas foram reveladas durante análise interna de compras realizadas entre os anos de 2025 e 2026, período em que a pasta era comandada pelo ex-secretário Amauri Monge, que deixou o cargo em março deste ano.

De acordo com o prefeito, a administração municipal já determinou a suspensão dos pagamentos relacionados aos contratos investigados e instaurou procedimento interno para apurar os indícios encontrados. O caso também deverá ser encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal, Polícia Civil e Ministério Público.

Segundo Abilio, as primeiras análises identificaram possíveis inconsistências entre os materiais contratados e os produtos efetivamente entregues à rede municipal de ensino. O prefeito afirmou ainda que alguns valores chamaram atenção da equipe técnica, incluindo livros que teriam sido adquiridos por preços considerados incompatíveis com o mercado, chegando a até R$ 800 por unidade.

 

Durante entrevista à imprensa, o chefe do Executivo afirmou que ainda não é possível apontar responsáveis diretos pelas supostas irregularidades, já que as investigações seguem em andamento. Apesar disso, destacou que os fatos analisados não ocorreram na atual gestão do secretário interino Reginaldo dos Santos, que atualmente acumula as pastas da Educação e Infraestrutura.

Conforme relatado pelo prefeito, as suspeitas recaem sobre aquisições consideradas excessivas e sem necessidade técnica comprovada, comprometendo parte significativa do orçamento da Educação municipal.

A Prefeitura informou que todos os pagamentos restantes ligados aos contratos permanecerão bloqueados até a conclusão das investigações. Segundo Abilio, cerca de R$ 20 milhões já haviam sido pagos antes da suspensão dos repasses.

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Mauro Mendes lidera diretório da União Progressista e amplia influência para eleição de 2026

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A Federação União Progressista protocolou nesta quarta-feira (27), na Justiça Eleitoral, a composição oficial do diretório executivo em Mato Grosso. O ex-governador e pré-candidato ao Senado Federal, Mauro Mendes (União Brasil), foi definido como presidente da federação no Estado.

Formada pela união entre os partidos União Brasil e Progressistas (PP), a federação atuará como uma única sigla nas eleições de outubro e permanecerá unificada pelos próximos quatro anos, conforme determina a legislação eleitoral.

Além de Mauro Mendes, a vice-presidência será ocupada pelo ex-senador Cidinho Santos (PP). O diretório estadual passa a ser o principal órgão de deliberação da federação em Mato Grosso, responsável pelas definições sobre candidaturas majoritárias e proporcionais, além de possíveis alianças políticas para as eleições de 2026.

Na prática, caberá ao grupo decidir os nomes que disputarão vagas ao Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. O colegiado também terá papel central na definição sobre apoio ao Governo do Estado.

Com Mauro Mendes consolidado como principal nome da federação para a disputa ao Senado, o maior impasse político do grupo gira em torno da sucessão estadual. O senador Jayme Campos (União) aparece como possível pré-candidato ao Governo, enquanto Mendes defende apoio ao atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que deve disputar a reeleição.

Por estar em maioria dentro do comando partidário, a tendência é de que Mauro Mendes conduza a federação para alinhamento com o grupo político de Pivetta.

Além de Mauro Mendes e Cidinho Santos, o diretório executivo conta ainda com a senadora Margareth Buzetti (PP), o senador Jayme Campos (União), o deputado federal Fábio Garcia (União), o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) e o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues (União).

Na suplência foram definidos a ex-primeira-dama Virginia Mendes (União), o deputado estadual Júlio Campos (União), o presidente da MT Par, Wener Santos (PP), e o empresário Eusébio Diniz (PP).

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Câmara de Cáceres é habilitada para implantar estações de TV do Programa Brasil Digital

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A Câmara de Cáceres está entre as instituições habilitadas para a implantação das estações de TV do Programa Brasil Digital, do Ministério das Comunicações. O anúncio foi publicado no Diário Oficial da União. Segundo o presidente do Legislativo, Flávio Negação, a habilitação é um passo importante para a efetivação de uma TV pública em Cáceres, o que representará um marco histórico para a cidade devido à grande prestação de serviço público que poderá oferecer.

“Se tudo der certo, vamos integrar a Rede Legislativa de TV. Isso significa a abertura de diversos canais para a população, como a TV Assembleia MT, a TV Câmara dos Deputados e a TV do Governo Federal”, comemorou Negação. Ele detalhou que essa variedade de canais trará conteúdos educativos para promover a cidadania entre os cacerenses.

Cidadania

Além disso, a TV Câmara de Cáceres abrirá espaço para entrevistas e programas locais, dando voz a professores, especialistas, lideranças comunitárias, empresariais e autoridades políticas.

O chefe do Legislativo destacou que a Câmara já possui o espaço para a instalação da antena transmissora do sinal da Rede Legislativa, além de local para a central que abrigará os equipamentos digitais de transmissão.

Articulação

Negação afirmou ainda que a TV pública em Cáceres é uma das prioridades da atual gestão. As articulações começaram no ano passado, quando ele esteve em Cuiabá em reunião com a gerência de Comunicação da Assembleia Legislativa (ALMT). Na ocasião, foi discutido o interesse do Legislativo cacerense em aderir à Rede Legislativa de TV, e foram repassadas as orientações para pleitear uma das vagas.

A Câmara encaminhou a Manifestação de Interesse no Programa Brasil Digital em 5 de dezembro do ano passado, enviada ao setor de Rede Legislativa da Câmara dos Deputados, em Brasília.

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