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Política Nacional

Move Brasil: veja como solicitar o financiamento de veículos para Uber, 99 e táxi

Segundo as regras divulgadas, o programa é destinado à compra de veículos novos de até R$ 150 mil, incluindo modelos flex, híbridos

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Motoristas de aplicativos como Uber e 99, além de taxistas, já podem aderir ao programa federal de financiamento de veículos lançado pelo Governo Federal. A iniciativa, chamada Move Brasil Táxi e Aplicativos, prevê até R$ 30 bilhões em crédito para renovação da frota, com juros reduzidos e prazo ampliado para pagamento.

Segundo as regras divulgadas, o programa é destinado à compra de veículos novos de até R$ 150 mil, incluindo modelos flex, híbridos, elétricos ou movidos exclusivamente a etanol que atendam aos critérios de sustentabilidade definidos pelo governo.

Quem pode participar?

Podem solicitar o financiamento:

  • Motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses;
  • Profissionais que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas no último ano na mesma plataforma;
  • Taxistas regularmente registrados e em atividade.

Como solicitar o financiamento?

O processo ocorre em quatro etapas:

  1. Verificar se atende aos critérios de elegibilidade do programa;
  2. Escolher um veículo novo habilitado dentro das regras do Move Brasil;
  3. Procurar uma instituição financeira participante;
  4. Passar pela análise de crédito e, se aprovado, assinar o contrato de financiamento.

O serviço oficial para adesão está disponível em:

Move Brasil Táxi e Aplicativos – Governo Federal

Condições do programa

O financiamento conta com:

  • Juros subsidiados pelo governo;
  • Prazo de até 72 meses para pagamento;
  • Crédito voltado exclusivamente para aquisição de veículos novos;
  • Operação realizada por bancos credenciados com apoio do BNDES.

A expectativa do governo é beneficiar cerca de 1,7 milhão de motoristas de aplicativo e taxistas em todo o país, reduzindo a dependência de veículos alugados e ampliando o acesso à propriedade do automóvel utilizado para trabalho.

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Política Nacional

Pesquisa Atlas fica fora de circulação até decisão definitiva da Justiça Eleitoral

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão temporária da divulgação de uma pesquisa do instituto AtlasIntel que avaliava cenários para a disputa presidencial de 2026 e mencionava áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. A medida permanecerá em vigor até que a Corte Eleitoral analise o mérito da reclamação apresentada pela defesa do parlamentar.

A controvérsia teve início após a divulgação de um levantamento que apontava queda nas intenções de voto do senador em meio à repercussão de conversas atribuídas a ele e ao empresário Daniel Vorcaro. A equipe de Flávio questionou a metodologia utilizada pelo instituto, especialmente a forma como o episódio foi inserido no questionário aplicado aos entrevistados.

A ação protocolada pela pré-campanha do senador pede a invalidação da pesquisa e sustenta que a abordagem adotada pelo instituto teria potencial para influenciar as respostas dos eleitores. O caso passou a ser analisado diretamente pela presidência do TSE porque a comissão responsável por julgamentos relacionados à propaganda eleitoral ainda não estava completamente formada.

O levantamento da AtlasIntel havia mostrado redução no desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro em cenários de primeiro e segundo turno, resultado que gerou ampla repercussão política. A pesquisa foi divulgada após a circulação de áudios que colocaram o senador no centro de debates nacionais.

Agora, a divulgação do estudo permanece suspensa até que a Justiça Eleitoral decida se houve ou não irregularidades na elaboração e apresentação dos dados ao público.

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Política Nacional

Projeto classifica como abusiva oferta de brindes vinculados a ultraprocessados

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Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende proibir a utilização de brindes colecionáveis como estratégia de marketing para impulsionar a venda de alimentos e bebidas ultraprocessados no Brasil. A proposta foi apresentada pela deputada federal Denise Pessôa e busca enquadrar a prática como abusiva nas relações de consumo.

O Projeto de Lei nº 2.831/2026 estabelece que empresas não poderão distribuir ou comercializar itens promocionais, como figurinhas, álbuns, cards, brinquedos e outros objetos colecionáveis, quando estiverem vinculados direta ou indiretamente à compra de produtos classificados como ultraprocessados.

Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional, as empresas que descumprirem a norma poderão ser penalizadas com as sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, incluindo multas e outras medidas administrativas, civis e penais.

Pelo texto, caberá ao Ministério da Saúde definir oficialmente quais alimentos e bebidas serão enquadrados na categoria de ultraprocessados para fins de fiscalização e aplicação da futura legislação.

Na justificativa da proposta, a parlamentar argumenta que a oferta de brindes associados a produtos alimentícios estimula o consumo entre crianças e adolescentes, público considerado mais vulnerável às estratégias de marketing. Como exemplo, ela cita campanhas promocionais que distribuem figurinhas relacionadas à Copa do Mundo em embalagens de refrigerantes.

Segundo a autora, a associação entre itens de entretenimento e alimentos ultraprocessados influencia diretamente o comportamento de consumo infantil, levando muitas crianças a incentivarem pais e responsáveis a adquirir determinados produtos motivadas pelo interesse nos brindes.

O projeto também menciona dados relacionados ao crescimento dos índices de obesidade infantil e recomendações de organizações de saúde que defendem a redução do consumo de produtos ultraprocessados. Na avaliação da deputada, a utilização de brindes promocionais contribui para o agravamento desse cenário.

A proposta ressalta, contudo, que não pretende proibir a venda de figurinhas, brinquedos ou itens de coleção de forma independente. O objetivo é apenas impedir que esses produtos sejam utilizados como ferramenta de incentivo ao consumo de alimentos e bebidas considerados prejudiciais à saúde.

O texto seguirá agora a tramitação legislativa nas comissões da Câmara dos Deputados antes de ser submetido à análise do plenário. Caso aprovado pelos parlamentares, ainda precisará passar pelo Senado Federal para entrar em vigor.

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Janja enfrenta rejeição da maioria dos brasileiros, aponta levantamento nacional

Pesquisa indica que 52% desaprovam participação da primeira-dama no governo; índice é maior entre jovens, pessoas de maior renda e moradores do Sul

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A atuação da primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido vista de forma negativa pela maior parte da população brasileira. É o que revela uma pesquisa divulgada pelo instituto PoderData, que mostra um cenário de desaprovação superior à aprovação entre os entrevistados.

Segundo o levantamento, 52% dos brasileiros desaprovam a participação de Janja em assuntos relacionados à administração federal. Em contrapartida, 31% afirmam aprovar sua atuação, enquanto 17% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os dados revelam diferenças significativas entre os diversos segmentos da população. A rejeição à participação da primeira-dama é mais elevada entre os jovens de 16 a 24 anos, faixa em que o índice alcança 61%. O percentual também cresce entre pessoas com ensino superior completo, chegando a 72%, e entre entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, grupo em que a desaprovação atinge 74%.

Regionalmente, os moradores da região Sul registraram um dos maiores índices de rejeição, com 70% dos entrevistados manifestando posição contrária à atuação de Janja no governo.

Por outro lado, a aprovação aparece com mais força entre brasileiros com perfil socioeconômico distinto. Entre pessoas com 60 anos ou mais, o índice favorável chega a 40%. O mesmo percentual foi observado entre entrevistados com renda de até dois salários mínimos. Já entre aqueles com ensino fundamental completo, a aprovação alcançou 41%.

A região Nordeste também se destaca como uma das áreas do país onde a participação da primeira-dama encontra maior aceitação entre os entrevistados.

Os resultados demonstram uma divisão de opiniões influenciada por fatores como idade, renda, escolaridade e localização geográfica. O levantamento sugere que a percepção sobre o papel desempenhado por Janja no governo varia consideravelmente entre os diferentes grupos sociais e regionais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de maio e 1º de junho de 2026, com 2.500 entrevistados em todas as regiões do país. De acordo com o PoderData, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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