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Política Nacional

Projeto classifica como abusiva oferta de brindes vinculados a ultraprocessados

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Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende proibir a utilização de brindes colecionáveis como estratégia de marketing para impulsionar a venda de alimentos e bebidas ultraprocessados no Brasil. A proposta foi apresentada pela deputada federal Denise Pessôa e busca enquadrar a prática como abusiva nas relações de consumo.

O Projeto de Lei nº 2.831/2026 estabelece que empresas não poderão distribuir ou comercializar itens promocionais, como figurinhas, álbuns, cards, brinquedos e outros objetos colecionáveis, quando estiverem vinculados direta ou indiretamente à compra de produtos classificados como ultraprocessados.

Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional, as empresas que descumprirem a norma poderão ser penalizadas com as sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, incluindo multas e outras medidas administrativas, civis e penais.

Pelo texto, caberá ao Ministério da Saúde definir oficialmente quais alimentos e bebidas serão enquadrados na categoria de ultraprocessados para fins de fiscalização e aplicação da futura legislação.

Na justificativa da proposta, a parlamentar argumenta que a oferta de brindes associados a produtos alimentícios estimula o consumo entre crianças e adolescentes, público considerado mais vulnerável às estratégias de marketing. Como exemplo, ela cita campanhas promocionais que distribuem figurinhas relacionadas à Copa do Mundo em embalagens de refrigerantes.

Segundo a autora, a associação entre itens de entretenimento e alimentos ultraprocessados influencia diretamente o comportamento de consumo infantil, levando muitas crianças a incentivarem pais e responsáveis a adquirir determinados produtos motivadas pelo interesse nos brindes.

O projeto também menciona dados relacionados ao crescimento dos índices de obesidade infantil e recomendações de organizações de saúde que defendem a redução do consumo de produtos ultraprocessados. Na avaliação da deputada, a utilização de brindes promocionais contribui para o agravamento desse cenário.

A proposta ressalta, contudo, que não pretende proibir a venda de figurinhas, brinquedos ou itens de coleção de forma independente. O objetivo é apenas impedir que esses produtos sejam utilizados como ferramenta de incentivo ao consumo de alimentos e bebidas considerados prejudiciais à saúde.

O texto seguirá agora a tramitação legislativa nas comissões da Câmara dos Deputados antes de ser submetido à análise do plenário. Caso aprovado pelos parlamentares, ainda precisará passar pelo Senado Federal para entrar em vigor.

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Política Nacional

Janja enfrenta rejeição da maioria dos brasileiros, aponta levantamento nacional

Pesquisa indica que 52% desaprovam participação da primeira-dama no governo; índice é maior entre jovens, pessoas de maior renda e moradores do Sul

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A atuação da primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido vista de forma negativa pela maior parte da população brasileira. É o que revela uma pesquisa divulgada pelo instituto PoderData, que mostra um cenário de desaprovação superior à aprovação entre os entrevistados.

Segundo o levantamento, 52% dos brasileiros desaprovam a participação de Janja em assuntos relacionados à administração federal. Em contrapartida, 31% afirmam aprovar sua atuação, enquanto 17% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os dados revelam diferenças significativas entre os diversos segmentos da população. A rejeição à participação da primeira-dama é mais elevada entre os jovens de 16 a 24 anos, faixa em que o índice alcança 61%. O percentual também cresce entre pessoas com ensino superior completo, chegando a 72%, e entre entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, grupo em que a desaprovação atinge 74%.

Regionalmente, os moradores da região Sul registraram um dos maiores índices de rejeição, com 70% dos entrevistados manifestando posição contrária à atuação de Janja no governo.

Por outro lado, a aprovação aparece com mais força entre brasileiros com perfil socioeconômico distinto. Entre pessoas com 60 anos ou mais, o índice favorável chega a 40%. O mesmo percentual foi observado entre entrevistados com renda de até dois salários mínimos. Já entre aqueles com ensino fundamental completo, a aprovação alcançou 41%.

A região Nordeste também se destaca como uma das áreas do país onde a participação da primeira-dama encontra maior aceitação entre os entrevistados.

Os resultados demonstram uma divisão de opiniões influenciada por fatores como idade, renda, escolaridade e localização geográfica. O levantamento sugere que a percepção sobre o papel desempenhado por Janja no governo varia consideravelmente entre os diferentes grupos sociais e regionais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de maio e 1º de junho de 2026, com 2.500 entrevistados em todas as regiões do país. De acordo com o PoderData, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Política Nacional

Lula chama filhos de Bolsonaro de traidores e Flávio promete ação no STF

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Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante agenda oficial em Catalão, Goiás, nesta terça-feira (2), provocou reação imediata da oposição e abriu mais um capítulo da disputa política entre petistas e bolsonaristas.

Ao comentar a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no cenário político nacional e internacional, Lula classificou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como “traidores” e “vendilhões da pátria”. Na sequência, citou o episódio histórico envolvendo a Inconfidência Mineira e afirmou que, por menos do que isso, os traidores eram punidos de forma severa.

A declaração repercutiu rapidamente nas redes sociais e entre aliados do ex-presidente. Flávio Bolsonaro anunciou que pretende acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lula, alegando que a fala configura ameaça e incitação ao crime.

Segundo o senador, a manifestação do presidente ultrapassou os limites do debate político e deverá ser questionada judicialmente. Até o momento, o Palácio do Planalto não havia se pronunciado sobre a possibilidade de ação judicial.

Além da controvérsia política, historiadores e internautas apontaram uma imprecisão na referência feita por Lula. Joaquim Silvério dos Reis, conhecido por delatar os integrantes da Inconfidência Mineira, não foi executado. Ele morreu por causas naturais anos depois. Já Tiradentes, principal símbolo do movimento, foi condenado à morte, enforcado e posteriormente esquartejado.

O episódio amplia o clima de tensão entre o governo federal e integrantes da oposição, em um momento de forte polarização política e de articulações visando as eleições de 2026.

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Política Nacional

Lula pede que esquerda use verde e amarelo durante a Copa do Mundo

Durante o discurso, o petista afirmou que “a esquerda vai ter que aprender” a usar os símbolos nacionais novamente.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que militantes e apoiadores da esquerda usem roupas verdes e amarelas durante a Copa do Mundo de 2026. A declaração foi dada neste sábado (30), durante o lançamento da plataforma pública de streaming Tela Brasil, no Rio de Janeiro.

Segundo Lula, o objetivo é evitar que as cores da bandeira brasileira continuem associadas apenas a grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante o discurso, o petista afirmou que “a esquerda vai ter que aprender” a usar os símbolos nacionais novamente.

“A gente vai ter que, nessa Copa do Mundo, andar de verde e amarelo pra não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”, declarou o presidente diante de artistas, autoridades e apoiadores presentes no evento.

Lula também brincou com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavalieri, que usava um casaco da seleção brasileira. Segundo o presidente, seria necessário acrescentar à roupa a frase “não bolsonarista”.

O evento contou com a presença de nomes ligados à cultura e ao governo federal, como o ator Paulo Betti, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, além da primeira-dama Janja da Silva. Durante a cerimônia, apoiadores exibiram bandeiras do Brasil enquanto Lula defendia maior valorização da cultura nacional.

Ainda no discurso, o presidente criticou o excesso de conteúdo estrangeiro consumido no país e afirmou que os brasileiros precisam conhecer melhor a própria cultura. A plataforma Tela Brasil, lançada pelo governo federal, reúne gratuitamente centenas de produções audiovisuais nacionais.

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