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VALE DO ABENÇOADO

Reunião entre prefeito de Leverger e Botelho busca atender reivindicação dos moradores do Vale do Abençoado

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O prefeito de Santo Antônio de Leverger, Valdir Castro Filho (PSD) juntamente com o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (DEM) estiveram reunidos com representantes das 73 famílias, que moram no Vale do Abençoado para discutir sobre a permanência dessas pessoas em suas residências.

Ao todo, são mais de 400 pessoas que moram na região há de 24 anos, e lutam pela permanência no Vale Abençoado, que possui uma área de 1.115 hectares em Santo Antônio de Leverger e temem a reintegração de posse da área estipulado pela Justiça num prazo de 10 dias.

De acordo com o prefeito Valdirzinho é fundamental o apoio da Assembleia Legislativa, através do presidente Eduardo Botelho, para conseguir mais prazo, com objetivo fazer justiça, beneficiando os moradores que há muito tempo vivem e tiram o sustento das suas famílias naquelas terras.

O prazo será fundamental para dar tempo de apresentarem novo georreferenciamento; estudo socioeconômico e avaliação da área feita pelo Incra, dando condições jurídicas para o pagamento da causa, avaliada em R$ 1,8 milhão. Sendo que, desse valor, a Assembleia Legislativa, conforme o presidente, deputado Eduardo Botelho (DEM), disponibilizou R$ 1 milhão para ajudar no custeio e a contrapartida do governo do estado.

“Essa luta já é antiga e colocamos à disposição do governo passado recursos da Assembleia. Ainda assim não conseguimos resolver. Agora, estamos tentando novamente uma dilação de prazo porque o juiz deu 10 dias de prazo [para reintegração] e vamos pedir mais prazo”, garantiu Botelho.

Segundo o deputado, o governador Mauro Mendes já concordou em aportar recursos para resolver a questão. Lembrou que, antes, a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) deu parecer contrário porque o georreferenciamento estava errado e isso já está sendo corrigido.

“Estou com fé que vai dar certo agora. A Assembleia vai ajudar com R$ 1 milhão para resolver a questão dessas pessoas, porque é muita injustiça. São pessoas que estão lá há quase 24 anos, dedicaram suas vidas naquele lugar, é uma questão humanitária”, afirmou Botelho.

Da mesma forma, Ana Benedita de Moura e Silva, presidente da Associação do Vale Abençoado, disse que a situação é angustiante. “Somos famílias e trabalhamos com dignidade, lá tem escola e plantamos para sobreviver. Então, pergunto, pra onde vão nos jogar se a máquina vai derrubar tudo?”, questionou, ao pedir apoio da Casa de Leis.

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