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Mato Grosso

OSC Lírios inaugura espaço e celebra resultados expressivos em Várzea Grande

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A manhã desta sexta-feira (27) foi marcada por emoção, conquistas e novos começos em Várzea Grande. A OSC Lírios inaugurou oficialmente sua nova sede, reunindo parceiros, representantes da sociedade civil e autoridades locais em uma cerimônia que simboliza mais um passo firme na trajetória da instituição.

O novo espaço passa a concentrar todas as frentes de atuação da organização, que desenvolve projetos nas áreas de acolhimento psicossocial, prevenção à violência, mobilização social e fortalecimento produtivo feminino. Mais do que uma mudança de endereço, a inauguração representa a consolidação de anos de trabalho contínuo e impacto social.

Durante o evento, foram apresentados os resultados de 2025, que impressionam pela abrangência e alcance. Por meio do Projeto Regando Lírios, foram realizados 1.595 atendimentos psicológicos e 365 atendimentos sociais, totalizando 1.960 atendimentos especializados. No período, 777 mulheres receberam acompanhamento técnico e 818 atendimentos foram destinados ao público infantojuvenil.

Na frente de prevenção, o Projeto Plantando Lírios – Educar para Prevenir alcançou 8.406 estudantes em 55 escolas urbanas e rurais, além de promover 220 acolhimentos psicossociais individuais no ambiente escolar — reforçando o compromisso com a formação e a proteção de crianças e adolescentes.

As atividades coletivas também ganharam destaque. O projeto Terapia Coletiva e Converchá reuniu mais de 275 mulheres em encontros de acolhimento emocional e 173 participantes em sessões terapêuticas. Já o Movimento Conecta mobilizou 210 pessoas em reuniões ampliadas durante o período de ativismo, fortalecendo redes de apoio e diálogo.

Na área produtiva, o Programa Elas e a Agricultura qualificou mais de 2.000 mulheres em 30 municípios, com 245 oficinas e visitas técnicas a 49 comunidades e assentamentos. O Programa Rota da Banana registrou 1.200 atendimentos técnicos em 25 municípios, sendo 900 com acompanhamento de agrônomo, além da entrega de 180 kits de irrigação e três aulas campo que reuniram 1.500 participantes.

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Mato Grosso

Mato Grosso e a face escancarada do machismo

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Mato Grosso figura, reiteradamente, entre os estados com índices alarmantes de violência contra a mulher e feminicídio. Os números divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública escancaram uma realidade que não pode mais ser tratada como estatística fria: trata-se de vidas interrompidas, famílias devastadas e mulheres que vivem sob ameaça constante.

Mas há uma face ainda mais silenciosa — e igualmente cruel — dessa violência: a perseguição política contra mulheres que ousaram ocupar espaços de poder.

Quando uma mulher conquista um cargo público pelo voto popular, o que deveria ser motivo de celebração democrática transforma-se, muitas vezes, em palco de ataques pessoais, difamações e calúnias. Em Mato Grosso, esse movimento tem se tornado recorrente. Questiona-se sua capacidade antes mesmo de avaliar seu trabalho. Julga-se sua postura antes de analisar suas propostas. Ataca-se sua vida pessoal quando faltam argumentos contra sua atuação pública.

Até onde impera o machismo?
Que tipo de formação social ainda alimenta homens que se julgam superiores, que acreditam ter autoridade natural sobre o corpo, a voz e a trajetória das mulheres? O mundo mudou de fato ou apenas aprendemos a maquiar velhas estruturas com discursos modernos?

Vivemos um tempo de aparente avanço. As mulheres estudam mais, ocupam cargos estratégicos, lideram instituições. No entanto, quanto mais visibilidade conquistam, mais resistência enfrentam. A violência que antes era restrita ao ambiente doméstico agora transborda para os plenários, para as redes sociais, para os bastidores do poder.

É preciso nomear o que está acontecendo: não se trata de divergência política — isso é parte legítima da democracia. Trata-se de violência política de gênero.

É o uso sistemático da desqualificação moral como arma. É a tentativa de silenciar pela humilhação. É a estratégia de enfraquecer pela exposição. É o velho método de manter mulheres “no seu lugar”.

Mas elas não voltarão.
Cada mulher que resiste hoje, que enfrenta o tribunal das redes, os ataques velados e as insinuações maldosas, está abrindo caminho para outras. Está ampliando a fronteira do possível. Está mostrando às meninas que é possível ocupar espaços historicamente negados — mesmo que o preço ainda seja alto.

A indignação é legítima. O silêncio, não.
Não se combate o machismo com complacência. Combate-se com firmeza, com denúncia, com união e, sobretudo, com presença. A presença feminina na política não é concessão — é direito. É conquista. É democracia em sua essência.

Se há quem tente desacreditar, há também quem construa. Se há quem ataque, há quem resista. E a resistência, quando coletiva, transforma estruturas.

Dias melhores virão — não por ingenuidade, mas por construção. Porque essas mulheres que hoje enfrentam a violência política estão pavimentando um caminho mais justo. Estão plantando respeito onde antes havia silêncio. Estão desafiando estruturas que por séculos pareceram inabaláveis.

O machismo não é maior que a história. E a história já começou a mudar.

Que o respeito impere. Que a empatia prevaleça. E que a democracia, de fato, seja para todos — e todas.

Marcella Magalhães – Jornalista

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Mato Grosso

Rede estadual terá 2.385 PAEs atuando no atendimento a estudantes da educação especial

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Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso finaliza nesta sexta-feira (27.2) o processo de atribuição de 655 Profissionais de Apoio Especializado (PAE), em cumprimento à Lei nº 13.146/2015 e ao Decreto nº 12.686/2025, além de suas atualizações.

Com a conclusão, os novos profissionais passam a integrar um grupo de 2.385 PAEs que atuarão ao longo do ano letivo de 2026 no atendimento a 4.474 estudantes público-alvo da educação especial que necessitam de algum nível de suporte diferenciado na Rede Estadual de Ensino.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destaca que, conforme estabelece a Lei Brasileira de Inclusão, o apoio especializado é uma medida de acessibilidade voltada à eliminação de barreiras e à garantia de participação, permanência e aprendizagem dos estudantes no ensino regular. Ele ressalta que o PAE não substitui o professor regente nem configura o Atendimento Educacional Especializado (AEE), realizado nas Salas de Recursos Multifuncionais.

Segundo o secretário, a atuação do PAE é complementar e ocorre no modelo de ensino colaborativo. O professor regente permanece responsável pelo processo de ensino-aprendizagem, enquanto o profissional de apoio aplica estratégias de suporte ao estudante, de acordo com o Plano Educacional Individualizado (PEI) definido pelo docente titular.

Alan Porto também observa que, anteriormente, havia distorções na prática escolar, com alunos sendo deixados sob responsabilidade exclusiva de outros profissionais, função que não está prevista na legislação atual. Para ele, o novo modelo reforça o conceito de inclusão ao assegurar que o estudante seja acompanhado de forma integrada, com suporte alinhado às diretrizes legais.

A Seduc avalia que a conclusão do processo representa avanço na organização da política de inclusão, ao estabelecer critérios transparentes para alocação de pessoal e delimitar funções com maior clareza. Com isso, as unidades escolares iniciam o ano letivo com equipes completas para garantir o atendimento adequado.

Funções do Profissional de Apoio Especializado

De acordo com a legislação, o PAE pode ter formação de nível médio ou superior e exerce funções como auxílio em cuidados pessoais quando houver ausência de autonomia funcional, apoio na locomoção e mobilidade interna, acompanhamento em atividades pedagógicas sem interferência didática, atuação como ledor ou transcritor quando necessário e suporte no uso de tecnologias assistivas previstas no Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) e no PEI.

Conforme dados da Seduc, a Rede Estadual atende, em 2026, mais de 11 mil estudantes com deficiência auditiva, física, intelectual, mental-psicossocial, visual, múltipla, transtorno do espectro autista ou altas habilidades/superdotação.

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Show Safra 2026 projeta 190 mil visitantes e amplia protagonismo do agro no nortão de MT

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Em um cenário estratégico para definição das próximas safras, o Show Safra Mato Grosso 2026 promete transformar Lucas do Rio Verde, no médio-norte do estado, em um dos principais centros de negócios do agronegócio brasileiro entre os dias 23 e 27 de março.

A feira foi oficialmente apresentada nesta quarta-feira (25), reunindo imprensa, lideranças políticas, empresários e representantes do setor produtivo.

Promovido pela Fundação Rio Verde, o evento se consolidou ao longo de mais de três décadas como vitrine tecnológica e ambiente de decisões estratégicas para o campo.

Para a edição de 2026, a expectativa é reunir 600 expositores e mais de duas mil marcas, além de atrair cerca de 190 mil visitantes ao longo de cinco dias. A programação prevê mais de 170 horas de palestras, painéis técnicos e debates.

Três poderes frente a frente com o agro

 

Um dos diferenciais desta edição será a presença institucional dos três poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — nas esferas municipal e estadual. A proposta é criar um espaço direto de diálogo entre autoridades e produtores rurais, abordando temas como logística, segurança jurídica, sustentabilidade e políticas públicas para o setor.

Segundo o presidente da Fundação Rio Verde, Joci Piccini, o evento ultrapassou o formato tradicional de exposição tecnológica. “O Show Safra passou a influenciar decisões importantes para Mato Grosso. É fundamental que as autoridades compreendam de perto as demandas do agro”, afirmou.

O diretor-executivo da entidade, Rodrigo Pasqualli, destacou que a aproximação entre gestores públicos e produtores fortalece o papel representativo da feira. “Trabalhamos para que cada edição seja maior e mais estratégica do que a anterior”, ressaltou.

Agro e educação lado a lado

 

A edição de 2026 também marca o lançamento do Show Safra Educação, iniciativa voltada à integração entre o setor produtivo e o ambiente acadêmico. O objetivo é aproximar estudantes das inovações tecnológicas e da realidade do agronegócio, setor que lidera o crescimento econômico no Centro-Oeste.

O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, destacou a importância da proposta para formação de mão de obra qualificada. “Vamos conectar as novas gerações ao agro, criando oportunidades e ampliando horizontes”, afirmou.

Além do novo núcleo educacional, permanecem na programação espaços já consolidados como Show Safra Pecuária, Show Safra Connect, Show Safra Negócios, Show Safra 360 e Show Safra Mulher, com foco em inovação, tecnologia, empreendedorismo e inclusão.

Ambiente estratégico para negócios

 

Com a colheita da soja praticamente concluída, o período é considerado oportuno para avaliação de desempenho das lavouras e definição de investimentos futuros.

A feira se apresenta como ambiente ideal para lançamento de tecnologias, novas cultivares, soluções em mecanização, conectividade, energia e práticas sustentáveis.

Parceiro histórico do evento, o Sicredi reforça a atuação voltada ao crédito rural e ao desenvolvimento regional. A instituição participará com programação técnica e condições especiais de produtos e serviços.

Entre os convidados confirmados está o economista Ricardo Amorim, que abordará perspectivas econômicas e os desafios do agro brasileiro.

Para o diretor de negócios do Sicredi, Rafael Franchini, o Show Safra simboliza a união de esforços em prol da prosperidade regional. “É um espaço que conecta pessoas, gera oportunidades e impulsiona a economia local”, avaliou.

Consolidado como uma das maiores feiras do setor no país, o Show Safra Mato Grosso reforça o protagonismo do médio-norte mato-grossense no cenário nacional e amplia o debate sobre inovação, competitividade e sustentabilidade no campo.

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