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Política Nacional

Lula afirma estar motivado e defende soberania do Brasil em discurso na Bahia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (7) que as eleições de 2026 serão marcadas por um cenário de confronto político. A declaração foi feita durante o ato em comemoração aos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, realizado em Salvador (BA). Segundo Lula, não haverá espaço para o discurso conciliador que marcou outros momentos de sua trajetória política.

Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o chefe do Executivo disse estar “motivado para cacete” e classificou o próximo pleito como uma “guerra política”. Para ele, o embate eleitoral exigirá preparação para enfrentar o que chamou de disseminação de mentiras no debate público.

“Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter de nos preparar para não deixar a mentira governar este país. O que está em jogo não são apenas as eleições”, afirmou o presidente durante o discurso.

Lula também destacou que ainda está em processo de construção de um discurso político para o próximo período eleitoral, reforçando que o embate será decisivo. “Vamos ter de construir, porque é uma guerra política”, declarou.

Durante a fala, o presidente reforçou a defesa da soberania nacional e afirmou que o Brasil não aceitará interferências externas nem qualquer tipo de submissão. Segundo ele, o resultado eleitoral dependerá mais da narrativa política do que das realizações dos governos petistas ao longo dos anos.

“O que vai ganhar é a nossa narrativa política. Temos de dizer em alto e bom som que o nosso país é soberano. Queremos trabalhar com todo mundo, mas não queremos ser donos e não queremos ser colonizados”, disse.

O evento reuniu lideranças históricas do PT e marcou o início das articulações políticas do partido para o próximo ciclo eleitoral.

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Política Nacional

Laudo médico é divulgado e mantém Bolsonaro na Papuda

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A Polícia Federal concluiu nesta sexta-feira (6) o laudo médico solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O documento, tornado público, aponta que Bolsonaro necessita de acompanhamento médico regular e cuidados específicos, mas não apresenta impedimentos clínicos que justifiquem a saída do regime fechado neste momento.

De acordo com o relatório, elaborado em 20 de janeiro, o ex-presidente deve manter controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, dieta fracionada, realização periódica de exames laboratoriais e de imagem, além do uso contínuo de aparelho CPAP para tratamento de apneia do sono e ronco. Todas as medidas, segundo a PF, são consideradas compatíveis com o ambiente carcerário.

O laudo destaca que as comorbidades existentes “não ensejam, no momento, necessidade de transferência para unidade hospitalar”, desde que os cuidados recomendados sejam mantidos. “O quadro clínico geral do periciado é estável, não havendo necessidade de encaminhamento de urgência”, registra o documento, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade de acompanhamento contínuo.

A perícia também menciona que Bolsonaro relatou melhora nas condições de custódia após a transferência, em 15 de janeiro, da Superintendência da Polícia Federal para a unidade conhecida como Papudinha, dentro do mesmo complexo penitenciário. Segundo ele, o novo espaço oferece melhores condições de circulação, limpeza satisfatória e não apresenta incômodos significativos com ruídos, mesmo com obras em andamento.

Durante a avaliação médica, o ex-presidente informou que recebe atendimento semanal de fisioterapeuta particular e sessões de acupuntura para tratar episódios frequentes de soluços. Ele também relatou que parte do acompanhamento médico é realizado pelo dr. Brasil Caiado, responsável pelos encaminhamentos clínicos necessários.

O laudo servirá de base para a análise do pedido da defesa, que solicita a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias. A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes, que avaliará se as condições de saúde apresentadas justificam eventual flexibilização do cumprimento da pena.

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Governo Federal usa BBB 26 para divulgar isenção do Imposto de Renda

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O perfil oficial da Casa Civil do governo federal aproveitou uma discussão recente do Big Brother Brasil 26 para divulgar a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 000 por mês, medida que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026.

Publicado nas redes sociais na quarta-feira (4), o post fazia referência a um embate entre os participantes Jonas e Babu no programa. A primeira imagem trazia um emoji associado a Jonas com a frase “Se você é um playboy, isso aqui não é sobre você”. Na sequência, um emoji representando Babu dizia: “Mas se você é trabalhador e ganha até R$ 5 000, seu carisma certamente tá grandão porque você não paga mais Imposto de Renda”.

A publicação, que acabou sendo deletada pela manhã de quinta-feira (5), tem como objetivo usar uma linguagem mais leve e baseada em memes para explicar a nova regra tributária à população. Essa estratégia de comunicação não é inédita: o governo federal já recorreu a memes em outras campanhas, como um vídeo com “gatinho super rico” para defender a taxação dos mais abastados e a isenção do IR para faixas salariais mais baixas.

A medida de isenção do Imposto de Renda, uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi sancionada em novembro de 2025 e passou a valer no início deste ano. A lei amplia a faixa de isenção do IR para até R$ 5 000 por mês, beneficiando cerca de 15 milhões de brasileiros, e prevê redução gradual da alíquota para rendas de até R$ 7 350 mensais. Para compensar a redução na arrecadação, a legislação aumentou a tributação sobre rendimentos mais elevados, atingindo quem recebe acima de R$ 600 000 por ano com alíquotas adicionais.

A estratégia de comunicação adotada pela Casa Civil com a referência ao BBB faz parte de um movimento mais amplo do governo para se aproximar de públicos nas redes sociais por meio de linguagens e símbolos populares.

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Em programa, Ramagem critica STF e pede benefício para Bolsonaro

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O ex-deputado federal Alexandre Ramagem afirmou nesta sexta-feira (30) que tomou conhecimento de que um detento em regime semiaberto teria sido designado para cuidar da medicação do ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A declaração foi feita durante participação no programa Conversa Timeline.

Ao comentar a situação, Ramagem questionou as condições oferecidas ao ex-presidente no local de detenção. “Houve ainda uma nova informação, que a Polícia Militar colocou um detento em regime semiaberto para cuidar da medicação de Jair Bolsonaro. Ou seja, isso não é uma demonstração que onde ele está não está condizente com o cuidado que deve ser ministrado ao detento injustiçado Jair Bolsonaro?”, disse.

Durante a entrevista, o ex-deputado defendeu que Bolsonaro deveria obter o benefício da prisão domiciliar. “Então é lógico que deveria ser concedida, mais do que imediatamente já deveria ter sido concedido esse benefício que é precedente consolidado do STF”, afirmou.

Ramagem também fez críticas ao processo conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na condenação de Bolsonaro e dele próprio. “Todos nós sabemos a fraude que é essa ação do golpe, todos nós sabemos que tudo que foi apontado ali realmente foi criado, foi na criatividade, para acabar com o segmento da direita e com o nosso maior líder”, declarou.

As falas foram dadas no contexto de debate sobre a situação jurídica e as condições de custódia do ex-presidente.

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