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Filho de brasileiros é preso nos EUA por invasão do Capitólio

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Samuel Camargo, o norte-americano filho de brasileiros que havia sido indiciado na semana passada pelo FBI por ter participado da invasão de apoiadores do ex-presidente Donald Trump ao Capitólio, no último dia 6, foi preso pela polícia norte-americana em Washington, na quarta-feira (20), mesmo dia em que aconteceu a posse do novo presidente dos EUA, Joe Biden.

Segundo a promotoria de Washington, policiais chegaram a procurar por Camargo em sua casa, na cidade de Fort Myers, na Flórida, mas ele já tinha viajado para a capital. Ele teria dito aos investigadores que sabia que estava sendo procurado, mas que “decidiu que deveria ir à posse ao invés de apenas se entregar às autoridades”, de acordo com a acusação.

O homem foi indiciado pelo FBI na última sexta-feira (16), por quatro crimes federais: desobediência civil, invadir e permanecer em um prédio federal, desordem em um prédio de entrada restrita e ato de violência física em um prédio de Capitólio. As audiências na justiça federal ainda não foram marcadas. Se for condenado, ele pode pegar até 25 anos de prisão.

Denúncia via redes sociais

Os agentes chegaram até Samuel por causa de um conhecido, que denunciou ao FBI vídeos e fotos que ele postou em suas contas do Facebook e do Instagram. Em um dos vídeos, ele aparece entre os invasores que tomaram a entrada oeste do Capitólio, avançando contra policiais que tentavam conter a multidão.

Parlamentares republicanos podem ter auxiliado invasão do Capitólio

No dia 6 de janeiro, o prédio do Congresso norte-americano foi invadido por uma multidão de apoiadores do ex-presidente Donald Trump, no momento em que os parlamentares realizavam a contagem dos votos do Colégio Eleitoral, último ato da eleição antes da posse do vencedor. Trump sofreu um impeachment por ter incitado a violência e ainda será julgado no Senado.

 

 

*FONTE:R7

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Trump pode ter que depor em breve em processo por acusação de estupro

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Durante uma visita à cidade de Nova York em dezembro, a escritora E. Jean Carroll disse que foi às compras com um consultor de moda para encontrar “o melhor traje” para um dos dias mais importantes de sua vida: um encontro cara a cara com o homem que ela acusa de tê-la estuprado décadas atrás, o ex-presidente americano Donald Trump.

A autora e jornalista espera que este dia chegue neste ano.

Seus advogados estão tentando conseguir um depoimento de Trump em uma ação civil de difamação que Carroll iniciou em novembro de 2019, desde que ele negou a acusação de tê-la violentado em uma loja de departamentos de Manhattan em meados dos anos 1990.

Trump disse que nunca conheceu Carroll e a acusou de mentir para vender seu novo livro, acrescentando: “Ela não é meu tipo”.

Ela planeja estar lá se Trump prestar depoimento.

 

Jornalista E. Jean Carroll chega para audiência na corte de Nova York em foto de 21 de outubro de 2020 — Foto: Carlo Allegri/Reuters/Arquivo

Jornalista E. Jean Carroll chega para audiência na corte de Nova York em foto de 21 de outubro de 2020 — Foto: Carlo Allegri/Reuters/Arquivo

Carroll, de 77 anos, ex-colunista da revista Elle, pede uma indenização não especificada em sua ação civil e uma retratação dos comentários de Trump.

Trata-se de um de dois casos de difamação envolvendo alegações de má conduta sexual contra Trump que podem andar mais rápido agora que ele deixou a presidência.

Quando ele estava no cargo, os advogados de Trump adiaram o caso em parte argumentando que as tarefas prementes da função impossibilitavam responder a acusações civis.

Um advogado de Trump e outro representante do ex-presidente não responderam a pedidos de comentário.

*FONTE:G1

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Em contraste com Trump, Biden promete a aliados dos EUA parceria que não seja transacional

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, estabeleceu nesta sexta-feira um forte contraste com a política externa de seu antecessor muito criticado, Donald Trump, prometendo acabar com a diplomacia transacional e promover a democracia sobre as autocracias.

O presidente democrata, que tomou posse há um mês, utilizou sua primeira grande aparição em âmbito global – uma “visita virtual” à Europa – para tentar restabelecer os Estados Unidos como um participante multilateral após quatro anos da políticas desagregadoras de “America First” perseguidas por Trump.

Em um discurso remoto na Conferência de Segurança de Munique, Biden traçou uma diferença marcante com a política externa mais transacional praticada por Trump, que irritou aliados ao romper acordos globais e ameaçar encerrar a assistência de defesa a menos que eles seguissem sua linha.

“Nossas parcerias têm durado e crescido ao longo dos anos porque estão enraizadas na riqueza de nossos valores democráticos compartilhados. Não são transacionais. Não são extrativistas. Elas são construídas sobre uma visão do futuro onde cada voz é importante”, disse ele.

“Eu sei, eu sei que os últimos anos de tensão testaram nosso relacionamento transatlântico, mas os Estados Unidos estão determinados – determinados a se reencontrarem com a Europa”, completou.

Biden disse aos aliados dos EUA que eles devem se manter firmes contra os desafios colocados pela China, Rússia e Irã, mencionando que o Moscou está tentando enfraquecer a aliança transatlântica e pedindo uma frente unida para combater o que ele chamou de práticas econômicas abusivas da China.

Biden chegou distribuindo presentes – uma promessa de 4 bilhões de dólares de apoio aos esforços globais de vacinação contra o coronavírus, a reentrada do país no acordo climático de Paris e a perspectiva de uma medida de gastos em torno de 2 trilhões de dólares, que poderia impulsionar as economias dos EUA e do mundo.

Pela primeira vez, Biden encontrou-se com líderes do G7 do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão por videoconferência nesta sexta-feira. Ele planeja acompanhar as nações em uma cúpula presencial organizada pelo Reino Unido neste verão, afirmou uma autoridade a repórteres.

 

*FONTE: Terra

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Um califa sem califado: a história do novo líder do Estado Islâmico

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Em seu apogeu, o grupo extremista autodenominado Estado Islâmico (EI) chegou a controlar um território do tamanho do Reino Unido (ou do Estado de São Paulo) que se estendia entre a Síria e o Iraque.

Mas em março de 2019 já estava em ruínas. Seu líder, Abu Bakr al Baghdadi, foi morto em uma operação militar dos EUA, e eles ficaram encurralados em uma pequena faixa de terra em Baghuz, às margens do rio Eufrates.

Um plano secreto para nomear um novo líder, no entanto, estava em andamento.

“Sim, é este: Abdullah Qurdash. Ou seu outro nome: Amir Mohamed Saied Abdulrahhman“, afirmou Salem, um membro do Estado Islâmico detido pelo serviço de inteligência iraquiano, ao apontar para uma fotografia que foi mostrada por Feras Kilani, jornalista do serviço árabe da BBC.

Esta é, portanto, a história de um califa sem califado. Do novo líder do Estado Islâmico.

Para começar a contá-la, você precisa se deslocar a 35 quilômetros de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque. É onde se encontra Al Mehalabiya, a cidade que viu nascer o novo líder do grupo.

O comandante Ahmed é o responsável por essa missão, um trabalho que envolve grande risco pessoal.

Famosa por infiltrar espiões dentro do grupo jihadista, esta brigada desempenha um papel fundamental na luta contra os extremistas.

Uma família respeitada

Ele teve 17 filhos. Abdullah, um deles, nasceu em 1976.

A população local ainda se lembra deles: eram educados e muito respeitados.

Abdullah Qurdash é o líder do Estado Islâmico desde que seu antecessor, Abu Bakr al Baghdadi, foi morto em um ataque dos EUA em 2019 — Foto: BBC

Abdullah Qurdash é o líder do Estado Islâmico desde que seu antecessor, Abu Bakr al Baghdadi, foi morto em um ataque dos EUA em 2019 — Foto: BBC

Mas apesar de levar uma vida tranquila, se comentava que Abdullah estava sendo radicalizado por grupos locais…

“Esta é uma região remota, vasta… A Al Qaeda se desenvolveu aqui no Iraque em 2003. Eles tinham uma boa base de seguidores”, explica Abdel Rahman al Dawla, prefeito de Al Mehalabiya.

Assim, em 2003, quando as forças lideradas pelos EUA invadiram o Iraque, Abdullah já participava de grupos jihadistas menores.

Mas, assim como tantos outros, ele os abandonaria para se juntar a uma operação muito maior: a Al Qaeda.

À medida que o Iraque era tomado pela violência, a formação religiosa de Abdullah e sua longa história com grupos extremistas rapidamente fizeram dele um membro de destaque.

Em 2008, no entanto, ele foi detido pelos EUA e levado para a prisão de Bucca.

Durante meses, foi interrogado pelas forças americanas.

Dizem que ele deu informações sobre dezenas de membros de sua organização, algo que a BBC não conseguiu confirmar.

E de repente, em 2010, Abdullah foi solto.

Adesão ao Estado Islâmico

 

Abu Bakr al Baghdadi, o primeiro líder do Estado Islâmico, promoveu Abdullah na hierarquia de comando enquanto perdia homens em confrontos armados — Foto: Getty Images via BBC

Abu Bakr al Baghdadi, o primeiro líder do Estado Islâmico, promoveu Abdullah na hierarquia de comando enquanto perdia homens em confrontos armados — Foto: Getty Images via BBC

Após sair da prisão, Abdullah se juntou imediatamente a Abu Bakr al Baghdadi, o então líder do Estado Islâmico.

Sem dúvida, “um dos líderes mais proeminentes, muito próximo de Al Baghdadi”.

Em maio de 2012, Abdullah recebe uma nova identidade. Sua aparência muda ligeiramente.

Naquela época, a maior parte das forças americanas havia se retirado do Iraque, dando ao Estado Islâmico tempo para se reagrupar. Diante de um governo impopular, o grupo começou a ganhar adeptos.

Ao ver a fotografia dele, um ex-líder das forças de segurança do Estado Islâmico, agora transformado em um informante valioso, confirma à BBC a identidade de Abdullah.

Ele afirma que se encontrou várias vezes com o novo líder.

“O que percebi é que ele não é um intelectual, de um modo geral, ele não tem a capacidade de fazer discursos como Al Baghdadi, que uma vez discursou em público sem papéis nas mãos. Não acho que Abdullah seja capaz de fazer o mesmo”.

À medida que as ambições do Estado Islâmico se expandiam, Abdullah assumiu o papel de ministro da Justiça, supervisionando as execuções e punições horripilantes.

A crueldade de Abdullah

 

Em 2019, o Estado Islâmico viu seu domínio reduzido a uma pequena faixa de terra em Baghouz, na Síria — Foto: Getty Images via BBC

Em 2019, o Estado Islâmico viu seu domínio reduzido a uma pequena faixa de terra em Baghouz, na Síria — Foto: Getty Images via BBC

Quando o Estado Islâmico entrou na cidade de Sinjar em 2014, a crueldade e a crescente influência de Abdullah realmente deram as caras.

Eles mataram milhares de membros da minoria yazidi.

Mas a questão do que fazer com as mulheres yazidis dividiu o Estado Islâmico.

De acordo com sua própria interpretação da sharia (lei islâmica), alguns queriam escravizá-las.

Salem al Jubouri testemunhou a disputa na organização. Ele era próximo ao então líder Al Baghdadi.

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