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Ômicron: EUA endurecem regras de viagem e países controlam fronteiras

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Passageiros de aviões destinados aos Estados Unidos (EUA) enfrentarão regras de exames de covid-19 mais rigorosas, e outros países endurecem o controle das fronteiras em meio à incerteza a respeito da variante Ômicron do coronavírus e de sua capacidade de driblar a proteção das vacinas.

Japão e Hong Kong informaram que vão aumentar as restrições de viagem, e a Malásia proibiu temporariamente viajantes de países considerados em risco. O Japão, que já havia suspendido a entrada de todos os estrangeiros, relatou seu segundo caso da nova variante nesta quarta-feira (1º).

Outros países se preparam para mais casos: a Austrália disse que ao menos duas pessoas já provavelmente infectadas visitaram locais de Sydney, e a Dinamarca disse que uma pessoa infectada participou de um grande concerto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que “restrições de viagem generalizadas não impedirão a disseminação internacional e impõem um fardo pesado sobre vidas e meios de sustento”, mas também aconselhou pessoas indispostas, em risco, de 60 anos ou mais e que não se vacinaram a adiarem viagens.

Investidores continuavam tensos hoje, apesar de os mercados financeiros terem reagido a quedas bruscas do dia anterior, ocorridas na esteira de comentários do presidente executivo da Moderna, que manifestou dúvidas sobre a eficácia das vacinas contra covid-19 no combate à Ômicron.

Desde então, autoridades de saúde globais ofereceram garantias e reiteraram apelos para que as pessoas se vacinem.

“Nossa melhor forma de defesa continua sendo nossas vacinas”, disse o secretário da Saúde britânico, Sajid Javid, ao canal Sky News.

“É possível, claro, é possível que sejam menos eficazes. Simplesmente ainda não sabemos com certeza. Mas também é muito provável que continuem eficazes contra doenças graves”, disse.

Emer Cooke, diretora executiva da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), afirmou que ao longo das próximas duas semanas análises de laboratório indicarão se o sangue de pessoas vacinadas tem anticorpos suficientes para neutralizar a nova variante.

A União Europeia adiantou o início de sua vacinação de crianças de 5 a 11 anos em uma semana, remarcando para o dia 13 de dezembro.

O presidente executivo da BioNTech disse que a vacina que a empresa faz em parceria com a Pfizer provavelmente proporcionará uma proteção forte contra doenças graves decorrentes da Ômicron.

Tanto o Reino Unido quanto os EUA ampliaram seus programas de doses de reforço em reação à nova variante.

Relatada primeiramente no sul da África uma semana atrás, a Ômicron ressalta a disparidade entre grandes iniciativas de vacinação em países ricos e a inoculação esparsa no mundo em desenvolvimento.

* Reportagens adicionais de Sakura Murakami, Reju Jose e Jamie Freed 

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Reino Unido: Ômicron não aumentou hospitalizações de idosos

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A onda de casos da variante Ômicron do novo coronavírus não causou aumento das hospitalizações de idosos, como era esperado, apesar de haver mais casos nessa faixa etária. A afirmação é de consultores científicos do governo do Reino Unido, divulgada nesta quinta-feira.

“O aumento de hospitalizações, previsto após maior número de casos de infecção em idosos, não foi observado até agora”, informa ata de reunião do Grupo Consultivo Científico para Emergências (Sage), realizada em 13 de janeiro.

“Isso pode estar ocorrendo “devido a níveis mais altos de proteção contra a hospitalização, a uma diminuição mais lenta da proteção vacinal ou ao impacto de comportamentos de precaução entre os mais vulneráveis e aqueles que vivem ao seu redor”, afirmaram os consultores.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

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Venezuela tem novo recorde de casos de covid-19 e acelera reforço

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje (20) que a Venezuela registrou 2.32 mil infectados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, batendo recorde pelo segundo dia consecutivo.

“Os especialistas dizem que o pico das infecções no país deverá ocorrer entre 30 e 31 de janeiro, ou seja, vamos ter crescimento acelerado da doença”, disse o governante à televisão estatal venezuelana.

Maduro afirmou que a variante Ômicron tem aumentando e que, apesar de não ser mais letal, é importante continuar a aplicar medidas preventivas e a vacinar a população.

“Passamos de cinco casos positivos de covid-19 por cada 100 mil habitantes para 20 contágios por cada 100 mil nessa quarta-feira”.

Segundo o presidente, todas as pessoas que receberam a segunda dose da vacina contra a covid-19 há seis meses devem tomar a dose de reforço.

Ele informou que a Venezuela estuda a retomada de sete dias de confinamento restrito, seguido de sete dias de flexibilização controlada.

“Eu quero manter o país como está, aberto, trabalhando, com aulas presenciais, vamos manter a abertura, avaliação, vacinação, os cuidados em todos os estados e municípios. Vamos manter o trabalho, a educação, tudo avançando. Essa é a linha”, disse o chefe de Estado.

O Ministério da Saúde da Venezuela enviou circular aos órgãos de saúde do país modificando o programa de aplicação da dose de reforço da vacina.

O documento orienta que, devido ao “aumento exponencial” de casos, a terceira dose deve ser aplicada em todas as pessoas que solicitarem, em qualquer centro de vacinação, independentemente da idade, ocupação ou fatores associados.

O país iniciou a imunização de reforço, ou terceira dose, das vacinas russa Sputnik V e da chinesa Sinopharm, dando prioridade aos profissionais de saúde.

O programa inicial, agora modificado, previa que a partir de fevereiro, os venezuelanos com mais de 18 anos poderiam ir aos centros de vacinação para receber o reforço, desde que tivessem recebido a segunda dose há seis meses.

Na Venezuela estão oficialmente confirmados 460,95 mil casos de covid-19. Há ainda 5,38 mil mortes associadas ao novo coronavírus, desde o início da pandemia.

Desde março de 2020 a Venezuela está em confinamento preventivo por causa da covid-19, adotando sistema de sete dias de flexibilização, seguidos de sete dias de confinamento rigoroso.

Em novembro e dezembro de 2021, a quarentena foi flexibilizada, devido à realização de eleições municipais e regionais e à época natalícia.

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Coreia do Norte ameaça retomar testes nucleares

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A Coreia do Norte ameaçou hoje (20) retomar testes nucleares e de mísseis balísticos de longo alcance, em reunião do gabinete político sob a liderança de Kim Jong-un.

Pyongyang não realizou quaisquer ensaios nucleares de mísseis balísticos de longo alcance desde 2017, dando prioridade ao diálogo com os Estados Unidos (EUA). O líder norte-coreano encontrou-se três vezes com o então presidente norte-americano, Donald Trump.

Desde a fracassada Cúpula de Hanói, de 2019, entre os dois líderes, as negociações ficaram estagnadas.

A Coreia do Norte rejeitou todas as ofertas de diálogo, enquanto retomava testes, como o lançamento de mísseis hipersónicos.

Os EUA impuseram, na semana passada, novas sanções a Pyongyang.

“Política hostil e ameaça militar dos EUA atingiram limiar perigoso que já não pode ser ignorado”, disse a agência oficial da Coreia do Norte KCNA.

Por essa razão, a reunião do gabinete político do comitê central do Partido dos Trabalhadores determinou que seja examinada rapidamente a questão do reinício” de todas as atividades que foram objeto de moratória.

O possível recomeço dos testes nucleares e balísticos ocorre em momento sensível para a região, com eleições presidenciais marcadas para março na Coreia do Sul e na China, o único grande aliado da Coreia do Norte e que se prepara para acolher os Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro.

Desde a posse do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, há um ano, Pyongyang rejeitou várias propostas de diálogo apresentadas pela administração norte-americana.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

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