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“Continuo o mesmo”, diz Nelson Barbudo após saída do Partido Liberal

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Durante entrevista ao RDTV Cast, o deputado federal Nelson Barbudo comentou pela primeira vez, de forma mais direta, os bastidores de sua saída do Partido Liberal (PL) para se filiar ao Podemos, decisão que movimentou o cenário político da direita em Mato Grosso. Ao falar sobre a mudança partidária, Barbudo afirmou que a decisão foi estratégica e ligada ao cálculo eleitoral para as eleições de 2026. Segundo ele, apesar da troca de legenda, seu posicionamento político permanece o mesmo. “Foi matemática política.

Mas para que os internautas saibam, eu continuo sendo o mesmo Nelson Barbudo”, declarou. Questionado sobre críticas de aliados e internautas que passaram a classificá-lo como “melancia” — expressão usada no meio político para definir alguém considerado incoerente ideologicamente , o parlamentar negou qualquer afastamento do bolsonarismo e reforçou fidelidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Nunca, nunca. Bolsonaro de paixão”, afirmou durante a entrevista. Barbudo também explicou que a decisão de deixar o PL ocorreu diante da forte concorrência interna dentro da legenda. Segundo ele, havia um grupo numeroso de nomes ligados ao bolsonarismo disputando poucas vagas competitivas para a Câmara Federal. “Teríamos cinco pessoas disputando duas vagas. Se eu estivesse lá, desses cinco alguém ficaria de fora. Hoje, dois vão ficar de fora”, disse.

De acordo com o deputado, a ida para o Podemos ocorreu porque a chapa seria considerada menos congestionada politicamente, aumentando suas chances eleitorais. “Eu vi que saía daquele grupo da morte.

Com cinco candidatos fortes comigo era muito difícil”, afirmou. A fala expõe um cenário cada vez mais presente nos bastidores políticos: a reorganização estratégica de lideranças conservadoras visando as eleições de 2026, especialmente entre partidos que disputam o eleitorado alinhado ao bolsonarismo em Mato Grosso.

Apesar da mudança partidária, Nelson Barbudo fez questão de reforçar que continua alinhado ideologicamente ao campo conservador e aos principais nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

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Vereadora diz que Plano Diretor de Abilio pode ser barrado na Câmara de Cuiabá

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A vereadora Maysa Leão afirmou que o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano proposto pelo prefeito Abilio Brunini poderá enfrentar dificuldades para ser aprovado na Câmara Municipal de Cuiabá. Segundo a parlamentar, o projeto não incorporou sugestões apresentadas por vereadores, representantes técnicos e pela população durante as audiências públicas realizadas pela Prefeitura.

De acordo com Maysa, os encontros promovidos para debater o novo Plano Diretor acabaram se transformando apenas em apresentações repetitivas do projeto original, sem espaço efetivo para mudanças ou aprofundamento das discussões urbanísticas.

“A tendência é esse plano, do jeito que está, não ser aprovado”, declarou a vereadora ao criticar o formato das audiências públicas.

A parlamentar afirmou ainda que os debates deixaram de cumprir o objetivo principal de um Plano Diretor, que seria discutir o crescimento urbano, mobilidade, ocupação territorial e desenvolvimento sustentável da capital. Para ela, as reuniões tiveram mais caráter expositivo do que participativo.

Maysa também criticou a postura da gestão municipal diante das observações feitas pelo Ministério Público, especialistas e integrantes da sociedade civil. Segundo ela, ao invés de promover ajustes técnicos no documento, a Prefeitura manteve a mesma linha de apresentação em todas as audiências.

“Essas audiências públicas têm sido palestras”, afirmou.

A Prefeitura de Cuiabá realizou cerca de cinco audiências públicas entre os dias 29 de abril e 6 de maio para discutir o novo Plano Diretor. Após o encerramento da etapa de debates, o projeto foi encaminhado ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Estratégico, responsável por avaliar possíveis alterações antes do envio definitivo à Câmara Municipal.

O Plano Diretor é considerado um dos principais instrumentos de planejamento urbano das cidades e define regras para expansão urbana, zoneamento, mobilidade e desenvolvimento econômico. Em Cuiabá, a última atualização ocorreu em 2007, durante a gestão do ex-prefeito Wilson Santos. A revisão deveria ter sido realizada em 2017, na administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, mas acabou sendo adiada.

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Pivetta promete entregar primeiros trechos do BRT até junho em Cuiabá

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O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou nesta segunda-feira (11) que as obras iniciais do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande devem ser concluídas até o final de junho. A primeira etapa do novo sistema de transporte coletivo contempla os dois primeiros trechos do modal, ligando a região do aeroporto ao Hospital do Câncer.

Durante declaração à imprensa, Pivetta garantiu que o governo estadual trabalha para colocar o sistema em funcionamento ainda neste semestre.

“Até final do mês que vem entregamos as obras. Primeiro e segundo trecho, que vai do aeroporto até o Hospital do Câncer”, declarou.

O governador em exercício também confirmou o modelo de transporte que será utilizado no novo modal após meses de debates técnicos e estudos sobre alternativas. Segundo ele, o sistema funcionará com veículos híbridos, unindo características de bonde urbano e ônibus elétrico.

“É um cruzamento do bonde com ônibus elétrico. Vai oferecer para Cuiabá um transporte moderno, eficiente e de custo razoavelmente sustentável”, afirmou.

Antes da decisão definitiva, o governo chegou a estudar a implantação do chamado Bonde Urbano Digital (BUD), modelo inspirado em sistemas internacionais e semelhante ao utilizado em algumas cidades brasileiras. A proposta, porém, acabou descartada durante o processo de definição do projeto.

Para acelerar o andamento das obras, Pivetta anunciou que irá editar um decreto criando uma força-tarefa específica para monitorar diariamente os serviços executados no BRT.

A equipe será formada pelo secretário adjunto de Turismo, Luiz Nigro, pela secretária adjunta das Cidades, Rafaela Damiani, e pelo secretário adjunto de Infraestrutura, Isaac Nascimento.

Segundo o governador em exercício, o objetivo será acompanhar de perto o cronograma e cobrar avanço contínuo das intervenções para garantir a entrega da primeira fase dentro do prazo estabelecido.

Pivetta também informou que os demais ramais do sistema, incluindo o trecho da Avenida Fernando Corrêa, só deverão começar após o início da operação do percurso inicial entre o aeroporto e a região do Hospital do Câncer.

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“Quero continuar salvando mulheres”, diz Maria Erotides ao falar sobre política

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A desembargadora Maria Erotides Kneip afirmou que não descarta ingressar na política após a aposentadoria do Poder Judiciário, prevista para o próximo mês de junho. Prestes a encerrar uma trajetória de 41 anos na carreira jurídica, sendo 15 deles como desembargadora, ela admitiu pela primeira vez a possibilidade de disputar um cargo eletivo, inclusive diante das especulações sobre uma eventual candidatura à Prefeitura de Várzea Grande.

Durante entrevista ao programa Conexão Poder, a magistrada declarou que seu futuro seguirá ligado ao serviço público e à defesa das mulheres vítimas de violência. Segundo ela, qualquer decisão sobre disputar eleições estará diretamente relacionada à possibilidade de continuar atuando na proteção feminina.

“Não descarto. Não descarto não. Se eu descartasse, eu não estaria falando a verdade”, afirmou.

Conhecida pela atuação firme em pautas relacionadas ao combate à violência doméstica, Maria Erotides destacou que uma eventual entrada na política teria como principal objetivo ampliar ações voltadas à proteção das mulheres.

“Se eu puder ajudar mulheres a não serem mortas pelo fato de serem mulheres na política, eu faria. Eu optaria sim, mas eu queria com essa condição. Eu quero continuar trabalhando para que as mulheres não morram simplesmente porque são mulheres”, declarou.

A desembargadora também comentou sobre os desafios enfrentados por mulheres na vida pública e classificou a violência política de gênero como um problema grave no Brasil. Para ela, é necessário criar mecanismos de preparação e apoio às mulheres que desejam ocupar espaços de poder.

“Nós precisávamos ter uma escola para que as mulheres se preparassem cada vez mais para a violência política, para que o exercício dos cargos políticos não fosse para elas mais nenhuma forma de violência”, defendeu.

Ao falar sobre o encerramento da carreira no Judiciário, Maria Erotides reconheceu o desgaste natural após décadas de atuação, mas afirmou que não consegue imaginar uma vida afastada de atividades voltadas à sociedade.

“Eu penso que eu só vou viver enquanto eu tiver servindo porque imaginar uma inércia para mim, vida é movimento”, disse.

Além da possibilidade de ingressar na política, a magistrada revelou que também pretende atuar na área do Direito Canônico, auxiliando mulheres em processos ligados à nulidade matrimonial em tribunais eclesiásticos.

Nos bastidores políticos de Mato Grosso, o nome da desembargadora já começou a ser citado como possível alternativa para futuras disputas eleitorais, especialmente em Várzea Grande, onde lideranças acompanham com atenção seus próximos passos após a aposentadoria.

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