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Europa lista inflamação como possível efeito colateral da AstraZeneca

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Um painel de segurança da agência reguladora europeia de saúde recomendou nesta sexta-feira (14) acrescentar uma rara inflamação vertebral, chamada mielite transversa, como um possível efeito colateral da vacina da AstraZeneca contra a covid-19.

A vacina enfrentou uma série de contratempos, incluindo atrasos na produção e investigações de reguladores após casos raros de efeitos colaterais graves, como coágulos sanguíneos com níveis baixos de plaquetas, o que levou a restrições ao uso do imunizante em vários países.

O comitê de segurança da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) também reiterou a recomendação para que um alerta semelhante seja incluído para a vacina de uma dose da Johnson & Johnson.

A mielite transversa é caracterizada por uma inflamação de um ou ambos os lados da medula espinhal e pode causar fraquezas nos braços ou pernas, com sintomas sensoriais ou problemas nas funções urinárias e digestivas.

O comitê, após revisar os dados, concluiu que a relação causal entre as duas vacinas e a mielite transversa é, ao menos, uma possibilidade razoável. Entretanto, acrescentou que a relação risco-benefício de ambas as vacinas continua inalterada.

A AstraZeneca não respondeu imediatamente a um pedido da Reuters para comentar o assunto.

A agência regulatória não ofereceu informações sobre quantos casos foram registrados após a vacinação, mas a mielite transversa foi adicionada como uma reação adversa de frequência desconhecida às informações do imunizante.

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Reino Unido: Ômicron não aumentou hospitalizações de idosos

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A onda de casos da variante Ômicron do novo coronavírus não causou aumento das hospitalizações de idosos, como era esperado, apesar de haver mais casos nessa faixa etária. A afirmação é de consultores científicos do governo do Reino Unido, divulgada nesta quinta-feira.

“O aumento de hospitalizações, previsto após maior número de casos de infecção em idosos, não foi observado até agora”, informa ata de reunião do Grupo Consultivo Científico para Emergências (Sage), realizada em 13 de janeiro.

“Isso pode estar ocorrendo “devido a níveis mais altos de proteção contra a hospitalização, a uma diminuição mais lenta da proteção vacinal ou ao impacto de comportamentos de precaução entre os mais vulneráveis e aqueles que vivem ao seu redor”, afirmaram os consultores.

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Venezuela tem novo recorde de casos de covid-19 e acelera reforço

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje (20) que a Venezuela registrou 2.32 mil infectados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, batendo recorde pelo segundo dia consecutivo.

“Os especialistas dizem que o pico das infecções no país deverá ocorrer entre 30 e 31 de janeiro, ou seja, vamos ter crescimento acelerado da doença”, disse o governante à televisão estatal venezuelana.

Maduro afirmou que a variante Ômicron tem aumentando e que, apesar de não ser mais letal, é importante continuar a aplicar medidas preventivas e a vacinar a população.

“Passamos de cinco casos positivos de covid-19 por cada 100 mil habitantes para 20 contágios por cada 100 mil nessa quarta-feira”.

Segundo o presidente, todas as pessoas que receberam a segunda dose da vacina contra a covid-19 há seis meses devem tomar a dose de reforço.

Ele informou que a Venezuela estuda a retomada de sete dias de confinamento restrito, seguido de sete dias de flexibilização controlada.

“Eu quero manter o país como está, aberto, trabalhando, com aulas presenciais, vamos manter a abertura, avaliação, vacinação, os cuidados em todos os estados e municípios. Vamos manter o trabalho, a educação, tudo avançando. Essa é a linha”, disse o chefe de Estado.

O Ministério da Saúde da Venezuela enviou circular aos órgãos de saúde do país modificando o programa de aplicação da dose de reforço da vacina.

O documento orienta que, devido ao “aumento exponencial” de casos, a terceira dose deve ser aplicada em todas as pessoas que solicitarem, em qualquer centro de vacinação, independentemente da idade, ocupação ou fatores associados.

O país iniciou a imunização de reforço, ou terceira dose, das vacinas russa Sputnik V e da chinesa Sinopharm, dando prioridade aos profissionais de saúde.

O programa inicial, agora modificado, previa que a partir de fevereiro, os venezuelanos com mais de 18 anos poderiam ir aos centros de vacinação para receber o reforço, desde que tivessem recebido a segunda dose há seis meses.

Na Venezuela estão oficialmente confirmados 460,95 mil casos de covid-19. Há ainda 5,38 mil mortes associadas ao novo coronavírus, desde o início da pandemia.

Desde março de 2020 a Venezuela está em confinamento preventivo por causa da covid-19, adotando sistema de sete dias de flexibilização, seguidos de sete dias de confinamento rigoroso.

Em novembro e dezembro de 2021, a quarentena foi flexibilizada, devido à realização de eleições municipais e regionais e à época natalícia.

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Coreia do Norte ameaça retomar testes nucleares

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A Coreia do Norte ameaçou hoje (20) retomar testes nucleares e de mísseis balísticos de longo alcance, em reunião do gabinete político sob a liderança de Kim Jong-un.

Pyongyang não realizou quaisquer ensaios nucleares de mísseis balísticos de longo alcance desde 2017, dando prioridade ao diálogo com os Estados Unidos (EUA). O líder norte-coreano encontrou-se três vezes com o então presidente norte-americano, Donald Trump.

Desde a fracassada Cúpula de Hanói, de 2019, entre os dois líderes, as negociações ficaram estagnadas.

A Coreia do Norte rejeitou todas as ofertas de diálogo, enquanto retomava testes, como o lançamento de mísseis hipersónicos.

Os EUA impuseram, na semana passada, novas sanções a Pyongyang.

“Política hostil e ameaça militar dos EUA atingiram limiar perigoso que já não pode ser ignorado”, disse a agência oficial da Coreia do Norte KCNA.

Por essa razão, a reunião do gabinete político do comitê central do Partido dos Trabalhadores determinou que seja examinada rapidamente a questão do reinício” de todas as atividades que foram objeto de moratória.

O possível recomeço dos testes nucleares e balísticos ocorre em momento sensível para a região, com eleições presidenciais marcadas para março na Coreia do Sul e na China, o único grande aliado da Coreia do Norte e que se prepara para acolher os Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro.

Desde a posse do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, há um ano, Pyongyang rejeitou várias propostas de diálogo apresentadas pela administração norte-americana.

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