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Abilio desafia Janaina Riva a deixar o MDB e assumir discurso bolsonarista

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a se posicionar contra uma possível aliança entre o Partido Liberal e o MDB para as eleições de 2026. Em declarações feitas nesta sexta-feira (6), o gestor afirmou não ver viabilidade política na aproximação entre as siglas e lançou um desafio direto à presidente estadual do MDB, deputada Janaina Riva.

Segundo Abilio, caso queira ser reconhecida como uma liderança alinhada à direita, Janaina deveria deixar o MDB e assumir publicamente um discurso associado ao bolsonarismo. Para o prefeito, esse seria o único caminho para demonstrar coerência ideológica com o campo político defendido pelo PL.

O chefe do Executivo cuiabano também criticou o histórico político do MDB em Mato Grosso, especialmente a trajetória da família Riva e de lideranças tradicionais do partido. De acordo com ele, essas figuras mantiveram, ao longo dos anos, alianças com o Partido dos Trabalhadores (PT) no cenário nacional, o que, na sua avaliação, inviabiliza qualquer construção conjunta com o PL.

Abilio destacou ainda que o Partido Liberal mantém uma identidade política clara e que eventuais alianças precisam respeitar afinidade ideológica. Para o prefeito, acordos eleitorais baseados apenas em conveniência política não contribuem para fortalecer o projeto defendido pela sigla.

As declarações ocorrem em meio às articulações partidárias que começam a se intensificar com vistas às eleições de 2026, quando partidos buscam definir estratégias, alianças e palanques regionais

 

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Michelly Alencar diz que não cede a pressões e reforça combate ao assédio

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Durante o Grande Expediente da sessão ordinária desta terça-feira (10), a vereadora Michelly Alencar se pronunciou na Câmara Municipal de Cuiabá sobre a denúncia de assédio sexual envolvendo um ex-chefe de gabinete do prefeito Abilio Brunini. Em seu discurso, a parlamentar repudiou o assédio e afirmou que a defesa das mulheres é um compromisso permanente de sua atuação pública.

Michelly destacou que não admite pressões externas sobre a conduta da bancada feminina nem sobre decisões institucionais da Casa. Segundo ela, mulheres na política não devem ser tuteladas ou orientadas sobre como agir diante de situações sensíveis.

A vereadora também respondeu às críticas recebidas por não ter assinado o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). De acordo com Michelly, sua trajetória na defesa dos direitos das mulheres antecede sua atuação política e não pode ser medida por um único ato formal.

Ao abordar a apuração do caso, a parlamentar ressaltou que o assédio sexual é um crime de natureza penal e que a investigação deve ser conduzida pelos órgãos competentes, como Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário. Ela enfatizou a necessidade de preservar a vítima e evitar sua exposição pública durante o processo.

Michelly lembrou ainda que a Câmara Municipal adotou as medidas cabíveis dentro de suas atribuições legais, com a criação de uma Comissão Especial para acompanhar o caso e elaborar um relatório a ser encaminhado às autoridades responsáveis.

Por fim, a vereadora afirmou que atua com independência e que suas decisões não são motivadas por pressões políticas. Segundo ela, o enfrentamento à violência contra a mulher deve ocorrer com responsabilidade, respeito ao rito legal e sem a utilização do caso como instrumento político.

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Socialista vence segundo turno e assume Presidência de Portugal em 2026

O resultado coloca Antônio José Seguro em um grupo restrito de presidentes eleitos com mais de 3 milhões de votos desde a redemocratização do país, iniciada em 1976

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Portugal elegeu neste domingo (8) um novo presidente da República em uma disputa marcada por alta abstenção e forte polarização política. O socialista Antônio José Seguro venceu o segundo turno das eleições presidenciais ao ultrapassar a marca de 3 milhões de votos, superando o candidato da extrema-direita, André Ventura.

Com mais de 11 milhões de eleitores aptos a votar, Seguro somava, até as 21h30 no horário local, cerca de 3,3 milhões de votos. André Ventura alcançou aproximadamente 1,6 milhão, enquanto a taxa de abstenção ficou próxima de 50%, segundo os dados divulgados durante a apuração.

O resultado coloca Antônio José Seguro em um grupo restrito de presidentes eleitos com mais de 3 milhões de votos desde a redemocratização do país, iniciada em 1976. Ao longo desse período, apenas quatro presidentes haviam atingido essa marca. Mário Soares foi o único a conseguir o feito em duas ocasiões: na eleição de 1986, quando venceu Freitas do Amaral com 3.010.756 votos, e na reeleição de 1991, quando obteve 3.459.521 votos, alcançando 70,35% dos votos válidos, o maior percentual já registrado em eleições presidenciais portuguesas.

Antônio Ramalho Eanes também superou os 3 milhões de votos em sua reeleição, em 1980, com 3.262.520 votos, enquanto Jorge Sampaio alcançou 3.035.056 votos na eleição de 1996. Com a vitória de Seguro, esta passa a ser a 11ª eleição presidencial realizada em Portugal durante o período democrático.

O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016, permanece no cargo até março de 2026. Desde 1976, Portugal teve como presidentes Antônio Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.

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Prefeitura de Várzea Grande contrata consultoria para recuperar recursos da saúde não repassados

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Após anos de possíveis perdas financeiras na área da saúde, a Prefeitura de Várzea Grande decidiu iniciar um processo técnico para identificar e recuperar recursos federais que não chegaram aos cofres do município. Para isso, contratou a empresa B2B Soluções em Consultoria, especializada em assessoria técnica voltada à recomposição de repasses do Sistema Único de Saúde (SUS).

A contratação foi oficializada por meio do Termo de Contrato nº 013/2026 e publicada na Gazeta Municipal desta terça-feira (4). O acordo foi firmado por inexigibilidade de licitação, com fundamento no artigo 74, inciso III, da Lei nº 14.133/2021, que rege as contratações públicas. O pagamento à empresa está condicionado exclusivamente aos valores que forem efetivamente recuperados.

O contrato tem vigência de 12 meses, contados a partir da assinatura, realizada em 28 de janeiro de 2026. Durante esse período, a empresa ficará responsável por conduzir estudos técnicos, levantamentos detalhados e análises jurídicas e administrativas junto ao Ministério da Saúde e a outros órgãos competentes.

O objetivo do trabalho é identificar falhas, omissões, inconsistências cadastrais ou ausência de reconhecimento da produção dos serviços de saúde que possam ter impedido o repasse regular de recursos ao município ao longo dos anos. A atuação da consultoria deve se concentrar, principalmente, na apuração de valores relacionados ao Teto de Média e Alta Complexidade (MAC), além de incentivos e programas federais vinculados à área da saúde.

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