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Deputado do PSOL quer tornar vereador de Cuiabá inelegível após fala polêmica

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O vereador por Cuiabá Rafael Ranalli virou alvo de um pedido de inelegibilidade protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após chamar um colega parlamentar de “baitola” durante sessão da Câmara Municipal da capital mato-grossense.

O pedido foi apresentado pelo deputado estadual paulista Guilherme Cortez, que classificou a declaração como homofóbica e afirmou que agentes públicos não podem naturalizar esse tipo de discurso dentro do espaço político.

O episódio ocorreu durante a 29ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Cuiabá, realizada no último dia 19 de maio. Durante uma discussão no plenário, Ranalli esqueceu o microfone aberto e acabou tendo a fala captada pelo sistema de áudio da Casa.

Na gravação, o vereador direciona críticas a um colega identificado por ele como “petista” e, em seguida, utiliza o termo ofensivo.

“Valeu, ô petista. Você não ia embora hoje? Vocês não votaram para ele ir embora? O que estão fazendo aqui ainda? Vai embora, baitola…”, disse o parlamentar antes de perceber que o microfone ainda estava ligado.

Após notar que o áudio estava sendo transmitido, Ranalli interrompeu imediatamente a fala.

A repercussão do caso ganhou dimensão nacional após o deputado Guilherme Cortez anunciar o acionamento do TSE. Segundo ele, manifestações dessa natureza ultrapassam o campo da divergência política e configuram discurso discriminatório.

“Quando os representantes públicos agem dessa maneira, passam um recado para toda a sociedade. Homofobia é crime e a política não pode ser espaço livre para ela”, afirmou o deputado.

Representação MPE – LGBTIFobia durante sessão da Câmara Municipal de Cuiabá_MT, envolvendo o vereador Rafael Ranalli.

Essa não é a primeira vez que o vereador cuiabano se envolve em polêmica recente na tribuna. Em outra sessão da Câmara, realizada no dia 14 de maio, Ranalli também repercutiu ao utilizar o termo “punhetagem” ao criticar o sistema de emendas parlamentares federais.

Na ocasião, o vereador defendia mudanças na divisão da arrecadação tributária entre municípios, estados e União, quando utilizou a expressão durante discurso em plenário.

O caso agora poderá ter desdobramentos na Justiça Eleitoral e reacende o debate sobre os limites da imunidade parlamentar, responsabilidade institucional e discursos considerados discriminatórios dentro do ambiente político.

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Emanuel Pinheiro deixa dívida de R$ 45,8 milhões no transporte coletivo e gestão atual conclui pagamentos em junho

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A Prefeitura de Cuiabá concluirá no próximo mês de junho o acordo firmado com as empresas do transporte coletivo urbano para garantir o pagamento de uma dívida herdada da gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, que soma R$ 45,8 milhões. A negociação foi conduzida pela atual administração, com mediação do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), e evitou a paralisação dos serviços na capital em 2025.

Do total da dívida, R$ 10.532.735,44 foram quitados ainda em 2025. Já em abril do ano passado, a Prefeitura firmou um novo acordo no âmbito da Mesa Técnica do TCE-MT, no valor de R$ 35.305.442,75, parcelado em 15 vezes. A última parcela está prevista para junho de 2026, encerrando o cronograma de quitação dos débitos acumulados ao longo dos últimos anos.

O pacto garantiu a continuidade dos pagamentos e trouxe segurança para a manutenção do sistema de transporte coletivo da capital.

Apesar do avanço nas negociações e da regularização dos repasses, uma das empresas concessionárias do sistema ingressou recentemente com pedido de recuperação judicial, alegando dificuldades financeiras.

Diante do cenário, a Agência de Fiscalização e Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Município de Cuiabá, a Cuiabá Regula, solicitou garantias à empresa para assegurar que a situação financeira não comprometa a continuidade e a qualidade da prestação dos serviços de transporte público na capital.

Mesa Técnica

À época, foi descartada a possibilidade de apreensão de ônibus e interrupção do transporte coletivo, medida que vinha sendo cogitada pelas concessionárias em razão da inadimplência do município. As empresas alegavam dificuldades financeiras para manter a operação do sistema.

Durante a reunião de mediação, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a atuação do órgão teve como principal objetivo assegurar a continuidade do serviço público sem comprometer a capacidade financeira da prefeitura.

Representando a Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU), o advogado Ussiel Tavares ressaltou que o acordo evita o avanço do conflito para a esfera judicial e garante maior segurança jurídica às partes envolvidas.

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Em discurso duro, Maysa acusa Abilio de desrespeitar vereadores e travar emendas

Durante a sessão, a parlamentar afirmou que a Prefeitura estaria deixando de executar recursos destinados por vereadores, mesmo com previsão legal obrigatória. Segundo ela, a prática pode gerar problemas junto aos órgãos de controle.

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A vereadora Maysa Leão fez um duro pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá e elevou o tom contra a gestão do prefeito Abilio Brunini ao denunciar o bloqueio de emendas impositivas e cortes em áreas ligadas à inclusão e à saúde mental.

Durante a sessão, a parlamentar afirmou que a Prefeitura estaria deixando de executar recursos destinados por vereadores, mesmo com previsão legal obrigatória. Segundo ela, a prática pode gerar problemas junto aos órgãos de controle.

“A lei é clara: o Executivo não pode deixar de pagar emenda impositiva por discordância política. Isso é irregularidade, pode gerar apontamento do Tribunal de Contas e até reprovação de contas”, declarou.

Maysa afirmou que mais de R$ 2 milhões indicados por seu gabinete seguem sem execução por parte da Prefeitura. Entre os recursos citados estão R$ 700 mil destinados aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de Cuiabá e R$ 100 mil para o projeto Harmonia Diferente, iniciativa voltada ao atendimento de crianças autistas.

Segundo a vereadora, o projeto teve equipamentos furtados recentemente e aguarda a liberação dos recursos. Ela lembrou que o próprio prefeito já teria participado de agendas públicas relacionadas à instituição e sancionado a lei de utilidade pública da entidade.

“Ele faz chacota do papel do vereador. Diz que esta Casa e nada é a mesma coisa. Quero saber onde ele colocou mais de R$ 2 milhões destinados para Cuiabá”, afirmou.

A parlamentar também criticou o Decreto nº 12.056/2026, publicado pela Prefeitura, e acusou a gestão municipal de desmontar políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência e crianças atípicas.

De acordo com Maysa, cerca de R$ 75 milhões teriam sido remanejados da Secretaria Municipal de Educação, afetando diretamente ações de inclusão escolar.

“Ele retirou R$ 75 milhões das crianças atípicas dentro da educação municipal”, criticou.

A vereadora ainda relatou problemas enfrentados por profissionais da educação e famílias que dependem da rede pública. Entre os pontos levantados, ela citou falta de estrutura adequada nas escolas, ausência de capacitação para professores e dificuldades no atendimento dos CAPS.

“Os professores estão sobrecarregados, sem estrutura, sem capacitação e sem salas adequadas. Enquanto isso, famílias enfrentam filas enormes para recadastramentos repetidos nos CAPS”, declarou.

Ao encerrar o discurso, Maysa afirmou que não vê condições políticas para apoiar a atual administração municipal, ampliando a pressão sobre o Palácio Alencastro em meio aos debates sobre orçamento e execução de políticas públicas em Cuiabá.

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Enquanto Neymar oferece bets à seguidores, Gisela diz que elas estão destruindo familias

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Na mesma semana em que Neymar Jr voltou oficialmente à Seleção Brasileira, o jogador igualmente retornou ao centro de outro debate nacional: o avanço desenfreado das plataformas de apostas online no país. Pois poucas horas após ter o nome confirmado na lista dos 26 convocados para a Copa do Mundo, o atacante utilizou seus stories no Instagram para divulgar a Blaze, uma das maiores casas de apostas online em operação no Brasil.

O vídeo, acompanhado de links promocionais e ofertas de ‘rodadas grátis’, rapidamente repercutiu nas redes sociais, dividindo opiniões entre fãs, especialistas e críticos da expansão das chamadas bets.
Enquanto parte do público comemorava o retorno do craque à Seleção, outra parcela questionava a utilização de um momento de enorme alcance popular para incentivar apostas em um país que já enfrenta uma escalada preocupante de superendividamento associado ao jogo digital.

Sob este contexto, em conversa com a imprensa nesta última semana, Gisela Simona fez questão de comentar estudos recentes que apontam milhões de brasileiros já apresentando comportamento de risco relacionado às apostas, em um cenário que mistura dependência psicológica, colapso financeiro familiar e crescimento de casos associados à depressão severa e suicídio.

Para a presidente do diretório do União Brasil em Cuiabá, durante os 33 meses em que esteve na Câmara Federal, transformou o tema em uma de suas principais preocupações na pauta de defesa do consumidor. Entre as propostas apresentadas está o Projeto de Lei nº 1561/2026, que busca endurecer mecanismos de proteção aos usuários e responsabilização de empresas que estimulam práticas abusivas ligadas ao ambiente digital de apostas. ,Assim, derfedendo aior rigor na regulamentação das plataformas digitais de apostas.

“Desde o momento em que as bets passaram a crescer de forma acelerada no Brasil, isso já nos causava profunda preocupação. O que estamos vendo hoje é um problema que deixou de ser apenas econômico e passou a atingir diretamente a saúde emocional e mental das famílias brasileiras”, afirmou.

Conhecida ainda hoje em Mato Grosso como ‘Gisela do Procon’, pela trajetória construída na defesa do consumidor antes de chegar ao Congresso Nacional, a dirigente afirma que as plataformas possuem total capacidade tecnológica de monitorar padrões compulsivos de comportamento e, portanto, não podem se eximir de responsabilidade.

“Ninguém aposta de forma anônima no ambiente digital. Todas as operações passam por CPF, cartão, Pix ou contas bancárias. As plataformas sabem quem joga, quanto joga e quando a pessoa ultrapassa qualquer limite razoável de capacidade financeira. Portanto, elas têm responsabilidade sobre isso”, argumentou.

O projeto apresentado por Gisela propõe incluir no Código de Defesa do Consumidor práticas consideradas abusivas dentro do universo das apostas online, especialmente mecanismos que estimulem compulsão, endividamento incompatível com a renda do usuário e estratégias digitais voltadas à retenção psicológica do apostador.

A proposta também mira sistemas de gamificação usados pelas plataformas, que utilizam estímulos visuais, sonoros e recompensas progressivas para manter o usuário conectado por longos períodos, criando um ambiente semelhante ao mecanismo de dependência observado em outros vícios comportamentais.

“As bets estão destruindo famílias inteiras. Estamos vendo pessoas perderem salários, benefícios sociais, patrimônio e saúde mental. Existem relatos dramáticos de depressão profunda e até suicídios relacionados ao desespero provocado pelas dívidas com estes jogos digitais”, alertou.

A relação entre futebol e plataformas de apostas se tornou cada vez mais intensa nos últimos anos. Hoje, boa parte dos grandes clubes brasileiros possui contratos milionários com casas de apostas, enquanto atletas, influenciadores e celebridades passaram a atuar como embaixadores dessas empresas. Mas embora o setor tenha sido regulamentado pela Lei nº 14.790/2023, especialistas ainda apontam fragilidades importantes na proteção ao consumidor, especialmente diante da velocidade de expansão das plataformas e da ausência de mecanismos mais rígidos de prevenção ao vício.

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