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Pivetta escolhe Gisela Simona para vice após saída de Fábio Garcia

Ela foi escolhida após o deputado federal Fábio Garcia renunciar à posição nesta terça-feira (11)

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou, na noite desta terça-feira (11), a suplente de deputada federal Gisela Simona (União) como candidata a vice-governadora em sua chapa de reeleição ao Governo de Mato Grosso. A escolha ocorreu horas depois de Fábio Garcia (União) comunicar sua saída da composição.

A mudança ocorreu em meio aos desdobramentos políticos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. Garcia foi um dos alvos da investigação, que também alcançou o ex-governador Mauro Mendes (União).

Ao confirmar Gisela como sua vice, Pivetta afirmou que os dois terão como missão trabalhar pelo Estado e manter o ritmo de desenvolvimento de Mato Grosso.

“Ela e eu vamos honrar Mato Grosso. Se o povo nos der a honra de conduzir o Estado, farei isso com você com toda lealdade e dedicação”, declarou o governador.

Pivetta também disse que a nova composição deverá renovar o entusiasmo da campanha e permitir que a equipe avance em novas propostas para o Estado.

Gisela agradeceu a confiança e afirmou que pretende atuar especialmente em pautas relacionadas à defesa das mulheres e de pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Agradeço ao governador Pivetta pela confiança na escolha do nosso nome. Vamos arregaçar as mangas, vestir a camisa e trabalhar para que Mato Grosso continue progredindo”, afirmou.

Nome já era cotado

O nome de Gisela Simona já vinha sendo discutido nos bastidores como uma possibilidade para integrar a chapa de Pivetta. A escolha fortalece a presença feminina na composição e também amplia a conexão do grupo político com a Baixada Cuiabana.

Cuiabana e servidora pública estadual, Gisela é advogada formada pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e possui pós-graduação em Direito do Consumidor. Sua trajetória profissional ganhou destaque principalmente na defesa dos direitos dos consumidores.

Ela ingressou no Procon-MT em 2001 como conciliadora de Defesa do Consumidor e, entre 2008 e 2017, comandou a Superintendência do órgão.

Em 2013, assumiu a presidência da Associação Brasileira de Procons (ProconsBrasil), permanecendo no cargo por dois mandatos. Durante esse período, também integrou a Comissão Nacional de Proteção ao Consumidor e Acesso à Justiça do Ministério da Justiça.

Trajetória eleitoral

A atuação no Procon ajudou a projetar Gisela no cenário político de Mato Grosso. Em 2018, disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados e recebeu 50.682 votos, sendo a mulher mais votada para deputada federal em Cuiabá naquele pleito.

Em 2020, concorreu à Prefeitura de Cuiabá e terminou o primeiro turno na terceira colocação, com 52.191 votos.

Dois anos depois, voltou a disputar uma vaga na Câmara Federal e terminou como primeira suplente do União Brasil. Em 2023, chegou a exercer o mandato de deputada federal.

Agora, Gisela passa a ocupar um papel central na estratégia eleitoral de Pivetta para 2026, em uma chapa que busca combinar a experiência administrativa do governador com a atuação política e a presença regional da nova candidata a vice.

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Politica

Moacir Couto defende criação de Casa de Apoio para mulheres vítimas de violência

Para Moacir, o Agosto Lilás deve servir como um momento de reflexão e de discussão sobre soluções permanentes.

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Agosto é marcado pela mobilização do Agosto Lilás, campanha que reforça a importância da prevenção e do enfrentamento à violência contra a mulher. Mas combater esse problema precisa ser um compromisso permanente de toda a sociedade e, principalmente, do poder público.

Os números mostram que ainda há muito a avançar. Somente no primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou 741 feminicídios, segundo dados do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, do Ministério da Justiça e do Ministério das Mulheres.

A violência contra a mulher não se resume à agressão física. Ela também pode acontecer por meio de ameaças, perseguição, violência psicológica, sexual, patrimonial, moral e, cada vez mais, no ambiente digital. A divulgação de imagens sem consentimento, a perseguição pelas redes sociais, ameaças e até o uso de inteligência artificial para constranger mulheres são formas de violência que precisam ser reconhecidas e combatidas.

Diante dessa realidade, o suplente de deputado estadual e pré-candidato, Moacir Couto defende que, além da prevenção e do fortalecimento dos canais de denúncia, é preciso criar condições para que as mulheres consigam romper com o ciclo de violência e reconstruir suas vidas com segurança. “Não basta dizer para uma mulher que ela precisa denunciar. Muitas vezes, ela sabe que precisa sair daquela situação, mas não tem para onde ir com os filhos. Precisamos pensar em uma estrutura que ofereça acolhimento, segurança e condições para que essa mulher possa recomeçar com dignidade”, afirma.

Moacir cita como referência uma iniciativa que está sendo desenvolvida em Água Boa, onde espaços que foram apreendidos estão sendo destinados para acolher mulheres vítimas de violência. “Temos exemplos de iniciativas que podem servir de referência, como em Água Boa, onde espaços que foram apreendidos estão sendo destinados para acolher mulheres nessa situação. É uma ideia que precisa ser discutida, adaptada à nossa realidade e transformada em política pública. Precisamos encontrar caminhos para que uma mulher que decide romper com a violência não se veja sem alternativa, principalmente quando tem filhos”, destaca.

Para Moacir, o Agosto Lilás deve servir como um momento de reflexão e de discussão sobre soluções permanentes.

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Mauro Carvalho deixa Casa Civil em meio à Operação Heritage e diz que vai provar inocência

“Saio hoje pela mesma razão pela qual entrei: lealdade”, escreveu.

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O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, anunciou nesta terça-feira (11) a renúncia ao cargo em meio às investigações da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) confirmou que Adjaime Ramos de Souza assumirá a função.

Em uma carta publicada nas redes sociais, Carvalho afirmou que deixa o cargo para se dedicar à família, às empresas e à defesa diante das suspeitas investigadas na operação. Ele também declarou que pretende provar sua inocência e a de seus familiares.

“Saio hoje pela mesma razão pela qual entrei: lealdade”, escreveu.

O nome de Mauro Carvalho aparece nas investigações relacionadas a um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi. Segundo o ex-secretário, porém, ele não participou da negociação e não ocupava cargo público durante o período em que o processo tramitou.

“Entre dezembro de 2023 e abril de 2024, período em que tramitou o processo da Oi, eu já não ocupava nenhum cargo público, nem federal nem estadual”, afirmou.

Carvalho também destacou que seu afastamento do cargo chegou a ser solicitado pela autoridade policial, mas a medida foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a própria manifestação apresentada por ele.

O ex-secretário reforçou ainda que não foi denunciado nem condenado.

“Isto é uma investigação e investigação não é condenação. Não fui denunciado, não estou sendo processado criminalmente e não fui condenado”, declarou.

Na carta, Carvalho negou ter participado do acordo com a Oi ou obtido qualquer benefício relacionado à negociação. Segundo ele, os recursos utilizados por empresas de sua família têm origem em seu próprio grupo empresarial.

“Não participei do acordo e não me beneficiei”, afirmou.

A saída ocorre poucos dias depois da deflagração da Operação Heritage, que colocou sob investigação integrantes e ex-integrantes do grupo político ligado ao Governo de Mato Grosso. Entre os nomes citados também estão o deputado federal Fábio Garcia e o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes.

Ao finalizar a carta, Mauro Carvalho agradeceu a Pivetta, aos servidores da Casa Civil e à família. Também manifestou solidariedade a Francisco Lopes e Fábio Garcia, afirmando que ambos tiveram a “honra exposta antes de qualquer contraditório”.

Com a saída de Carvalho, Adjaime Ramos de Souza passa a comandar a Casa Civil em um momento de forte movimentação política e jurídica envolvendo o grupo que disputa as eleições de 2026 em Mato Grosso.

Leia a carta:

 

“Aos mato-grossenses,

 

Comunico que deixo, nesta data, o cargo de Secretário-Chefe da Casa Civil do Estado de Mato Grosso.

 

Não retornei ao serviço público por ambição nem por vaidade. Eu havia deixado a Casa Civil em julho/2023 para assumir o Senado Federal, e não tinha nenhuma intenção de voltar.

 

Em dezembro de 2025, veio um novo convite do Otaviano Pivetta e Mauro Mendes, e no primeiro momento eu não aceitei. Levei algumas semanas para responder. Respondi sim, por gratidão e por lealdade a um grupo político do qual nunca me afastei, e assumi a Casa Civil em abril/2026. Saio hoje pela mesma razão pela qual entrei: lealdade.

 

Deixo o cargo para me dedicar inteiramente à minha família, às minhas empresas e esclarecer estes fatos e provar a minha inocência.

 

Entre dezembro de 2023 e abril de 2024 — período em que tramitou o processo da Oi — eu já não ocupava nenhum cargo público, nem federal nem estadual, de modo que não poderia influenciar em absolutamente nada a decisão de firmar ou não o acordo.

 

Saio de pé e com a consciência tranquila.

 

Registro, com serenidade, três fatos objetivos e verificáveis:

 

Primeiro. O afastamento do meu cargo foi requerido pela autoridade policial e foi indeferido pelo Supremo Tribunal Federal que negou a medida, acolhendo a manifestação da Procuradoria-Geral da República no sentido de que não havia indício de uso do meu cargo para qualquer finalidade ilícita. Não saio, portanto, por determinação judicial. Saio por decisão tomada por mim em conjunto com a minha família e com o Governador do Estado.

 

Segundo. Isto é uma investigação — e investigação não é condenação. Não fui denunciado, não estou sendo processado criminalmente e não fui condenado. A própria decisão diz com todas as letras, que não está afirmando a culpa de ninguém: ela apenas autoriza que os fatos sejam apurados. Apurar é o começo do caminho. Julgar é o fim. Estamos no começo, e eu…

 

Terceiro. Reafirmo integralmente o que já declarei publicamente em nota, não participei do acordo e não me beneficiei. Nenhum recurso originário do acordo firmado com a Oi foi utilizado em benefício próprio ou da minha família. Todo valor aportado pela minha família nas empresas de que participamos decorre de recursos do meu grupo empresarial. Na decisão, não me é atribuído nenhum ato concreto: meu nome figura por vínculo — e vínculo não é conduta. Tenho a convicção de que, ao final do processo, o caso será esclarecido e a minha inocência e a da minha família comprovadas.

 

Sobre a ação que corre no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e que trata dos mesmos fatos: ela não diz, em momento algum, que eu fiz alguma coisa. E, quando trata dos meus familiares, o próprio denunciante escreveu que o benefício teria sido indireto, ou seja, nem ele aponta um pagamento, um contrato, um ato, pois não existe. Quem tem prova não precisa escrever “indiretamente”.

 

Deixo registrada minha solidariedade ao Procurador-Geral do Estado Dr. Francisco Lopes e ao Deputado Federal Fábio Garcia, que nesta mesma semana tiveram a honra exposta antes de qualquer contraditório.

 

Ao Governador Otaviano Pivetta, minha gratidão pela confiança e meu desejo sincero de que o Governo siga em frente. Aos servidores da Casa Civil, meu respeito e admiração. À minha família, que carregou o peso maior sem ter escolhido nada disso, todo o meu amor.

 

Peço a Deus que a verdade prevaleça, e que ninguém seja condenado sem culpa, como aconteceu com Jesus diante de Pilatos. Que Deus abençoe todos nós”.

 

Mauro Carvalho Junior

Cuiabá/MT, 11 de agosto de 2026.

 

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Adesivo de Janaína Riva colado em carro de candidata Bolsonarista provoca reação nas redes; VEJA VÍDEO

“Infelizmente, não é um crime eleitoral, mas é sujeito, sim, de entrar em um processo de dano moral”, disse.

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A candidata do Novo à Assembleia Legislativa, Flaviane Bolsonaro, usou as redes sociais para reagir a um episódio que classificou como invasivo e desrespeitoso: seu carro teria sido adesivado com material de campanha da deputada estadual Janaína Riva (MDB), que disputa uma vaga ao Senado.

Segundo Flaviane, o adesivo foi colocado em seu veículo sem autorização. A candidata afirmou que interpretou a situação como uma provocação política e criticou o que considera uma violação da liberdade individual e do direito à propriedade privada.

“Quando eu vejo uma situação de um candidato ou candidata mandar a cabo eleitoral pregar adesivos em veículo próprio, de propriedade privada, você chega à concepção de que nós estamos literalmente sendo cerceados do nosso direito de liberdade”, afirmou.

Flaviane também declarou ter conversado com outras pessoas e recebido relatos semelhantes durante as convenções do Novo. Segundo ela, outros veículos também teriam recebido adesivos sem autorização dos proprietários.

A candidata defendeu que situações desse tipo sejam registradas e denunciadas publicamente.

“Fica ligado, pessoal. Quando vocês perceberem uma situação dessa, denuncie”, declarou.

Na avaliação de Flaviane, colocar material político em um veículo particular sem autorização ultrapassa os limites da disputa eleitoral e representa desrespeito à propriedade privada.

A candidata também afirmou que, embora considere que a situação não configure necessariamente crime eleitoral, poderá haver discussão na esfera cível caso fique comprovado algum dano.

“Infelizmente, não é um crime eleitoral, mas é sujeito, sim, de entrar em um processo de dano moral”, disse.

Crítica ganha tom ideológico

Ao comentar o episódio, Flaviane associou a prática ao que considera uma postura política de esquerda. Ela afirmou que atitudes contra a propriedade privada deveriam ser observadas pelo eleitor durante o período eleitoral.

 

 

“Não vote em pessoas que são esquerdistas e que não respeitam a propriedade privada”, declarou a candidata.

A fala coloca o episódio dos adesivos dentro de uma disputa política mais ampla, em que Flaviane procura reforçar uma das principais bandeiras de seu discurso: a defesa da liberdade individual e da propriedade privada.

Até o momento, não há, nas informações apresentadas, comprovação de que a colocação do adesivo tenha sido determinada diretamente pela campanha de Janaína Riva. A responsabilidade pela ação deverá ser esclarecida caso haja investigação ou apresentação de provas.

O episódio, entretanto, já ganhou espaço no debate político e foi utilizado por Flaviane para marcar posição e reforçar seu discurso de oposição ao que considera práticas invasivas durante a disputa eleitoral.

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