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Polícia

Recordista mundial de jiu jítsu é encontrado após cinco dias desaparecido em São Paulo

Fernando Margarida é um dos nomes mais conhecidos do jiu jítsu brasileiro.

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O lutador Fernando Ribeiro Pontes, conhecido no meio esportivo como Fernando Margarida, foi localizado em um hotel na capital paulista após cinco dias sem dar notícias à família. De acordo com familiares, o atleta estava com o telefone celular sem bateria, o que teria impedido qualquer comunicação durante o período em que permaneceu desaparecido.

Fernando havia sido visto pela última vez no dia 20 de julho, em um hotel localizado na região do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. O desaparecimento mobilizou familiares e levou a Polícia Civil a abrir uma investigação para esclarecer o caso.

Segundo relatos de funcionários do hotel, antes do desaparecimento houve um desentendimento entre o atleta e uma mulher. Testemunhas informaram ter ouvido gritos e pedidos de socorro durante a discussão. Após o episódio, a mulher deixou o local e Fernando não foi mais visto.

Ainda conforme pessoas próximas à investigação, a mesma mulher teria enviado mensagens de áudio afirmando que o lutador morreria e jamais seria encontrado. O conteúdo passou a integrar as diligências conduzidas pela Polícia Civil.

As investigações ficaram sob responsabilidade do 34º Distrito Policial de São Paulo, que realizou buscas para esclarecer os fatos. Embora Fernando tenha sido encontrado em segurança e esteja em boas condições de saúde, a polícia continua apurando as circunstâncias do desaparecimento e o conflito registrado antes de ele deixar de ser visto.

Fernando Margarida é um dos nomes mais conhecidos do jiu jítsu brasileiro. Ele ganhou projeção nacional no início dos anos 2000 ao participar do reality show “20 e Poucos Anos”, da MTV, onde apresentou ao público sua rotina dedicada ao esporte.

Antes disso, em 1999, quando ainda era faixa roxa, conquistou destaque internacional ao vencer as categorias peso e absoluto no Pan-Americano de Jiu Jítsu, realizado em Miami. Ao longo da carreira, ficou conhecido pelo estilo ofensivo e pelas vitórias sobre atletas consagrados, como Fábio Gurgel e Márcio Cruz, o Pé de Pano, consolidando seu nome entre os grandes competidores da modalidade.

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Polícia

Sequestro termina após troca de reféns envolvendo família de chefe de grupo criminoso no México

O caso chamou atenção no México pela atuação de grupos comunitários de autodefesa em regiões marcadas pela presença de organizações criminosas. As autoridades seguem acompanhando o episódio e as circunstâncias da negociação.

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O engenheiro Isauro de Paz Duque foi libertado após passar por um período em poder de criminosos na cidade de San Miguel Totolapan, no estado de Guerrero, no México. O caso ganhou repercussão depois que a esposa da vítima, Yadira Guillermo García, decidiu participar de uma ação para pressionar o grupo responsável pelo sequestro.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa mexicana, Isauro foi levado por integrantes da organização criminosa Los Tequileros. Sem uma resposta considerada eficaz das autoridades, Yadira buscou apoio de um grupo de autodefesa formado por moradores da região.

Durante a mobilização, integrantes do grupo capturaram pessoas apontadas como ligadas à facção, entre elas a mãe do líder da organização criminosa. A ação foi gravada e compartilhada nas redes sociais.

Nas imagens, os participantes exigem a libertação imediata do engenheiro em troca da soltura das pessoas mantidas pelo grupo de autodefesa. A pressão exercida pela comunidade abriu caminho para uma negociação entre as partes.

O acordo terminou com a troca de reféns, permitindo que Isauro de Paz Duque fosse libertado. Segundo as informações divulgadas, as demais pessoas que estavam sob custódia do grupo de autodefesa também foram soltas, e não houve registro de feridos durante a operação.

O caso chamou atenção no México pela atuação de grupos comunitários de autodefesa em regiões marcadas pela presença de organizações criminosas. As autoridades seguem acompanhando o episódio e as circunstâncias da negociação.

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Amiga é presa suspeita de matar jornalista a facadas em Goiânia

A investigação também aponta que Renata e Delson mantinham amizade há vários anos. O imóvel onde o homicídio ocorreu pertence à suspeita, que o alugava ao jornalista.

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A Polícia Civil de Goiás investiga a morte do jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros, assassinado a facadas na noite de sexta-feira (24), em um apartamento localizado no Setor Bueno, um dos bairros mais tradicionais de Goiânia. A principal suspeita do crime é Renata de Almeida Pedreira e Sousa, amiga de longa data da vítima, que acabou presa após a ação da Polícia Militar.

Segundo informações repassadas pelas autoridades, Delson passava a tarde no apartamento acompanhado do companheiro, da suspeita e da companheira dela. Até o início da noite, não havia registro de desentendimentos entre os presentes. O companheiro do jornalista deixou o imóvel por volta das 18h e informou que o encontro ocorria de forma tranquila.

Após a saída dele, teve início uma discussão dentro do apartamento. Conforme a investigação preliminar, Renata teria se armado com uma faca e atingido Delson diversas vezes. A companheira da suspeita tentou impedir as agressões, mas também ficou ferida durante o ataque.

Mesmo feridos, Delson e a segunda vítima conseguiram sair do apartamento e descer pelas escadas do edifício. O jornalista caiu no hall do quinto andar e morreu antes da chegada do socorro. A mulher foi encaminhada a uma unidade de saúde e recebeu atendimento médico. O estado de saúde dela é estável.

Depois do crime, a suspeita voltou para o apartamento, trancou a porta e permaneceu no imóvel. Equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar foram acionadas para negociar a rendição. Como não houve resposta às tentativas de contato, os policiais utilizaram explosivos de baixo impacto para acessar o apartamento e, na sequência, empregaram uma arma de incapacitação elétrica para conter a mulher.

De acordo com o subcomandante do Bope, major João Rosa Soares Júnior, a suspeita apresentava sinais compatíveis com um surto psicótico durante a ocorrência. Ainda conforme a Polícia Militar, ela confessou aos agentes ter cometido o crime.

A investigação também aponta que Renata e Delson mantinham amizade há vários anos. O imóvel onde o homicídio ocorreu pertence à suspeita, que o alugava ao jornalista.

Delson Carlos Henrique de Lima Barros era formado em Marketing pela Faculdade Cambury, com pós graduação em Negócios em Marketing Digital. Ao longo da carreira, atuou em veículos como Diário de Aparecida, A Hora, Jornal da Imprensa e Diário do Estado de Goiás. Também fundou a Revista Class News, publicação especializada em moda, gastronomia, turismo e celebridades, além de manter forte presença nas redes sociais, onde reunia mais de 95 mil seguidores.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a motivação do crime e concluir a apuração sobre a dinâmica dos fatos.

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Estudo revela falhas na proteção de mulheres em Mato Grosso mesmo com decisão judicial

O levantamento também mostra que 86,9% das mulheres assassinadas no país não possuíam medida protetiva, enquanto 13,1% haviam obtido a proteção judicial antes do crime.

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Mato Grosso ocupa a segunda posição entre os estados brasileiros com a maior proporção de mulheres vítimas de feminicídio que possuíam Medida Protetiva de Urgência ativa no momento do crime. O dado revela que, no estado, uma em cada cinco mulheres assassinadas por razões de gênero já havia denunciado o agressor, buscado proteção da Justiça e, ainda assim, foi morta.

As informações fazem parte do levantamento da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Mato Grosso (PJC-MT), analisado no estudo Retrato dos Feminicídios no Brasil, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Segundo o estudo, 22,2% das vítimas de feminicídio em Mato Grosso tinham medida protetiva em vigor quando foram assassinadas. O percentual coloca o estado atrás apenas do Acre, onde 25% das vítimas estavam protegidas por decisão judicial. Em seguida aparece São Paulo, com 21,7%. A média nacional é de 13,1%.

Os números evidenciam um desafio na efetividade das medidas protetivas. Embora previstas na Lei Maria da Penha para garantir o afastamento do agressor e impedir qualquer tipo de contato com a vítima, as decisões judiciais, em muitos casos, não têm sido suficientes para evitar o desfecho mais grave.

O levantamento também mostra que 86,9% das mulheres assassinadas no país não possuíam medida protetiva, enquanto 13,1% haviam obtido a proteção judicial antes do crime.

O perfil dos feminicídios reforça que a violência ocorre, na maioria das vezes, dentro do ambiente familiar. De acordo com o estudo, 59,4% dos assassinatos foram cometidos pelo companheiro da vítima, enquanto 21,3% tiveram como autor o ex-companheiro inconformado com o fim do relacionamento. Outros 10,2% dos crimes foram praticados por familiares, e apenas 4,9% envolveram agressores desconhecidos.

A residência continua sendo o principal cenário dos feminicídios. Cerca de 66,3% das mortes ocorreram dentro da casa da vítima. As armas brancas, como facas, canivetes e machados, foram utilizadas em 48,7% dos casos registrados no país.

Os dados também mostram o avanço da violência letal contra mulheres em Mato Grosso. Em 2025, o estado registrou 53 feminicídios, seis casos a mais do que os 47 contabilizados em 2024, um aumento de 11%. Com isso, Mato Grosso permanece, pelo quinto ano consecutivo, entre os estados com as maiores taxas de feminicídio do Brasil.

A série histórica aponta crescimento ou manutenção em níveis elevados ao longo dos últimos anos. Foram registrados 43 feminicídios em 2021, 47 em 2022, 46 em 2023, 47 em 2024 e 53 em 2025.

A Medida Protetiva de Urgência, prevista na Lei Maria da Penha, determina o afastamento do agressor da residência, proíbe sua aproximação da vítima e impede qualquer forma de contato, seja presencial, por telefone ou pelas redes sociais. Desde 2018, o descumprimento da medida constitui crime, com pena de três meses a dois anos de prisão.

Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas de forma gratuita e, quando necessário, de maneira anônima. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Também estão disponíveis os canais 197, da Polícia Civil, 181, do Disque Denúncia, e 180, da Central de Atendimento à Mulher. Em Mato Grosso, o boletim de ocorrência pode ser registrado pela Delegacia Digital, além do atendimento presencial nas Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher.

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