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RODRIGO VANDONI DE MOURA

Sensibilidade dental

Publicado

Estima-se que a sensibilidade dental atinja 57% da população adulta mundial. Para falarmos
sobre o tema, primeiro é necessário conhecer as estruturas dos dentes.
O dente é formado basicamente por 3 estruturas teciduais:

1- Esmalte dental, que é a camada mais externa e dura do dente;

2- Dentina, a camada mais amarela do dente, fica logo abaixo do esmalte e na raiz e é menos
mineralizada e mais macia;

3- Polpa dental, que é um tecido mole como a pele, onde passa tecido sanguíneo, linfático e
nervoso;

A sensibilidade, tem um único sintoma bem claro. Dor ao comer alimentos muito gelados ou
muito quentes e em alguns casos também alimentos doces.

A sensibilidade aparece quando o esmalte é desgastado ou a raiz é exposta pela retração da
gengiva, deixando a dentina, que é cheia de terminações nervosas, exposta.

Essa perda de esmalte pode ocorrer por traumas, como excesso de força na escovação,
traumas de mordida como bruxismo e apertamento dental, traumas de desajustes na oclusão
ou qualquer outro fato que comprometa a estrutura dental como cáries e trincas dentais.

Leia mais:  Odontologia hospitalar

Também ocorre por erosão acida, uso de alimentos muito ácidos como refrigerante, suco de
limão, vinho, vinagre ou refluxo gástrico.

A exposição da dentina também se dá por retrações da gengiva, que também podem aparecer
por traumas como acima citado e por falta de cuidados de higiene, manutenção de limpeza e
polimento dental semestralmente.

O tratamento dessa senilidade consiste em primeiro momento na identificação e remoção das
causas. Após sanado o fator causal inicia o tratamento das sequelas, que vão desde o uso de
laser de baixa potência para dessensibilizarão, restaurações sobre dente ou raiz exposta a
cirurgias de enxerto de gengiva para recobrimento da mesma.

O uso de pasta dessensibilizante e outros produtos é interessante quando a sensibilidade é
transitória ou como complemento aos tratamentos acima citado.

Rodrigo Vandoni de Moura, CRO-MT 4045, Cirurgião dentista, especialista em implante dental, atuando em reabilitação oral, estética e prótese dental.

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RODRIGO VANDONI DE MOURA

Saúde bucal e gestação

Publicado

A gestação é um momento em que a saúde bucal deve ser acompanhada com muito cuidado,
já que, neste período, alterações de todas as ordens ocorrem no corpo feminino.

Agora, imagine a gestante não conseguir se alimentar direito por causa de dores, mobilidades e
ausências dentais?

Diminuição da capacidade mastigatória e consequentemente diminuição da absorção de
nutrientes que estão diretamente relacionados a saúde do bebê!

Também é sabido que o brusco aumento dos hormônios femininos circulantes durante a
gestação é responsável pela exacerbação das reações inflamatórias gengivais.

Anormalidades como inchaço da gengiva, edema e sangramento gengival têm sido
classificadas como gengivite gravídica e a prevalência dessa alteração varia entre 35 e 100%,
tendo sua severidade gradualmente aumentada até a 36ª semana de gestação.

Processos inflamatórios em quaisquer regiões do corpo, e na boca não é diferente (cáries,
tártaro, restos dentais canal e etc.;), disseminam através da corrente sanguínea bactérias e
Citocinas* provenientes dessas infecções.

A disseminação das citocinas e/ou bactérias provenientes da infecção periodontal, está
associada ao aumento do risco de algumas alterações sistêmicas, principalmente diabetes
mellitus e alterações cardiovasculares, correlacionadas com parto prematuro, recém-nascidos
de baixo peso e pré-eclâmpsia.

Leia mais:  Emprestar escova de dentes?

Mais uma vez uso esse espaço para chamar a atenção para a importância da manutenção da
saúde bucal e interações entre todas as áreas e especialidades da saúde.

Rodrigo Vandoni de Moura – CRO-MT 4045

Cirurgião dentista, especialista em implante dental, atuando em reabilitação oral, estética e
prótese dental.

*moléculas envolvidas na emissão de sinais entre as células durante o desencadeamento das respostas imunes

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RODRIGO VANDONI DE MOURA

Implante dental

Publicado

Implante dental, a melhor opção:

O implante dental em titânio é hoje, sem sombra de dúvidas, a melhor opção para a substituição de um ou mais dentes perdidos.

Criado em 1956 pelo ortopedista Sueco Per-Ingvar Brånemark, os parafusos de titânio vêm sendo usado por diversas áreas da saúde, medicina e odontologia.

O titânio do implante é um material que chamamos de bio-inerte, quer dizer que ele não causa ao organismo uma reação de corpo estranho, então o termo rejeição do implante é usado erroneamente e quando por algum motivo perde-se um implante o que ocorre é uma não ósseo-integração, não se forma osso ao redor do implante, e isso pode ter várias causas, que vão desde técnica inadequada do cirurgião até a falta de cuidados pós-operatórios do paciente e ou resposta do corpo do paciente, que independe de nossas habilidades ou cuidados.

Mesmo assim estamos falando de um material consagrado, de uma técnica cirúrgica com mais de 45 anos de acompanhamento, com taxas de sucesso de 92 a 98% em situações ideais.

Leia mais:  O afamado dente do juízo

Com centenas de marcas e de modelos de implantes de titânio que temos hoje no mercado, que evoluíram ao longo dessas décadas para chegarmos aos índices de sucesso que hoje temos, temos implantes com designe para situações específicas, limites ósseos, ossos mais e menos resistentes, extração e implante imediato, carga imediata e outras dezenas de indicações para cada caso.

Mas o progresso é contínuo e inevitável, surgem no mercado outros materiais que visam substituir o titânio nos implantes dentais, como a zircônia e o nióbio, talkei!

He he he.

Porém não tem o mesmo índice de sucesso, não tem a mesma longevidade comprovada e muito menos as centenas de opções de marcas e modelos.

Isso não quer dizer que num futuro teremos outo ou outras opções plausíveis.

Conservador que sou desconfiado de promessas mirabolantes e resoluções fáceis para problemas complexos, sou um entusiasta dos implantes em titânio, por   todos esses motivos acima citados e por já ter operado mais de uns mil casos com esses mesmos índices de sucesso.

Leia mais:  Bariátrica: Perder peso, sim. Perder os dentes, não!

 

Rodrigo Vandoni de Moura

CRO-MT 4045

Cirurgião dentista, especialista em implante dental, atuando em reabilitação oral, estética e prótese dental.

 

 

 

 

 

 

 

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RODRIGO VANDONI DE MOURA

Odontologia hospitalar

Publicado

 Odontologia Hospitalar, uma nova era! 

Como já dito em outros artigos, a odontóloga “ saiu da boca”’! 

A odontologia deixou de ser restauradora para ser preventiva, deixou de ser local e restrita quase exclusivamente dentes para atuar em todo sistema estomatognático, região de cabeça e pescoço e estruturas anexas. 

“É só um dente”… como se pudéssemos separar o corpo por regiões, como se bactérias respeitassem os limites anatômicos estabelecidos por diferentes profissões ou especialidades… 

Por muito tempo, a saúde bucal foi negligenciada, esquecida e pouco valorizada em nosso país. Talvez por falta de conhecimento das autoridades, talvez por falta posicionamento de uma classe que era pouco atuante, mas o fato é que a Odontologia hoje mostra seu papel e para tanto apresento-lhes a Odontologia Hospitalar. 

O trabalho do Cirurgião Dentista nos hospitais é respaldado pela Resolução 163/2015 do Conselho Federal de Odontologia que reconhece o exercício da odontologia hospitalar pelo cirurgião-dentista. 

A Odontologia Hospitalar é uma área da Odontologia que atua em pacientes que necessitem de atendimento em ambiente hospitalar, internados ou não, ou em assistência domiciliar. Tem como objetivos: promoção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças orofaciais, de manifestações bucais de doenças sistêmicas ou de consequências de seus respectivos tratamentos. 

Sendo a boca a porta de entrada de diversas doenças, dentre elas, as infecções hospitalares, pulmonares, renais e até mesmo do coração. 

O Ministério da Saúde registra média de 15,5% de infecções hospitalares por ano no Brasil, enquanto no resto do mundo os índices giram em torno de 5%. 

A introdução de um protocolo de higienização bucal nos pacientes, bem como a atuação do cirurgião dentista nos hospitais, é essencial para evitar a proliferação de bactérias e fungos, que, além de prejudicar a saúde bucal e o bem-estar do paciente, pode propiciar outras infecções e doenças sistêmicas como pneumonia associado à ventilação. 

Diminuindo o tempo de internação em até 45% e consequentemente os custos hospitalares e proporcionando qualidade de vida aos nossos pacientes. 

Isso é a Odontologia Hospitalar.! 

Rodrigo Vandoni de Moura 

CRO-MT 4045 

Cirurgião dentista, especialista em implante dental, atuando em reabilitação oral, estética e prótese dental. 

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