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Politica

Após crescimento nas pesquisas, Diogo Botelho ganha espaço na disputa pelo Senado em Mato Grosso

Na média entre a primeira e a segunda opção de voto para o Senado, a pesquisa Percent também aponta avanço de Diogo, que passou de 1,4% para 2,2% em menos de dois meses.

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O cenário da corrida pelo Senado em Mato Grosso começa a apresentar novos movimentos. O pré-candidato Diogo Botelho (PDT) registrou crescimento na pesquisa Percent, especialmente no recorte de segunda opção de voto, passando a figurar entre os nomes que avançaram na preferência do eleitor.

Na pesquisa Percent, realizada entre os dias 18 e 22 de junho de 2026, Diogo apareceu com 1,2% das intenções de voto na modalidade estimulada para a primeira opção ao Senado. No levantamento anterior, realizado entre 30 de abril e 3 de maio, ele registrava 1,1%.

O melhor desempenho de Diogo aparece na segunda opção de voto para o Senado. Nesse cenário, ele passou de 1,7% no levantamento anterior para 3,1% na pesquisa mais recente, superando Antonio Galvan (Avante), que aparece com 2,3%.

Na média entre a primeira e a segunda opção de voto para o Senado, a pesquisa Percent também aponta avanço de Diogo, que passou de 1,4% para 2,2% em menos de dois meses.

Outro indicador observado é a pesquisa espontânea. Nesse cenário, Diogo não aparece nominalmente no levantamento mais recente, enquanto Antonio Galvan registra 0,1%, Pedro Taques e Carlos Fávaro aparecem com 1,3%, José Medeiros com 5,1%, Janaina Riva com 7,1% e Mauro Mendes com 16,3%.

O desempenho fez com que seu nome passasse a ser observado nos bastidores como um possível “dark horse” da eleição, expressão utilizada na política para definir candidatos que iniciam uma disputa fora do grupo dos favoritos, mas podem crescer ao longo da campanha.

Quem é Diogo Botelho?
Diogo Botelho construiu sua trajetória longe das estruturas tradicionais da política. Advogado, professor universitário e pré-candidato ao Senado, ele apresenta sua história de vida como um dos principais diferenciais de sua candidatura.

Filho de professora e criado em uma família de origem simples, Diogo relembra frequentemente a infância vivida na região da Lixeira, em Cuiabá. Em seus discursos, faz referência às cadeiras nas calçadas, ao tradicional Bar do Baiano, à Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito e às figuras que marcaram sua formação, como a avó Joaquina.

Segundo ele, foi dentro de casa que recebeu a principal lição que orienta sua atuação pública. A frase ensinada pelo pai, “Nunca aceite ser humilhado”, tornou-se um dos pilares de sua pré-campanha e, segundo Diogo, representa seu compromisso com a dignidade das pessoas.

A educação também ocupa lugar de destaque em sua trajetória. Filho de professora, estudou em escola pública, formou-se pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e construiu parte de sua carreira como professor universitário. Para Diogo, a educação é um dos principais instrumentos de transformação social e de fortalecimento da cidadania.

Na construção de sua identidade política, Diogo procura se apresentar como um candidato independente das estruturas tradicionais de poder. Em entrevistas e manifestações públicas, costuma afirmar que é “um homem livre”, destacando que não possui grupos empresariais, padrinhos políticos ou interesses econômicos vinculados ao Estado.

A pré-campanha também busca reforçar sua origem popular e a defesa da dignidade como marcas de sua atuação pública, sintetizadas na frase “Eu não negocio dignidade”, que passou a representar sua proposta de atuação no Senado.

A pesquisa Percent foi realizada entre os dias 18 e 22 de junho de 2026, com 1.200 entrevistas em Mato Grosso. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR 00049/2026 e MT 09788/2026.
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Politica

Gisela nega articulação para vice-governadoria e diz que União decidirá primeiro candidatura própria

Presidente do União Brasil em Cuiabá afirma que partido precisa definir candidatura ao Governo antes de discutir alianças e composição da chapa majoritária.

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As articulações para as eleições de 2026 seguem movimentando os bastidores da política mato-grossense, mas o União Brasil ainda não pretende antecipar decisões sobre possíveis alianças para a disputa ao Governo do Estado. A avaliação é da presidente do diretório municipal da sigla em Cuiabá, Gisela Simona, que defendeu a necessidade de o partido resolver primeiro sua definição interna antes de discutir nomes para a composição da chapa majoritária.

Segundo Gisela, não houve qualquer convite para que ela integrasse uma eventual chapa encabeçada pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apontado como um dos possíveis candidatos ao Palácio Paiaguás.

“Não teve nenhuma conversa. Eu também torço que seja uma mulher”, afirmou ao comentar as especulações sobre a escolha de um nome feminino para a vaga de vice-governadora.

Apesar de defender maior participação das mulheres nos espaços de decisão, Gisela ressaltou que o União Brasil vive um momento decisivo em relação ao projeto eleitoral para 2026. De acordo com ela, a prioridade da legenda é definir se lançará candidatura própria ao Governo de Mato Grosso.

A principal discussão interna envolve o nome do senador Jayme Campos, que é apontado como um dos possíveis pré-candidatos ao Executivo estadual. Para Gisela, caso o partido confirme sua candidatura ao Governo, deixa de fazer sentido discutir a participação de filiados da legenda como vice em chapas encabeçadas por outras siglas.

“Se o Jayme conseguir o apoio da maioria do partido e for o candidato ao Governo, não há espaço para cogitar alguém do União Brasil como vice em outra composição”, declarou.

A dirigente afirmou que a definição dependerá das deliberações partidárias e das convenções que ocorrerão dentro do calendário eleitoral, quando a legenda decidirá oficialmente qual caminho seguirá na disputa estadual.

 

Além da sucessão ao Governo, Gisela também comentou as movimentações para o Senado. Segundo ela, o governador Mauro Mendes continua sendo um dos nomes considerados para disputar uma vaga na Casa Legislativa em 2026. Ao mesmo tempo, reconheceu que Jayme Campos também poderá entrar na disputa ao Senado, caso opte por não concorrer ao Governo.

Outro nome citado pela dirigente foi o da senadora Margareth Buzetti, elogiada pelo desempenho no Congresso Nacional. Ainda assim, Gisela reforçou que qualquer discussão sobre a composição da chapa ao Senado dependerá da definição do projeto político do União Brasil para a eleição ao Governo do Estado.

As declarações evidenciam que, embora as conversas sobre alianças e candidaturas já estejam em andamento nos bastidores, o União Brasil pretende concentrar esforços, inicialmente, na construção de uma posição unificada sobre a disputa pelo Palácio Paiaguás antes de avançar nas negociações envolvendo vice-governadoria e Senado.

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Ranalli apoia adiamento da eleição da Mesa Diretora para evitar disputa judicial

“Cuiabá não precisa passar essa vergonha”, afirmou ao comentar a possibilidade de questionamentos na Justiça sobre a data da eleição da nova Mesa.

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O vereador Ranalli (PL) defendeu o adiamento da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá e afirmou que a capital não pode enfrentar a mesma insegurança jurídica que a Câmara de Várzea Grande passou. Em entrevista concedida à Cultura FM nesta terça-feira (30), o parlamentar disse que a disputa interna precisa ser conduzida de forma consensual para evitar uma batalha judicial.

“Cuiabá não precisa passar essa vergonha”, afirmou ao comentar a possibilidade de questionamentos na Justiça sobre a data da eleição da nova Mesa.

Ranalli avaliou que ainda existe a possibilidade de aprovação da mudança no Regimento Interno que permitiria a reeleição da presidente da Câmara, Paula Calil (PL). Segundo ele, o grupo favorável à proposta ganhou o apoio de mais dois vereadores nos últimos dias, embora isso não signifique, necessariamente, apoio à recondução da atual presidente.

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“É difícil, mas é possível”, resumiu.

Na avaliação do parlamentar, a eleição da Mesa não deve ocorrer em meio ao período eleitoral, já que diversos vereadores estarão envolvidos nas campanhas de seus partidos e candidatos.

Ele lembrou que a própria Câmara alterou o calendário das sessões durante o período eleitoral para permitir que os parlamentares participem das atividades políticas e defendeu que o mesmo entendimento seja aplicado à escolha da nova direção da Casa.

Para Ranalli, a melhor alternativa seria realizar a eleição após o primeiro turno ou, preferencialmente, depois do segundo turno das eleições gerais.

“Acho que nada mais justo para acalmar os ânimos. As discussões precisam ficar concentradas apenas na Mesa Diretora”, afirmou.

O vereador também comentou a reunião em que líderes partidários discutiram a definição da data da eleição. Segundo ele, apesar de não ter participado presencialmente por compromissos profissionais, encaminhou seu posicionamento à presidente Paula Calil defendendo uma solução intermediária.

Enquanto um grupo defendia a realização da eleição em 1º de outubro e outro insistia na data de 5 de novembro, Ranalli sugeriu o dia 15 de outubro como alternativa de consenso.

O parlamentar afirmou que a votação interna terminou apertada, por 14 votos a 13, e considerou que faltou diálogo entre os grupos.

Segundo ele, caso não haja entendimento político, o assunto deverá ser decidido pelo Poder Judiciário.

“Ou nós chegamos a um consenso, ou alguém judicializa e pronto. Já existe uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o prazo. Acho muito difícil que a Justiça caminhe em outro sentido”, declarou.

Ranalli também fez referência à situação vivida em Várzea Grande, onde disputas envolvendo a Mesa Diretora resultaram em decisões judiciais e mudanças no processo eleitoral interno. Para ele, Cuiabá deve evitar um cenário semelhante.

“Não podemos ficar com eleição, cancela eleição, volta eleição, valeu eleição, não valeu eleição. Cuiabá não precisa passar essa vergonha”, concluiu.

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Galvan relembra atraso de salários de professores e questiona volta de Jayme Campos ao Governo

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O pré-candidato ao Senado pelo Avante, Antônio Galvan, defendeu a renovação política em Mato Grosso e criticou o senador Jayme Campos (União) ao comentar a possibilidade de o parlamentar disputar o Governo do Estado nas eleições de 2026. Para Galvan, o histórico de gestão do senador não justifica um retorno ao comando do Executivo estadual.

Ao avaliar a administração de Jayme Campos na década de 1990, Galvan relembrou os atrasos salariais enfrentados pelos servidores públicos e afirmou que esse período ainda está na memória de muitos mato-grossenses. “Não tenho nada pessoal contra o Jayme, mas não vejo nele know-how para voltar a governar Mato Grosso. O que eu lembro é de professores com salários atrasados e passando dificuldade. Salário é compromisso. Pode faltar recurso para outras áreas, mas o trabalhador não pode esperar para colocar comida na mesa”, declarou.

O pré-candidato disse ter acompanhado de perto os impactos da crise em Sinop, onde morava na época, e lembrou das dificuldades enfrentadas pelas famílias e pela comunidade escolar. “Eu vi professores sem receber, escolas divididas por causa das greves e pais preocupados para que os filhos não perdessem o ano letivo. Essa é uma realidade que não pode ser esquecida quando se fala em colocar alguém de volta no Governo do Estado”, afirmou.

Galvan também questionou o legado da família Campos em Várzea Grande. Segundo ele, problemas históricos, como o abastecimento de água, permanecem sem solução mesmo após décadas de administrações ligadas ao grupo político. “Várzea Grande sofre com a falta de água há mais de 40 anos. Foram diversos mandatos da mesma família e esse problema continua. Se em tanto tempo não conseguiram resolver uma necessidade básica da população, fica difícil acreditar que terão condições de administrar Mato Grosso novamente”, disse.

Ao defender uma mudança no cenário político estadual, Galvan afirmou que a população espera gestores comprometidos com resultados. “Mato Grosso precisa olhar para frente. Respeito a trajetória de qualquer liderança, mas experiência, por si só, não basta. O que convence a população é trabalho, eficiência e compromisso com quem produz, gera empregos e move este Estado. É isso que eu quero representar”, concluiu.

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