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Mulher tem perna dilacerada em acidente com ônibus no Pedregal, em Cuiabá

Maria Mendes da Silva Santos, de 82 anos, foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos.

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Uma idosa de 82 anos morreu após ser atropelada por um ônibus do transporte coletivo na noite de quinta-feira (1º), no bairro Pedregal, em Cuiabá. A vítima, identificada como Maria Mendes da Silva Santos, sofreu um grave ferimento em uma das pernas durante o acidente.

Segundo as informações divulgadas após a ocorrência, Maria teria sido atingida no momento em que desembarcava do coletivo. Ela ficou caída na via e recebeu auxílio de pessoas que estavam próximas ao local.

Imagens registradas por uma testemunha mostram a movimentação de populares após o acidente e a tentativa de prestar os primeiros atendimentos à vítima enquanto o socorro era aguardado.

Uma equipe de atendimento médico foi acionada e a idosa foi encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Conforme informações divulgadas posteriormente, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu horas depois.

A dinâmica do atropelamento ainda deverá ser esclarecida. A Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) foi acionada para realizar os levantamentos necessários no local. A instituição é responsável pela produção de provas técnicas e perícias criminais no Estado.

As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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Fake news usa foto de Pivetta na cadeia e conversa antiga para afirmar que governador está preso

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Mensagens compartilhadas em grupos de WhatsApp em Mato Grosso tenta espalhar a informação de que o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), estaria preso atualmente.

As publicações são acompanhadas por uma suposta fotografia de Pivetta dentro de uma unidade prisional e por print de conversas atribuídas à sua ex- esposa, Viviane Kawamoto. O material, porém, não apresenta elementos que comprovem uma prisão atual do governador.

Um dos principais pontos que chama atenção é a forma como as conversas são apresentadas. No print compartilhado, a data aparece apenas como “julho”, sem informar o ano. Dessa maneira, quem recebe a mensagem pode interpretar que o diálogo ocorreu recentemente, quando o conteúdo está relacionado a um episódio antigo.

Na mensagem atribuída a Viviane, ela pede que “Otaviano” pare de procurar pessoas de seu círculo de amizade, entrar em contato com familiares e enviar mensagens. No mesmo texto, pede ainda a liberação de pertences pessoais.

Outro print apresenta uma suposta resposta de Pivetta, na qual ele afirma ter procurado informações sobre Viviane e as crianças por preocupação e por estar sofrendo.

O print, entretanto, é compartilhado sem a indicação completa da data e sem comprovação de que tenha qualquer relação com uma suposta prisão atual.

Episódio de 2021 é reapresentado como se fosse recente

Pivetta foi detido em Santa Catarina em 2021, durante uma ocorrência envolvendo sua então esposa. O episódio gerou investigações e passou a ser retomado posteriormente em conteúdos políticos.

A fotografia utilizada na mensagem, está associada justamente a um episódio antigo,porém não parece real. O problema está na forma como o material é apresentado: sem deixar clara a data da ocorrência e acompanhado de conversas cuja captura também não informa o ano.

Até esta quinta-feira (1º), não há confirmação nos registros consultados de que Pivetta esteja preso atualmente.

Pesquisas colocam Pivetta em posições diferentes

A circulação das mensagens ocorre na reta final da campanha eleitoral para o Governo de Mato Grosso.

Um levantamento do Paraná Pesquisas divulgado em 30 de setembro mostrou Pivetta com 46,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 27,1% de Wellington Fagundes (PL). Considerando apenas os votos válidos, o mesmo levantamento registrou 51,6% para Pivetta e 30,1% para Fagundes. A pesquisa ouviu 1.352 eleitores entre 27 e 29 de setembro e está registrada no TSE sob o número MT-02094/2026.

Já a pesquisa Quaest divulgada em 25 de setembro apresentou um cenário diferente: Pivetta tinha 29% e Fagundes, 27%, dentro da margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento ouviu 804 eleitores entre 21 e 24 de setembro e foi registrado sob o número MT-08098/2026.

Os levantamentos mostram que os resultados variam conforme o instituto, a metodologia e o período da coleta. Eles servem como retrato de determinado momento da disputa e não permitem estabelecer que a circulação das mensagens tenha sido motivada pelos números das pesquisas.

Justiça Eleitoral já analisou conteúdos sobre o episódio

O episódio envolvendo Pivetta e a ex-esposa também já foi utilizado em publicações analisadas pela Justiça Eleitoral durante a campanha de 2026.

Em casos anteriores, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso avaliou conteúdos que retomavam acontecimentos de 2021. Em uma das situações, a Justiça determinou a retirada de material que utilizava uma imagem sem relação com o episódio para associá-la ao governador.

A existência de decisões envolvendo conteúdos semelhantes reforça a importância de verificar a data original das imagens e das conversas antes de compartilhar publicações relacionadas aos candidatos.

O que é possível confirmar

A fotografia utilizada nas mensagens não é o governador.

As conversas reproduzidas nos prints não apresentam, na imagem compartilhada, a indicação do ano.

Não há confirmação de que Otaviano Pivetta esteja preso atualmente.

Em plena campanha eleitoral, a falta de informações básicas como data, origem e contexto pode transformar um conteúdo antigo em uma narrativa aparentemente atual.

Antes de compartilhar esse tipo de publicação, a recomendação é verificar quando a fotografia foi feita, quando as mensagens foram trocadas e se existe alguma fonte oficial confirmando a suposta prisão.

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Trio é condenado a quase 69 anos pela morte do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá

Rodrigo da Zaeli (PL) informou R$ 1,14 milhão em gastos, correspondente a 35,89% do teto.

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A dois dias da votação, os sete deputados federais de Mato Grosso que disputam a reeleição já haviam declarado cerca de R$ 12,67 milhões em despesas de campanha. Os valores estão registrados na prestação de contas eleitoral e têm como referência o teto de R$ 3,17 milhões estabelecido para cada candidatura ao cargo no Estado.

Coronel Fernanda (PL) aparece com o maior volume de despesas entre os sete, com aproximadamente R$ 2,92 milhões, o equivalente a 91,92% do limite. Entre os principais gastos está a contratação de publicidade por material impresso, que soma cerca de R$ 649,8 mil.

Juarez Costa (Republicanos) declarou R$ 2,25 milhões em despesas, utilizando aproximadamente 70,83% do teto. A maior despesa destacada é de R$ 541,5 mil para atividades de militância e mobilização de rua.

Coronel Assis (PL) aparece em seguida, com R$ 2,12 milhões em gastos, correspondentes a 66,74% do limite. Desse montante, R$ 655,8 mil foram destinados à militância e mobilização de rua.

Emanuelzinho (MDB) informou R$ 1,92 milhão em despesas, o equivalente a 60,44% do teto. O maior gasto individual citado na prestação de contas é de R$ 955,1 mil com publicidade por meio de adesivos.

Fábio Garcia (União) declarou R$ 1,67 milhão em despesas, ou 52,57% do limite. Entre os valores destacados estão R$ 402,4 mil classificados como despesas pessoais.

Rodrigo da Zaeli (PL) informou R$ 1,14 milhão em gastos, correspondente a 35,89% do teto.

Nelson Barbudo (Podemos) aparece com R$ 633,2 mil em despesas, o equivalente a 19,93% do limite. Entre os principais registros estão R$ 215 mil em serviços prestados por terceiros e R$ 182,3 mil em publicidade por adesivos.

Os números correspondem às despesas declaradas pelas campanhas e podem ser atualizados durante o processo de prestação de contas. O TSE mantém os dados disponíveis no sistema DivulgaCandContas, que permite acompanhar a movimentação financeira das candidaturas.

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Coronel acusado no caso Zampieri chora durante interrogatório e fala sobre mensagens

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O coronel da reserva Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas se emocionou e chorou durante o interrogatório realizado nesta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri, em Cuiabá, onde é julgado pela suposta participação no assassinato do advogado Roberto Zampieri.

Durante os questionamentos feitos pelo Ministério Público, Caçadini foi confrontado com mensagens trocadas com Hedilerson Fialho Martins Barbosa após o crime. Entre elas estava a expressão “missão cumprida”, que, segundo a acusação, foi enviada após a morte do advogado.

Ao ser questionado pelo promotor Vinícius Gahyva Martins sobre o significado da frase naquele contexto, o coronel afirmou que “missão cumprida” é uma expressão comum no ambiente militar e que não pode ser interpretada, por si só, como referência a uma execução.

Caçadini relatou aos jurados que teve contato com a carreira militar desde os 10 anos de idade, ingressou na Academia Militar aos 18 e tornou-se oficial em 1978. Segundo ele, a expressão é utilizada para indicar simplesmente que determinada tarefa foi concluída.

Para explicar o sentido atribuído à frase, apresentou uma situação cotidiana. Disse que, caso alguém peça um café e a bebida seja entregue, a pessoa poderia responder “missão cumprida”, sem que isso tenha qualquer relação com uma atividade criminosa.

O Ministério Público também questionou o coronel sobre uma condenação relacionada à sua trajetória militar. Caçadini confirmou a existência da decisão, mas afirmou que há recurso pendente de análise no Superior Tribunal Militar.

O julgamento envolve três réus. Antônio Gomes da Silva, que confessou ter efetuado os disparos contra Zampieri, é apontado como o executor do homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa é acusado de ter auxiliado na ação e fornecido a arma utilizada no crime. Já Caçadini responde pela suposta participação na articulação do assassinato.

A sessão desta quarta-feira marca a retomada do julgamento após a interrupção da sessão realizada em julho. Na ocasião, um dos jurados apresentou um problema de saúde, o que levou à necessidade de formação de um novo Conselho de Sentença.

O advogado Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em dezembro de 2023, quando estava dentro de seu veículo, em frente ao escritório onde trabalhava, em Cuiabá. O caso passou a ser investigado como uma possível execução planejada, e os detalhes sobre a participação de cada acusado vêm sendo apresentados durante o julgamento.

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