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Elson Ramos entra na disputa por vice de Wellington e decisão do Podemos fica para a última hora

Atualmente, administra diversos empreendimentos ligados aos setores de eventos, alimentação e entretenimento, consolidando uma ampla rede de relacionamento com empresários e representantes do setor produtivo.

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Em um cenário político tradicionalmente dominado por lideranças do agronegócio, empresários, parlamentares e grupos já consolidados, um nome vindo do setor de entretenimento passou a ocupar espaço nas principais conversas sobre as eleições de 2026 em Mato Grosso. O empresário Elson Ramos de Figueiredo, conhecido por sua atuação no segmento de eventos, bares e casas de shows, tornou-se uma das apostas do Podemos nas articulações para a disputa eleitoral.

Nos bastidores, Elson é tratado como um dos principais ativos políticos da legenda presidida pelo deputado estadual Max Russi. A sigla avalia diferentes cenários para sua participação na eleição e considera o empresário um nome com potencial para integrar as composições que estão sendo construídas para o pleito.

A movimentação ocorre em meio às negociações do Podemos com os grupos liderados pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, e pelo senador Wellington Fagundes (PL), que também disputa o Governo do Estado.

Do entretenimento à projeção política

Antes de ingressar no debate político, Elson Ramos construiu sua trajetória no setor de entretenimento e gastronomia. Ficou conhecido inicialmente pela criação do Gerônimo, casa noturna voltada ao público sertanejo que se tornou referência em Cuiabá.

Posteriormente, ampliou seus investimentos com a marca Ditado Popular, que expandiu operações para municípios como Sinop, Rondonópolis e Tangará da Serra. Também integra o grupo responsável pelo restaurante Baronês e pela Musiva, uma das principais casas de shows da capital.

Atualmente, administra diversos empreendimentos ligados aos setores de eventos, alimentação e entretenimento, consolidando uma ampla rede de relacionamento com empresários e representantes do setor produtivo.

Articulação política amplia protagonismo

Nos bastidores políticos, Elson mantém forte proximidade com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, considerado seu principal articulador dentro do Podemos.

Além da relação com o comando do partido, o empresário também construiu diálogo com integrantes do núcleo do governo estadual, o que ampliou sua presença nas discussões envolvendo as eleições deste ano.

Sua atuação também ganhou visibilidade por meio da organização de grandes eventos culturais e musicais em Mato Grosso, incluindo atrações realizadas no Parque Novo Mato Grosso, além de projetos viabilizados por parcerias institucionais e mecanismos públicos de incentivo à cultura.

Nome ganha força nas negociações

Com o avanço das definições eleitorais, Elson Ramos passou a ser citado como uma das peças estratégicas do Podemos na formação das chapas para 2026.

Aliados avaliam que o empresário reúne características que podem ampliar o diálogo do partido com diferentes setores da sociedade, transitando entre o meio empresarial, o segmento cultural e lideranças políticas.

Embora ainda não exista definição oficial sobre qual cargo poderá disputar, seu nome permanece entre os mais comentados nas negociações conduzidas pela direção do partido, que busca ampliar seu protagonismo no cenário eleitoral de Mato Grosso.

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Galvan fecha apoio a Pivetta e cita gestão pública como critério para escolha

Candidato do Avante ao Senado afirmou que apoiará o governador por considerar que ele possui experiência comprovada em gestão pública

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O candidato do Avante ao Senado Federal, Antônio Galvan, declarou apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que buscará a reeleição ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. A manifestação ocorreu durante a convenção estadual do partido, realizada nesta terça-feira (4), em Cuiabá.

Embora o Avante tenha decidido, neste primeiro momento, não formalizar coligações partidárias, Galvan afirmou que sua escolha será pelo nome que apresentar experiência comprovada na administração pública e capacidade de gestão.

“Eu não vou arriscar quem não tem gestão pública comprovada. O Avante não fez coligação com partido nenhum. Ele vai caminhar com o candidato ao governo do Estado que já tem gestão pública, sem dúvida nenhuma. Como o próprio partido entender, não tenho dúvida. Quer falar o nome? Pivetta!”, declarou.

O posicionamento de Galvan ocorre um dia após Otaviano Pivetta confirmar o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) como candidato a vice-governador em sua chapa, movimento que ampliou a articulação política em torno da candidatura à reeleição.

Durante a convenção, o Avante também oficializou a candidatura de Antônio Galvan ao Senado Federal e homologou os nomes que disputarão vagas na Câmara dos Deputados. A legenda informou que as definições sobre composição de alianças e escolha dos suplentes deverão ser anunciadas nesta quarta-feira (5).

Com o apoio declarado, Pivetta amplia o diálogo com diferentes setores políticos e fortalece a estratégia de reunir lideranças em torno da continuidade da atual administração estadual. Galvan, por sua vez, reforça sua posição no cenário eleitoral de 2026 ao associar sua candidatura ao Senado a uma pauta de experiência administrativa e gestão pública.

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“Sabíamos que haveria divergências”, afirma Janaina sobre rejeição de ala do PL

Questionada sobre a repercussão, a parlamentar evitou alimentar o embate e reforçou que sua prioridade é conduzir a campanha pelo MDB.

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A deputada estadual Janaina Riva (MDB), candidata ao Senado Federal, afirmou nesta terça-feira (4) que considera natural a resistência de parte do Partido Liberal (PL) à aliança firmada entre as duas siglas em Mato Grosso. A declaração foi dada durante a convenção estadual do MDB, realizada em Cuiabá.

Em entrevista à imprensa, Janaina disse que a direção do MDB já esperava divergências em razão da composição política e ressaltou que não pretende interferir nos conflitos internos enfrentados pelo PL após a formalização da coligação.

“Sabíamos que qualquer partido que viéssemos a compor haveria divergências, e enfrentamos isso com muita naturalidade. O MDB vem para essa coligação para somar e para fazer Janaina senadora. Nós vamos cuidar do nosso partido, e espero que o PL cuide do PL. Não vamos interferir nessa discussão interna deles”, afirmou.

A declaração ocorre em meio à crise instalada no PL de Mato Grosso. Prefeitos como Abilio Brunini, de Cuiabá, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Flávia Moretti, de Várzea Grande, manifestaram publicamente rejeição à aliança com o MDB e afirmaram que não subirão no mesmo palanque que a deputada.

O cenário ganhou novos capítulos após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro demonstrarem apoio ao deputado federal José Medeiros (PL) na disputa ao Senado, sem citar Janaina Riva, apesar de ambos integrarem a mesma composição eleitoral.

Questionada sobre a repercussão, a parlamentar evitou alimentar o embate e reforçou que sua prioridade é conduzir a campanha pelo MDB.

Janaina também destacou que o partido volta a disputar uma eleição majoritária com protagonismo, após anos sem ocupar posição de destaque nas chapas estaduais.

“Parece que estou vivendo minha primeira eleição. O MDB há algumas eleições não tinha protagonismo, e hoje vivemos um grande movimento de lideranças em prol de uma candidatura majoritária do partido. Nasce aqui uma candidatura de muita força e coragem para enfrentar esse processo eleitoral”, declarou.

A aliança entre PL e MDB foi articulada nacionalmente e integra o projeto liderado pelo senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso. Apesar da composição já estar oficializada, o acordo continua provocando divisões dentro da ala bolsonarista do partido no Estado.

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“Wellington está murchando”, avalia analista ao apontar equilíbrio na corrida pelo Paiaguás

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Em entrevista ao MidiaNews, professor Vinicius de Carvalho aponta cenário de equilíbrio na disputa pelo Palácio Paiaguás e avalia impacto de apoios políticos, recall eleitoral e novas candidaturas.

A pouco tempo do encerramento do período de pré-campanha e com a aproximação das convenções partidárias, o cenário eleitoral de Mato Grosso ainda está longe de uma definição. A avaliação é do professor e analista político Vinicius de Carvalho, que, em entrevista ao MidiaNews, afirmou que a disputa pelo Governo do Estado apresenta um quadro de equilíbrio entre os principais nomes colocados na corrida pelo Palácio Paiaguás.

Segundo Carvalho, o senador Wellington Fagundes (PL), que aparece entre os líderes nas pesquisas de intenção de voto, passa por um processo de perda de força após ter iniciado a disputa beneficiado pelo chamado “recall eleitoral”, relacionado à lembrança do eleitor sobre sua trajetória política e participações em eleições anteriores.

“O Wellington pode murchar sim, porque vem caindo. Se olhar a diferença dele para Pivetta mais Natasha [somados], antes era muito grande e hoje eles somados ganham do Wellington. Ele vem perdendo, porque estava muito inflado pelo recall, pela memória de outras eleições. A pesquisa espontânea demonstra que está tudo embolado, essa é uma eleição muito nivelada”, declarou o analista ao MidiaNews.

Na análise do professor, a disputa pelo Governo de Mato Grosso tende a ser marcada por uma maior competitividade entre os grupos políticos. Ele destacou que o crescimento de outros nomes, como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e a deputada estadual Natasha Slhessarenko (PSD), contribui para um cenário mais aberto.

Carvalho também avaliou o peso político do apoio do deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à candidatura de Wellington Fagundes, além das estratégias que envolvem a disputa pelo Senado Federal e a composição das chapas proporcionais para Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

Para o analista, o processo eleitoral ainda deve passar por novas movimentações até a homologação das candidaturas. As alianças partidárias, apoios de lideranças e a capacidade de diálogo com diferentes segmentos do eleitorado serão fatores decisivos para a formação do cenário final da disputa.

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