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RODRIGO VANDONI DE MOURA

Odontologia hospitalar

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 Odontologia Hospitalar, uma nova era! 

Como já dito em outros artigos, a odontóloga “ saiu da boca”’! 

A odontologia deixou de ser restauradora para ser preventiva, deixou de ser local e restrita quase exclusivamente dentes para atuar em todo sistema estomatognático, região de cabeça e pescoço e estruturas anexas. 

“É só um dente”… como se pudéssemos separar o corpo por regiões, como se bactérias respeitassem os limites anatômicos estabelecidos por diferentes profissões ou especialidades… 

Por muito tempo, a saúde bucal foi negligenciada, esquecida e pouco valorizada em nosso país. Talvez por falta de conhecimento das autoridades, talvez por falta posicionamento de uma classe que era pouco atuante, mas o fato é que a Odontologia hoje mostra seu papel e para tanto apresento-lhes a Odontologia Hospitalar. 

O trabalho do Cirurgião Dentista nos hospitais é respaldado pela Resolução 163/2015 do Conselho Federal de Odontologia que reconhece o exercício da odontologia hospitalar pelo cirurgião-dentista. 

A Odontologia Hospitalar é uma área da Odontologia que atua em pacientes que necessitem de atendimento em ambiente hospitalar, internados ou não, ou em assistência domiciliar. Tem como objetivos: promoção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças orofaciais, de manifestações bucais de doenças sistêmicas ou de consequências de seus respectivos tratamentos. 

Sendo a boca a porta de entrada de diversas doenças, dentre elas, as infecções hospitalares, pulmonares, renais e até mesmo do coração. 

O Ministério da Saúde registra média de 15,5% de infecções hospitalares por ano no Brasil, enquanto no resto do mundo os índices giram em torno de 5%. 

A introdução de um protocolo de higienização bucal nos pacientes, bem como a atuação do cirurgião dentista nos hospitais, é essencial para evitar a proliferação de bactérias e fungos, que, além de prejudicar a saúde bucal e o bem-estar do paciente, pode propiciar outras infecções e doenças sistêmicas como pneumonia associado à ventilação. 

Diminuindo o tempo de internação em até 45% e consequentemente os custos hospitalares e proporcionando qualidade de vida aos nossos pacientes. 

Isso é a Odontologia Hospitalar.! 

Rodrigo Vandoni de Moura 

CRO-MT 4045 

Cirurgião dentista, especialista em implante dental, atuando em reabilitação oral, estética e prótese dental. 

Leia mais:  Bariátrica: Perder peso, sim. Perder os dentes, não!
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RODRIGO VANDONI DE MOURA

Implante dental

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Implante dental, a melhor opção:

O implante dental em titânio é hoje, sem sombra de dúvidas, a melhor opção para a substituição de um ou mais dentes perdidos.

Criado em 1956 pelo ortopedista Sueco Per-Ingvar Brånemark, os parafusos de titânio vêm sendo usado por diversas áreas da saúde, medicina e odontologia.

O titânio do implante é um material que chamamos de bio-inerte, quer dizer que ele não causa ao organismo uma reação de corpo estranho, então o termo rejeição do implante é usado erroneamente e quando por algum motivo perde-se um implante o que ocorre é uma não ósseo-integração, não se forma osso ao redor do implante, e isso pode ter várias causas, que vão desde técnica inadequada do cirurgião até a falta de cuidados pós-operatórios do paciente e ou resposta do corpo do paciente, que independe de nossas habilidades ou cuidados.

Mesmo assim estamos falando de um material consagrado, de uma técnica cirúrgica com mais de 45 anos de acompanhamento, com taxas de sucesso de 92 a 98% em situações ideais.

Leia mais:  Cárie: Um reflexo social!

Com centenas de marcas e de modelos de implantes de titânio que temos hoje no mercado, que evoluíram ao longo dessas décadas para chegarmos aos índices de sucesso que hoje temos, temos implantes com designe para situações específicas, limites ósseos, ossos mais e menos resistentes, extração e implante imediato, carga imediata e outras dezenas de indicações para cada caso.

Mas o progresso é contínuo e inevitável, surgem no mercado outros materiais que visam substituir o titânio nos implantes dentais, como a zircônia e o nióbio, talkei!

He he he.

Porém não tem o mesmo índice de sucesso, não tem a mesma longevidade comprovada e muito menos as centenas de opções de marcas e modelos.

Isso não quer dizer que num futuro teremos outo ou outras opções plausíveis.

Conservador que sou desconfiado de promessas mirabolantes e resoluções fáceis para problemas complexos, sou um entusiasta dos implantes em titânio, por   todos esses motivos acima citados e por já ter operado mais de uns mil casos com esses mesmos índices de sucesso.

Leia mais:  Odontologia e Esporte!

 

Rodrigo Vandoni de Moura

CRO-MT 4045

Cirurgião dentista, especialista em implante dental, atuando em reabilitação oral, estética e prótese dental.

 

 

 

 

 

 

 

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RODRIGO VANDONI DE MOURA

Higiene bucal do Bebê, quando começar? 

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Pediatria não é minha especialidade, apesar do bom desempenho que tive com essa matéria na faculdade. Mais pela minha facilidade de comunicação, (que é fundamental para quem lida com crianças), do que pelo Dom. Passei com louvor por ela, mas nunca foi minha praia. 

Quando tenho que atender meus sobrinhos emergencialmente, me embaralho todo até recordar ou pedir dicas e ajudas de colegas especialistas. 

Mesmo assim, vou me meter a falar sobre o tema: 

A importância da higiene bucal do bebê! 

Há duas vertentes com relação a higiene bucal de bebês, a 1ª sugere início da higiene antes de os dentes nascerem. 

“Os cuidados com a higiene bucal devem começar logo nos primeiros dias de vida do bebê. A medida é importante, pois o recém-nascido, ao ingerir o leite durante a amamentação, acumula resíduos na mucosa bucal, o que pode ocasionar o surgimento de placas bacterianas, que são prejudiciais à saúde bucal. 

A higienização nos bebês é diferente, uma vez que eles ainda não possuem dentes. Nestes casos, a escova de dente e o fio dental são substituídos por uma gaze ou uma fralda umedecida em água limpa. 

À medida que o bebê cresce, a higienização passa a ser realizada de maneira diferente.” 

A 2ª vertente sugere que como não há superfícies duras (dentes), não há colonização de bactérias. 

“A Associação Brasileira de Odontopediatria preconiza que a higienização bucal do bebê deve ser iniciada após a erupção do primeiro dente. Nessa fase, o ideal é que a mãe já tenha sido orientada e preparada para realizá-la. “ 

Como pai sigo a 1o vertente, esse “zelo” extra, sem exageros nunca fez mal… mas o ponto fundamental para mim é o estímulo e condicionamento do bebê ao toque e higiene bucal, acredito eu! 

Como profissional deixo para os especialistas… 

Em conversa com minha amiga, Dra. Flavia Oliveira (CRO_MT 4052), especialista em Odontopediatria, ela me orientou sobre algumas mudanças na forma de higienização: 

“O recomendado é que, desde o primeiro dente, a higienização tenha início, sendo realizada com escova dental, e não com o uso da dedeira. 

E o mais importante é que, desde 2015, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda também o uso de creme dental com flúor a partir do primeiro dente. 

Em relação a escolha da escova, existem escovas para cada fase da dentição da criança que o profissional especializado vai saber indicar para cada criança ou bebê.” 

Então, independente de qual das linhas cada um segue, o acompanhamento com um Odontopediatra é fundamental para a orientação e acompanhamento do desenvolvimento da dentição e da saúde bucal de nossas crianças! 

Rodrigo Vandoni de Moura CRO-MT 4045 

Cirurgião dentista, especialista em implante dental, atuando em reabilitação oral, estética e prótese dental. 

Leia mais:  Bruxismo: Só desestressar!!
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RODRIGO VANDONI DE MOURA

Bruxismo: Só desestressar!!

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Segundo dados da OMS (organização mundial da saúde), 30% da população sofre de apertamento dental ou bruxismo. No Brasil esse índice sobre para 40%.

O bruxismo é o hábito de ranger ou apertar os dentes de forma involuntária.

Esse hábito tem como consequências, desgastes excessivos dos dentes, fraturas e trincas dentais, perda de sustentação dental, dores de cabeça, zunidos no ouvido, cansaço excessivo durante a mastigação, dificuldades de abertura bucal, estalos quando abertura e fechamento de boca e até mesmo interrupção do sono.

Entre os fatores causadores do bruxismo, desponta como o fator principal o estresse, as condições emocionais e individuais de cada pessoa, e como cada um de nós lida com as dificuldades.

Pessoas de personalidade forte, hiperativas, ansiosas, competitivas, tem maior facilidade de desenvolver o bruxismo.

Porém, vários são fatores que contribuem para o aparecimento do bruxismo, desde posicionamento dental, condições emocionais e efeitos de substâncias e medicamentos que podem potencializar ou serem o causador de um quadro de bruxismo.

O consumo de álcool pode dobrar as chances de um quadro de bruxismo, principalmente se consumido próximo do horário de dormir.

Leia mais:  O afamado dente do juízo

Café, chá, energético e refrigerantes que contem cafeína também potencializam o bruxismo.

Tabagismo, nicotina e suas substâncias estimulantes presentes no cigarro.

Medicamentos usados para o tratamento da depressão, doença de Parkinson, autismo ou distúrbio de concentração podem ter como efeito colateral o bruxismo.

O tratamento consiste no entendimento de qual ou quais fatores estão levando o paciente a esse quadro, frequentemente o uso de placas de proteção de mordida e relaxamento muscular para amenizar e controlar o bruxismo, uso de toxina botulínica (BOTOX) para diminuir a ação muscular da mandíbula, substituição de medicação quando houver essa possibilidade, e tratamentos complementares como acupuntura, acompanhamento com psicólogo.

Então caímos mais uma vez na multidisciplinaridade dos profissionais da saúde!

Mas acho eu que acertar uma loteria acumulada pode também ser um bom tratamento… duvido o estresse não passar!!

Rodrigo Vandoni de Moura

CRO-MT 4045

Cirurgião dentista, especialista em implante dental, atuando em reabilitação oral, estética e prótese dental.

 

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