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Wellington muda vice na reta final e Marcelo Maluf acusa PL de quebrar compromisso

Até o momento, o senador Wellington Fagundes não havia se manifestado publicamente sobre as críticas feitas por Marcelo Maluf.

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O empresário Marcelo Maluf afirmou nesta sexta-feira (7) que foi comunicado pelo senador Wellington Fagundes (PL) de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de candidato a vice-governador na chapa para as eleições de 2026. Em nota, Maluf criticou a mudança e afirmou que a decisão representa uma quebra de compromisso político.

Segundo ele, sua participação na chapa não teria sido resultado de uma conversa informal, mas de uma escolha construída dentro do processo partidário, incluindo a realização de convenção.

“Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios”, declarou.

Maluf afirmou que, após aceitar o convite para compor a chapa como candidato a vice-governador, aliados foram mobilizados, estratégias foram definidas e um projeto de campanha começou a ser estruturado.

Empresário diz que decisão causou prejuízos políticos

Na manifestação, Marcelo Maluf afirmou que a mudança não representa apenas uma alteração na composição eleitoral, mas também uma questão relacionada à forma como compromissos políticos são conduzidos.

“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida”, afirmou.

O empresário disse que tomou a decisão de integrar o grupo acreditando na palavra empenhada e na seriedade das articulações realizadas.

Segundo Maluf, a substituição do nome para a vaga de vice prejudicou um projeto que já vinha sendo estruturado e desconsiderou pessoas que haviam aderido à construção da candidatura.

Maluf afirma que seguirá com “consciência tranquila”

Ao final da nota, Marcelo Maluf afirmou que cumpriu os compromissos assumidos e que não pretende tratar a situação como algo natural.

“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento”, declarou.

O empresário também afirmou que Mato Grosso precisa de uma política baseada em previsibilidade e respeito aos acordos firmados.

“Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã”, disse.

Até o momento, o senador Wellington Fagundes não havia se manifestado publicamente sobre as críticas feitas por Marcelo Maluf.

A definição do novo nome para a vaga de vice-governador deverá ser confirmada pelo grupo político durante as articulações para a formação da chapa.

NOTA À IMPRENSA

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf

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Virginia Mendes compartilha oração e afirma que “Deus está no comando” após operação

Conforme a decisão judicial que autorizou as medidas cautelares, os investigados tiveram os passaportes recolhidos e estão proibidos de deixar o país.

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A candidata a deputada federal Virginia Mendes (União) publicou nesta quinta-feira (6) uma oração de São Bento em suas redes sociais após ser citada como um dos alvos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal.

Na mensagem, Virginia afirmou que encontra na fé uma forma de manter a confiança diante do momento. “Sob a proteção da Santa Cruz, sigo firme. A oração de São Bento me lembra que o bem sempre vence o mal, que a fé é nosso maior escudo e que Deus está no comando de cada passo”, escreveu.

Além de Virginia Mendes, também foram alvos da operação o ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes e os filhos do casal, Luis Antônio Mendes e Ana Carolinne Mendes Facure.

Conforme a decisão judicial que autorizou as medidas cautelares, os investigados tiveram os passaportes recolhidos e estão proibidos de deixar o país.

A Operação Heritage foi conduzida pela Polícia Federal e resultou em medidas determinadas pela Justiça no âmbito das investigações. Até o momento, os citados não foram condenados e eventuais responsabilidades deverão ser apuradas durante o andamento do processo.

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Abilio critica Operação Heritage em período eleitoral e alerta para vazamentos: “prejudica a própria investigação”

Prefeito defendeu apuração das suspeitas, mas questionou a divulgação antecipada de informações e citou manifestações de autoridades antes da deflagração da operação

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu nesta sexta-feira (7) que as suspeitas investigadas na Operação Heritage sejam apuradas normalmente, mas criticou o momento escolhido para a deflagração da ação, em meio ao período eleitoral.

Em conversa com jornalistas, Abilio afirmou que a circulação antecipada de informações pode comprometer tanto a investigação quanto a credibilidade das instituições responsáveis pela operação. Como exemplo, mencionou declarações atribuídas ao ex-governador Pedro Taques, ao senador Jayme Campos (União-MT) e um áudio atribuído à irmã do deputado estadual Júlio Campos (União), que teriam circulado antes do cumprimento dos mandados.

“Uma operação com data marcada, que todo mundo já sabe antes, acaba prejudicando a própria investigação”, afirmou.

Prefeito questiona momento da operação

Abilio também citou um entendimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) relacionado à realização de operações envolvendo candidatos durante o período eleitoral.

Segundo o prefeito, quando investigações tratam de fatos antigos, é necessário adotar cautela para evitar que medidas policiais sejam interpretadas como instrumentos de interferência na disputa eleitoral.

Apesar das críticas ao timing da operação e à suposta antecipação de informações, Abilio deixou claro que não questiona a necessidade de investigar eventuais irregularidades.

“A investigação em si tem que investigar. Investiga mesmo para saber o que houve, se de fato aconteceu aquilo ali”, declarou.

Abilio diz que ninguém está acima da investigação

O prefeito afirmou ainda que nenhuma autoridade ou agente público deve estar livre de investigações e que a apuração de possíveis crimes faz parte do funcionamento das instituições.

A crítica, segundo ele, está relacionada à maneira como as operações são conduzidas e às informações que chegam ao conhecimento público antes de sua execução.

Para Abilio, a antecipação de detalhes pode produzir efeitos políticos e comprometer a percepção da sociedade sobre a imparcialidade das ações.

Polícia Federal deve ser preservada, diz prefeito

Ao final, Abilio afirmou esperar que a imagem da Polícia Federal seja preservada e defendeu que a corporação não seja colocada no centro de disputas políticas.

Na avaliação do prefeito, eventuais vazamentos e a divulgação antecipada de informações sobre operações policiais podem gerar desconfiança sobre a investigação e, ao mesmo tempo, produzir reflexos no processo eleitoral.

A Operação Heritage segue sob investigação das autoridades responsáveis, e os fatos apurados deverão ser esclarecidos ao longo do procedimento.

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Vice de Wellington tem longa história política e já esteve em chapa com o PT em Cuiabá

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A escolha de Farina para a vice de Wellington Fagundes cria um movimento político que reconecta duas pontas de sua trajetória.

Foi Wellington quem participou de sua entrada no PL em 2003. Agora, mais de duas décadas depois, o senador volta a colocá-lo em uma posição de destaque dentro de uma chapa majoritária, desta vez na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

O retorno ocorre em um cenário político completamente diferente daquele de 2004. O PL passou a ser uma das principais forças do campo conservador no país, enquanto a disputa eleitoral em Mato Grosso é marcada pela forte influência do bolsonarismo.

É justamente nesse contexto que o passado partidário de Farina ganha peso.

A presença de um nome que teve passagem pelo PT pode alimentar questionamentos dentro da ala mais identificada com o bolsonarismo no PL de Mato Grosso.

A escolha também acontece depois da retirada de Marcelo Maluf, do Novo, da vaga de vice. Maluf afirmou publicamente que havia aceitado o convite para integrar a chapa e acusou o grupo de Wellington de romper um compromisso político.

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Com Farina, Wellington opta por um nome com trajetória política conhecida e uma relação antiga com o próprio senador, mas que também carrega em seu currículo eleitoral passagens pelo campo petista.

A composição coloca em evidência uma característica que acompanha a carreira de Farina desde sua entrada na política: a capacidade de transitar entre diferentes grupos e projetos partidários.

A história política de Alencar Farina começou no PL, passou pelo PT e agora retorna à legenda que marcou sua entrada na vida pública.

Em 2004, esteve em uma chapa formada por PT, PL e PCdoB. Em 2008, disputou uma eleição pelo PT. Em 2012, foi lançado pelo partido como pré-candidato à Prefeitura de Várzea Grande.

Agora, em 2026, volta ao PL pelas mãos de Wellington Fagundes para disputar a vice-governadoria de Mato Grosso.

A escolha transforma o passado político de Farina em um dos elementos que deverão acompanhar a campanha. Mais do que uma mudança partidária, sua trajetória revela como as alianças eleitorais de Mato Grosso foram se reorganizando ao longo de mais de duas décadas, atravessando diferentes partidos e espectros ideológicos.

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