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FEMINICÍDIO: Sim, precisamos falar sobre isso!

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Vimos numa matéria anterior as formas de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher. Hoje, vamos falar sobre Feminicídio, que é o homicídio doloso praticado contra a mulher por “razões da condição do gênero feminino”, ou seja, desprezando, menosprezando, desconsiderando a dignidade da vítima enquanto mulher, como se as pessoas do gênero feminino tivessem menos direitos do que as do gênero masculino.

Para que se enquadre no crime de Feminicídio é necessário que o autor do crime tenha cometido o ato em razão de violência doméstica e familiar. Quase sempre são crimes motivados por ódio ou sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres. Não temos como prever datas ou horários para o acontecimento, mas temos como prever que esse crime pode acontecer a qualquer momento.
Observe o comportamento do seu namorado/marido/companheiro/ficante. Não pense que ciúme exagerado e agressão são amor extremado. Essa situação abusiva começa com as proibições (roupas, cabelos, etc.), depois o afastamento da mulher dos amigos (do seu ambiente social) e assim vai ficando pior a cada dia até que você esteja envolvida neste ciclo de ameaças, manipulações, proibições e não veja mais saída.
Quando você conhecer alguém, converse com pessoas que se relacionam com ele (ciclo de amizade dele e seus familiares). Procure saber se a pessoa tem histórico de violência com outras mulheres com quem se relacionou. Não pense que com você vai ser diferente ou que você conseguirá mudá-lo. As mulheres costumam romantizar as relações dizendo que ele agiu dessa ou daquela forma porque teve motivos (contados por ele), mas com você não vai acontecer nada porque ele a ama.

Não se engane! A violência vai se tornando corriqueira e o perdão vem sempre acompanhado de agrados, choros, flores, declaração de amor e promessas de mudança (acredite somente se ele procurar ajuda profissional e participar ativamente e demonstrar que está realmente tentando, com tratamento adequado). Um dia você não terá mais oportunidade de mudar de vida e ser feliz porque ele vai matar você! Chocante, não é? Mas é assim que tem que ser falado. Cuidado! Você pode morrer e entrar para as estatísticas assustadoras. Deixar seus filhos. Deixar sua família. Perder sua preciosa vida. Previna-se! Se desconfiar que ele está exagerando vá se distanciando e saia desse relacionamento abusivo o quanto antes. Enquanto ainda dá tempo.

Para combater este crime dependemos do apoio de toda a sociedade, apoio dos familiares das vítimas, discussão de gênero (assunto a ser tratado em outro artigo) nas escolas e levantamento de dados sobre a violência. Lembre-se que temos vários canais de comunicação que podem ajudá-la a sair dessa. Denuncie! Vá em busca de sua paz e em caso de emergência ligue para:

190 Policia Militar
180 Disk Denuncia Nacional
181 Disk Denuncia de Mato Grosso
3318 – 4818 – Espaço de Acolhimento a Mulher Vitima de Violência Doméstica
[email protected] – quebreociclo.tjmt.jus.br

Por Silvana Gomes Veloso. Historiadora, Bacharel em Direito e Especialista em Didática do Ensino Superior.

 

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Estresse Financeiro

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Um peregrino estava a caminho das montanhas do Himalaia, no cortante frio do inverno, quando começou a chover. Perguntaram-lhe como chegaria lá com aquele temporal. A resposta veio firme: – Meu coração chegou lá primeiro… Desse modo é fácil para o resto de mim segui-lo.
O estresse financeiro começa já na primeira infância e como não temos instruções na escola sobre o uso do dinheiro, já internalizamos posturas desacertadas desde cedo. Aprendemos em casa que com o dinheiro podemos “tudo”, já que toda vez que necessitamos de algo, seja uma mamadeira nova ou um brinquedo, nos é informado que depende dele. Assim é que o coração aprende a valorizar em excesso o dinheiro e a cabeça com o corpo todo segue esse caminho.

Ao avançar a idade, começamos a nos comparar com os colegas da escola. Por que ele tem isso ou aquilo e eu não? Ou por que eu tenho e ele não? Naquela turma quem não tem o tênis da marca tal, não entra. Na outra somente as patricinhas que possuem o celular chique Separamo-nos dos amigos mais íntimos pelas divisas financeiras. Estudar na casa do colega endinheirado nos constrange ou na “casela” pobre do outro também. Já não podemos fazer os mesmos passeios, nos mesmos lugares. Se o outro tem muito, não consigo acompanhar, se tem pouco, não aceita que eu pague todas as despesas dele. Se for convidado para o aniversário de 15 anos da amiga e não tem como comprar ou alugar a roupa social, está fora. Se tiver, vai sem o amigo que não tem. As cidades não oferecem opções aos jovens sem que tenham de gastar com deslocamentos e guloseimas. Aonde ir sem dinheiro?

O mercado de trabalho oferece três opções, para quem tem e para quem não tem. Se for trabalhar como empregado, depende da roupa, dos estudos e da capacidade de impressionar. O estresse financeiro dos empregados é percebido quando recebem o holerite. Ficam assustados como se tivessem visto um fantasma. E já que não existe o hábito de acompanhar o orçamento doméstico, quase sempre vem menos que
o esperado. Gasta mais que ganha, não importa o nível salarial. Se for autônomo, depende se tem, para mostrar o valor dos serviços. Ninguém acredita no seu potencial se seu consultório ou escritório está caindo aos pedaços. Então vale acreditar que ganha dinheiro, quem tem dinheiro. Se abrir negócio próprio, lá vem o estresse financeiro diário. Confundem lucro com caixa, balanço com demonstrativo de resultados e dinheiro no banco como capital de giro. A confusão se instala, as emoções degringolam e está instalado o estresse financeiro. O estresse financeiro deixa as paredes da empresa e alcança o lar pelas emoções inseparáveis que o sócio carrega. E é aí que começa novamente a “instrução” financeira aos filhos. Não pode isso, não pode aquilo, porque não tem dinheiro.

Salve você mesmo e os seus filhos do estresse financeiro, eduque-se financeiramente e ensine-os desde a primeira infância que dinheiro é um meio, um instrumento que se bem usado cresce. Apresente às crianças a visão acertada de poupar, investir. Diga que dinheiro poupado é dinheiro com fermento, leveda todas as esperanças. Pense nisso, mas pense agora!

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos
significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta,
escreve neste espaço aos domingos. [email protected]

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Stringueta: Bope-MT já teria achado serial

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O delegado Flávio Stringueta fez uma publicação em seu perfil no Instagram na tarde deste sábado (19), em que afirma que os policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) de Mato Grosso já teria encontrado o serial killer Lázaro Barbosa, de 32 anos. Lázaro é suspeito de ter cometido vários crimes no Distrito Federal, incluindo a chacina de uma família, e em outros estados.

As polícias do DF e de Goiás montaram uma força-tarefa para encontrá-lo. Já são mais de 10 dias de buscas numa região de mata, sem sucesso em localizá-lo.

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Crea-MT promove palestra para futuros engenheiros civis de Rondonópolis

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O diretor-financeiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), engenheiro civil André Luis Schuring realizou palestra Sistema Crea-MT, Confea, além de abordar sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) dia 15 de junho para os acadêmicos do Curso de Engenharia da faculdade Fasipe do Rondonópolis.

“O Crea-MT é um órgão público de autarquia federal especial da administração indireta de abrangência nacional de instância máxima na regulamentação do exercício profissional, que zela pela ética profissional da engenharia, agronomia e geociências, fiscaliza o exercício e as atividades dessas modalidades, atendendo à sociedade e o profissional, além de registrar tabelas de honorários elaboradas pelas entidades de profissionais, sem fins lucrativos”, disse André.

O diretor-financeiro do Crea-MT disse ainda que é   fundamental levar ao conhecimento desses futuros engenheiros como é o funcionamento do Conselho. Na ocasião, falei sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e a Certidão de Acervo Técnico (CAT), habilitação, tramitação de processos, ética, leis entre outros assuntos. A ART é válida como garantia dos serviços prestados por profissional habilitado, alimenta acervo Técnico do Profissional e é imprescindível para fiscalização, definindo as responsabilidades entre as partes e garantindo os direitos autorais.

Ainda segundo o diretor-financeiro do Crea-MT, o encontro direcionado à Anotação de Responsabilidade Técnica tem o objetivo de atingir acadêmicos que estão prestes a se formar, e a importância da ART no início da vida profissional. Aproveitamos para explicar sobre o preenchimento da ART e alertar sobre possíveis irregularidades.

“O papel do Sistema é proteger a sociedade, confere atribuições, valorização do profissional, define as penalidades, de composições das Câmaras Especializadas e a estrutura organizacional, o plenário, Câmaras Especializadas, Comissões permanentes e especiais, bem como grupos de trabalho, presidência, diretoria e inspetorias. Expomos estatísticas, destacando a quantidade de profissionais registrados no sistema, que ultrapassa de 20 mil”, ressaltou Schuring.

O diretor-geral da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea Mato Grosso (Mútua-MT), Adjane Prado, fez uma explanação sobre o funcionamento da Mútua-MT e o leque de benefícios oferecidos aos profissionais associados. “É importante destacar que os profissionais, uma vez que são inseridos no Sistema, têm uma série de benefícios, inclusive aqueles oferecidos pela Mútua. Como benefícios sociais, previdenciários e assistenciais, de acordo com sua disponibilidade financeira, respeitando o seu equilíbrio econômico-financeiro”, explicou Adjane.

Estiveram presente no encontro, o coordenador do Curso de Engenharia Civil da Fasipe, José Olavo Pio, a presidente da Associação Rondonopolitana de Engenheiros e Arquitetos (Area), engenheira florestal, Patrícia Brito e o conselheiro do Crea-MT e membro da Area, engenheiro agrimensor Fernando Munhoz.

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