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Promotor sugere que esquema de grampos elegeu Taques em 2014

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Política MT

O promotor de Justiça, Allan Sidney Ó Souza disse durante sustentação oral no julgamento dos cinco policiais militares, na tarde desta quarta-feira (06), que o governador Pedro Taques (PSDB) perdeu as eleições do ano passado porque não tinha mais apoio do escritório de arapongagem, que ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira.

O promotor declara que em 2014 Taques foi eleito no primeiro turno e em 2018 ficou em terceiro lugar na disputa.

“Não descarto a possibilidade do ex-governador Pedro Taques ter sido governador por esse espúrio escritório clandestino”.

“Não descarto a possibilidade do ex-governador Pedro Taques ter sido governador por esse espúrio escritório clandestino”.

O nome de Taques foi envolvido no esquema depois que os coronéis Zaqueu Barbosa, ex-comandante-geral da PM, Evandro Lesco, ex-secretário da Casa Militar, reafirmaram, durante acareação, os depoimentos anteriores em que apontam envolvimento direto do ex-governador no esquema de escutas clandestinas.

À Polícia Civil, na última segunda-feira (04), Zaqueu e Lesco, denunciaram que partiu do ex-governador a ordem para destruir provas que confirmavam o funcionamento do escritório clandestino em Cuiabá. Tal escritório, segundo depoimento, era gerenciado por agentes da Secretaria de Segurança Pública.

A defesa de Pedro Taques, o advogado Emanuel Figueiredo pediu acesso aos depoimentos para que pudesse se manifestar sobre o fato. Figueiredo, inclusive, acompanha o julgamento dos policiais.

São julgados na Justiça militar, além dos coronéis Zaqueu e Lesco, o coronel Ronelson Jorge de Barros, tenente-coronel Januário Antonio Edwiges Batista e o cabo Gerson Correa Júnior.

Escutas ilegais

As investigações que levaram à prisão de oficiais de alta patente da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso apontaram um grandioso esquema de escutas ilegais que teria interceptado mais de 800 conversas de políticos, advogados jornalistas e desafetos.

Conforme apurado, os telefones foram grampeados com autorização da Justiça por meio de uma técnica denominada “barriga de aluguel”, que é quando não investigados são inclusos em uma lista de pedidos de interceptação autorizada por magistrados.

 

Fonte: ReporterMT

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Gimenez destina R$ 2,2 milhões em emendas para saúde em MT

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JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual Dr. Gimenez destinará 35% das suas emendas referentes à Lei Orçamentária Anual (LOA) para a área da saúde, o que equivale a R$ 2.278.396,40, de um total de R$ 6.552.805,66. Esse valor representa quase três vezes os 12% estipulados por lei.

De acordo com o parlamentar, o recurso da saúde vai ser destinado prioritariamente a 12 municípios da região oeste e a unidades hospitalares de Cuiabá que são referência do Sistema Único de Saúde (SUS) e que recebem pacientes do interior, como os Hospitais de Câncer de Mato Grosso e Santa Helena.

Além de subsidiar o custeio de algumas unidades hospitalares, mais de 60% da emenda serão destinados para a aquisição de equipamentos, como micro-ônibus para hemodiálise, aparelho de ultrassom e de banho-maria para aquecimento de leite humano, além de veículos para transporte de pacientes durante a pandemia do coronavírus.

“Considerando o perfil epidemiológico da população e mesmo o momento de pandemia, a minha proposta é, inclusive, articular junto à bancada estadual o aumento desse limite que hoje é de 12% para no mínimo 16%, buscando assim mais investimentos nas ações da saúde no estado”, afirma Dr. Gimenez.

Atualmente, as emendas parlamentares propostas pelos deputados estaduais, de acordo com a lei orçamentária, preveem as seguintes aplicações obrigatórias (impositivas): Saúde (12%), Educação (25%), Esporte (6,5%) e Cultura (6,5%). Os demais 50% são de livre alocação, das quais o deputado já destinou 22,7% para a saúde, 12,20% para a agricultura familiar e 6,32 % na segurança pública

Emendar parlamentar – é um instrumento do Poder Legislativo que visa acrescentar, alterar ou suprimir recursos do orçamento estadual, com o intuito de melhorar a destinação das verbas públicas. As emendas são direcionadas de acordo com as necessidades e as obrigatoriedades da Constituição do Estado de Mato Grosso.

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Deputado de Mato Grosso se irrita com Youtuber e faz denúncia à PGR

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Divulgação

O deputado federal José Medeiros (Podemos/MT), defensor ferrenho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), declarou, em suas redes sociais, que irá encaminhar pedido para a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o influenciador e empresário Felipe Neto por dizer que não há diálogo com fascistas.

“Vou encaminhar pedido para que a PGR investigue aqueles que estão incitando manifestações violentas, por infringirem a Lei de Segurança Nacional”, escreveu Medeiros em publicação no Twitter neste domingo (31).

Felipe Neto tem mais de 11 milhões de seguidores no twitter e quase 38 milhões no YouTube. Com informações do Diário do Centro do Mundo.

Ver imagem no Twitter

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Política MT

Ano político passou longe da calmaria

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O ano político de 2019 em Mato Grosso não se notabilizou, como em anos anteriores, pela descoberta de ruidosos esquemas de corrupção. Mas passou longe de ficar restrito a protocolos e burocracias administrativas. Nas três esferas de poder, fatos relevantes alteraram o cenário, o jogo de forças entre os personagens políticos e geraram ineditismos.

O primeiro deles ocorreu logo no dia 22 de janeiro, com a ocupação de centenas de servidores públicos no plenário principal da Assembleia Legislativa.

A gestão do governador Mauro Mendes (DEM), recém-eleito não completara sequer um mês e os embates já  aconteciam com alta intensidade. Tudo por conta de um pacote de medidas fiscais anunciados pelo Executivo que visavam o reequilíbrio econômico do Estado.

Observados por homens da tropa de choque da Polícia Militar, cerca de 300 servidores permaneceram por 3 dias no plenário, de forma a impedir a votação do ‘pacotão’. Por fim, os deputados conseguiram votar e aprovar o projeto do governo.

João Vieira

Grampolandia / Julgamento / Zaqueu / Lesco /

A mesma Assembleia Legislativa realizou a sessão mais longa da história no dia 26 de julho. Após quase 11 horas de sessão extraordinária, que só terminou na manhã seguinte, os deputados aprovaram, em segunda votação, o Projeto de Lei
Complementar 53/2019 que autorizou a reinstituição dos incentivos fiscais, além de alterar valores e cobranças de ICMS em Mato Grosso. A previsão é que as mudanças aumentem a arrecadação do governo em até R$ 1 bilhão a partir de janeiro de 2020.

Em relação ao Judiciário, o jornal A Gazeta procurou acompanhar o desenrolar dos inúmeros processos criminais que envolvem políticos, muitos deles derivados da Operação Ararath. E optou por oferecer ao leitor uma visão analítica,
tomando por base um olhar sobre a vida levada por delatores de grandes esquemas de corrupção. A série ‘O Crime Compensa?’ colocou sobre a mesa o debate a respeito da efetividade das delações, suas implicações e fez a sociedade refletir: os acordos beneficiam mais a Justiça ou os delatores? Um dos personagens retratados na série, o empresário Júnior Mendonça, delator da Ararath, por exemplo, retomou e expandiu seus negócios após fechar acordo com a Justiça.

A série mostrou que, assim como ele, outras figuras de relevo nos maiores escândalos de Mato Grosso não apenas seguem suas vidas, mas vivem (muito) bem.

Assessoria

Assessoria

Senadora Selma Arruda

A obtenção de materiais exclusivos também foi uma marca da cobertura política do jornal em 2019. Um dos destaques ficou por conta da revelação feita pelo ex-deputado José Riva sobre a compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

No dia 9 de junho, A Gazeta publicou trechos do reinterrogatório de Riva feito à Justiça Federal, quando ele passou à condição de colaborador unilateral da ação penal. De acordo com Riva, a compra da vaga custou R$ 15 milhões aos cofres públicos e teve o aval do ex-governador Blairo Maggi (PP).

Outro caso que vem dando o que falar nos últimos anos, a grampolândia pantaneira, gerou as primeiras sentenças em 2019. Na Vara Militar, depois de dois dias de julgamento, 4 dos 5 réus, todos militares, saíram livres e apenas o coronel Zaqueu Barbosa, ex-comandante-geral da Polícia Militar, foi condenado a 8 anos e a perda da patente.

A condenação de Zaqueu foi por unanimidade entre os 4 membros do Conselho de Sentença. Os coronéis Evandro Lesco, Ronelson Jorge de Barros e o tenente-coronel Januário Batista, foram absolvidos e o cabo Gerson Correa recebeu o perdão judicial.

Para encerrar o ano, a inédita cassação de uma senadora de Mato Grosso agitou os bastidores políticos no Estado e no país.

Com menos de um ano de mandato, Selma Arruda, que foi eleita pelo PSL como a ‘senadora do Bolsonaro’ deixou o partido e perdeu o cargo de parlamentar.

Após ser condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso por abuso do poder econômico e prática de Caixa 2 durante a campanha de 2018, Selma viu a situação se tornar irreversível em dezembro.

O Tribunal Superior Eleitoral, por 6 votos a 1, confirmou a cassação. E Mato Grosso terá nova eleição para preencher a vaga deixada por Selma.

Gazeta Digital

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