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DMRI: A principal causa de cegueira na 3ª idade

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Ao mesmo tempo em que o aumento da expectativa de vida prolonga o sopro da esperança, ela traz consigo mudanças desafiadoras para a saúde humana. E, quando esse cenário envolve a saúde ocular, o envelhecimento dos olhos se mostra o principal fator de risco para a Degeneração Macular Relacionada à Idade ou DMRI.

Hoje a DMRI é a principal causa de cegueira irreversível em idosos. A doença acomete, tragicamente, a Mácula,  região mais nobre e importante da nossa retina, e que é responsável pela visão de cores, dos movimentos e dos detalhes.

Os primeiros sinais da doença são: o surgimento de alterações pigmentares da mácula e das drusas maculares. A DMRI é classificada, basicamente, em duas formas clínicas: a forma seca e a forma exsudativa (úmida). A primeira representa a apresentação clínica mais frequente e os seus achados mais comuns são a presença de drusas e/ou atrofia retiniana. Já a segunda tem como principal característica  o surgimento de neovascularização de coróide, que causa extravasamento de sangue e “exsudatos” na retina, o que pode levar à perda visual grave e irreversível.

Vale à pena ressaltar que o exame de fundo de olho realizado pelo médico retinólogo é capaz de estabelecer o diagnóstico e, ao mesmo tempo, definir em que estágio a doença se encontra.

A hereditariedade, o tabagismo, a raça branca e o descontrole metabólico oxidativo são fatores que contribuem para um maior risco de desenvolvimento e progressão da doença.

A mudança do estilo de vida com a adoção de hábitos saudáveis, tais como: dormir melhor; cessar o tabagismo e o consumo exagerado de álcool; aumentar ingestão de alimentos ricos em antioxidantes (vegetais de folha verde escuro) e minimizar a exposição dos olhos aos raios ultravioletas (usar óculos escuros com proteção) pode minimizar os efeitos do tempo e consequentemente mudar o curso natural da Degeneração Macular.

O melhor tratamento hoje para a DMRI é o acompanhamento próximo e regular junto ao médico oftalmologista, a fim de que o diagnóstico da doença seja precoce e o tratamento específico, quando indicado, seja realizado o mais rápido possível.

Viveremos cada vez mais e precisamos de  melhores condições para combater as mudanças que o tempo nos impõe.

Renan Ferreira é médico oftalmologista, especialista em retina e vítreo. @oftalmologistamt.

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O cavalinho Xomano e o cuiabanês

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O mascote oficial do time Cuiabá E. C. é um peixe dourado apelidado de douradão, no seu emblema tem o marco do centro geodésico da América do Sul, que fica em frente a Câmara Municipal, na praça Pascoal Moreira Cabral (fundador de Cuiabá) e a cor da camisa do time é verde, como a cor da bandeira de Cuiabá.

Só faltava falar. Pra supresa dos cuiabanos o cavalinho do Cuiabá E.C. que aparece aos domingos no programa Fantástico tinha sotaque de caipira mineiro. Isso gerou uma grande revolta na cidade.

A resposta nas redes sociais foi imediata. Tantos ataques que o próprio Tadeu Schimdt teve que corrigir a falha grosseira da produção através de um vídeo na internet que viralizou. Nesse domingo passado, enfim o boneco batizado de Xomano apareceu falando com sotaque cuiabano. Cuiabanos e não cuiabanos vibraram com essa aparição.

A antropologia considera a língua de um povo, uma das suas principais marcas identitárias. Lenine Póvoas chamou essa identidade local, incluindo a língua de cuiabanidade.

Com a onda migratória dos anos 70/80 e do uso em escala de aparelhos de TVs e das novelas, o falar cuiabano passou por um de preconceito linguístico enorme. Inclusive nas escolas. Logo criou-se a oposição: nativos e estrangeiros, cuiabanos de pé ratchado e os pau rodados.

Afora, as controvérsias e críticas ao deboche exagerado no falar cuiabano, Liu Arruda nos anos 80 e sua icônica Comadre Nhara e Djuca representou uma resistência cultural da língua local aos chegantes através de seus causos e piadas de sátira a cariocas e gaúchos. Manifestações de personagens e humor que continuam nos dias atuais, com Comadre Pitú, Nico&Lau, Xô Dito, Totó Bodega e Almerinda. Sem contar o movimento musical do rasqueado que também participou dessa afirmação cultural e que renderia outro texto.

Mas esse preconceito era coisa antiga.
Em 1921, o primeiro pesquisador que tentou entender esse dialeto foi o professor de Português da Escola Sen. Azeredo, Flanklin Cassiano da Silva que publicou o livro “Subsídios para o estudo da Dialectologia de Mato Grosso”.  

O autor buscou as raizes linguísticas desse sotaque em determinadas regiões de Portugal como Minho e Tras os Montes. Sua iniciativa já era uma busca de valorização e aceitação desse dialeto e de luta contra o preconceito da época.

A partir daí vieram outros divulgadores desse linguajar, nos anos 70/80. Em 1978, Maria Francelina Ibrahim Drummond publicou o livro “Do Falar Cuiabano”. Nos anos 80/90 Moisés Martins, Wilian Gomes e Antônio Arruda publicaram dicionários com verbetes e expressões nativas.
Na mesma linha, em 2008, Pedro Rocha Jucá com o livro “Da Linguagem Cuiabana”.

Em comum, todos defenderam que o sotaque cuiabano é herança dos portugueses e/ou dos bandeirantes.

Em 2005 a UFMT, Instituto de Linguagem publicou “Vozes Cuiabanas: estudos linguísticos em Mato Grosso” organizado por Manoel Mourivaldo S. Almeida e Maria Inês Plagliarini Cox. Em 2014, a professora Cristina dos Santos lançou “Do Falar Cuiabano”.

                                   

   

Nessas análises acadêmicas sobre esse “djeito de falar” definiram fonética e morfologicamente essa variação linguística, e não a língua em si, como sendo herança cultural dos povos indígenas, em especial dos Bororos e também dos africanos escravizados. Esses grupos representaram 65% da população no período colonial da Vila Real de Cuiabá .

Para o linguista Marcos Bagno que publicou vários livros sobre o tema, não existe português certo ou errado, porque a língua se renova exatamente pelas suas variações.

Os índios Bakairi na década de 1960/70 foram proibidos pela FUNAI de falar sua língua materna na aldeia. Passaram então a falar sua língua escondidos na mata. Por isso, atualmente falam sua língua nativa fluentemente.

Por analogia, diante da polêmica dos cavalinhos e da ida do Cuiabá E.C. para série A, percebi que o falar cuiabano que parecia morto, está vivíssimo.

A vitória do time que traz toda a simbologia da cidade reavivou o sentimento e a estima de cuiabanidade. E o antigo hábito de falar cuiabanês que sobrevivia restrito ao ambiente doméstico “no casa do mamãe ou do Titia” está voltando para as ruas, impulsionado pelas redes sociais com personagens como Xomano que mora ali, Xomano do Saber, Kbça Pensante entre outros.

O falar cuiabano não tinha morrido, ele só estava escondido! Língua não morre, ela evolui, quem morre são os falantes!

Suelme Fernandes, Historiador e Analista Político siga no Instagram @suelmefernandes.

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DENÚNCIA ! Evasão de divisas com venda de rebanho vivo passa de R$ 380 milhões

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Secretaria de Fazenda do Estado de Mato Grosso e Secretaria de Indústria e Comercio, bem como a fiscalização estadual e federal estão coniventes com uma situação de crime tributário grave, estadual e federal.

Estamos denunciando aqui neste pequeno artigo que a saída do boi em pé ou “boi vivo” para fora do estado está totalmente sem controle. Com brechas criadas para facilitar a evasão de divisas, muitos produtores agropecuaristas e empresas do setor simulam a transferência do gado vivo para mesma titularidade para fora do estado e com a omissão do governo deixam de recolher cerca de R$ 380 milhões em impostos estaduais e federais.

Numa conta de “papel de padaria” estão saindo cerca de 80 mil bois vivos todo mês, ao preço médio de R$ 5.600,00 a cabeça, e com ICMS REDUZIDO INCENTIVADO PELO GOVERNO, deixam de entrar, repito: R$ 380 milhões por ano nos cofres públicos.

E enquanto isso, a desgraça do desemprego batendo na casa de milhares de pais de família.

A quem interessa esse prejuízo? Quantos empregos estão deixando de ser gerados em Mato Grosso? Milhares estão sendo demitidos. O negócio é tão lucrativo que a tendência é fechar mais plantas frigoríficas no estado, cujo rebanho bovino é o maior do País.

No entanto esse governo, mesmo com as indústrias locais consolidadas, prefere impor o rótulo de apenas exportador de matérias primas, não bastasse para o exterior, agora também no mercado interno. Algo inusitado, inacreditável, inaceitável e revoltante.

É crime federal! Onde estão o MPF, MPE?  Chamem o Sindicato dos Frigoríficos e ouçam seus diretores e saberão o que se passa no submundo dos abates que geram empregos em outras unidades da Federação! Porque a Rogerio Gallo não se manifesta? Porque Mauro Mendes não se manifesta? Deve estar sobrando dinheiro no caixa!

A população está indignada com tamanha nocividade aos cofres públicos. Será que nesse governo existe uma controladoria competente? Porque o TCE-MT e Assembleia Legislativa estão calados? Porque os MP’s estão calados? Esta situação não pode perdurar! Quem está sendo penalizado é o povo, o trabalhador e você contribuinte. Esperamos ação enérgica dos órgãos competentes! Com a palavra o MPF e MPE.

Éder Moraes – Ex-secretário de Fazenda/MT

 

 

 

*FONTE: Pagina do Estado

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Cobrança de honorários

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Nos termos da Constituição da República, o advogado é indispensável à Justiça, pois, presta serviço público e exerce função social. Cabe lembrar, que no exercício da profissão, é inviolável por seus atos e manifestações, nos limites da lei.

É profissional liberal, e deve sempre pautar o seu trabalho com base na ética e moral, devendo obediência ao que dispõe o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil.

Nesse sentido, a cobrança dos honorários, pela prestação do serviço jurídico, está inserida de forma pública e transparente na Tabela de Honorários, publicado pela Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, podendo ser acessado a qualquer tempo, e quando é fixado no final do processo judicial, o magistrado o fará nos restritos limites das regras processuais. Pois bem!

O intento desse texto é conversar com vocês acerca do recente julgamento do Supremo Tribunal Federal – STF, proferido no Recurso Extraordinário n°1.293.950, que mais uma vez foi convocado, a meu ver, de forma, totalmente, desnecessário, para reafirmar, que a cobrança de honorários é de livre iniciativa da própria OAB, categoria ímpar, que tem autonomia e liberdade de mercado, dotada de personalidade jurídica e forma federativa de forma única, e não mantém com órgãos da Administração Pública, qualquer vínculo funcional ou hierárquico, portanto, podendo, promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil.

Isso porque, o Ministério Público Estadual – MPE, do Estado de Mato Grosso, entendeu que uma profissional da área estaria cobrando honorários abusivos em ações previdenciárias, de determinado cliente, e resolveu se intrometer, em uma relação de negociação individual.

Cabe lembrar, que o Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, responsável, perante o Judiciário, pela defesa da ordem jurídica e dos interesses indisponíveis da sociedade, e pela fiel observância da Constituição e das leis.

Em outras palavras, ao MP, cabe promover a defesa das relações coletivas, quando seu objeto está relacionado a danos concretos ou potenciais, a direitos coletivos ou difusos, como, por exemplo o meio ambiente, consumidor, patrimônio público, criança e adolescente, pessoas portadoras de deficiências, idosos, etc, e não se o fato, envolver estritamente uma pessoa individual.

Em tempo, ele é fiscal da lei e/ou da ordem jurídica, contudo, foge à sua função, interferir nas relações privadas, a exemplo, do que é contratado, reservadamente, entre o advogado e o seu cliente.

Essa relação, não lhe diz respeito, e cá entre nós, nem precisava o STF dizer, posto que não é trabalho do Parquet, estabelecer tabelamento de preço de honorários advocatícios, vez que não existe hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos, ou seja, nenhum profissional[U1] dessa área deve interferir, limitar direitos, muito menos ainda, querer tabelar a remuneração do outro, até porque, todos fazem parte do mesmo sistema judicial.

 

Gisela Nascimento é advogada

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