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Política Nacional

Flávio anuncia primeiro ministro e escolhe presidente do Einstein para a Saúde

Entre os nomes que já participam da equipe de campanha está Daniella Marques, administradora e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, além de outros profissionais ligados à área econômica.

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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta sexta-feira (28) que pretende nomear o médico Claudio Lottenberg para comandar o Ministério da Saúde caso seja eleito. O convite, segundo o próprio candidato, já foi feito e aceito pelo especialista durante sabatina promovida pela TV Globo.

Lottenberg é o primeiro nome oficialmente apresentado por Flávio para integrar uma eventual equipe de governo. O candidato afirmou que buscou um profissional com experiência na iniciativa privada e na gestão da área da saúde.

“Conversei com uma pessoa muito importante, uma pessoa que trabalhou por muito tempo na iniciativa privada, alguém que está pronto para dar sua contribuição na parte da saúde, Claudio Lottenberg, que vai ser o meu ministro da Saúde”, declarou Flávio.

Formado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Lottenberg é oftalmologista e tem trajetória ligada à administração hospitalar. Atualmente, preside o Conselho do Hospital Israelita Albert Einstein e também a Confederação Israelita do Brasil (Conib).

A escolha, no entanto, também chama atenção pelo posicionamento adotado pelo médico durante a pandemia de Covid-19. Naquele período, Lottenberg criticou a condução da crise sanitária pelo governo de Jair Bolsonaro e defendeu uma atuação integrada no enfrentamento da doença, além de cobrar um discurso unificado sobre medidas de distanciamento social.

O anúncio ocorre enquanto Flávio ainda mantém em aberto a definição de quem comandaria a área econômica em um eventual governo. A escolha é considerada estratégica diante da expectativa do mercado sobre as diretrizes fiscais e financeiras de sua candidatura.

Entre os nomes que já participam da equipe de campanha está Daniella Marques, administradora e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, além de outros profissionais ligados à área econômica.

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Política Nacional

Flávio Bolsonaro vira o jogo e aparece à frente de Lula pela primeira vez no 2º turno

Senador registra 45,1% contra 44,5% do presidente; diferença está dentro da margem de erro, mas representa uma mudança em relação ao levantamento anterior

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela primeira vez em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República, segundo pesquisa Vox Brasil divulgada neste sábado (29). O levantamento mostra Flávio com 45,1% das intenções de voto, contra 44,5% de Lula.

Apesar da diferença de 0,6 ponto percentual, os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na simulação, 7,9% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois candidatos. Outros 2,5% não souberam responder ou preferiram não opinar.

O resultado representa uma mudança significativa em relação à pesquisa anterior, realizada em julho. Naquele levantamento, Lula aparecia com 47,5%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 41,1%. Em um mês, o senador avançou quatro pontos percentuais, enquanto o presidente recuou três.

Ao longo da série histórica da Vox Brasil, a diferença entre os dois já foi maior. Em maio, Lula chegou a apresentar vantagem de 8,7 pontos percentuais sobre Flávio.

Lula mantém vantagem contra Zema e Caiado

A pesquisa também testou outros possíveis confrontos no segundo turno. Lula mantém vantagem diante de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

Contra Zema, o presidente aparece com 45,5% das intenções de voto, enquanto o governador registra 39,3%. Branco, nulo ou nenhum candidato somam 8,1%, e 7,1% não souberam responder ou não opinaram.

No cenário contra Caiado, Lula também marca 45,5%, enquanto o governador de Goiás chega a 41,1%. Nesse caso, 5,3% escolheriam branco, nulo ou nenhum candidato, e 8,1% não souberam responder ou não opinaram.

Lula ainda lidera no primeiro turno

Apesar de aparecer numericamente atrás de Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno, Lula continua na liderança quando todos os candidatos são apresentados na disputa de primeiro turno.

O presidente soma 37,1%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34,8%. Ronaldo Caiado aparece com 5%, enquanto Renan Santos (Missão) registra 3,3%.

Romeu Zema tem 2,8%, Augusto Cury (Avante), 2,6%, e Pablo Marçal (PRTB), 2%.

Entre os demais candidatos, Clariana Barão (DC) aparece com 0,8%; Edmilson Costa (PCB), com 0,5%; Wilson Grassi (Democrata), com 0,4%; Rui Costa Pimenta (PCO), com 0,2%; Hertz Dias (PSTU), com 0,1%; e Samara Martins (UP), também com 0,1%.

A opção por nenhum candidato, branco ou nulo soma 3,5%, enquanto 6,8% não souberam responder ou não opinaram.

Na pesquisa de julho, Lula tinha 40,5% no primeiro turno, contra 31,5% de Flávio Bolsonaro. Caiado registrava 5,5%, Renan Santos, 3%, e Zema, 3,2%.

Metodologia

A pesquisa Vox Brasil foi realizada entre os dias 25 e 27 de agosto, com 2.100 entrevistados. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-05519/2026.

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Política Nacional

Lula faz caminhada em Salvador e Flávio Bolsonaro participa de sabatina na TV Globo

Agenda dos presidenciáveis tem debates, sabatinas e atos de campanha nesta sexta

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Os candidatos à Presidência da República cumprem nesta sexta-feira (28) uma agenda diversificada de campanha, com compromissos em diferentes cidades do país. Entre as atividades estão sabatinas, debates, caminhadas, panfletagens, encontros com apoiadores e participação em eventos políticos e culturais.

Em Salvador (BA), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa de uma caminhada pelo centro da cidade, com concentração no Largo do Guarani e percurso até o Plano Inclinado.

No Rio de Janeiro (RJ), Flávio Bolsonaro (PL) participa de sabatina na TV Globo. Também na capital fluminense, Augusto Cury (Avante) participa de uma sabatina promovida por O Globo, Valor Econômico e CBN.

Ronaldo Caiado (PSD) tem uma agenda concentrada entre Rio de Janeiro e Barretos (SP). Pela manhã, participa do 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, no Centro de Convenções ExpoRio, e do encontro “Rio Pelo Brasil – Encontro com os Candidatos à Presidência da República”, na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Na sequência, reúne-se com representantes do Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e de Lubrificantes. À noite, visita a 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, em São Paulo.

Romeu Zema (Novo) participa de uma entrevista ao vivo para a rádio Guaíba e tem encontros com lideranças religiosas em Porto Alegre (RS). O candidato também participa de uma reunião com candidatos do Novo em Canoas.

Em Belo Horizonte (MG), Renan Santos (Missão) participa de uma Convenção Estadual e de um evento com Ben Mendes, candidato ao governo de Minas Gerais.

Rui Costa Pimenta (PCO) participa, às 13h, do programa da Causa Operária TV. À tarde, reúne-se com a coordenação de campanha e, à noite, viaja para o Rio Grande do Sul.

Samara Martins (UP) cumpre agenda em São Paulo, onde participa de uma caminhada pelo centro da capital e de debates na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Zumbi dos Palmares.

Edmilson Costa (PCB) participa de panfletagens na porta do EDIHB Petrobras e no 5º Festival do Livro do Rio de Janeiro, realizado no Sinttel-Rio. Durante o evento, também participa do lançamento do livro “Fidel: agora e sempre”.

Hertz Dias (PSTU) participa de panfletagem na parada do Circular do Via Direta e de um encontro com entrega de material de campanha na sede do PSTU.

Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata) não divulgaram agenda pública de campanha para esta sexta-feira.

A programação dos candidatos pode sofrer alterações ao longo do dia. A ordem de apresentação segue o rodízio diário em ordem alfabética.

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Política Nacional

Lula criticava delações em 2017 quando afirmou que “nenhum de nós escapa”

O episódio mostra como declarações feitas durante períodos de forte disputa política continuam sendo resgatadas nas redes sociais e incorporadas ao debate público anos depois.

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Uma declaração feita por Luiz Inácio Lula da Silva em 2017 voltou a circular nas redes sociais e ganhou novo espaço no debate político. Durante um discurso sobre a Operação Lava Jato e o uso de delações premiadas, o então ex-presidente afirmou que, caso aquele mecanismo continuasse sendo utilizado daquela maneira, “nenhum de nós escapa”.

A fala ocorreu em 28 de junho de 2017, durante um evento em comemoração aos 25 anos da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT. Na ocasião, Lula defendia que pessoas envolvidas em crimes deveriam ser responsabilizadas, mas argumentava que qualquer acusado deveria ter direito à defesa e a um julgamento baseado em provas.

“Eu quero que qualquer pessoa que tenha roubado seja presa”, afirmou Lula durante o discurso.

Na sequência, o petista criticou a possibilidade de uma prisão ou acusação ser sustentada apenas por uma delação premiada. Foi nesse contexto que declarou: “Porque, se isso continuar, nenhum de nós escapa”.

O trecho passou a ser compartilhado de forma isolada nas redes sociais, principalmente por críticos e adversários políticos de Lula. A repercussão se concentra na expressão “nenhum de nós escapa”, utilizada anos antes do atual cenário político.

Na íntegra, porém, a declaração estava inserida em uma crítica ao uso das delações premiadas como instrumento de investigação. Lula defendia que uma acusação feita por um delator não deveria, por si só, ser suficiente para responsabilizar ou prender alguém sem a existência de outros elementos de prova.

A fala não representava, naquele contexto, uma confissão de participação em crimes. O argumento apresentado por Lula era relacionado às garantias de defesa e à necessidade de comprovação das acusações.

Ainda assim, a declaração voltou a ganhar repercussão anos depois, impulsionada pela circulação de vídeos e trechos antigos nas redes sociais. A frase passou a ser utilizada por diferentes grupos políticos para sustentar interpretações distintas sobre a posição de Lula em relação às investigações da Lava Jato e às delações premiadas.

O episódio mostra como declarações feitas durante períodos de forte disputa política continuam sendo resgatadas nas redes sociais e incorporadas ao debate público anos depois.

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