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Deputada defende união do PL e diz que prioridade é derrotar o PT

“Nós vamos acionar o maior número de população do Mato Grosso, para que o PL seja o mais votado e que o Mato Grosso, proporcionalmente, tenha o maior número de votos [para Flávio Bolsonaro]”, declarou.

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL) defendeu a aliança entre o Partido Liberal e o MDB em Mato Grosso e afirmou que a estratégia faz parte de um objetivo maior da legenda nas eleições de 2026: ampliar a força eleitoral para enfrentar o PT.

A declaração foi dada ao MidiaNews em meio às divergências internas provocadas pela aproximação entre os dois partidos no Estado.

“Eu acho que não há divisão, há discussão e nós estamos unidos no nosso propósito de tirar o PT. E para tirar o PT nós vamos ter que unir forças”, afirmou.

Segundo a deputada, a estratégia também passa pela eleição presidencial. Ela disse que pretende trabalhar para ampliar a votação do PL em Mato Grosso e defender a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

“Nós vamos acionar o maior número de população do Mato Grosso, para que o PL seja o mais votado e que o Mato Grosso, proporcionalmente, tenha o maior número de votos [para Flávio Bolsonaro]”, declarou.

Aliança enfrenta resistência dentro do PL

Coronel Fernanda foi uma das lideranças do PL presentes na convenção do MDB que confirmou a deputada estadual Janaina Riva como integrante da chapa majoritária do grupo.

A composição prevê Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso e José Medeiros como primeiro candidato ao Senado, além de Janaina na segunda vaga ao Senado.

A aliança, porém, provocou resistência entre integrantes do próprio PL. Entre os críticos estão o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, o senador José Medeiros e o empresário Odilio Balbinotti, suplente na chapa.

Na última segunda-feira (3), o grupo esteve em Brasília para uma reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A intenção era obter autorização para que integrantes da legenda não precisassem subir no mesmo palanque de candidatos do MDB.

Segundo as informações divulgadas sobre a reunião, Valdemar permitiu uma posição de neutralidade para prefeitos do partido, mas estabeleceu que eles não poderiam apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário político do grupo.

A resistência à aliança também já havia aparecido entre prefeitos do PL. Em julho, Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; e Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis, declararam que não apoiariam a candidatura de Pivetta.

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Virginia Mendes compartilha oração e afirma que “Deus está no comando” após operação

Conforme a decisão judicial que autorizou as medidas cautelares, os investigados tiveram os passaportes recolhidos e estão proibidos de deixar o país.

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A candidata a deputada federal Virginia Mendes (União) publicou nesta quinta-feira (6) uma oração de São Bento em suas redes sociais após ser citada como um dos alvos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal.

Na mensagem, Virginia afirmou que encontra na fé uma forma de manter a confiança diante do momento. “Sob a proteção da Santa Cruz, sigo firme. A oração de São Bento me lembra que o bem sempre vence o mal, que a fé é nosso maior escudo e que Deus está no comando de cada passo”, escreveu.

Além de Virginia Mendes, também foram alvos da operação o ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes e os filhos do casal, Luis Antônio Mendes e Ana Carolinne Mendes Facure.

Conforme a decisão judicial que autorizou as medidas cautelares, os investigados tiveram os passaportes recolhidos e estão proibidos de deixar o país.

A Operação Heritage foi conduzida pela Polícia Federal e resultou em medidas determinadas pela Justiça no âmbito das investigações. Até o momento, os citados não foram condenados e eventuais responsabilidades deverão ser apuradas durante o andamento do processo.

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Abilio critica Operação Heritage em período eleitoral e alerta para vazamentos: “prejudica a própria investigação”

Prefeito defendeu apuração das suspeitas, mas questionou a divulgação antecipada de informações e citou manifestações de autoridades antes da deflagração da operação

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu nesta sexta-feira (7) que as suspeitas investigadas na Operação Heritage sejam apuradas normalmente, mas criticou o momento escolhido para a deflagração da ação, em meio ao período eleitoral.

Em conversa com jornalistas, Abilio afirmou que a circulação antecipada de informações pode comprometer tanto a investigação quanto a credibilidade das instituições responsáveis pela operação. Como exemplo, mencionou declarações atribuídas ao ex-governador Pedro Taques, ao senador Jayme Campos (União-MT) e um áudio atribuído à irmã do deputado estadual Júlio Campos (União), que teriam circulado antes do cumprimento dos mandados.

“Uma operação com data marcada, que todo mundo já sabe antes, acaba prejudicando a própria investigação”, afirmou.

Prefeito questiona momento da operação

Abilio também citou um entendimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) relacionado à realização de operações envolvendo candidatos durante o período eleitoral.

Segundo o prefeito, quando investigações tratam de fatos antigos, é necessário adotar cautela para evitar que medidas policiais sejam interpretadas como instrumentos de interferência na disputa eleitoral.

Apesar das críticas ao timing da operação e à suposta antecipação de informações, Abilio deixou claro que não questiona a necessidade de investigar eventuais irregularidades.

“A investigação em si tem que investigar. Investiga mesmo para saber o que houve, se de fato aconteceu aquilo ali”, declarou.

Abilio diz que ninguém está acima da investigação

O prefeito afirmou ainda que nenhuma autoridade ou agente público deve estar livre de investigações e que a apuração de possíveis crimes faz parte do funcionamento das instituições.

A crítica, segundo ele, está relacionada à maneira como as operações são conduzidas e às informações que chegam ao conhecimento público antes de sua execução.

Para Abilio, a antecipação de detalhes pode produzir efeitos políticos e comprometer a percepção da sociedade sobre a imparcialidade das ações.

Polícia Federal deve ser preservada, diz prefeito

Ao final, Abilio afirmou esperar que a imagem da Polícia Federal seja preservada e defendeu que a corporação não seja colocada no centro de disputas políticas.

Na avaliação do prefeito, eventuais vazamentos e a divulgação antecipada de informações sobre operações policiais podem gerar desconfiança sobre a investigação e, ao mesmo tempo, produzir reflexos no processo eleitoral.

A Operação Heritage segue sob investigação das autoridades responsáveis, e os fatos apurados deverão ser esclarecidos ao longo do procedimento.

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Vice de Wellington tem longa história política e já esteve em chapa com o PT em Cuiabá

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A escolha de Farina para a vice de Wellington Fagundes cria um movimento político que reconecta duas pontas de sua trajetória.

Foi Wellington quem participou de sua entrada no PL em 2003. Agora, mais de duas décadas depois, o senador volta a colocá-lo em uma posição de destaque dentro de uma chapa majoritária, desta vez na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

O retorno ocorre em um cenário político completamente diferente daquele de 2004. O PL passou a ser uma das principais forças do campo conservador no país, enquanto a disputa eleitoral em Mato Grosso é marcada pela forte influência do bolsonarismo.

É justamente nesse contexto que o passado partidário de Farina ganha peso.

A presença de um nome que teve passagem pelo PT pode alimentar questionamentos dentro da ala mais identificada com o bolsonarismo no PL de Mato Grosso.

A escolha também acontece depois da retirada de Marcelo Maluf, do Novo, da vaga de vice. Maluf afirmou publicamente que havia aceitado o convite para integrar a chapa e acusou o grupo de Wellington de romper um compromisso político.

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Com Farina, Wellington opta por um nome com trajetória política conhecida e uma relação antiga com o próprio senador, mas que também carrega em seu currículo eleitoral passagens pelo campo petista.

A composição coloca em evidência uma característica que acompanha a carreira de Farina desde sua entrada na política: a capacidade de transitar entre diferentes grupos e projetos partidários.

A história política de Alencar Farina começou no PL, passou pelo PT e agora retorna à legenda que marcou sua entrada na vida pública.

Em 2004, esteve em uma chapa formada por PT, PL e PCdoB. Em 2008, disputou uma eleição pelo PT. Em 2012, foi lançado pelo partido como pré-candidato à Prefeitura de Várzea Grande.

Agora, em 2026, volta ao PL pelas mãos de Wellington Fagundes para disputar a vice-governadoria de Mato Grosso.

A escolha transforma o passado político de Farina em um dos elementos que deverão acompanhar a campanha. Mais do que uma mudança partidária, sua trajetória revela como as alianças eleitorais de Mato Grosso foram se reorganizando ao longo de mais de duas décadas, atravessando diferentes partidos e espectros ideológicos.

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