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OPERAÇÃO OVERLAP

Polícia Civil investiga contratos e secretário de Educação é afastado

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Polícia

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, deflagrou na manhã desta terça-feira (23.06), a “Operação Overlap”, para cumprimento de nove ordens de busca e apreensão, e afastamento cautelar do secretário municipal de Educação da Prefeitura de Cuiabá, Alex Vieira Passos.

As ordens de busca e de bloqueio de valores foram decretadas pela 7ª Vara Criminal da capital e são cumpridas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Grande (MS)

A operação coordenada pela delegada da GCCO, Juliana Chiquito Palhares e o delegado da Deccor, Luiz Henrique Damasceno, responsáveis pelas representações das medidas, conta com a participação de nove delegados de Polícia, 40 investigadores e dez escrivães.

O Inquérito Policial foi iniciado após informações de que em 2017, o então secretário municipal de educação teria recebido valores indevidos por meio de suas empresas, sendo posteriormente detectado se tratar de empresas ligadas diretamente ao atual secretário no cargo.

Analistas identificaram que uma empresa contratada no ano de 2017 para a reforma da creche CMEI – Joana Mont Serrat Spindola Silva, localizada no bairro CPA III, em Cuiabá, teria como real proprietário o atual secretário municipal de Educação, que foi o ordenador de despesas responsável por determinar a maior parte dos pagamentos relacionados ao contrato (178/2017).

De acordo com as investigações, o contrato nº 178/2017 teria por objetivo concluir a obra iniciada por meio do contrato nº 5979/2012, porém durante as análises, de imediato, foi detectado provável duplicidade de itens licitados.

Os valores chegam à monta de R$ 249.451,00 em custos executados no contrato 178/2017, que já constavam como executados no contrato 5979/2012, porém foram executados novamente de forma integral ou parcial.

Em análise das informações, se somados o valor do contrato nº 5979/2012 (R$ 1.208.321,93), com o valor pago no contrato nº178/2017 (R$1.096.248,81), chega-se ao valor total de R$ 2.304.570,74, para uma obra que tinha como custo inicial R$ 1.432.300,00, ou seja, uma diferença de R$ 872.270,74, superando em pouco mais de 60% do valor inicialmente licitado em 2012.

Os investigadores buscam, agora, localizar novos elementos que vinculem os suspeitos às empresas, bem como documentos que indiquem a prática de atos ilícitos antecedentes à lavagem de capitais, vez que restou identificado movimentação suspeita de R$ 1 milhão.

As investigações indicam o cometimento dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa, cujas penas somadas ultrapassam os 20 anos de reclusão.

Para os delegados titulares das unidades envolvidas, Eduardo Augusto de Paula Botelho e Flávio Henrique Stringueta, a ação conjunta reforça o sentimento de unidade da Polícia Civil no combate à criminalidade.

A operação contou com o apoio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo Armado de Repressão a Roubos a Banco e Resgate a Assaltos (Garras).

O nome Overlap indica a sobreposição de itens licitados, pois as investigações apontaram duplicidade nas licitações identificadas, fazendo com que o município pagasse duas vezes pelo mesmo serviço.

OUTRO LADO

A Prefeitura de Cuiabá, por meio de nota, informou que vai dar cumprimento à ordem da juíza da Sétima Vara Criminal na data de hoje (23/6), que determinou o afastamento cautelar do secretário de Educação, Alex Vieira Passos. A Prefeitura ainda ficou de divulgar quais serão as medidas adotadas na pasta.

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Polícia

Comandante do Gefron nega invasão e morte dentro de território boliviano; Sesp investiga imagens e áudio

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Assessoria

O jornal boliviano “EL DEBER”, localizado em Santa Cruz de La Sierra, interior da Bolívia, acusa, em uma reportagem, que a Polícia de Fronteira brasileira é suspeita de matar o presidente de uma comunidade chamada Mercedes de Soliz, próximo de San Ignácio de Velasco, na última quarta-feira (1). O local fica dentro do território boliviano, a 25 km da fronteira com o Brasil.

“A polícia brasileira entrou em nossa comunidade Mercedes de Soliz, a 25 km da fronteira. Supostamente, a desculpa é que eles estavam atrás de alguns bandidos; chegaram, fizeram três curvas e, quando algumas pessoas perceberam que estavam armados, tocaram os sinos para comunicar a emergência. Os membros da comunidade deixaram suas casas para tentar falar e tentaram fugir, mas dispararam. Reunimos cerca de 45 cartuchos de balas “, diz Janet Ardaya, chefe da comunidade e segundo chefe da Associação de Conselhos Indígenas de San Ignacio de Velasco (Acisiv), disse, em entrevista ao ” El Deber”.

De acordo com o portal, o incidente ocorreu na quarta-feira, 1 de julho, às 18h19. O presidente da comunidade, Vicente Tapeosí, de 40 anos, acabou morto na ação.

“O posto mais próximo ficava a 20 quilômetros de distância, então ele sangrou até a morte e morreu”, explicou Ardaya.

O corpo de Tapeosí está no necrotério de La Pampa, em Santa Cruz de la Sierra. Os membros da comunidade aceitaram que ele fosse enviado à capital para a autópsia , com a condição de ser devolvido à sua terra, explicou o prefeito de San Ignácio de Velasco, Moisés Salces.

Ardaya garantiu que os supostos policiais já haviam passado por outras comunidades mais próximas da fronteira, uma delas Patujú “, e ali também espancaram as pessoas que encontraram na estrada, apontaram para elas, eram completamente agressivas. Um jovem e eles o detiveram, espancaram, ele viu seus uniformes, que são da Polícia do maior ponto de fronteira do Brasil que fica próximo “.

Segundo Salces, não é comum que esse tipo de coisa aconteça na área, e ele afirmou que eles estão aguardando a investigação da Polícia ” é difícil acreditar que a Polícia Brasileira entre lá, é muito raro. E uma investigação minuciosa deve ser realizada, pois pode trazer conseqüências internacionais se for o caso da polícia do país vizinho “.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso disse que começaram a circular nas redes sociais imagens de um homem ferido, deitado sobre uma maca, em local e data desconhecidos, além de um áudio atribuindo ao Gefron o ferimento ao homem. A Secretaria está apurando a veracidade do áudio e das imagens, além da origem, para tomar as providências cabíveis.

O comandante do Gefron, tenente-coronel Fábio Ricas, disse ao O Factual que na quarta-feira pela manhã, uma guarnição do Gefron, numa estrada da zona rural de Vila Bela da Santíssima Trindade, se deparou com uma caminhonete Ford Ranger, de cor branca.

Que ao perceber a presença dos policiais, a caminhonete tentou fazer a volta e houve troca de tiros. A viatura do Gefron foi alvejada em seis locais, sendo em um deles o radiador, o que fez o veículo parar de funcionar.

Ainda segundo Ricas, um sargento acabou sendo baleado no braço. Foi encaminhado para um hospital de Vila Bela e já recebeu alta.

O comandante comentou que assim que tomou conhecimento dos fatos, solicitou apoio à polícia boliviana para tentar localizar os traficantes, já que havia a suspeita de que a Ford Ranger entraria com droga no Brasil.

Fábio Ricas disse que soube, na tarde desta quinta-feira (3), de notícias divulgadas por alguns veículos de comunicação da Bolívia citando que a polícia de fronteira brasileira seria responsável pela morte do líder comunitário.

Apesar de não citar Gefron na reportagem, o comandante negou que agentes do Grupo Especial de Fronteira tenham entrado em território boliviano à procura dos traficantes.

Ele ainda ressaltou que a viatura do Gefron já foi periciada e está em uma oficina para passar por reparos.

Ricas  também negou que a situação na faixa de fronteira esteja sob tensão por conta desse incidente dentro do território boliviano.

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PM presencia assalto, dois criminosos reagem e são mortos

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Policiais militares de Peixoto de Azevedo (a 691 km de Cuiabá) –  Núcleo de União do Norte – identificaram nesta quinta-feira (02.07), os dois suspeitos de roubo que revidaram a abordagem e vieram a óbito.

Conforme o boletim de ocorrência, a informação descrevia que três homens encapuzados estariam assaltando uma lanchonete com extrema violência.

Durante a ação criminosa, um policial militar de folga viu a situação e se identificou “Polícia – mãos na cabeça – abaixem as armas”.

Ordem não obedecida. Um dos suspeitos com um revólver calibre 38 mirou na direção do policial, que reagiu e acertou o criminoso.

Um segundo suspeito imobilizou um dos clientes colocando um facão em seu pescoço.

O policial revidou acertando o ladrão com dois disparos.

Nesse momento, o terceiro criminoso correu e não foi localizado. Os dois suspeitos morreram no local.

As vítimas contaram aos policiais que os assaltantes chegaram repentinamente e anunciaram o roubo, sendo um deles mais agressivo.

Serviço

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, pelo 190 ou, sem precisar se identificar, por meio do disque-denúncia 0800.65.3939.

Nesse número, sem custo de ligação, qualquer cidadão pode informar situações suspeitas ou crimes.

Exemplos: a presença de foragidos da Justiça com mandado de prisão em aberto e ponto de venda de droga.

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Polícia

Federais apreendem 327 kg de cocaína entre MT e GO

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Policiais federais de Barra do Garças/MT apreenderam 327 kg de pasta base de cocaína na madrugada desta quarta-feira (1/7) em Jussara/GO.

A ação é resultado do trabalho conjunto com a FICCO-Uberaba (composta pela PF, PRF e PC/MG), Gise/MT e PM/GO/COD.

Na ocasião, três homens foram presos em flagrante. Os suspeitos responderão pelo cometimento dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e uso de rádio transmissor sem autorização legal.

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