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Operação Replay atinge estrutura financeira de organização criminosa e bloqueia bens milionários

Segundo a Polícia Civil, foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão, quebra de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (29), a Operação Replay para desarticular o núcleo financeiro de uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro e atuação interestadual. A ofensiva, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), cumpre mandados de prisão, busca e apreensão e medidas patrimoniais em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro, além de atingir bens avaliados em mais de R$ 17 milhões e solicitar o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros.

A operação é resultado de uma investigação que teve origem em fases anteriores conduzidas pela Draco, entre elas as operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova etapa foi desenvolvida após a análise de dados telemáticos, que permitiram identificar a continuidade das atividades do grupo criminoso, mesmo após as ações anteriores.

Segundo a Polícia Civil, foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão, quebra de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros. As medidas judiciais são cumpridas contra 14 investigados nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, em Mato Grosso, Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina, e no Rio de Janeiro.

As investigações apontam que a organização possuía uma estrutura financeira organizada, responsável por movimentar recursos, utilizar contas bancárias de terceiros e ocultar patrimônio adquirido com recursos supostamente provenientes de atividades ilícitas. Conforme a Draco, imóveis e veículos eram registrados em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento dos bens.

Entre os patrimônios alcançados pela decisão judicial estão apartamentos e residências de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, além de terrenos, automóveis e motocicletas. A estimativa da Polícia Civil é de que os bens somem aproximadamente R$ 17,28 milhões.

Separadamente, a investigação também resultou no pedido de bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros. Segundo a corporação, esse valor foi calculado a partir da análise da contabilidade atribuída ao grupo criminoso e não representa recursos já recuperados, mas um limite para eventual indisponibilidade financeira.

As diligências revelaram ainda que uma das principais lideranças da organização continuava exercendo funções estratégicas mesmo custodiada em uma unidade de segurança máxima do sistema prisional de Mato Grosso. De acordo com a investigação, o preso mantinha contato com integrantes em liberdade, orientando movimentações financeiras, cobrando prestações de contas, determinando recolhimentos de valores e supervisionando a distribuição de recursos entre diferentes núcleos da facção.

Outro elemento considerado relevante pela Draco foi a identificação do uso de um mesmo chip telefônico em sete aparelhos diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. Para os investigadores, a troca constante de dispositivos fazia parte da estratégia para dificultar o monitoramento das comunicações e manter o funcionamento da organização.

Segundo a Polícia Civil, a Operação Replay recebeu esse nome em referência à capacidade de reorganização da estrutura criminosa após operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, enfraquecer a atuação financeira da facção e impedir que recursos de origem ilícita continuem sustentando as atividades do grupo criminoso.

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Polícia cumpre mandados contra grupo investigado por série de furtos em Várzea Grande

Durante a ação, os policiais apreenderam cinco aparelhos celulares e 47 porções de drogas na cela do suspeito.

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Efeito Colateral para desarticular uma organização criminosa investigada por uma série de furtos a farmácias e estabelecimentos comerciais em Várzea Grande e municípios da região metropolitana. As investigações apontam que o grupo tinha como principal alvo canetas emagrecedoras de alto valor comercial e que parte das ações era coordenada por integrantes presos no sistema penitenciário.

A ofensiva foi conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, que cumpriu 12 ordens judiciais entre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados apontados como integrantes da quadrilha.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após o furto a uma farmácia localizada na região central de Várzea Grande, registrado em maio de 2025. Na ocasião, os criminosos abriram um buraco na parede do estabelecimento, arrombaram o cofre e levaram canetas emagrecedoras, medicamentos de alto custo e grande procura no mercado clandestino.

Com o avanço das investigações, a Derf identificou que o grupo era composto por mais de dez integrantes e estaria envolvido em outros furtos semelhantes praticados em Várzea Grande e cidades vizinhas. Conforme a apuração, farmácias e drogarias eram escolhidas por armazenarem produtos de elevado valor agregado e de fácil comercialização.

Um dos principais desdobramentos da operação foi a confirmação de que parte das ações criminosas era articulada de dentro do sistema prisional. Na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão contra um detento apontado como uma das lideranças da organização.

De acordo com a Polícia Civil, ele seria responsável por determinar a execução dos furtos, coordenar os comparsas que estavam em liberdade e definir a divisão dos lucros obtidos com os crimes. As buscas na cela tiveram como objetivo localizar aparelhos celulares que pudessem comprovar a comunicação clandestina entre o preso e os demais integrantes do grupo.

A operação também contou com o apoio da Derf de Rondonópolis. Na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, foi cumprido um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão contra outro investigado apontado como um dos principais executores dos furtos.

Durante a ação, os policiais apreenderam cinco aparelhos celulares e 47 porções de drogas na cela do suspeito.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos, mapear a destinação dos medicamentos furtados e responsabilizar todos os integrantes da organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, a Operação Efeito Colateral faz parte das ações permanentes de combate aos crimes patrimoniais e às organizações criminosas que atuam na região metropolitana de Cuiabá.

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Polícia apura ligação feita pelo suspeito antes de triplo homicídio em fazenda de Goiás

Após o triplo homicídio, o suspeito tentou tirar a própria vida com um disparo de arma de fogo.

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A Polícia Civil de Goiás investiga uma ligação telefônica feita pelo principal suspeito da chacina que matou três pessoas em uma fazenda de Goiatuba, no sul do estado. Segundo familiares, Luciano Sena, de 43 anos, telefonou para a mãe de uma das vítimas minutos antes dos disparos e afirmou que a filha dela seria assassinada naquele dia. O episódio é considerado um dos principais elementos da investigação sobre o triplo homicídio.

As vítimas foram identificadas como Jany Chaves, de 29 anos, Beatriz Soares, de 27, e Nathan Campos, de 35 anos. O crime ocorreu na noite de terça-feira (28) em uma propriedade rural do município.

Em entrevista à TV Anhanguera, Maria Raimunda Barbosa Souza, mãe de Jany, contou que atendeu ao telefone acreditando que receberia uma ligação da filha. No entanto, quem falava era Luciano Sena.

Segundo o relato, o suspeito perguntou se ela sabia que a filha morreria naquele dia. Surpresa, Maria Raimunda respondeu pedindo que ele não fizesse nada contra a jovem.

A tia de Jany, Erlane Magda Barbosa, também afirmou ter recebido uma ligação do suspeito pouco antes do crime. Ela contou que tentou convencê-lo a desistir, mas ouviu ameaças de que a sobrinha seria morta e que deveria se preparar para o velório.

Ainda conforme o depoimento da familiar, durante a conversa era possível ouvir Jany ao fundo pedindo perdão à mãe e dizendo que a amava. Em seguida, a ligação foi encerrada.

De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por ciúmes. As apurações indicam que Luciano mantinha um relacionamento com uma das vítimas e teria encontrado o grupo reunido na fazenda, momento em que ocorreram os disparos.

Após o triplo homicídio, o suspeito tentou tirar a própria vida com um disparo de arma de fogo. Ele foi socorrido, passou por cirurgia e permanece internado sob escolta policial no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugol).

Equipes da Polícia Civil realizaram perícia no local do crime e seguem ouvindo testemunhas e familiares. Os laudos periciais, os registros das ligações e demais elementos reunidos durante a investigação deverão auxiliar na reconstrução da dinâmica dos fatos e na conclusão do inquérito policial.

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Nova linha de investigação aponta possível motivação para execução de influenciadora na Bahia

A Polícia Civil continua reunindo depoimentos e demais elementos para esclarecer as circunstâncias do duplo homicídio. Até o momento, ninguém foi preso pelo crime.

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A Polícia Civil da Bahia investiga uma possível ligação entre o tráfico de drogas sintéticas e a execução da influenciadora Ulissias Marcelli Couto Flores Cardial, de 30 anos, e do marido, Vinicius Souza de Carvalho, de 28.

O casal foi encontrado morto na manhã de 18 de julho, em uma estrada vicinal no distrito de Vera Cruz, em Porto Seguro. Os dois apresentavam ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Correio e pelo portal BNews, uma das linhas investigativas aponta que o casal participava da comercialização de drogas sintéticas por meio de entregas na região e mantinha um acordo com um grupo criminoso para atuar nesse mercado.

De acordo com uma fonte ouvida pelos veículos de imprensa, a suspeita é de que o casal tenha adquirido entorpecentes de um fornecedor não autorizado pela organização criminosa responsável pelo controle do tráfico na região. A mudança de fornecedor teria motivado a ordem para a execução.

As informações ainda são tratadas como hipótese investigativa e não foram confirmadas oficialmente pela Polícia Civil, que segue apurando a autoria e a motivação do crime.

Conhecida em Porto Seguro, Ulissias acumulava milhares de seguidores nas redes sociais. Em seu perfil, se apresentava como empresária, motociclista, repórter e artista especializada em performances com fogo.

Ela ganhou projeção nacional ao conquistar quatro títulos do concurso Miss Tattoo, voltado para mulheres tatuadas, e também participava da cena cultural da região. A influenciadora estava confirmada como uma das apresentadoras do Festival Rock Gaya.

A Polícia Civil continua reunindo depoimentos e demais elementos para esclarecer as circunstâncias do duplo homicídio. Até o momento, ninguém foi preso pelo crime.

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