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Polícia

BMW atinge duas motocicletas e deixa jovem morto no Centro de Cuiabá

O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias das colisões e localizar o motorista envolvido no acidente que terminou com a morte do motociclista.

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O motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, morreu na madrugada deste domingo (30) após ser atingido por uma BMW durante uma sequência de colisões no Centro de Cuiabá. O condutor do carro deixou o veículo nas proximidades da Santa Casa e fugiu do local sem prestar socorro.

Segundo informações registradas pela Polícia Militar, o primeiro acidente ocorreu no cruzamento das avenidas Isaac Póvoas e Presidente Marques. A BMW azul atingiu uma motocicleta, deixando o condutor ferido no braço e no tornozelo direitos.

Após a primeira colisão, o motorista continuou pela Avenida Isaac Póvoas, no sentido da Avenida Generoso Ponce. Pouco depois, no cruzamento com a Rua Joaquim Murtinho, ele atingiu uma segunda motocicleta, conduzida por Paulo Messias.

O jovem sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e confirmou o óbito.

A área foi isolada para os trabalhos da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Após a segunda colisão, o motorista abandonou a BMW em frente ao Hospital Municipal de Cuiabá, conhecido como Santa Casa, e fugiu a pé. Policiais realizaram buscas pela região, mas o suspeito não havia sido localizado até o encerramento do registro da ocorrência.

Durante as diligências, os militares também estiveram em uma casa noturna onde o homem teria passado momentos antes do acidente. Conforme relato da esposa aos policiais, ele havia consumido bebida alcoólica, se envolvido em uma discussão e quebrado um copo, sendo retirado do estabelecimento pelos seguranças.

Ainda segundo o relato, o homem não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A BMW foi apreendida e encaminhada ao pátio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) por apresentar irregularidades na documentação.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias das colisões e localizar o motorista envolvido no acidente que terminou com a morte do motociclista.

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Polícia

PF fecha cerco contra grupo suspeito de transformar ouro ilegal em negócio milionário

As medidas judiciais foram cumpridas por determinação da Justiça e fazem parte do avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal em Mato Grosso.

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A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (28), a Operação Arcanjo para desarticular um grupo investigado pela compra, circulação e comercialização de ouro de origem ilícita. A ação ocorre em cinco municípios de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo e investiga uma estrutura que teria movimentado mais de R$ 5,2 milhões.

Ao todo, os agentes cumprem 22 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas. Em Mato Grosso, as ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Poconé. Também há ações em Campo Grande (MS) e São José do Rio Preto (SP).

Segundo a investigação, o grupo teria negociado aproximadamente 17,3 quilos de ouro. O minério teria origem na região de Poconé e era encaminhado para São José do Rio Preto, onde seria recebido e mantido em um estabelecimento utilizado para custódia e comercialização.

A apuração identificou uma estrutura formada por diferentes integrantes responsáveis pelo fornecimento do minério, operações financeiras, intermediação, transporte e aquisição do ouro.

Além da comercialização do material, os investigadores apontam a existência de mecanismos utilizados para ocultar ou dissimular os recursos obtidos com as operações. A análise financeira realizada pela PF permitiu identificar movimentações superiores a R$ 5,2 milhões relacionadas aos fatos investigados.

A investigação apura, em tese, a prática dos crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A Operação Arcanjo busca interromper a cadeia de aquisição e comercialização do ouro de origem ilícita, além de identificar os responsáveis pela movimentação do minério e dos recursos financeiros associados ao esquema.

As medidas judiciais foram cumpridas por determinação da Justiça e fazem parte do avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal em Mato Grosso.

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Polícia

Mãe é localizada pela Polícia Civil após bebê ser encontrada morta dentro de caixa

O marido também foi ouvido pela Polícia Civil e confirmou, em linhas gerais, a versão apresentada pela mulher. Segundo ele, só tomou conhecimento do ocorrido dias depois, após o caso ganhar repercussão.

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A Polícia Civil identificou a mãe da recém-nascida prematura encontrada morta dentro de uma caixa de papelão em uma lixeira de condomínio, em Várzea Grande. A mulher, de 25 anos, mora no local e foi localizada após a análise das imagens das câmeras de segurança. Ela prestou depoimento à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O corpo da bebê foi encontrado por um funcionário do condomínio no dia 23 de julho. A criança estava dentro de uma caixa, envolvida em uma sacola plástica e ainda com o cordão umbilical.

Durante o depoimento, a mulher confirmou ser a mãe e reconheceu que aparece nas imagens levando a caixa até a lixeira. Segundo a versão apresentada à polícia, ela suspeitava estar grávida, mas continuava apresentando sangramentos e, por isso, não realizou acompanhamento pré-natal. Ela também afirmou que não contou sobre a possível gestação ao marido ou aos familiares.

A mulher relatou que, na noite de 22 de julho, enquanto o marido dormia, entrou inesperadamente em trabalho de parto no banheiro da residência e deu à luz sozinha. De acordo com seu depoimento, a bebê aparentava estar sem vida logo após o nascimento.

Ela afirmou ainda que estava em estado de desespero e confusão emocional. Depois do parto, teria cortado o cordão umbilical, colocado a criança em uma caixa junto com a placenta e outros resíduos e levado o material para a lixeira do condomínio durante a madrugada.

O marido também foi ouvido pela Polícia Civil e confirmou, em linhas gerais, a versão apresentada pela mulher. Segundo ele, só tomou conhecimento do ocorrido dias depois, após o caso ganhar repercussão.

Perícia aponta que bebê nasceu com vida

Os exames periciais trouxeram um novo elemento para a investigação. A recém-nascida era uma menina, com aproximadamente 26 semanas de gestação e cerca de 750 gramas. Não foram identificados sinais de violência física.

Entretanto, a perícia apontou que houve respiração após o nascimento, indicando que a bebê nasceu com vida e permaneceu viva por um curto período. A causa da morte ainda não foi determinada.

Uma das hipóteses investigadas é de que a prematuridade tenha contribuído para o óbito. A Polícia Civil aguarda laudos e exames complementares para esclarecer as circunstâncias do parto e da morte.

A investigação também não descarta a possibilidade de que o parto tenha sido provocado por alguma substância ou outro tipo de intervenção.

Ao final das diligências, a mulher deverá ser indiciada inicialmente por homicídio, segundo o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso. A classificação jurídica poderá ser modificada ou incluir outros crimes, como aborto, caso os exames indiquem que houve provocação do parto.

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Polícia

Empresária presa pela PF diz não entender preventiva: “Nunca pisei numa delegacia”

Sócia do Tatu Bola Bar, Thatiana Rabelo afirmou em audiência de custódia que mantém residência e negócios em Cuiabá e negou envolvimento com crimes

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A empresária e advogada Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, sócia-administradora da empresa responsável pelo Tatu Bola Bar, em Cuiabá, afirmou durante audiência de custódia que foi surpreendida pela prisão preventiva determinada no âmbito da Operação Bóreas, da Polícia Federal. Ela negou envolvimento com crimes e disse nunca ter sido conduzida ou chamada para prestar esclarecimentos em uma delegacia.

“Eu nunca pisei numa delegacia, nunca fui chamada para vir nada”, declarou.

Thatiana foi presa na terça-feira (25), em Cuiabá, por determinação da 4ª Vara Federal de Palmas (TO). A operação investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar aeronaves e pistas clandestinas para transportar drogas e armas em uma rota internacional.

Durante o depoimento, a empresária relatou a chegada à sede da Polícia Federal e disse ter se sentido tratada como uma presidiária.

“Parecia uma presidiária que seria levada até lá. Talvez eu durma aqui hoje. Parecia uma presidiária federal”, afirmou.

Segundo Thatiana, ela não sabe exatamente qual seria sua relação com a investigação. A empresária levantou a possibilidade de que a prisão esteja relacionada ao irmão, Márcio Rabello Mesquita Theodoro, que está preso desde fevereiro de 2025.

Márcio é investigado por supostamente ter pilotado uma aeronave utilizada no transporte de aproximadamente 475 quilos de cocaína e pasta-base.

“Eu não sei do que se trata. Tenho um irmão que está preso fora, imagino que deve ser algo ligado a ele por conta do mandado lá de Tocantins”, disse.

Empresária questiona decisão

Em outro momento da audiência, Thatiana questionou os motivos utilizados para determinar sua prisão preventiva. Ela destacou que mora em Cuiabá há cerca de duas décadas, possui atividade comercial e mantém seus rendimentos declarados.

“Eu não faço ideia do fundamento ou como, com todo respeito ao Poder Judiciário, foi decretada uma preventiva”, afirmou.

A empresária também ressaltou que seu negócio é aberto ao público e que mantém suas redes sociais abertas.

“Eu tenho comércio na cidade, tenho residência fixa, moro há 20 anos em Cuiabá. Eu declaro meu Imposto de Renda, tenho residência, minhas redes sociais são abertas”, relatou.

Thatiana afirmou ainda que sua rotina sempre esteve ligada ao trabalho e que a situação provocada pela prisão seria completamente diferente de sua realidade.

“Eu estou me sentindo num mundo totalmente fora da minha realidade. Eu tenho horário para chegar no trabalho, tenho um comércio que é público, minhas redes sociais são abertas”, declarou.

Operação Bóreas

A Operação Bóreas foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma estrutura suspeita de atuar na logística aérea do tráfico internacional de drogas e armas.

As investigações apontam para a utilização de aeronaves, pistas clandestinas e outros mecanismos de apoio ao transporte de grandes carregamentos provenientes da Bolívia e do Peru com destino ao Brasil.

A apuração segue em andamento e deverá esclarecer a participação individual de cada investigado e eventual ligação entre os alvos da operação. As acusações contra os investigados ainda são objeto de investigação.

 

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