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Mauro Mendes afirma que acordo com a Oi foi legal e critica ataques de adversário

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O governador Mauro Mendes (União) rebateu nesta quarta-feira (11) as acusações feitas pelo ex-governador Pedro Taques a respeito do acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi S.A. Durante entrevista coletiva, Mendes classificou as declarações como “denuncismo eleitoral” e afirmou que houve deturpação de informações sobre o termo celebrado em 2024.

A manifestação ocorre após Taques ingressar com uma Ação Popular questionando o acordo firmado no âmbito da Câmara de Resolução Consensual de Conflitos do Estado (Consenso-MT). O ex-governador sustenta que o termo teria causado prejuízo superior a R$ 308 milhões aos cofres públicos e, em vídeos publicados nas redes sociais, classificou o acordo como “ilegal” e “espúrio”, além de sugerir a existência de crimes.

Em resposta, o Estado protocolou, no fim de janeiro, uma interpelação judicial na 7ª Vara Cível de Cuiabá para que Taques esclareça formalmente o teor das acusações e apresente provas caso sustente irregularidades. Segundo a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), a medida tem como objetivo delimitar o conteúdo das declarações e resguardar a instituição.

Durante a coletiva, Mauro Mendes afirmou que a PGE apresentaria esclarecimentos técnicos para demonstrar a legalidade do acordo. Ele declarou que fatos teriam sido “deturpados” e que informações relevantes teriam sido omitidas nas críticas feitas pelo ex-governador.

O chefe do Executivo estadual também mencionou episódios anteriores em que foi alvo de investigações, citando a Operação Ararath, da qual foi absolvido posteriormente. Segundo ele, acusações sem provas geram prejuízos à imagem pessoal e institucional.

O impasse envolve um litígio iniciado em 2009, quando o Estado acionou a Oi para cobrar impostos considerados devidos. Em 2018, o Tribunal de Justiça reconheceu o direito de Mato Grosso à cobrança. O acordo firmado em abril de 2024 foi homologado judicialmente e, conforme a PGE, analisado por órgãos de controle. Parecer do Ministério Público de Contas citado pelo Estado apontou inexistência de indícios de irregularidades na condução do termo.

Sem confirmar eventual candidatura ao Senado nas próximas eleições, Mauro Mendes afirmou que a liberdade de expressão não deve ser utilizada para acusações sem comprovação e criticou o que classificou como ataques à sua integridade. O episódio adiciona mais um capítulo à disputa política envolvendo os dois ex-gestores do Palácio Paiaguás.

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Michelly Alencar diz que não cede a pressões e reforça combate ao assédio

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Durante o Grande Expediente da sessão ordinária desta terça-feira (10), a vereadora Michelly Alencar se pronunciou na Câmara Municipal de Cuiabá sobre a denúncia de assédio sexual envolvendo um ex-chefe de gabinete do prefeito Abilio Brunini. Em seu discurso, a parlamentar repudiou o assédio e afirmou que a defesa das mulheres é um compromisso permanente de sua atuação pública.

Michelly destacou que não admite pressões externas sobre a conduta da bancada feminina nem sobre decisões institucionais da Casa. Segundo ela, mulheres na política não devem ser tuteladas ou orientadas sobre como agir diante de situações sensíveis.

A vereadora também respondeu às críticas recebidas por não ter assinado o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). De acordo com Michelly, sua trajetória na defesa dos direitos das mulheres antecede sua atuação política e não pode ser medida por um único ato formal.

Ao abordar a apuração do caso, a parlamentar ressaltou que o assédio sexual é um crime de natureza penal e que a investigação deve ser conduzida pelos órgãos competentes, como Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário. Ela enfatizou a necessidade de preservar a vítima e evitar sua exposição pública durante o processo.

Michelly lembrou ainda que a Câmara Municipal adotou as medidas cabíveis dentro de suas atribuições legais, com a criação de uma Comissão Especial para acompanhar o caso e elaborar um relatório a ser encaminhado às autoridades responsáveis.

Por fim, a vereadora afirmou que atua com independência e que suas decisões não são motivadas por pressões políticas. Segundo ela, o enfrentamento à violência contra a mulher deve ocorrer com responsabilidade, respeito ao rito legal e sem a utilização do caso como instrumento político.

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Abilio desafia Janaina Riva a deixar o MDB e assumir discurso bolsonarista

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a se posicionar contra uma possível aliança entre o Partido Liberal e o MDB para as eleições de 2026. Em declarações feitas nesta sexta-feira (6), o gestor afirmou não ver viabilidade política na aproximação entre as siglas e lançou um desafio direto à presidente estadual do MDB, deputada Janaina Riva.

Segundo Abilio, caso queira ser reconhecida como uma liderança alinhada à direita, Janaina deveria deixar o MDB e assumir publicamente um discurso associado ao bolsonarismo. Para o prefeito, esse seria o único caminho para demonstrar coerência ideológica com o campo político defendido pelo PL.

O chefe do Executivo cuiabano também criticou o histórico político do MDB em Mato Grosso, especialmente a trajetória da família Riva e de lideranças tradicionais do partido. De acordo com ele, essas figuras mantiveram, ao longo dos anos, alianças com o Partido dos Trabalhadores (PT) no cenário nacional, o que, na sua avaliação, inviabiliza qualquer construção conjunta com o PL.

Abilio destacou ainda que o Partido Liberal mantém uma identidade política clara e que eventuais alianças precisam respeitar afinidade ideológica. Para o prefeito, acordos eleitorais baseados apenas em conveniência política não contribuem para fortalecer o projeto defendido pela sigla.

As declarações ocorrem em meio às articulações partidárias que começam a se intensificar com vistas às eleições de 2026, quando partidos buscam definir estratégias, alianças e palanques regionais

 

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Socialista vence segundo turno e assume Presidência de Portugal em 2026

O resultado coloca Antônio José Seguro em um grupo restrito de presidentes eleitos com mais de 3 milhões de votos desde a redemocratização do país, iniciada em 1976

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Portugal elegeu neste domingo (8) um novo presidente da República em uma disputa marcada por alta abstenção e forte polarização política. O socialista Antônio José Seguro venceu o segundo turno das eleições presidenciais ao ultrapassar a marca de 3 milhões de votos, superando o candidato da extrema-direita, André Ventura.

Com mais de 11 milhões de eleitores aptos a votar, Seguro somava, até as 21h30 no horário local, cerca de 3,3 milhões de votos. André Ventura alcançou aproximadamente 1,6 milhão, enquanto a taxa de abstenção ficou próxima de 50%, segundo os dados divulgados durante a apuração.

O resultado coloca Antônio José Seguro em um grupo restrito de presidentes eleitos com mais de 3 milhões de votos desde a redemocratização do país, iniciada em 1976. Ao longo desse período, apenas quatro presidentes haviam atingido essa marca. Mário Soares foi o único a conseguir o feito em duas ocasiões: na eleição de 1986, quando venceu Freitas do Amaral com 3.010.756 votos, e na reeleição de 1991, quando obteve 3.459.521 votos, alcançando 70,35% dos votos válidos, o maior percentual já registrado em eleições presidenciais portuguesas.

Antônio Ramalho Eanes também superou os 3 milhões de votos em sua reeleição, em 1980, com 3.262.520 votos, enquanto Jorge Sampaio alcançou 3.035.056 votos na eleição de 1996. Com a vitória de Seguro, esta passa a ser a 11ª eleição presidencial realizada em Portugal durante o período democrático.

O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016, permanece no cargo até março de 2026. Desde 1976, Portugal teve como presidentes Antônio Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.

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