OBSTRUÇÃO À JUSTIÇA

PF prende conselheiro afastado do Tribunal de Contas

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A Polícia Federal acaba de confirmar ao site O Factual que o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Waldir Teis, foi preso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STF).

A PF não deu mais detalhes da prisão, ressaltou que o processo corre em segredo de Justiça.

Ontem (30), o Ministério Público Federal (MPF) denunciou  ao Superior Tribunal de Justiça (STJ)  Teis por embaraço à investigação de infração penal, no âmbito da Operação Ararath.

A denúncia descreve a tentativa de Teis tentar embaraçar a atividade da polícia judiciária que, em 17 de junho, cumpria mandados de busca e apreensão em um escritório em Cuiabá. A essa etapa da investigação, que está na 16ª fase, foi dada o nome de Operação Gerion.

Waldir Teis, ao notar que os policiais se concentravam em uma segunda sala, recolheu uma série de talões de cheques com cifras milionárias e outras folhas assinadas mas sem preenchimento do valor, que estavam em sala ainda não analisada pelas autoridades. Mas acabou sendo flagrado, e o material, que havia sido jogado numa lixeira, foi recolhido.

Foram deferidos pelo STJ os pedidos de afastamento de sigilo bancário de diversas sociedades empresárias; o levantamento e utilização de dados de inteligência financeira de pessoas físicas e jurídicas; o afastamento do sigilo telefônico/telemático de alguns investigados, e busca e apreensão a ser realizada em locais ligados a pessoas investigadas, além do compartilhamento de dados com a Receita Federal do Brasil.

A Operação Ararath investiga, desde 2013, a prática de crimes de corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organização criminosa por conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

Pedidos – Além da condenação pela infração de embaraço à investigação, o MPF requer à Justiça indenização por danos morais coletivos, no valor de R$ 3 milhões, além da prorrogação do afastamento do conselheiro até o trânsito em julgado da denúncia.

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Polícia

Áudio revela reações de empresário e mãe de Isabele; ouça

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Arquivo Pessoal

A gravação de uma conversa telefônica entre o empresário Marcelo Cestari e um médico do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), à qual o MidiaNews teve acesso, revela momentos de tensão e desespero logo após a morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos.

Ela foi atingida por um disparo feito pela amiga, da mesma idade, filha de Cestari. A tragédia ocorreu no último dia 12 de julho, na casa do empresário, no condomínio Alphaville, em Cuiabá.

A filha contou à Polícia Civil que atingiu a amiga com um disparo acidental, após um case com duas armas caírem no chão, próximo ao banheiro onde a vítima faleceu.

Na gravação, de 14min30, é possível acompanhar a dinâmica dos fatos após a morte, como o nervosismo do empresário para tentar reanimar a jovem, a descoberta de que se tratava de um tiro, e não de uma queda – como inicialmente ele havia pensado.

A gravação revela também o desespero da mãe de Isabele, Patrícia Guimarães Ramos, que chega ao banheiro e se depara com o corpo da filha, e a chegada do médico Manuel Garibaldi, amigo da família, que constatou a morte.

O áudio é identificado como sendo a sétima ligação feita entre o Samu e a casa do empresário, que conversou com os socorristas por duas vezes. O telefonema foi feito às 22h02 daquele domingo.

Inicialmente, o empresário fala ao médico socorrista o que ele acha que ocorreu e pede auxílio.

Marcelo CestariEla caiu no banheiro, bateu a cabeça e perdeu uns dois litros de sangue. Por favor! [Venha] Muito rápido! É queda no banheiro.

SamuEla tá acordada?

CestariDesacordada.

SamuDá para ouvir ela respirar?

Cestari: Não estou sentindo a respiração dela.

Samu: Sabe me dizer se ela tem pulso, senhor?

Cestari: Não, ela não tem pulso no pescoço. Rápido, rápido!

SamuSenhor, deixa ela em uma superfície rígida, pode ser no chão. Entre os dois mamilos dela, o senhor vai começar a iniciar a compressão. Se ela não estiver respondendo, se ela não responde quando o senhor tocar nela, o senhor inicia a compressão.

Marcelo Cestari: Não, eu acho que já está desfalecida.

Segundos depois, o profissional do Samu indaga Cestari sobre a ocorrência. Inicialmente, o empresário nega que tenha sido um tiro e reafirma ter sido uma queda no banheiro.

Samu: Senhor, é queda no Jardim Itália?

 Cestari: É queda, no Alphaville 1.

Samu: É tiro ou queda, senhor? 

Cestari: É queda, queda. 

Samu: Tudo bem, senhor. Porque tem outra ocorrência dizendo que é tiro, senhor. Se for …

Cestari: Não tem nada de tiro, não.

Samu: Ok, senhor. Então inicia a compressão entre os dois mamilos dela. O senhor vai iniciar a compressão no peito. Vai fazer de 100 a 120. Um, dois, três, quatro (…). 

No áudio, é possível ouvir que Marcelo – com as instruções do socorrista – começa a fazer a compreensão cardíaca para tentar reanimar a adolescente. “Tem que ser rápido porque ela perdeu muito sangue”, disse.

“Foi um tiro”

No momento seguinte, é possível inferir que a filha – amiga da adolescente morta – aparece no quarto e o pai se dirige a ela e pergunta: “O que que foi? Ela caiu? O que aconteceu?”

A adolescente então explica ao pai que ocorreu um tiro acidental após a queda da arma. Na gravação da chamada, não é possível ouvir com clareza as palavras da menina.

Momentos depois ele é interrompido pelo médico socorrista do Samu.

Samu: Marcelo, estão nos informando que foi tiro.

Marcelo CestariPois é.. Agora que a menina está falando. 

Samu: Ok, Marcelo. Continue as compressões, faça o seu melhor. Minha ambulância está a caminho e a gente vai chamar a polícia.

Chegada da mãe: “Meu Deus”

Neste momento, a mãe da Isabele, Patrícia Guimarães Ramos, chega ao banheiro e grita desesperada: “O que que aconteceu? Meu deus!”.

Marcelo então pede calma à mulher e se reporta ao Samu. “Oi, a mãe dela chegou aqui. [Aguarda] Só um pouquinho”.

Após esse momento, é possível ouvir a mãe dizer: “Eu não consigo. Eu não consigo”. E Marcelo constata: “Ela não tem mais pulso, ela não tem mais pulso”.

O médico do Samu pede que Marcelo continue com as compressões, e é possível ouvir novamente a mãe gritar: “Meu Deus”.

“Não é agressor, foi acidente”

O socorrista orienta Marcelo a fechar a porta do banheiro para que continue a realizar as massagens cardíacas. Ele obedece. Em seguida, pergunta se no local se encontra um possível agressor.

SamuEu quero que o senhor me informe se o senhor está seguro. Se o agressor está no local.

Marcelo Cestari: [Ofegante] Não é agressor, é acidente.

Choro e desespero

Após oito minutos com o socorrista ao telefone, Marcelo começa a chorar e revela: “Não tem mais [pulso]. Já tem muito sangue no chão”.

Samu: Tudo bem, Marcelo. Mas vamos tentar manter a circulação do que ela tiver de sangue para que a nossa ambulância, quando chegar ao local, tentar dar o suporte para ela. Continua a compressão.

Marcelo CestariEu estou preocupado com meus filhos. Eles estão lá em baixo. Eu estou desesperado.

(…)

Samu: Estou sabendo que tem uma moça no local, se ela puder te ajudar com a compressão.

Marcelo Cestari: É a mãe da menina. Minha vizinha que está aqui. 

Samu: E ela não consegue?

Marcelo Cestari: Ela não consegue. E até onde eu sei parece que ela é médica. Mas é a filha dela. 

(…)

Samu: Se o senhor estiver cansado e não conseguir mais, o senhor está autorizado a parar. Fica a seu critério. 

Marcelo Cestari: Não, eu não vou parar. Eu não quero parar.

O empresário então continua a realizar massagem cardíaca na adolescente sob instrução do médico e chega a realizar respiração boca-a-boca.

Chegada do médico: “Ela está morta”

O médico Manuel Garibaldi, vizinho e amigo da família, então chega ao local e é anunciado por Cestari.

Marcelo Cestari: Chegou um médico aqui, mas não é o Samu ainda, não. É um vizinho meu. 

Samu: Perfeito, então deixa eu conversar com ele.

Então é possível ouvir quando Garibaldi constata o óbito da adolescente. “Ela está morta, não tem […] Ela está morta. Ela não tem pulso”.

Uma mulher pergunta: “Foi no coração?”. Garibaldi responde: “Não, foi na cabeça o tiro”.

O socorrista então pede para que o médico o informe sobre a situação.

Manuel Garibaldi: Olha, na minha avaliação ela está morta já. […] Foi um tiro na cabeça. 

Samu: Tem extravasamento de massa encefálica?

Manuel Garibaldi: Não. Mas tem uma quantidade de sangue muito grande.

Samu: Doutor, se o senhor puder orientar o pessoal a fazer a interrupção [da massagem cardíaca]. Porque nosso protocolo é realizar, até a chegada da ambulância. Eu vou informar meu pessoal que está na rua.

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Polícia

Adolescente nega ter brincado com arma que matou amiga

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Arquivo Pessoal

Em depoimento à polícia, a adolescente de 14 anos que efetuou o disparo que matou Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, com um tiro supostamente acidental, revelou que se sente muito mal com tragédia.

O fato aconteceu no dia 12 de julho, no condomínio de luxo Alphaville I, no bairro Jardim Itália, em Cuiabá.

“Mal, eu estou mal pelo o que aconteceu porque foi um acidente e… não sei. Eu não tinha nenhuma intenção (de matar Isabele). Eu fiquei em choque primeiro lá embaixo (na sala da casa), e aí eu comecei a chorar e eu não parava de chorar. Eu estava chorando até ontem (13 de julho) à noite. Hoje (14 de julho) de manhã eu acordei um pouco melhor, mas eu voltei a chorar de novo. Eu passei mal de manhã vindo para cá (delegacia) (SIC)”, expressou a menina em vídeo divulgado pelo site Hipernotícias.

A fala aconteceu durante a oitiva foi realizada no último dia 14 de julho na  Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que conduzia o inquérito antes do caso ser transferido para a Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).

A jovem disse também que em nenhum momento quis mostrar a pistola à amiga e negou que tenha feito qualquer tipo de brincadeira próxima antes da arma disparar. A menor explicou que apenas queria chamar a amiga para que ela levasse torta a sua mãe.

A autora do disparo disse que, após o fato, começou a gritar desesperadamente. “Depois do disparo, eu fechei o olho e comecei a gritar porque eu fiquei com medo de ter acontecido alguma coisa com a Bel (Isabele). Aí, apareceu meu irmão. Ele viu que eu estava com o case (maleta para acondicionar armas) na mão. Aí ele falou tira daqui, leve esse negócio, ele falou alguma coisa do tipo. Daí, eu tirei e joguei no quarto, joguei não, coloquei no quarto (dos pais). Eu não lembro como, eu só coloquei. Foi no armário que eu coloquei, provavelmente, porque é onde tem o costume de colocar”, explicou.

A menor relatou que após guardar as armas, voltou ao seu quarto e viu Isabele caída e o seu pai, o empresário Marcelo Martins Cestari, 46 anos, em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“Eu voltei correndo e quando eu cheguei vi isso aqui (as pernas da Isabele) caída no chão. Quando eu voltei ao meu quarto, meu pai já estava lá com o Samu (na ligação)”.

ENTENDA O CASO  

Isabele foi atingida por um tiro supostamente acidental pela própria amiga no último dia 12 de julho, no condomínio de luxo Alphaville, em Cuiabá.

Em seu depoimento, a autora do disparo afirmou que, ao derrubar a caixa plástica onde estavam as 2 pistolas, acabou se desequilibrando quando tentava recolhê-las uma delas com a mão direita ocorreu o disparo.  A mãe da vítima, Patrícia Ramos, não acredita na tese.

Os peritos indicam que o disparo teria sido feito na vítima numa distância entre 10 e 50 centímetros. A perícia também encontrou na face de Isabele vestígios de pólvora da pistola.

Foram realizadas Buscas e Apreensões, com autorização judicial, a fim de localizar, apreender e preservar provas do crime.

Foi realizada também perícia com aplicação de luminol para localizar possíveis manchas de sangue no local.

Com esse agente químico (luminol), a perícia pode identificar, inclusive, manchas de sangue que eventualmente tenham sido limpas.

Estão sendo ouvidas todas as pessoas que estavam no momento bem como outras pessoas que possam contribuir com a investigação. As oitivas dos adolescentes são realizadas por depoimento especial.

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Polícia

Bebê de 2 meses é deixado trancado dentro de carro em MT

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PMMT

Um bebê de dois meses que estava trancado em um carro foi resgatado pela Polícia Militar, nesta sexta-feira (31), em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá. Um homem de 34 anos foi preso por maus tratos e por dirigir embriagado.

De acordo com a polícia, por volta da meia noite, os policiais foram acionados pela mãe da criança, que denunciava que o suspeito havia levado seu filho no carro dele e dirigia em alta velocidade pela cidade.

A PM foi até a residência e a mulher relatou que estava bebendo na casa de sua irmã, quando o suspeito chegou e ficou com elas bebendo cerveja.

A mulher então pediu ao suspeito para que ele a deixasse colocar o filho de dois meses que dormia em uma cadeira conforto em seu carro para evitar que criança ficasse no sereno.

O homem aceitou e colocou a criança deitada na cadeira conforto no banco traseiro do veículo.

O grupo continuou a beber por algumas horas até que, de repente, o homem decidiu ir embora, fechou o carro e saiu em alta velocidade com a criança.

A polícia foi atrás do carro, que foi localizado nas proximidades de uma distribuidora de bebidas.

A mãe chegou até o local e reconheceu o veículo do suspeito e a cadeira do filho.

Para procurar a criança, a polícia quebrou um dos vidros traseiros do carro que estava trancado.

A criança estava embaixo do banco do motorista dormindo e a cadeira conforto revirada no banco do automóvel.

Sem ferimentos, a criança aparentava está bem e foi entregue a mãe.

Um homem apareceu durante a verificação do homem e se identificou como dono do carro e irmão do suspeito que foi preso na casa do familiar em visível estado de embriaguez.

O homem foi conduzido à Central de Flagrantes por maus tratos e dirigir veículo automotor sob efeito de bebida alcoólica.

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