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“O papai paga o iPhone”: Ranalli provoca esquerda e cobra mobilização da direita em Cuiabá

Na tribuna da Câmara, vereador criticou manifestantes na Avenida Paulista, questionou a coerência de pautas defendidas pela esquerda e pediu que aliados de Flávio Bolsonaro levem o apoio às ruas.

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O vereador Rafael Ranalli (PL) usou ironia para criticar manifestantes que participaram de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, durante discurso na tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, nesta terça-feira (13). Com a frase “o papai paga o iPhone”, o parlamentar questionou o que considera uma contradição entre o discurso em defesa dos trabalhadores e as atitudes de participantes da manifestação.

Ao comentar pichações feitas durante o ato, Ranalli relacionou o episódio à defesa do fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que trabalhadores precisaram limpar os espaços atingidos durante o feriado.

“Defendem o fim da escala 6×1, ontem, no feriado, os trabalhadores lá limpando a pichação. Porque as madames e os madames lá que estavam pichando deviam estar dormindo, né, o papai paga o iPhone”, declarou.

A fala foi marcada por críticas à esquerda e por questionamentos sobre a coerência entre as pautas políticas defendidas por manifestantes e o comportamento que o vereador atribuiu a parte dos participantes. A referência ao celular foi usada como provocação, sugerindo que alguns deles teriam uma realidade financeira diferente daquela enfrentada por trabalhadores que dependem da própria renda.

Ranalli amplia críticas à esquerda

Durante o pronunciamento, o vereador também criticou o uso de máscaras por manifestantes e mencionou símbolos e comportamentos que, na avaliação dele, mereciam questionamento.

O episódio das pichações serviu de argumento para Ranalli reforçar suas críticas a setores da esquerda. As declarações, no entanto, representam a avaliação política do parlamentar, e o material apresentado não identifica os responsáveis pelas pichações nem comprova que todos os participantes do ato tenham se envolvido nelas.

Vereador cobra mobilização de aliados de Flávio Bolsonaro

Ranalli também direcionou críticas ao próprio campo político. O vereador cobrou maior participação de lideranças da direita na mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro e defendeu que manifestações públicas de apoio sejam acompanhadas de ações concretas para conquistar votos.

“Não adianta fazer reunião, gente. Agora os deputados se reúnem: ‘deputados apoiam o Flávio’. Parabéns, vão pra rua! Vão pedir voto!”, afirmou.

Para demonstrar sua participação na mobilização, o parlamentar disse ter realizado três adesivaços e distribuído mais de 2.500 adesivos. Ele também citou uma ação no Shopping Popular de Cuiabá, onde, segundo seu relato, foram entregues mais de 1.300 unidades.

Ao final do discurso, Ranalli reafirmou o apoio a Flávio Bolsonaro e defendeu a intensificação das ações de rua. A mensagem foi direcionada tanto aos adversários políticos, alvo de suas críticas, quanto aos aliados que, na avaliação do vereador, precisam transformar o apoio declarado em mobilização efetiva.

Nota de apuração: o texto foi elaborado com base no material fornecido. Antes da publicação, é recomendável conferir a íntegra do pronunciamento na gravação oficial da Câmara Municipal de Cuiabá e verificar as informações sobre o ato na Avenida Paulista.

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Empresário Eduardo Manciolli assume articulação política do governo Pivetta

A alteração ocorre em meio à reorganização da equipe do governo estadual, com Manciolli deixando a chefia de Gabinete de Governo para assumir uma das principais funções de articulação política do Executivo.

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, definiu nesta terça-feira (13) o empresário Eduardo Manciolli como novo secretário-chefe da Casa Civil do Estado. A nomeação deverá ser publicada na próxima edição do Diário Oficial.

À frente da pasta, Manciolli terá como uma das principais atribuições articular as relações do Executivo com os demais Poderes e promover a integração entre as secretarias estaduais.

Ao comentar a nova função, o futuro secretário afirmou que pretende priorizar o diálogo institucional e a eficiência da gestão pública, seguindo as orientações do governador.

“Nosso foco à frente da Casa Civil será fazer um Estado ainda mais eficiente, construindo pontes e mantendo o diálogo aberto, tanto internamente quanto com todos os Poderes e instituições”, declarou.

Manciolli também afirmou que o objetivo é garantir serviços públicos com a qualidade esperada pela população mato-grossense.

Mudança no comando da Casa Civil

Desde maio deste ano, a chefia da Casa Civil era ocupada por Adjaime Ramos. Com a mudança, ele retorna ao cargo de secretário adjunto de Relações Políticas.

A alteração ocorre em meio à reorganização da equipe do governo estadual, com Manciolli deixando a chefia de Gabinete de Governo para assumir uma das principais funções de articulação política do Executivo.

Quem é Eduardo Manciolli

Natural de Barra do Garças, Eduardo Manciolli é formado em Direito e Gestão Pública. Ao longo da carreira, exerceu diferentes funções na Prefeitura de seu município de origem e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Ele integra o governo estadual desde maio de 2026, quando assumiu o cargo de secretário-chefe de Gabinete de Governo.

Com a nova nomeação, Manciolli ficará responsável por conduzir o diálogo político e institucional da gestão estadual com os demais Poderes e órgãos públicos.

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Vantagem de Flávio Bolsonaro em MT impõe desafio ao PT no segundo turno

Deputado estadual afirma que partido precisa ampliar a comunicação com a população e destacar ações do governo federal para tentar melhorar o desempenho eleitoral em 2026.

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) reconheceu que o partido terá dificuldades para recuperar, em Mato Grosso, parte dos votos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu no primeiro turno das eleições de 2026. Para o parlamentar, uma das estratégias será intensificar a comunicação com os eleitores e apresentar as ações do governo federal no estado.

No primeiro turno, Lula recebeu 29,18% dos votos válidos em Mato Grosso, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 65,15%, segundo os números apresentados pelo RepórterMT. O resultado evidencia a diferença entre os dois candidatos no estado e o desafio petista para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, conforme o material original.

“A questão do quociente de votos ter diminuído para presidente da República é algo que se torna um desafio para nós também. De nós conquistarmos esses votos para avançarmos pelo menos ao patamar que nós tínhamos em 2022”, declarou Barranco.

Barranco aposta na comunicação sobre ações do governo Lula

Ao avaliar o desempenho do presidente em Mato Grosso, o deputado afirmou que o governo federal realizou entregas no estado e defendeu que o partido precisa tornar essas ações mais conhecidas pela população.

“O presidente Lula entregou muito para Mato Grosso. Se a gente for comparar o que ele fez com o que o Bolsonaro fez, Bolsonaro não fez nada. Nós temos muitas obras do governo do presidente Lula aqui. Agora é comunicar com a população para eles compreenderem isso”, afirmou.

A declaração sinaliza que a comunicação sobre obras e investimentos federais deve ocupar espaço na estratégia petista para tentar ampliar o apoio a Lula no estado. A efetividade dessa abordagem, porém, dependerá da receptividade dos eleitores mato-grossenses.

PT mantém espaço nas eleições proporcionais

Apesar do desempenho de Lula na disputa presidencial em Mato Grosso, o PT conquistou resultados relevantes nas eleições proporcionais, de acordo com os dados publicados na reportagem original.

Valdir Barranco foi eleito deputado estadual com 32.137 votos. Lúdio Cabral, também do PT, recebeu 86.107 votos e terminou entre os candidatos mais votados para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Na disputa para a Câmara dos Deputados, Professora Rosa Neide alcançou 140.351 votos, segundo o texto do RepórterMT.

Comparação com 2022

O resultado presidencial informado para Mato Grosso contrasta com o cenário nacional de 2022, quando Lula venceu Jair Bolsonaro no segundo turno e foi eleito presidente. Naquele pleito, o petista obteve 50,90% dos votos válidos no país, contra 49,10% de Bolsonaro.

A tentativa de recuperar espaço em Mato Grosso representa um dos desafios do PT para a etapa final da disputa presidencial de 2026. Além de apresentar as ações do governo federal, o partido terá de convencer eleitores em um estado onde Flávio Bolsonaro obteve vantagem expressiva no primeiro turno.

Observação editorial: antes da publicação, confira os números eleitorais e a data do segundo turno diretamente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O texto foi reestruturado a partir do material fornecido, sem verificação independente dos dados.

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Max Russi ganha espaço no pós-eleição e entra no radar para a sucessão estadual

“O bolsonarismo e o Mauro Mendes são os dois grandes vencedores dessa eleição”, afirmou Vinicius.

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O senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) e o bolsonarismo foram os principais vencedores das eleições de 4 de outubro em Mato Grosso, na avaliação do analista político Vinicius de Carvalho. Em entrevista ao MidiaNews, ele destacou a votação expressiva de Mendes, a eleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o crescimento do PL e a conquista de uma cadeira no Senado por José Medeiros (PL).

Para o analista, o resultado consolidou a influência política de Mauro Mendes, que obteve 1.187.352 votos e se tornou o senador mais votado da história de Mato Grosso. Além disso, o ex-governador conseguiu eleger seu sucessor no Palácio Paiaguás e fortalecer aliados em diferentes espaços de poder.

 

Analista político Vinicius de Carvalho.

“O bolsonarismo e o Mauro Mendes são os dois grandes vencedores dessa eleição”, afirmou Vinicius.

O PL também ampliou sua presença política no Estado. A sigla passou de dois para quatro deputados estaduais, elegeu três representantes para a Câmara Federal e conquistou uma vaga no Senado com José Medeiros. O principal revés do partido foi a derrota de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Pivetta vence com força da estrutura governista

A vitória de Otaviano Pivetta no primeiro turno, com mais de 60% dos votos, surpreendeu pela dimensão, segundo Vinicius de Carvalho. Embora o candidato apresentasse crescimento nas pesquisas ao longo do ano, havia expectativa de que a disputa chegasse ao segundo turno.

Na avaliação do analista, a estrutura política do governo estadual, o apoio de lideranças e a articulação com o agronegócio foram fatores determinantes para o resultado.

Ele também destacou a aliança formada na reta final entre Pivetta, Mauro Mendes e José Medeiros, que teria contribuído para concentrar votos e fortalecer os três candidatos.

Outro diferencial apontado foi o perfil dos concorrentes. Enquanto Wellington tem uma trajetória consolidada no Legislativo, Pivetta construiu sua carreira principalmente no Executivo, característica que teria favorecido sua candidatura.

“O Wellington é um homem do parlamento, já o Pivetta é do ‘fazimento’”, avaliou.

Vinicius também atribuiu parte do resultado ao desempenho da comunicação e à evolução de Pivetta durante os debates eleitorais.

Wellington e Janaína enfrentaram dificuldades

A derrota de Wellington Fagundes foi explicada pelo analista a partir de dificuldades de comunicação, da falta de propostas mais específicas para o Executivo e da dificuldade de ampliar sua identificação com o eleitorado bolsonarista.

Segundo os dados da pesquisa Quaest citados por Vinicius, Pivetta teve 42% das preferências entre os eleitores bolsonaristas, contra 29% de Wellington. Entre os eleitores da direita não bolsonarista, a vantagem foi ainda maior: 51% a 23%.

Para o analista, o posicionamento político de Wellington, considerado por ele mais centrista, também contribuiu para o resultado.

Já a derrota de Janaína Riva (MDB) na disputa pelo Senado foi atribuída a uma combinação de fatores políticos e estratégicos. Vinicius mencionou a articulação de adversários, a mudança na composição dos suplentes e o desempenho de Wellington, de quem ela era aliada.

A substituição de Ana Cristina Felder na primeira formação da chapa também foi apontada como um erro, especialmente porque a presença de uma delegada poderia ampliar o apelo da candidatura entre o eleitorado feminino.

O analista ainda destacou dificuldades do MDB na montagem das chapas proporcionais e a concentração de forças em torno da aliança entre Mauro Mendes, Pivetta e Medeiros.

José Medeiros surpreende e conquista vaga no Senado

A eleição de José Medeiros foi outro destaque do pleito. Embora aparecesse atrás de outros concorrentes em parte das pesquisas, o candidato do PL ganhou força na reta final e terminou eleito.

Para Vinicius, a concentração do voto bolsonarista em Medeiros foi decisiva. Segundo ele, o eleitorado identificado com Jair Bolsonaro e contrário ao PT acabou se mobilizando em torno de um nome com esse perfil político.

O analista também observou que as eleições para duas vagas ao Senado em Mato Grosso têm apresentado um padrão recorrente: um candidato apontado como favorito conquista uma cadeira, enquanto a outra fica com um nome que surpreende durante a campanha.

Max Russi ganha força para 2030

A nova composição da Assembleia Legislativa também foi analisada por Vinicius. Para ele, Max Russi (PSB) saiu fortalecido das urnas, especialmente pelo crescimento da bancada de seu partido e pela capacidade de articulação política.

O analista avalia que Russi ganha espaço nas discussões sobre a sucessão estadual em 2030. Caso Mauro Mendes e Fábio Garcia não disputem o Governo, Max poderá tentar se consolidar como o nome apoiado pelo grupo político que atualmente comanda o Estado.

A renovação da Assembleia, com a chegada de seis novos deputados, também foi destacada. Segundo Vinicius, parte das derrotas ocorreu em razão de escolhas partidárias feitas durante a janela de mudança de legenda.

 

Ele citou o caso de Eduardo Botelho, que recebeu mais votos do que alguns candidatos eleitos, mas não conseguiu uma cadeira. Na avaliação do analista, a escolha pelo MDB prejudicou sua estratégia eleitoral.

Clãs políticos perdem espaço, mas novas forças surgem

Na avaliação de Vinicius, o resultado das urnas indica mudanças na composição das elites políticas, mas não necessariamente o fim dos grupos familiares tradicionais.

Ele citou a perda de espaço do grupo ligado a Janaína Riva e, ao mesmo tempo, o fortalecimento de novas estruturas políticas, como os grupos associados a Mauro Mendes e à família Brunini.

O analista ponderou que a permanência de determinados grupos também depende da avaliação dos eleitores sobre os resultados apresentados pelos governos.

No caso de Mauro Mendes, ele destacou obras de infraestrutura, investimentos públicos e indicadores de desenvolvimento econômico como fatores que contribuíram para a consolidação de sua força política.

Pivetta deve adotar perfil mais discreto

Para o próximo mandato, Vinicius considera que o governo de Otaviano Pivetta poderá ter uma atuação mais administrativa e menos marcada por confrontos políticos.

Segundo ele, o governador eleito tem um perfil mais reservado e austero, diferente da postura adotada por Mauro Mendes em determinados embates.

Entre as principais dúvidas para a próxima gestão estão a formação do secretariado, a relação com a Assembleia Legislativa e o espaço que será dado a medidas de orientação liberal na administração estadual.

O analista também avalia que Pivetta pode concluir o mandato sem disputar uma nova eleição em 2030. Nesse cenário, a sucessão estadual poderá abrir espaço para outras lideranças, entre elas Max Russi.

Ao analisar o cenário nacional, Vinicius atribuiu a perda de votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso, na comparação com 2022, ao desgaste de quem está no poder, à percepção de falta de renovação no partido e às divergências com setores do agronegócio.

Entre os temas que alimentam os conflitos entre o governo federal e parte do eleitorado mato-grossense, ele citou demarcações de terras indígenas, reforma agrária, política ambiental e armamento.

O resultado das eleições, na avaliação do analista, reforça a posição de Mauro Mendes como uma das principais lideranças políticas do Estado e amplia o espaço do bolsonarismo na composição dos poderes em Mato Grosso.

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