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“Cabeça grande”, diz Lula sobre cearenses e comentário repercute mal

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou tom de sátira ao comentar, nesta terça-feira (14), o desempenho de estudantes do Ceará no Instituto Tecnológico de Aeronáutica, durante entrevista concedida a veículos independentes. Ao destacar o alto número de aprovados oriundos do estado, afirmou: “Não é só cabeça grande não, é inteligência”.

Segundo o presidente, cerca de 40% dos estudantes aprovados no ITA são cearenses. Ele citou o dado como exemplo do potencial educacional da região e defendeu a ampliação de investimentos para evitar a saída de talentos do país. Entre as medidas mencionadas estão políticas de incentivo, como oferta de moradia e alimentação para estudantes, além da expansão da rede de ensino.

Lula também destacou a instalação de uma unidade do ITA em Fortaleza, classificando a iniciativa como reconhecimento ao desempenho acadêmico dos alunos da região.

Apesar da intenção de elogio, a declaração repercutiu negativamente nas redes sociais. Usuários criticaram a fala, apontando a reprodução de um estereótipo pejorativo associado à população nordestina. Comentários destacaram que o mérito dos estudantes acabou ofuscado pela forma como a mensagem foi transmitida.

O episódio ocorre em um contexto em que o Ceará figura como um dos principais redutos eleitorais do presidente. Nas eleições de 2022, Lula obteve mais de 75% dos votos válidos no estado no segundo turno.

Durante a mesma entrevista, o presidente reforçou a importância da educação para o desenvolvimento do país, afirmando que não há exemplos de nações desenvolvidas sem investimento no setor. Ele citou a expansão de institutos federais e a melhora nos índices de alfabetização infantil como avanços recentes.

Não é a primeira vez que declarações informais de Lula sobre educação geram críticas. Em março, ao comentar dificuldades de aprendizagem, o presidente sugeriu que, em alguns casos, a falha pode estar na forma de ensino, e não no aluno — afirmação que foi contestada por professores e especialistas, que consideraram a generalização inadequada.

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Ex-gestor de Rondonópolis admite desvio e terá que indenizar entidade social

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A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso homologou um Acordo de Não Persecução Penal firmado entre o Ministério Público do Estado de Mato Grosso e o ex-prefeito de Rondonópolis e atual presidente do PL, Ananias Filho, que confessou ter desviado recursos públicos durante sua gestão, em 2012.

Pelo acordo, Ananias deverá pagar R$ 30 mil à Fundação Rachelle Steingruber, em três parcelas mensais de R$ 10 mil, com início neste mês. A entidade atua no atendimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Além disso, ele terá que cumprir uma prestação pecuniária de R$ 1 mil no prazo de 30 dias.

Com o cumprimento integral das condições estabelecidas, o ex-prefeito poderá evitar uma condenação criminal. A decisão foi assinada pelo juiz-preparador substituto Eduardo Calmon de Almeida Cézar no dia 2 de abril, com base no artigo 28-A do Código de Processo Penal, que regulamenta esse tipo de acordo.

O Acordo de Não Persecução Penal é aplicado em casos de crimes sem violência ou grave ameaça, com pena mínima inferior a quatro anos. Para sua validação, é necessária a confissão do investigado e a reparação do dano. No caso em questão, o crime atribuído prevê pena mínima de dois anos de reclusão, atendendo aos critérios legais.

Entenda o caso

De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público em 2013, a Prefeitura de Rondonópolis realizou, em 2012, uma licitação para aquisição de materiais de expediente, itens gráficos e outros produtos destinados a diversas secretarias, incluindo a de Educação.

Posteriormente, o contrato foi aditivado por determinação do então prefeito, elevando as compras em cerca de R$ 374 mil. Segundo o Ministério Público, a ampliação incluiu quantidades consideradas excessivas, como 16 mil papéis almaço, 18 mil gizes de cera, 10 mil réguas escolares, 3,6 mil cartolinas e 57,6 mil borrachas.

As investigações apontaram que, ao final da gestão, em 2013, os materiais não foram entregues à Secretaria de Educação nem ao município, gerando prejuízo aos cofres públicos. Quando a ação penal foi proposta, em 2017, o valor atualizado do dano já ultrapassava R$ 638 mil.

Outros envolvidos

Além de Ananias, também foram denunciados a ex-secretária municipal de Educação, Marilda Soares Rufino, o ex-gerente de almoxarifado Carlos Alberto da Silva e o empresário Rodolfo Merlin Rocha da Silva, responsável pela empresa vencedora da licitação.

Marilda também firmou acordo com o Ministério Público e deverá pagar R$ 5 mil à mesma fundação, em duas parcelas de R$ 2,5 mil, além de prestação pecuniária de R$ 1 mil.

Com a formalização dos acordos, o processo foi desmembrado. Assim, os demais réus passarão a responder na primeira instância. O caso tramitava anteriormente no tribunal em razão do foro por prerrogativa de função de Ananias à época dos fatos.

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Interdição de FHC é autorizada pela Justiça com base em laudos médicos

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Uma decisão da Justiça envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reacendeu a atenção sobre seu estado de saúde e a necessidade de cuidados mais intensivos. A medida atende a um pedido da família diante do agravamento de seu quadro clínico.

A interdição judicial foi solicitada após a evolução do Alzheimer, doença que tem comprometido de forma significativa as capacidades cognitivas do ex-presidente. De acordo com laudos médicos recentes, ele já não apresenta condições de administrar decisões cotidianas, o que motivou a busca por respaldo legal para assegurar sua proteção e bem-estar.

Com a decisão, a Justiça definiu que Paulo Henrique Cardoso atue como curador provisório. Ele já exercia essa função de maneira informal há alguns anos. Informações do processo indicam que o próprio ex-presidente havia anteriormente designado o filho para conduzir questões financeiras e pessoais, fator que contribuiu para a decisão judicial.

A liminar foi concedida pela 2ª Vara da Família e Sucessões do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reconheceu a urgência da medida. O pedido também contou com o apoio das filhas Luciana Cardoso e Beatriz Cardoso, além de ter sido conduzido por advogados especializados.

Para embasar a decisão, foram considerados diferentes fatores, entre eles o diagnóstico de Alzheimer em estágio avançado, o comprometimento das funções cognitivas, a necessidade de cuidados contínuos de saúde, a incapacidade de gerir finanças e decisões pessoais e o histórico de acompanhamento familiar.

Aos 94 anos, Fernando Henrique Cardoso já vinha reduzindo sua participação em atividades públicas e na condução de assuntos pessoais. Atualmente, depende de acompanhamento permanente de uma equipe de saúde, o que reforça a necessidade de suporte legal para a gestão de sua rotina.

Na prática, a interdição transfere a responsabilidade legal sobre decisões importantes para um curador. A medida não interfere na trajetória ou dignidade do ex-presidente, mas estabelece que questões financeiras, médicas e do dia a dia passem a ser conduzidas com base em critérios de segurança e no melhor interesse do paciente.

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Primeiro clone suíno da América Latina nasce em São Paulo

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Um marco inédito para a ciência brasileira foi registrado no interior de Piracicaba: o nascimento do primeiro clone suíno da América Latina, ocorrido em 24 de março, reforça o protagonismo de instituições paulistas na pesquisa em biotecnologia. O feito é resultado de um projeto liderado pela Universidade de São Paulo, com apoio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios.

Desenvolvimento
O nascimento ocorreu na unidade do Instituto de Zootecnia, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, localizada na região de Tanquinho. O espaço passou por adequações estruturais para atender exigências rigorosas de biossegurança, bem-estar animal e controle sanitário.

A iniciativa integra um projeto estratégico voltado ao desenvolvimento de suínos com potencial para doação de órgãos e tecidos humanos, dentro do campo do xenotransplante. A proposta é ampliar as possibilidades de transplantes e reduzir a fila de pacientes que aguardam por órgãos compatíveis no Brasil.

Pesquisa multidisciplinar
O estudo reúne especialistas de áreas como zootecnia, medicina veterinária e biotecnologia. No Instituto de Zootecnia, foram desenvolvidos protocolos específicos envolvendo manejo produtivo, sanitário, nutricional e ambiental, além da aplicação de técnicas reprodutivas e cirúrgicas de alta complexidade.

Entre os procedimentos adotados estão a sincronização de cio e intervenções laboratoriais fundamentais para o sucesso da gestação e o desenvolvimento saudável dos animais clonados.

Próximas etapas
Com o nascimento do clone, a pesquisa entra agora em uma nova fase: o monitoramento contínuo dos animais até a maturidade sexual. A expectativa é gerar dados científicos que possam subsidiar futuras aplicações, tanto na medicina quanto na produção animal.

A pesquisadora Simone Raymundo de Oliveira destaca o rigor técnico envolvido no processo. Segundo ela, o acompanhamento detalhado é essencial para garantir resultados consistentes e seguros.

Impacto
A pesquisa tem potencial direto para impactar a saúde pública, especialmente diante da escassez de órgãos para transplante. O avanço científico pode contribuir para reduzir o tempo de espera de pacientes e salvar vidas.

Além disso, o projeto posiciona o estado de São Paulo como referência em biotecnologia aplicada ao agronegócio, fortalecendo a integração entre ciência, inovação e produção.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, o projeto representa um avanço estratégico para o futuro. Ele destaca que o investimento em pesquisa é fundamental para consolidar a liderança do estado em inovação científica.

Continuidade
A iniciativa segue em expansão, com novas etapas já em andamento, incluindo a gestação de outros clones. O objetivo é ampliar o alcance da tecnologia e consolidar o Brasil como referência em pesquisas de ponta que conectam saúde, agronegócio e bioeconomia.

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