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Mulheres com voz por Diretas e por Direitos

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Levante Popular da Juventude

As mulheres queremos voz. As mulheres exigimos voz. Sofremos uma longa História escrita por homens que nos relegaram ao silêncio e não estamos suportando mais ficar caladas. A voz queima as entranhas quando é sufocada porque a voz não nasceu para ser confinada, amarrada. A voz nasceu para o grito, não para o murmulho.

Queremos falar de política e não encontramos espaço. Estamos sub-representadas num Congresso patriarcal que reproduz uma política patriarcal, numa imprensa hegemônica que com frequência nos enxerga como cotas politicamente corretas em vez de como figuras relevantes a serem escutadas, numa academia ainda masculina que pensa masculinamente. Porque, muitas vezes, nem dentro da própria esquerda, que se diz de nosso lado, temos o lugar que merecemos. Cada espaço conquistado por nós é resultado de uma luta.

Nós, mulheres, queremos ser ouvidas. Queremos nos manifestar contra um presidente e contra um congresso que não nos representam. Queremos falar por nosso direito de voto e escolha. Porque nós, mulheres, somos a maioria da população e temos nossos direitos violados diariamente.

Você, minha amiga, minha colega, você desconhecida, você que mora longe ou de meu lado, vai sofrer comigo uma agenda de retrocessos cujo impacto será muito mais negativo para você e para mim pelo fato de sermos mulheres.

Você e eu vamos sofrer com a reforma trabalhista que nos prejudicará especialmente aumentando nossa precariedade e vulnerabilidade. Vamos sofrer com a reforma da Previdência que dificulta a aposentadoria principalmente para as mulheres por conta de uma divisão sexual do trabalho perversa. Vamos sofrer com a PEC 55/2016 que congela os investimentos públicos na saúde, educação e assistência social por 20 anos e comprometerá nosso futuro. Vamos sofrer com a PEC 29/2015 que veta o aborto legal. Estamos sofrendo com as múltiplas formas de violência contra as mulheres e com a cultura cotidiana do estupro. Tantas de nós estão sofrendo com a LGBTfobia. Os filhos de tantas mulheres negras estão sofrendo com o genocídio da juventude negra e periférica.

Queremos gritar contra todos esses sofrimentos.

As violências são sempre piores para nós.

Por tudo isso, organizações, movimentos, entidades feministas e feministas autônomas, convocamos um grande ato para domingo, dia 11 de junho, das 12.00h às 18.00h no Largo do Arouche com a presença de várias artistas para levantar nossa voz.

Foto: Reprodução do evento no Facebook

Venham conosco! Juntas podemos conquistar o que sozinhas nos é negado.

Somos donas de nossa palavra e vamos lutar por ela.

Não queremos o silêncio de novo.

Esther Solano é Doutora em Ciências Sociais e professora da Universidade Federal de São Paulo. 

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Motorista bêbado perde controle e causa acidente em ponte da Mário Andreazza

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Um acidente parou o trânsito no sentido Várzea Grande-Cuiabá, próximo à entrada da ponte, na manhã deste sábado (6), na rodovia Ministro Mário Andreazza. Há engarrafamento, neste momento, por mais de 1 km.

 

Segundo a Polícia Militar, um motorista embriagado dormiu ao volante, perdeu o controle da direção e capotou, atingindo uma árvore, sinalização de trânsito e a estrutura metálica de proteção.

Ele foi socorrido consciente pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e, segundo a polícia, confirmou a ingestão de bebida alcóolica e as circunstâncias do acidente. Ele foi levado para atendimento médico.

 

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Agroligadas une arte e campo com Turismo Rural do Algodão

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Matéria prima mais utilizada pela indústria têxtil, o algodão percorre um longo caminho até se transformar em uma peça de vestuário. Para entender essa união entre a arte e o campo, o movimento Agroligadas realiza no dia 24 de agosto, Turismo Rural do Algodão: da semente ao guarda-roupa. O evento reunirá cerca de 50 convidados ligados à moda, arte, comunicação e influência digital.

Esta é a 2ª edição do Turismo Algodão, que será realizada no município de Campo Verde (133 km de Cuiabá). Promover uma imersão na produção do algodão, vivenciando o dia a dia de uma lavoura, com passagem entre a colheita até a produção da fibra é o principal objetivo, como conta a organizadora do evento e presidente da Agroligadas, Geni Schenkel.

“Na fazenda, os convidados terão a oportunidade de conhecer uma plantação de algodão, todo o maquinário utilizado, como também as técnicas utilizadas neste importante trabalho desenvolvido, visando o bom andamento da indústria têxtil”, contou.

Estilistas, designer de moda, arquitetos, comerciantes de roupas, influenciadores de comunicação terão a oportunidade de ver de perto como o algodão, que já foi considerado “ouro branco” no Brasil, se transforma em fio.

Entre os convidados, o estilista da Região Centro-Oeste Theo Alexandre e designer da marca Thear, que cria suas peças a partir de fibras naturais com o foco no algodão, irá exibir sua nova coleção que foi apresentada no dia 03/06 através de um filme no São Paulo Fashion Week.

“Vamos apresentar aos participantes como é feita essa capacitação das pessoas que atuam dentro da produção, mostrar também onde nosso algodão plantado em Mato Grosso alcança o mundo, como produzimos de uma forma sustentável, principalmente a cadeia do algodão que tem a rastreabilidade”, explicou Geni.

O evento também trará a exposição de artesanatos feitos de algodão produzidos pelas rendeiras do Pantanal e tribos indígenas de Mato Grosso. “Terá bate-papo com produtor rural, estilistas, artistas, colaboradores, interação com a tecnologia existente no campo, que proporcionará com que conheçam a rastreabilidade dessa cadeia, e eles irão descobrir como o algodão faz parte do nosso dia a dia, muito além do tecido”, adiantou Geni.

A programação começa às 09h com visita a lavoura de algodão em fase de colheita. Em seguida, o grupo segue para a algodoeira e fiação. “Vai ser um dia de conhecimento, descobertas e que ficará marcado pra sempre na memória dos participantes. É mais um evento que cumpre o nosso propósito de contribuir com a melhoria da imagem do agro perante à sociedade”, finalizou a presidente da Agroligadas, Geni Schenkel.

A ação conta com o apoio da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa) e parcerias do Movimento Sou do Algodão e Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Também com patrocínio da FMC Agrícola, John Deere – revendas Agrobaggio, Iguaçu Máquinas, Aster Máquinas e Primavera Máquinas. Também da Agro Amazônia, Sicredi, Valtra Brasil, Fendt, Sumitomo Chemical Brasil, CHDS do Brasil e Ouro Fino Agro.

Agroligadas – O movimento é formado por mulheres profissionais do agronegócio e têm como propósito conectar o campo e a cidade com verdade, ética, coragem, compromisso e amor, a partir de ações educativas e de comunicação. Mostrar que o agro está em tudo, em todo lugar e no dia a dia de todos.

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Pesquisa aponta que eleitor de Bolsonaro são mais presentes na rede social e não fogem de discussão virtual

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Os eleitores que pretendem votar no presidente Jair Bolsonaro (PL) desaprovam, em geral, o trabalho dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), mas têm uma visão levemente mais otimista que os outros quanto à atuação do Congresso Nacional.

Os apoiadores do atual mandatário são mais presentes e engajados nas redes sociais do que os eleitores do seu principal rival, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e são os que menos fogem de assuntos políticos na internet por medo de causar discussões com amigos ou familiares.

Nove em cada dez eleitores de Bolsonaro também não veem chance de golpe pelo presidente antes do pleito de outubro, e quase sete acreditam que ele aumentou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e criou novos benefícios até o fim do ano para ajudar quem precisa, e não para ganhar votos.

Comparado com a média geral, eles são os que menos têm passado aperto para comer nos últimos meses. O presidente costuma ter mais aderência entre o eleitorado masculino, branco, heterossexual, evangélico, mais velho, mais rico e mais escolarizado.

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A pesquisa Datafolha, foi feita com 2.556 pessoas acima de 16 anos em 183 cidades de todo o país nos dias 27 e 28 de julho. Ela foi contratada pela Folha e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-01192/2022.

A margem de erro total é de dois pontos percentuais. É importante ponderar, porém, que ela aumenta quando se considera apenas os que votarão em cada pré-candidato: é de três pontos entre eleitores de Lula, quatro em Bolsonaro e sete em Ciro Gomes (PDT), sempre na pesquisa estimulada.

Os demais postulantes ao cargo não foram incluídos porque a amostra é muito pequena.

 

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