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O que é isso, legislador?

Diogo Botelho é advogado, professor universitário e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso.

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Todo aquele que exerce o poder tende a abusar dele. Essa máxima histórica explica por que as democracias modernas se apoiam em uma Constituição e na separação dos Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. A ideia de Montesquieu era simples: o poder deve frear o poder, garantindo harmonia e protegendo a sociedade do arbítrio.

No Brasil, as regras do jogo são claras. O Executivo administra e aplica os recursos; o Judiciário julga e dá a palavra final aos conflitos; e ao Legislativo cabe inovar na ordem jurídica e, sobretudo, fiscalizar.

Entretanto, o que assistimos hoje é a total subversão dessa lógica. O Executivo terceirizou a administração. O Judiciário, mergulhado nessa omissão, assume um protagonismo na resolução de dilemas políticos — gerando na sociedade a sensação de usurpação, um sentimento compreensível, porém equivocado, pois juízes apenas preenchem o vácuo deixado pela política.

O verdadeiro cerne da nossa crise reside no poder que deveria representar o povo: o Legislativo. A grandeza do parlamento não é apenas retórica; ele é o centro de gravidade da democracia. Mas o que acontece quando este Poder se despede do dever de fiscalizar e transforma sua missão em uma busca exclusiva por emendas parlamentares? Transforma-se a casa do fiscal do povo em uma verdadeira “casa de tolerâncias” com o mau uso do dinheiro público.

É aqui que a conta chega para o cidadão mato-grossense. Não precisamos ir longe para testemunhar essa distorção, fartamente reportada pela nossa mídia local. Vemos, por exemplo, deputado estadual destinando R$ 480 mil em emendas parlamentares para financiar o “Arraiá do Tio Faissal”. Pode ser legal, mas é moral? Mais grave ainda: em maio deste ano, o Ministério Público de Mato Grosso (NACO) revelou que mais de R$ 7 milhões em emendas estão sob investigação em um esquema que apura desvios e já resultou em busca e apreensão contra o deputado estadual Elizeu Nascimento, seu irmão, o vereador cuiabano Cezinha Nascimento, e outros envolvidos. Com a palavra, o eleitor!

Enquanto parlamentares atuam como meros despachantes de verbas para garantir currais eleitorais e festas com dinheiro do povo, falta recurso para o verdadeiro desenvolvimento. Falta investimento na escola pública, falta fomento para equilibrar a relação entre o capital e o trabalho, e a riqueza, que deveria circular para gerar dignidade, fica represada nos acordos de bastidores e nos escândalos policiais.

Um Legislativo que não legisla para o país e não fiscaliza o Executivo corrói a representatividade popular e empurra a democracia para a falência. A harmonia e a independência dos Poderes foram capturadas por um poder paralelo: o dinheiro travestido por emendas. A compra da independência plastificada por emendas.

Resgatar o parlamento dessa lógica mercantilista não é apenas uma necessidade política; é a única forma de devolver o Estado aos brasileiros, garantindo que o dinheiro público tenha como destinatário o povo, e não aquele que exerce o poder em nome dele!

Diogo Botelho é advogado, professor universitário e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso.

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Médico quebra silêncio e diz ter visto ET de Varginha dentro de hospital

O médico descreveu a criatura como sendo de baixa estatura, com cabeça volumosa em formato semelhante a uma gota, olhos grandes e características físicas incomuns.

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Quase três décadas após o episódio que transformou Varginha em referência mundial da ufologia, um novo relato voltou a colocar o caso no centro das discussões. O neurocirurgião Ítalo Venturelli afirmou ter tido contato direto com a suposta criatura conhecida como ET de Varginha dentro de um hospital da cidade mineira, em janeiro de 1996.

Segundo o médico, o encontro ocorreu em circunstâncias incomuns. Ele conta que havia acabado de realizar uma cirurgia em uma criança quando percebeu uma movimentação atípica nas dependências do hospital, incluindo a presença de caminhões do Exército e forte esquema de isolamento da área.

De acordo com Venturelli, um colega o convidou para observar um caso que estaria sendo mantido em uma sala improvisada. Ao entrar no local, ele acreditou inicialmente que se tratava de uma criança com alguma deformidade física. No entanto, após uma observação mais detalhada, concluiu que o ser não se parecia com nenhum humano ou animal conhecido.

O médico descreveu a criatura como sendo de baixa estatura, com cabeça volumosa em formato semelhante a uma gota, olhos grandes e características físicas incomuns. Ele afirma ainda ter sentido uma sensação de desconforto durante o encontro, como se estivesse sendo observado pela suposta entidade.

Durante anos, Venturelli optou por manter a história em sigilo. Segundo ele, o receio de ser alvo de descrédito e questionamentos o levou a guardar o relato, compartilhado apenas recentemente. O neurocirurgião afirma que nem mesmo familiares próximos tinham conhecimento da experiência.

Apesar da repercussão, o médico ressalta que não possui explicações sobre a origem da suposta criatura, nem sabe qual teria sido seu destino após a passagem pelo hospital.

O caso de Varginha ocorreu em janeiro de 1996 e ganhou notoriedade após relatos de moradores que afirmaram ter visto seres estranhos circulando pela cidade. Desde então, a história se tornou um dos episódios mais conhecidos da ufologia brasileira, cercada por versões divergentes, investigações independentes e questionamentos sobre a atuação das autoridades na época.

Até hoje, não há comprovação científica da existência de seres extraterrestres relacionados ao caso. Ainda assim, o episódio continua despertando curiosidade e dividindo opiniões entre pesquisadores, moradores, céticos e entusiastas do fenômeno.

 

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El Niño pode agravar crise do crédito rural em meio a R$ 800 bilhões em dívidas estressadas no agro

O momento é especialmente sensível porque o agronegócio já enfrenta uma combinação de fatores que pressionam sua capacidade financeira

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A estimativa de 60% de probabilidade do El Niño se consolidar no segundo semestre de 2026, segundo nota técnica assinada por INPE, Inmet, Cemaden, Funceme e Censipam, acende um sinal de preocupação para o agronegócio brasileiro. O fenômeno climático chega em um momento delicado para o setor, que já acumula mais de R$ 800 bilhões em dívidas consideradas estressadas, segundo estimativas debatidas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Para especialistas, caso as perdas de produtividade se confirmem, cresce também a tendência de aumento dos pedidos de prorrogação e renegociação das operações de crédito rural previstas na legislação.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e altera o regime de chuvas em diversas regiões do planeta. No Brasil, os efeitos costumam ser distintos entre as regiões. Enquanto o Sul registra precipitações acima da média, o Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste enfrentam redução das chuvas, veranicos e temperaturas mais elevadas. A expectativa é que seus efeitos se estendam até o início de 2027.

Os impactos esperados vão além da meteorologia. No Sul, o excesso de chuva pode comprometer a colheita de culturas como trigo, café, cana-de-açúcar e outras lavouras de inverno, além de favorecer doenças fúngicas e dificultar a entrada de máquinas nas propriedades. Já em importantes polos produtores de soja e milho, a irregularidade das chuvas durante o plantio pode comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras, reduzindo produtividade e afetando diretamente a renda do produtor.

O momento é especialmente sensível porque o agronegócio já enfrenta uma combinação de fatores que pressionam sua capacidade financeira. Nos últimos anos, produtores conviveram com sucessivas perdas climáticas, queda no preço das commodities agrícolas, aumento dos custos de produção, juros elevados e maior restrição ao crédito.

Segundo o advogado Raphael Condado, especialista em Direito do Agronegócio, o produtor deve acompanhar o cenário climático com a mesma atenção dedicada ao planejamento financeiro da propriedade. “Existe uma preocupação real com os efeitos do El Niño, principalmente sobre culturas que podem sofrer perdas de produtividade e dificuldades na colheita. O produtor já vem de um período marcado por preços mais baixos das commodities, aumento dos custos de produção, diesel em patamares historicamente elevados e crédito mais caro. Se perceber que não terá fluxo de caixa suficiente para cumprir seus financiamentos em razão dos impactos climáticos, é importante saber que a legislação garante mecanismos de prorrogação das operações, com carência e prazos compatíveis com sua capacidade de pagamento”, explica.

Embora pouco conhecido por muitos produtores, esse direito está previsto no Manual de Crédito Rural (MCR), norma de cumprimento obrigatório por bancos e cooperativas de crédito. O regulamento permite a prorrogação das operações quando houver dificuldade temporária de pagamento decorrente de fatores como frustração de safra causada por eventos climáticos, desde que a situação seja devidamente comprovada. A medida busca preservar a atividade produtiva e evitar que dificuldades momentâneas resultem em inadimplência permanente.

Raphael Condado alerta ainda que nem toda renegociação realizada pelas instituições financeiras e cooperativas de crédito seguem as regras específicas do crédito rural. “Em alguns casos, produtores são direcionados para contratos bancários comuns, com encargos superiores aos previstos para operações rurais. Quando há substituição indevida do crédito rural por outro tipo de financiamento, pode existir desvio de finalidade, situação que pode ser questionada judicialmente para restabelecer as condições asseguradas pela legislação especial”, afirma.

A preocupação com o avanço do endividamento também alcança o sistema financeiro. Dados da Serasa Experian mostram que o agronegócio registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial no ano passado, o maior volume da série histórica iniciada em 2021. O crescimento das recuperações judiciais e da inadimplência tende a tornar bancos e cooperativas mais cautelosos na concessão de novos financiamentos, reduzindo a oferta de crédito justamente em um setor que depende fortemente do financiamento para custear cada safra.o cérebro.

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Susto em evento junino: estrutura cede antes de apresentação de Amado Batista

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Um incidente registrado durante os festejos de São João em Itapetinga, no sudoeste da Bahia, provocou momentos de tensão na noite de segunda-feira (22). Parte da estrutura do palco montado para a apresentação do cantor Amado Batista cedeu, causando correria entre integrantes da produção e pessoas que estavam próximas ao local.

Vídeos gravados por participantes do evento mostram o momento em que a estrutura desaba. Nas imagens, é possível ver a movimentação repentina no palco e a reação do público diante da ocorrência.

Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Itapetinga, o incidente aconteceu antes do início oficial da apresentação do artista. Algumas pessoas que estavam na estrutura acabaram caindo no momento do desabamento e sofreram ferimentos considerados leves.

Equipes do Corpo de Bombeiros, profissionais de apoio e equipes de emergência prestaram atendimento imediato às vítimas no próprio local. Nenhum caso grave foi registrado, de acordo com a administração municipal.

Após o atendimento aos feridos e a realização de uma vistoria técnica para avaliar as condições da estrutura, o palco foi liberado para uso. Com a autorização dos responsáveis pela segurança do evento, o cantor Amado Batista retornou e realizou normalmente sua apresentação.

Em nota, a prefeitura informou que todas as medidas necessárias foram adotadas para garantir a segurança do público, dos trabalhadores envolvidos na festa e dos artistas que participavam da programação.

O episódio chamou a atenção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a necessidade de rigor nas inspeções e na montagem de estruturas temporárias utilizadas em grandes eventos, especialmente durante o período de festas juninas, quando milhares de pessoas participam das celebrações em todo o país.

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